Já era quase meia-noite quando Claude e Renata chegaram em casa.

— Bem, acho que está tudo certo agora... Amanhã será o grande dia. — Disse Claude.

Renata se virou para ele.

— Então... Acha mesmo que pode derrotar o Cris?

Claude passou a mão em seu rosto.

— Eu não tenho certeza... Acho que o destino é quem vai decidir.

Alguns segundos depois, alguém bateu na porta de seu apartamento. Claude se aproximou da porta.

— Quem está aí?

— Sou eu! It's me! — Respondeu César, do outro lado.

Claude abriu a porta.

— Doutor... Já é bem tarde, ainda está pesquisando sobre o Mx?

César respirou fundo.

— Claude... É melhor você se sentar. Eu tenho muita coisa pra falar pra você...

Renata pensou.

— Vocês... Querem que eu espere no quarto?

César negou com a cabeça.

— Não, você pode saber também.

Dito isso, Claude e Renata se senataram em um dos sofás. César se sentou no outro.

— Claude... Preste muita atenção no que eu vou dizer...

César contou tudo para Claude. Desde o momento em que ele e Vavá foram até a casa do Doutor Rogério até toda a revelação por trás do Mx. Tudo aquilo fez Claude fechar sua mão com força.

— Então... O Mx foi ideia do meu irmão...

— Sim! Correct! — Disse César.

Renata baixou a cabeça.

— Ele sabia que as mutações podiam trazer perigo para pessoas normais... E antes de morrer pediu para que a droga fosse estudada...

César colocou a mão em seu queixo.

— Claude... A droga foi criada por esse Doutor Rogério... Mas a ideia inicial veio do seu irmão, Guilherme Fernandes.

Claude ficou com raiva ao ouvir aquilo.

— Então eu tenho mais um motivo para vingar a morte do meu irmão!

César se espantou.

— Vingar a morte dele?

Claude respirou fundo.

— Amanhã a noite... Renata e eu vamos até a Ilha dos Mutantes. Eu quero encontrar o Cris... E fazê-lo pagar por tudo que ele fez!

César se levantou.

— Bem... Eu acho que a minha missão terminou por enquanto. Eu vou conversar com o Rogério para que ele me ajude a tornar a vacina contra mutações genéticas disponível para a população.

Claude se levantou e guiou César até a porta.

— Doutor... Obrigado por tudo.

César riu.

— Sem problemas, Claude... Mas por favor, tome cuidado com suas decisões.

— Eu vou...

César se despediu e Claude fechou a porta. Renata se aproximou dele.

— Claude...

Claude interrompeu Renata, erguendo sua mão.

— Eu sei o que estou fazendo, Renata... Amanhã vai ser o dia em que um de nós irá morrer... Serei eu... Ou o Cris!

Enquanto isso, a campainha tocou na casa de Pepe. O mesmo foi atender.

— Já vou!

Pepe abriu a porta. Beto entrou.

— Pepe, é urgente! A Maria e o Marcelo estão aqui?

— O quê? Sim, estão...

Maria e Marcelo se aproximaram.

— O que houve, Beto? — Perguntou Marcelo.

— Aconteceu alguma coisa? — Perguntou Maria.

Beto acenou positivamente.

— Aquele homem, o Claude... Eu descobri o que ele quer...

Os dois se espantaram.

— Descobriu?

— Sim, descobri... Ele quer matar o Cris.

Maria e Marcelo levaram um choque.

— Matar o Cris?! — Perguntou Maria.

— Mas por quê? — Perguntou Marcelo.

Beto negou com a cabeça.

— Eu ainda não sei... Mas eu ouvi ele e a Renata conversando, eu acho que eles vão para a Ilha dos Mutantes amanhã a noite.

Marcelo se virou para Maria.

— Nós temos que impedir que isso aconteça!

— Eita lelê... Ou ele vai matar o Cris, ou o Cris vai matá-lo... — Disse Maria.

Tatiana e Érica que estavam ouvindo a conversa, se aproximaram.

— Ele vai matar o Cris?! — Perguntou Érica.

Tatiana riu.

— Não vai adiantar... O Cris é muito forte, lutar com ele é suicídio.

Marcelo se virou para Tatiana.

— Tati, nós ainda não sabemos do que esse homem é capaz. E além do mais, como estávamos dizendo, essa luta vai terminar em alguma morte se não fizermos alguma coisa.

Tatiana pensou.

— E se a gente for até a Ilha dos Mutantes e falar com o Cris?

Maria pensou.

— Eu estou mais preocupada com a Renata. Ela se juntou com aquele homem e pode acabar entrando em perigo por causa dele.

— Se ele pretende fazer isso amanhã a noite, ainda temos tempo. — Disse Érica.

Marcelo acenou com a cabeça.

— Beto, muito obrigado. Nós vamos pensar no que fazer.

Beto apertou a mão de Marcelo.

— Tudo bem! Eu sei que a Liga do Bem sempre sai vitoriosa.

Beto foi embora. Pepe se aproximou de Maria e Marcelo.

— Parece que vocês ainda tem mais uma missão pela Liga do Bem.

Maria se virou para Pepe e sorriu.

— Sim, pai... Mais uma vez, a Liga terá que entrar em ação!