Os Desvios da Paixão

22 Não deveria ser assim ( Parte 2)


Notas iniciais
PESSOAL! Desculpem a demora, de verdade. Já estava com a idéia na cabeça, mas foram duas leitoras em especial ( JuuBJuu e Clara ) que me incentivaram para por em prática. Então, obrigada. Desculpem mesmo pela demora, tentarei não demorar muito da próximo :)
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Quero aproveitar e agradecer a todos que acompanham e comentam a fanfic, fiquei muito feliz com os reviews anteriores *-*
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Quanto as perguntas não respondidas em suas cabeças, cada coisa virá ao seu tempo. Cada casal irá se resolver, prometo. É que há muita coisa para acontecer na história ainda... enfim, sem mais delongas, enjoy ~

– Você roubou tudo de mim. Sempre estava almejando a minha vida, seu traidor, falso amigo. – Edgar, enlouquecido, socou mais uma vez o rosto de Kazemaru. Este caiu no chão, gravemente ferido, com sangue espalhado em vários lugares do corpo, o rosto roxo e inchado, e a perna provavelmente quebrada, já que mal conseguia se levantar. Edgar também não estava em seu melhor estado. Os poucos ataques que Kazemaru acertou-lhe foram o suficiente para machucá-lo. Fora que bater, desviar e tentar acertar o rapaz havia lhe cansado bastante – Você perdeu.


– Eu... Perdi? – O azulado indagou, olhando o céu estrelado com dificuldade. Tentando não pensar no sofrimento que sua namorada poderia estar passando – Olhe para si próprio, Edgar.


– Eu venci.


– Você perdeu. Perdeu tudo o que tinha por suas idiotices. Eu dei a Fuyuka tudo o que você nunca se importou em dar; amor, carinho, confiança e proteção. Ela tinha medo de você, medo de suas reações e de seu humor negro. Até hoje, está traumatizada, aterrorizada com o que faz, e ainda por cima, Edgar, está cometendo o pior dos erros. Um erro que pode custar uma vida.


– Não... NÃO É VERDADE! – O maior levantou o azulado do chão, segurando-o pela camisa. Kazemaru sabia que estava o enfurecendo e que isso lhe causaria consequências. Mas essa era sua chance de manter Edgar longe o máximo possível de Fuyuka. Talvez o mesmo se esquecesse da garota se o mantivesse ocupado consigo.


– Você é louco, Edgar. Sabe disso como ninguém. É um maluco.


– Cale a boca senão eu irei te matar!


– Teria coragem?


Aquela frase silenciou a discussão. Edgar teria mesmo coragem? Iria matar alguém a sangue frio? Arcar com as consequências de um ato tão bruto e cruel? Aquele rapaz em suas mãos merecia morrer?


Antes mesmo que terminasse seus pensamentos, um farol apareceu e iluminou o local. De dentro do automóvel, saíram Hiroto, Tsunami e Ichinose, que correram até os dois e os separaram rapidamente.


Ichinose pegou Kazemaru no colo e o colocou dentro do carro, no banco de trás. Com sua própria blusa, começou a tentar limpar os ferimentos mais graves.


Tsunami correu até Fuyuka. A mesma se mantinha atrás da moto, caída, com as mãos na cabeça, alguns ferimentos pelo corpo, a testa sangrando e os olhos inchados, cercados de lágrimas que não paravam de escorrer.


– Vamos. – Murmurou, ajudando-a a se levantar e levando-a até o mesmo carro que os outros dois se mantinham.


Hiroto, sem delongas, acertou um soco em cheio no rosto de Edgar, que caiu no chão. Sem esperar que o homem levantasse, o ruivo chutou-o diversas vezes, principalmente na barriga e no rosto. Depois, agarrou Edgar pelo pescoço e começou a asfixia-lo.


– Hiroto, Pare! – A voz de Kidou se pronunciou, exigente. Saindo do carro que havia acabado de chegar juntamente com Endou e Fubuki – Não pode cometer o mesmo erro que ele.


– Eu posso e vou. – O ruivo murmurou, apertando mais a garganta do homem machucado.


Kidou, sem escolha, aproximou-se e empurrou Hiroto, fazendo com que Edgar caísse novamente no chão e que o amigo cambaleasse para trás. Em seguida, encarou o azulado mais velho mortalmente, levantando-o e socando-o no estômago.


– Nunca mais chegue perto deles. – Sussurrou. Indo até Hiroto e Endou, que apenas viam tudo.


O barulho de uma sirueta soou. O carro de policial chegou e dois deles saíram. Aproximaram-se dos envolvidos, e analisaram a situação dos presentes.


– Quem é o agressor? – Indagou a primeira policial, uma mulher. Fubuki apontou para o homem jogado no chão de terra, se contorcendo de dor.


– Onde está a mulher que relatou o caso? – Um dos policiais perguntou, desta vez um homem, enquanto pegava Edgar e prendia-o com algemas.


– Ela está naquele carro. – Kidou pronunciou-se, indo em seguida para perto do carro, seguido da mulher, Hiroto e Endou.


A confusão havia finalmente acabado, de certo modo. Fubuki foi junto as autoridades, para dar queixa de Edgar e ficar à par da situação. Fuyuka, mesmo abalada, ficou com Kazemaru no hospital próximo, alegando passar o resto da noite com o namorado. O resto dos meninos resolveram voltar para a festa — a pedido do amigo machucado — e prometeram não contar nada para nenhuma das garotas sobre o ocorrido.


...


Gouenji saiu de seu carro, parado em frente à casa onde ocorria a festa junto com Yaomi. A garota agarrou-lhe a mão e com um sorriso no rosto, o puxou para dentro.


– Quero bom compartamento, Yaomi. Irei ficar de olho em você. – O louro sussurrou no ouvido da namorada, desconfiado.


– Ficarei ao seu lado o tempo todo, prometo.


O casal passou pelo portão e finalmente apareceu no campo de visão dos convidados. Andando pelas pessoas como se nunca tivessem brigado na frente delas.


Natsumi que conversa tranquilamente com Aki captou os dois juntos, aproximando-se delas. Sua fala travou, a boca entreabriu e os olhos arregalaram. Eles estavam ali, na sua frente, juntos.

Aki apenas acompanhou o olhar de sua amiga, murmurando um '' não pode ser '' ao ver a mesma cena, surpresa.


– Natsumi, Aki. – Gouenji acenou com a cabeça, brevemente como um cumprimento. – Desculpem por desaparecermos.


– E por toda a confusão mais cedo. – Yaomi completou, com voz de arrependimento. – Sinto muito.


– Nã-não. Está tudo bem. – A ruiva de um pequeno sorriso,engolindo em seco. – Ficamos preocupadas, achamos que tinha ocorrido algo entre vocês.


– Não foi nada demais. – Gouenji pronunciou – Sempre resolvemos no final.


– Sim, claro. – A aniversariante confirmou, com olhar distante. – Ah, Rococo. – Acenou para o rapaz que se aproximava.


– Seus amigos voltaram, sei lá da onde. – Sorriu divertido – Vejo que fizeram as pazes. – Encarou as mãos dadas dos dois. – Foi uma briga e tanto, pensei ter ouvido que você tinha terminado o relacionamento, Gouenji.


– Impressão sua, Rococo. – Disse, com uma certa irritação – Não tenho mais motivos para ficar bravo com Yaomi. – Em parte, sabia que era verdade.


– Hum, entendo. – Virou-se para a ruiva – De qualquer modo, seu presente está pronto. – Sorriu de canto, beijando a testa da garota e subindo de uma cadeira para a mesa próxima, a ' principal ' do lugar.


As luzes que iluminavam o local foram parar em Rococo e Natsumi, como se fosse tudo programado. Os presentes apenas olharam a situação em silêncio.


– Natsumi. Sei que não sou o melhor cara que você poderia querer. Sou imaturo, brincalhão e as vezes, chato e possessivo. Você foi a primeira pessoa a me aceitar dessa maneira, do jeito que realmente sou. Sua personalidade me cativou, seus olhos me atrairam, sua voz me enfeitiçou. Eu quero ser mais do que um homem que já ' ficou ' com você. – Ele pulou de cima da mesa e parou na frente da aniversariante, com uma caixinha preta e dentro, um anel prateado, com uma pedra rosa no meio. – Eu realmente gosto de você, então... Namora comigo, oficialmente.


Suspiros apaixonados, expressões de surpresa, alguns comentários baixos e principalmente olhares perplexos para o casal. Natsumi olhou apreensiva para todos os seus amigos que, no mesmo instante também estavam tão confusos quanto ela. Seu olhar parou em Gouenji, e consequentemente, Yaomi. Viu-a dar um sorriso satisfeito, e, seu amigo não fazer absolutamente nada.


Isso já era prova o suficiente para convencê-la de que ele não se importava. Se Gouenji podia estar com Yaomi, porque ela não poderia se dar a chance de tentar ser feliz com Rococo?


– Eu... Aceito. – Disse, com voz trêmula. – Eu aceito seu amor, Rococo. – O rapaz, esbanjando felicidade, colocou o anel de compromisso em Natsumi e a beijou, inesperadamente. A garota retribuiu o beijo. E tudo isso acontecia na frente das pessoas e de seus amigos. Os mesmos não acreditavam em sua escolha, principalmente Gouenji, que pegou Yaomi pela mão e se afastou.


As fotos tiradas por Midorikawa apenas confirmava o fato. Uma em especial retratava exatamente a situação em que estavam.


Gouenji, com Yaomi enrolada em seu braço saindo pelo canto da foto, em segundo plano, enquanto Rococo e Natsumi estavam abraçados no centro da imagem, com expressões distintas.



Não deveria ser assim.

Notas finais
Dêem um desconto, okay? É a terceira vez que escrevo esse capítulo. A primeira o Nyah travou e me tirou da conta, a segunda o pluggin travou e eu tive que reiniciar. E sim, eu não havia salvado o capítulo. Mas finalmente está aí, ( as 1:10 da madrugada ) estou esperando reviews, e quem sabe, recomendações *-*'
Não abandonem a fanfic, por favor! Até o próximo cap.!