Os Jogadores
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Hoje estou muito animada pois descobri que passei em mais uma matéria na escola e como recompensa a mim mesma e a alguns(mas) leitores(as) que queriam a volta da fic, eu comecei a reescreve-los. Tcharamm!!
Ai, hoje eu não to bem, só pode, juro que não bebi nada é só felicidade. Espero que gostem e nos falamos lá em baixo.
Boa leitura!
- Lá vêm eles. – Sussurra uma garota de cabelos pretos, com uma voz muito fina que faz meus dentes até doerem, para sua amiga perto do meu armário. Acho que se chama Lavínia. Acho que já fui colega dela... Talvez eu ainda seja colega dela em alguma matéria. Depois de um tempo comecei a nem ligar mais para isso.
- Eles são lindos de mais! Pena que o Tiago só chega depois do primeiro sinal... – disse à amiga que tinha os cabelos alaranjados, uma cor rara entre as garotas da minha escola.
- Não sei que cisma é essa com o Tiago que você tem, se o Willian é o mais gato.
Todo dia era a mesma conversinha fiada ali perto quando os “jogadores” passavam, por isso que eu prefiro me excluir dessas pessoas, elas tem cérebro e não usam para algo que preste. Não gosto nenhum pouco deles e tenho meus motivos para querer distância!
- Ele piscou pra mim Karen! O Willian piscou por mim! – Ele pisca para todas, sua cabeça de vendo! Achava que era tique mais ele nunca faz isso com os outros jogadores ou simplórios garotos, então...
Willian Collins, de que elas falavam, era o filho do diretor do colégio Expression High – nome irônico para um colégio que se abrirmos a boca pra dizer nossa opinião sobre qualquer coisa que seja, é diretoria na certa. –, capitão do time de futebol americano, líder da “Elite” da escola, e é o garoto mais cobiçado por quase todas as garotas e até mesmo alguns garotos. Ele acaba com dezenas de namoros e amizades pelo colégio e até é motivo de muitas expulsões por causa de garotas que brigaram por ele. Uma vez ele armou pra mim e com a única amiga que eu tinha, com ajuda dos seus “amiguinhos”, eu quase fui expulsa, mas meu pai conversou com o diretor e os pais da Darla – anteriormente amiga -, ela foi expulsa, eu não e ela nunca mais falou comigo, passa por mim na rua e me olha com desgosto quando não pisa no meu pé ou bate seu ombro no meu, e vai por mim, a garota tem força. – fim da história.
- E aí “Cyrus” – veio alguém fazendo uma chave de pescoço em mim e me puxando para perto, me fazendo arfar.
Não precisava de muito, sabia que era o Bryan Smith – capitão do time de natação masculina. Olhei para cima e vi seu sorriso debochado indo para uma expressão de ódio, porque ele pode sentir ódio de mim, se é eu que não estou conseguindo respirar?
– Venha dar uma voltinha com a gente gata, você precisa se enturmar um pouco. – Josh Davis — capitão do time de basquete -, e Willian começaram a rir e enquanto eu tentava tirar o braço do Bryan de mim para respirar um pouco, sem muito sucesso, lógico. Sentia meu rosto queimar eu precisava de ar, mas sabia o que viria em seguida. Mas não queria. Eu nunca quis, para ser franca.
- Mudança de planos “Cyrus” – como assim, “mudança de planos”, o que iriam aprontar para cima de mim hoje? Prender-me no mastro da bandeira da escola? Melhor nem dar ideia. -, hoje o dia será um pouco diferente – Josh falou e eu fui empurrada na direção do Willian tentei passar no meio entre ele e o Bryan mais Josh foi mais rápido colocando o pé na minha frente. Tropiquei e voltei a me sentir sem ar. Tinha sido pega novamente – Ainda não mocinha, a brincadeira nem começou... – sussurrou no meu ouvido e riu de um jeito malicioso. Quantas vezes eu já tinha ouvido essa frase? Esse ano, já deveria ter sido umas vinte. Senti o pânico subir a cabeça e comecei a tentar me libertar, dando socos para todos os lados, precisava de ar! Cansei! Toda a semana é a mesma coisa. Não posso mais ficar escondida nos banheiros femininos ou enfermaria. Uma hora chamariam meus pais e não quero que eles se preocupem comigo. Eu tenho que aprender a me cuidar sozinho.
Não sei como, eles pegaram minhas mãos e as seguraram.
– Olha só quem tá bravinha hoje. – Nem sabia mais quem estava me prendendo, meus olhos estavam fechados e tentava segurar as lágrimas, sem sucesso, sentia meu rosto cada vez mais quente. Era empurrada e levada por eles pelo caminho. Onde eles estavam me levando dessa vez?Eu tinha que arranjar um jeito de me livrar
- Isso dói! – falei, mas tenho quase certeza que a voz ficou presa na garganta ou mal passou de um simples sussurro.
- Isso é pra ver se você finalmente enxerga, que seu lugar não é aqui!
De repente senti ar entrar pelos meus pulmões e abri meus olhos e quando vi, Bryan me levantando e me jogando na piscina.
- Ahhhh! – gritei e senti um baque forte na minha cabeça e em todo lado do meu corpo. Água entrava pelos meus ouvidos, olhos e aos poucos pelo nariz também. Não que eu seja baixa, só que não chegava ao fundo sem estar á uns dez centímetros, totalmente submersa no fundo da piscina do ginásio, era a maior, utilizada para competições. Para ajudar, nunca soube nadar, meu único pensamento era que eu ia me afogar, e eles não fariam nada e então morreria ou... Quanto tempo até alguém ir ali e ver? Comecei a me debater, mas isso só fazia com que água entrasse nos meus olhos e nariz mais ainda me torturando aos poucos o que me deixava em estado de pânico. Meu nariz doía e o cloro da água já estava fazendo com que meus olhos pinicassem.
Eu nunca tinha sentido pânico de piscinas na minha vida, mais sempre evitei as que eram mais fundas do que minha altura. Depois dessa, se eu saísse viva, eu nunca mais iria chegar perto de uma na minha vida. Meu corpo já estava submerso e não havia nada mais que eu pudesse fazer. O silêncio vinha aos poucos quando eu fui parando de me debater. O que eu iria fazer agora?
Só conseguia sentir dor.
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- E foi isso, ouvimos alguém gritando do ginásio e depois um barulho de água, a gente tava esperando o Tiago como sempre mais o tempo foi passando e daí ouvimos os gritos. Quando chegamos lá ela já tava debaixo d’água e parada, eu entrei lá, peguei ela e trouxe pra cá. – Onde eu estava? Não conseguia enxergar direito e parecia que eu ainda estava de baixo d’água, mas pelo que eu estava ouvindo, não mais. Tudo doía. Fechei meus olhos.
- Está se sentindo bem? – reabri os olhos, olhei em direção da voz e vi a doce senhora da enfermaria. Ela tinha cabelos loiros com muitos fios brancos e seu rosto era um tanto enrugado. Estava acostumada com a presença dela no meu dia a dia. Enquanto muitos a criticavam eu a achava um anjo.
- Não muito. – confessei fechando os olhos. Me sentei.
- Poderia estar pior, imagina se o senhor Smith não tivesse passando por lá e te ouvisse gritar? Não que eu seja pessimista, mas você poderia ter morrido.
- Smith? Humm, Bryan Smith? – perguntei meio incrédula.
- Eu mesmo, você está bem? Achava que com a maior piscina da cidade na sua escola, todos sabiam nadar. – Não quis olhar em sua direção, não depois do que aconteceu, eu definitivamente tinha que mudar de armário para um corredor onde não tivesse risco deles passarem, porque se for pedir para os meus pais me mudarem de escola eles nunca irão aceitar, não depois de tanto que fizeram para me colocar aqui. – Você está me vendo? – perguntou ele e eu podia sentir a ironia em sua voz, só não entendia o porquê dela. – Você só olha pro nada e tals... Tá chapada? Tinha droga na água ou você estava caindo na água por estar chapada? – não respondi, não vou dar esse gostinho para ele – Você ao menos está me ouvindo?
- Senhor Smith! Sei que você está tentando fazer a senhorita Young se sentir mais confortável, mas a assuntos que não são prudentes de serem ditos em qualquer hora. E senhorita Young, seja educada com o senhor Smith, ele salvou sua vida, leve em consideração. Mesmo com o péssimo senso se humor em horas indevidas. – Essa palavra realmente existia? — Sem mencionar que ele perdeu as últimas duas aulas para ver quando você ia acordar. – Claro, não é, burro do jeito que ele era se importaria muito por não poder assistir a aula, por minha causa, acredito muito nisso. Não tem nem ideia...
- Tia, o Pablo resvalou na quadra de basquete e bateu com muita força na porta quando vinha outro aluno entrando e cortou toda a gengiva, por favor, venha ajudar a gente, ele desmaiou quando viu o sangue! – veio um garoto com presa e que falava com mais presa ainda deveria ser do um dos CDF’s do primeiro ano, não é todo o dia que se vê um aluno qualquer usando a palavra “resvalou”, e porque algum CDF iria jogar basquete se o Josh não permite que ninguém que não pertença ao time jogue lá?
- Porque não o trouxeram logo para cá? – questionou ela.
- A gente não fazia ideia do que fazer, por favor, venha rápido. – talvez ele não seja CDF de verdade, só pareça...
- Estou indo menino, tente se acalmar um pouco. – pegou uma maletinha de primeiros socorros na escrivaninha e foi em direção da porta onde parou abruptamente e virou — Vou deixar vocês aqui – ela falou olhando para mim e desviando e depois olhando para mim novamente provavelmente o Bryan era o motivo de seus desvios.
Assim que ela saiu pela porta seguindo o outro garoto, Bryan apertou o meu queixo com sua mão direita e virou meu rosto para eu olhar para ele.
- O que diabos você faz na escola que tem a maior piscina da cidade se você não sabe nadar? – falou com raiva e empurrou meu queixo de volta para onde ele estava e o largou. – Ou melhor, o que você ainda faz nessa escola? Nós te odiamos você odeia a gente e não tem amigos, diria até que você odeia todas as pessoas do mundo, o que você faz aqui ainda, garota?! – a raiva veio para o local.
- Eu não odeio as pessoas – tive coragem de falar, mas me arrependi, pois meus pulmões doeram, tinha certeza que ainda tinha água dentro deles, mas agora que comecei tinha que terminar — eu só odeio vocês e quero distancia, mas não sei que cisma vocês pegaram comigo, isso é o que eu queria sabe.
- Foi você que começou agindo como se não fossemos nada, você que começou, por isso perdeu a Darla. E quem você pensa que é pra me responder assim!
- Eu não comecei merda nenhuma, quem pensa que é você! E sério? Vamos falar sobre a Darla? Ela fez o que vocês queriam por mais que eu tivesse avisado ela e eu que paguei o parto, já não devia ter morrido essa história? – Eu não podia mais falar nem respirar, acho que esse acidente de alguma forma me deu um medo mais também uma coragem. Deitei de volta na maca só não respirando fundo para não sentir mais tanta dor. Anotação. Nunca mais falar na minha vida! Esse plano vai funcionar? Claro que não.
- Você não respondeu minha pergunta! – ele disse ríspido. Pelo menos ele tem inteligência o suficiente que não iria obedecer ele, eles estava na enfermaria. Essa era minha área escolar. Sabia onde ficava cada agulhinha. E se ele encostasse mais um dedo em mim eu enfiava uma delas, que ficava na primeira gaveta abaixo da maca, bem no seu pescoço!
- Talvez porque não seja da sua conta. – falei mais calma, me sentindo um pouco mais segura com o pensamento anterior. Fechei os olhos e tentei dormir. Foi mais rápido do que imaginei, porque não ouvi o Bryan falando mais nada. No fundo acho deveria ter ficado mais tempo acordada, tentado arrancar dele algumas respostas, mas não tinha forças, já tinha as esgotado no momento em que comecei a gritar com ele. Parecia que tudo em mim doía e como dizem: “O sono cura...”.
Notas finais
XOXOXOXOXO
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