Os Desvios da Paixão

23 Não deveria ser assim ( Parte 3 - Final )


Notas iniciais
OLÁÁÁÁ *¬*
Como prometido, não demorei dessa vez. Pelo visto eu tenho mais inspiração a noite, então aqui está um capítulo quentinho!
MUITO obrigada pelos reviews do capítulo anterior. Adorei todos e fico muito feliz com seus comentários! Espero ver mais deles neste capítulo também!
Enjoy ~

Tudo o que acontecia era um terrível engano. As escolhas que seus amigos faziam era errado, simplesmente errado! Aki mal conseguia aceitar o fato de que Gouenji estava mesmo com Yaomi, e que Natsumi havia mesmo aceitado Rococo.


Queria fazê-los enxergar a verdade, os sentimentos um pelo outro, porque ela sabia, mais do que ninguém, o quanto aqueles dois se amavam. Mas como tornar isso realidade?


– Aki, você está bem? – Domon a encarou, com um drinque na mão e um aperitivo na outra.


– ... Estou, Domon. Só não consigo acreditar no que está acontecendo. – Suspirou, olhando para os convidados que nem sabiam da situação. – Viu Gouenji em algum lugar?


– A última vez que o vi, estava andando as pressas com Yaomi pela multidão. Acho que entraram na casa de Kidou.


– Entendo. Só espero que Gouenji não faça nenhuma bobagem. Parecia possesso, pra mim. Homens quando estão cegos pelo ciúme e o ódio costumam atacar sem perceber.


– Não posso negar. – Ele sentou-se ao seu lado, mastigando o pedaço do alimento – Somos os piores tipos do mundo. – Sorriu de canto, sem qualquer humor. – Estranho não ver a turma reunida. Digo, com uma notícia tão avassaladora quanto está, vocês supostamente deveriam estar em uma roda discutindo sobre tal assunto.


– Acho que cada um de nós está tão preocupado com os próprios problemas que não conseguimos exergar o quão grave é a situação. Só espero que não nos separemos por conta disso.


– Não irão, tenho certeza. – Aproximou-se da garota, segurando-lhe a mão – Não fique aflita, Aki. Logo, todos perceberão, acredite. Além do mais, todos virão até você a procura de conselhos, já que é a mãe do grupo...


– Mãe? Não entendo...


– ... A que cuida, protege, preocupa. Você é o lado maternal da amizade. Nunca percebeu?


– Sinceramente, não. – Sorriu, envergonhada – Vamos deixar esse assunto de lado, minha cabeça está a mil nesse momento.


– Imagino o porque. Amizades sendo quebradas... Um amor sendo deixado de lado...


– Domon, eu...


– Não explique. Eu só fico triste em saber que está desistindo sem lutar.


– Não estou desistindo, estou me rendendo!


– Mas não deveria! Você o ama, Aki. Use suas armas, vença todos os obstáculos, derrote os inimigos... Não se renda.


– O que quer que eu faça? Vá até ele e banque a boba? Não sou mais a mesma menina idiota que corria atrás que nem cachorro. Eu tenho o direito de escolher, não tenho?


– Então você vai escolher por quem vai se apaixonar a partir de hoje? Você diz que não é a mesma garota de anos atrás, mas Aki, veja o que está fazendo: Fugindo do que sente, como fez antes. Lembra-se do romance que Endou e Natsumi tiveram? E por que? Porque nem você e nem ela tiveram a coragem de dizer o que sentiam na época.


– O que é isso agora? Está me acusando? Não foi apenas meu erro; Natsumi é minha grande amiga e quando começou um namoro com Endou fiquei feliz tanto por ela quanto por ele. Quer que eu admita? Sim, gosto dele, mas você não tem o minímo de direito de exigir que eu me declare.


– É um conselho, Aki.


– Se isso é um conselho não quero nem saber como seriam suas erguidas, Domon. Eu me virei sem os seus conselhos quando foi embora de volta para os Estados Unidos. Só porque voltou, não quer dizer que precisa dá-los em disparada.


Um garçom apareceu diante deles, trazendo consigo uma bandeja de champanhe e 'encerrando' a discussão. A garota pegou uma taça sem pensar e a bebeu rapidamente, encarando um ponto qualquer na mesa enquanto pensava nas palavras do amigo e em suas próprias frases também. Não queria ter sido rude, mas também não queria ser a culpada na história. Será que ninguém entendia que Endou gostava de outra pessoa, e nunca a viu como uma mulher de verdade?


– Eu detesto brigar com você. – Encarou Domon, surpresa. Pensou consigo mesma que o silêncio desconfortável se permaneceria naquele momento – Sério, parece que minha consciência pesa toda a vez que você aumenta o tom de voz comigo. Está achando o mesmo que eu; que essa troca de opiniões foi ridícula?


Suspirou, dando uma risada abafada. Ele sempre soube como fazê-la esquecer dos problemas. A fazia rir quase tanto quanto o treinador de time de futebol.


– Não me lembro nem mesmo o começo da discussão.


– Acho que estavámos falando sobre a rosa que não queria admitir estava apaixonada pelo cravo.


– A rosa ama o cravo o suficiente para aceitar sua escolha e desejar vê-lo feliz com qualquer outro alguém, mesmo que esse alguém fosse um parasita ou um cacto.


– Acontece que um parasita mata a planta aos poucos, sugando suas energias.


A Kino não respondeu, apenas acenou com a cabeça e encarou o moreno de longe, conversando com alguém desconhecido. Ele sorria, aquilo já era o suficiente.


– Sabe, às vezes a rosa pode ter a ajuda de sprays para acabar de vez com a parasita na vida do cravo.


– Como assim?


– O que quero dizer, é que você ainda tem chances. É só confiar em mim, ou melhor... Confiar na eficiência do spray.


Confusa, a jovem apenas arqueou a sobrancelha. Seu amigo sabia deixá-la curiosa.


(...)


Kidou estava em frente ao portão principal, recebendo os poucos convidados que chegavam atrasados.

Olhou para o final da esquina e percebeu um táxi se aproximar, estacionando ali mesmo, em sua vista. Fubuki saiu de dentro com um olhar apreensivo. Sem pensar, se aproximou do sócio.


– E então, o que a policia vai fazer com o caso do Edgar? – Indagou aflito. Precisava saber se aquele homem iria receber o que merecia.


– Bem, eu sinto informar que ele não será preso. As autoridades não acharam provas o suficiente para acusá-lo de tentativa de homícidio doloso e perseguição. Eles justificaram que, por encontrarem Hiroto batendo nele, aquilo era mais uma briga entre conhecidos. E mesmo que quisessem, o ótimo advogado de Edgar está conseguindo livrar-lhe de todos os riscos. O máximo que ele terá é uma multa por agressão ao meio da rua e talvez, um ou dois serviços comunitários.


– Eu não consigo acreditar. Depois de tudo, ele ainda saíra impune? Mas ele pode perseguir Fuyuka de novo, ou pior, tentar matar Kazemaru!


– A polícia ofereceu guardas para vigiar Fuyuka até que se sinta segura. Também garantiram que Edgar ficará a distância dela e de Kazemaru, mesmo assim... Sinto que isso não o impedirá.


– Tomará que sua intuição esteja errada, então. De qualquer modo, como eles estão?


– Passei pelo hospital e os médicos já delataram que Kazemaru não corre riscos de morte. O máximo que Edgar conseguiu fazer de mais grave foi a fratura na perna. O resto dos ferimentos foram menos preocupantes e estarão curados daqui a algumas semanas ou meses. Já o corte de Fuyuka na cabeça causou-lhe apenas um curto sangramento, e ela não terá problemas quaisquer com traumatismos. – Suspirou, encarando o rapaz a sua frente. – Ambos querem manter sigilo absoluto sobre hoje.


– Sim, claro. Acho melhor não alarmar a todos uma coisa que já passou. Além do mais, parece que outros dramas já estão envolvendo a turma.


– O que quer dizer?


– Bem, no final das contas, Gouenji ainda está com Yaomi e Natsumi aceitou o pedido de namoro de Rococo publicamente.


– Isso é sério? Justo agora que pensei que...


– Que iriam ficar juntos? Eu não sei, Fubuki. Talvez... o destino não queira que essa união aconteça. Mesmo que torcemos por isso.


O homem deu de ombros e adentrou a residência, deixando um certo Yuuto parado com pensamentos distantes e olhar sofrido.


(...)


– Está pensando nela, Tsunami? – A voz daquela mulher fez seus pelôs ariçarem. Não queria conversar com ela tão cedo, muito menos em um assunto que queria tanto esquecer.


– Marie, por favor, não fale sobre isso.


– Homem no final das contas é tudo igual. Quando surge uma oportunidade, já está pronto para 'botar chifres' na namorada.


– Eu não traí Touko! Pensei que tivessemos rompido, eu estava em um momento de fraqueza, Renata me atacou do nada. Infelizmente aconteceu e eu me arrependo amargamente.


– Hum... Pena que arrependimentos não pagam pecados, não é?


– Não... Não pagam, mas minhas desculpas são sinceras, e esse assunto nunca deveria ter surgido!


– Mas surgiu! E sinto lhe informar que seu relacionamento está em minhas mãos.


– Marie, por favor... Eu a amo.


– Se a amasse mesmo, não teria feito o que fez. Do que adianta palavras se a ação já foi concluída? Não é de desculpas que o mundo é feito, querido.


– Por que está fazendo isso? O que fiz de errado para você?


– Você? Nada. Mas sua namoradinha me irrita, e as suas amiguinhas são piores ainda. Então, é melhor que controle o gênio delas antes que eu resolva revelar o seu segredo. Por enquanto, eu estarei do seu lado, Tsunami. Mas só porque você pode ser útil para mim. – A garota deu um sorriso de canto maldoso e se afastou, indo atrás de Endou.


Tsunami nada disse. Engoliu em seco e se afastou da multidão. Queria de um tempo sozinho para pensar. Seu namoro com Touko era a melhor coisa que acontecera em sua vida, não podia deixar uma mera mulher controlá-lo.Tinha que fazer algo o mais rápido possível, pois sentia que o tempo passava muito rápido, e com isso, logo as coisas seriam reveladas.


(...)


– Se eu fosse você, escolheria o doce de maçã, ele é muito mais gostoso do que o de morango. – Marie sussurrou no ouvido de Endou, que surpreso virou-se para trás, dando de cara com a garota sorridente.


– Me assustou, Marie. – Murmurou, passando a mão nos cabelos


– Já estou ficando boa nisso. – Pegou um dos doces em cima da mesa e levou-os pra boca, comendo-o rapidamente, já que eram pequenos. – Então, pensou sobre o que eu te disse?


– Hãn?


– Sobre te ajudar. Com o lance da Aki, lembra?


– Ah... Sim, eu ainda quero sua ajuda. Mas sinceramente não sei o que fazer. Ela e Domon estão mais próximos do que nunca. Desde a chegada dele, ela parece se esquecer que eu existo.


– Endou... Não é bem assim. É que... Quer saber, nada, deixe pra lá.


– O que? Me fale, Marie!


– Promete não se magoar comigo? Eu só estou dizendo o que vejo...


– Não se preocupe, apenas me diga o que está pensando.


– Bem, a verdade é que eu vejo... Sintonia entre eles. Quero dizer, Aki está sempre sorrindo perto dele e ele sempre está dando um jeito de tocá-la, reparou? Se eles já estão intimidos desse jeito, só pode significar que...


– ... Você acha mesmo que eles podem... Podem estar juntos?


– Não acho, amor. Eu tenho certeza. – A garota fez uma faceta de pena e o abraçou repetinamente – Eu sinto muito. Mas não quero interferir em um amor verdadeiro.


O moreno, já desolado com as palavras da fã, retribuiu o abraço acolhedor. Precisava de alguém que estivesse ao seu lado. E naquele momento, sua melhor amiga não parecia estar disponível. Estava com medo de que tudo o que já teve com Aki acabasse em um passe de mágica.


– Juntos? – Sussurrou para si mesmo, olhando discretamente para os dois amigos sentados em uma mesa longe.


Mal sabia ele que Marie havia se tornado um pivô para a verdadeira separação de sua paixão secreta. Ela estava mesmo preparada para atrapalhar o amor verdadeiro.


Aos poucos, a parasita sugava a vitalidade da planta.

Notas finais
Como eu disse antes, a estória irá de parte em partes, então, em alguns capítulos nem todos os personagens aparecerão. Bem, no próximo verão coisas bem... avassaladoras, acho. Esse foi meio paia, achei sem gracinha... --'
Mereço reviews e recomendações, por favor? *-*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.