Após completar sua missão, César voltou para a Mansão Mayer trazendo uma amostra do Mx com ele. No dia seguinte, após comunicar Eugênio, a família de Guiga se reuniu na mansão. César estava sentado em uma cadeira estudando em seu notebook. Eugênio, Clara, Ângela e Guiga estavam em volta.

— Consegui!! — Gritou César.

— Conseguiu o que, Doutor? — Perguntou Guiga.

César estava agitado.

— Eu consegui encontrar a fórmula usada no Mx através da amostra que o Rogério me deu!

Eugênio arrumou seus óculos.

— Isso é muito bom... Quer dizer que podemos criar outras vacinas a partir dessa amostra.

— E as pessoas não vão mais precisar ter tanto medo dos mutantes! — Completou Clara.

— Isso vai ser muito bom! — Disse Ângela.

César cruzou as mãos.

— Hum... Eu teria muito a agradecer ao Guilherme, irmão do Claude... Uma pena que ele se foi.

Aquele nome fez Guiga e seus filhos tremerem.

— Você disse... Irmão do Claude? — Perguntou Guiga.

— O mesmo Claude que está com a Renata? — Perguntou Ângela.

César acenou positivamente.

— Sim... O Rogério me contou tudo... O irmão do Claude, Guilherme, foi quem teve a ideia de criar essa vacina para proteger a população... Mas ele foi mordido e se tornou um vampiro. Como consequência, acabou sendo morto.

Ângela se espantou.

— Quem matou ele?!

César respirou fundo.

— Se tudo que eu ouvi estiver certo... Foi o Cris.

Todos se espantaram ao ouvir aquilo.

— O Cris?! — Gritou Clara.

— Mas então... Agora eu entendo porque aquele homem odeia tanto os mutantes.

César cruzou os braços.

— Infelizmente, pra mim essa jornada acabou. It's over. Mas ele ainda está atrás de vingança... E eu temo pelo que pode acontecer com ele...

Clara parecia preocupada.

— Nós temos que fazer alguma coisa... Eles vão acabar morrendo.

César suspirou.

— Infelizmente já está tudo certo para eles... O Claude não vai ter paz enquanto não encontrar o Cris e... Bem, eu não tenho ideia do que pode acontecer depois. I have no idea!

A noite caía... Um pequeno barco cruzava as ondas do oceano enquanto Claude e Renata observavam uma ilha se aproximando.

— O fim está chegando... — Disse Claude.

— Você está pronto, Claude...? — Perguntou Renata.

Claude negou com a cabeça.

— Eu não sei... Mas eu não vou ter paz enquanto não resolver esse dilema...

Noé, que estava no comando do barco, se virou para eles.

— Nós vamos chegar no destino em cinco minutos.

— Perfeito... — Disse Claude.

Exatamente cinco minutos se passaram quando o barco parou na areia da praia.

— Chegamos! Eu vou deixar vocês aqui e voltar pra cuidar dos negócios. Venho buscá-los em uma hora.

— Entendido... Obrigado por nos trazer até aqui, Noé. — Disse Claude.

— Obrigada, Noé... Tenha uma boa viagem de volta! — Disse Renata.

Noé se despediu e virou o barco , voltando em direção à cidade grande. Claude e Renata se viraram para a praia que se estendia até onde a vista alcançava. Aquela era a Ilha dos Mutantes, que durante muito tempo escondeu as criações mais perigosas da doutora Júlia.

— Ele está por aqui... Eu sei disso. — Disse Claude.

— Eu acho que também sinto... — Disse Renata.

Os dois caminharam pelas areias.

— Hehe... Até que eu gosto de pisar na areia. Me lembra de quando eu era criança... — Disse Renata.

De repente, Claude percebeu algo.

— Pare! Temos que injetar nossas doses de Mx. Ele pode aparecer a qualquer momento.

Claude retirou duas seringas de seu bolso e jogou uma para Renata. Os dois aplicaram as injeções rapidamente.

— Ai! Eu não consigo me acostumar com isso. — Disse Renata.

— Não se preocupe... Vale a pena se funcionar com ele.

Renata pensou.

— A propósito... Nós não temos certeza se o Mx vai ser o suficiente para lidar com o Cris, não é?

— Eu espero que seja o bastante... O Mx funciona com qualquer mutante, na teoria... Mas estamos lidando com um dos mais poderosos de todos. — Disse Claude.

Alguns minutos após andarem pelas areias, Claude percebeu algo.

— Olhe aquilo!

Claude apontou para um local da praia onde havia madeira que aparentava ter queimado recentemente.

— É uma fogueira... Tem alguém por aqui! — Disse Renata.

Os dois correram e se aproximaram dos restos de madeira.

— Com certeza foi ele... Não tem mais ninguém nessa ilha além do Cris. — Disse Claude.

— Mas onde ele foi...? — Perguntou Renata.

— Ele ainda está por aqui, eu sei disso... Vamos seu covarde, apareça! Essa noite você vai pagar por tudo que fez comigo, Cris!!

Eis que não demorou muito, uma voz ecoou de trás deles.

— Quem são vocês?! O que estão fazendo aqui?!

Claude se virou. Atrás dele estava um homem sem camisa e usando uma velha bermuda. Ele parecia irritado ao vê-los.

— Você... — Disse Claude, com raiva nos olhos.

— O Cris... É ele... — Disse Renata.

Claude sacou sua arma e Renata criou duas chamas em suas mãos.

— Finalmente... Eu esperei muito por esse dia... Cris! — Disse Claude.

Cris parecia confuso.

— O que vocês querem?! O que vieram fazer aqui?!

Claude continuava com fúria em seu olhar.

— Eu... Eu vim matar você!!