Os Desvios da Paixão

21 Não deveria ser assim. (Parte 1)


Notas iniciais
E aqui estou eu totalmente atrasada! *apanha*
Gomen, gomen! Estou lotada com as coisas da escola, minna-san!
Maas prometo tentar não demorar no próximo, ok?
Capítulo de duas ou três partes!

Residência Yuuto — Meia hora antes.

A festa se mantinha animada. Aperitivos e bebidas de bom-gosto, conversas entre conhecidos, música agradável. Tudo sem problemas.

Uma certa mulher, sentada elegantemente em uma cadeira qualquer, esperava ansiosamente por alguém. Não... Natsumi não esperava por seu ficante, pelo contrário, aguardava por seu melhor amigo.

Seu coração estava batendo acelerado. A notícia do suposto rompimento entre Goenji e Yaomi tirava sua concentração, a fazia ficar aflita, com uma súbita e inusitada alegria.

Mas afinal, como poderia saber se era verdade? Como...?

– Sonhando acordada? – Quase pulou por causa do susto. Kidou estava indo se sentar na cadeira ao lado, com um sorriso charmoso entre os lábios finos.

– Não. – Se limitou a rir um pouco. – Pelo menos, eu acho que não.

– Creio que esteja, mas mal se deu conta. – Murmurou entre um gole ou outro da bebida que ingeria.

– Está analisando de novo? – Arqueou a sombrancelha enquanto brincava um pouco com o amigo.

– Talvez... Faz parte da minha vida, certo?

– As vezes temos que esquecer o que somos ou fazemos no dia-a-dia para realmente aproveitar 100% do que acontece em sua volta no momento, sabia?

– Hm... Depois sou eu que analiso, não é?

– Diferente de você, eu estou filosofando. – O Yuuto soltou uma leve gargalhada.

– Vou ver o que o idiota do Tsunami e o bobão do Hiroto estão fazendo. – Se levantou rapidamente e em uns passos, já estava perto dos dois.

– Esse Kidou... – Murmurou sozinha.

(...)

– Hey, vocês dois. – O rapaz aproximou-se dos amigos perto da mesa do bolo. – O que estão fazendo?

– Nada! – Tsunami exclamou agitado, enquanto negava frenéticamente com a cabeça. – Nada mesmo! Não estávamos fazendo nada, juro!

– Por que ficou nervoso, de repente? – Estreitou os olhos. Eles estavam aprontando, com certeza.

Hunf. – Hiroto se pronunciou, de braços cruzados sobre o peito. – Não conhece o Tsunami, Kidou? Ele é maluco por si só, não precisa de motivo óbvio.

– Olha como fala de mim, hein! – Exaltou ofendido.

– Estou de olho em vocês e... – Foi impedido de terminar sua frase pela vibração que vinha de seu bolso. Sem delongas, pegou seu celular e se afastou do barulho, atendendo rapidamente.

– Alô?

Kidou! Edgar está aqui! – O moreno arregalou os olhos por tamanha surpresa das palavras que ouvirá da amiga.

– Droga! Fuyuka onde você está?

Na rua que se pega para ir no local de comprar gelo. Kidou. – Ouviu um choro abafado. – O Edgar e o Kazemaru estão...

– Não precisa dizer mais nada. Não fale mais nada também, Edgar pode te ouvir. Preciso que deixe o celular ligado no viva-voz para que eu possa escutar tudo. Estou indo, Fuyuka. Aguente, por favor. – Sussurrou a última frase enquanto corria pela festa, voltando aos amigos, com o celular ainda nas mãos, ligado.

– Que pressa é essa? – Ichinose, que estava junto agora, perguntou ao vê-lo em choque.

– Não temos tempo para perguntas. Edgar cercou Fuyuka e Kazemaru na rua Furuko Maseika. Temos que ir, agora!

– Merda! – Levantou-se com brusquidão da cadeira. – O que estamos esperando?!

– Hiroto, não faça nenhuma afobação. – Encarou os presentes ali naquela pequena roda. – Ainda bem que quase todos estão aqui. Ichinose, vá com Tsunami e Hiroto na frente, conhecem o caminho. Eu vou encontrar com Fubuki e Endou, e explicarei para a Lucia o que está acontecendo. Não podemos deixar Natsumi e nenhum dos convidados saber de maneira alguma.

Não houve resposta. Apenas ação.

Como ordenado, os três rapazes correram para fora da residência entrando no carro e dando a partida.

Kidou se apressou pelo meio da festa, encontrando Endou sentado calmamente em um banco.

– Rápido! – Agarrou-o pela manga da blusa e o levou no meio a pequena multidão de pessoas rumo ao outro companheiro.

(...)

Acelerando o máximo que podia, Ichinose praticamente ''voava'' pela rua deserta, afim de chegar ao destino antes que ocorresse algo de ruim.

– Maldito. – Tsunami praguejou baixo, sentado no banco traseiro.

Ambos irritados, com medo, e com adrenalina percorrendo o corpo inteiro. Queriam poder estar lá e ajudar Kazemaru, proteger Fuyuka, ao menos, fazer alguma coisa!

– Se eu soubesse... – O moreno murmurou.

– Não adianta em nada ficar desse jeito. – Tentou amenizar. – Chegaremos a tempo, e dessa vez... Iremos terminar o que deixamos inacabado da última vez.

Os outros apenas balançaram a cabeça afirmando, com determinação nos olhos.

(...)

– Essa é por roubar Fuyuka de mim. – Edgar riu enquanto esmagava a perna do rapaz caido no chão. – Quem mandou entrar na minha vida, seu verme?

– Para, para, para...¹ – A garota ainda agachada perto da moto sussurrava entre lágrima e outra. Não sabia o que fazer, seria inútil se tentasse ajudar o namorado, talvez até atrapalharia.

Sentia seu coração apertar mais e mais com aquela cena. Se pudesse fazer algo... Se pudesse até estar no lugar dele... Ela com certeza, faria.

Agora só lhe restava a esperança de que alguém fosse ajudá-los.

A esperança é mesmo, a última que morre?

(...)

– Eu... Prometo me comportar. – A garota falou assim que entrou no carro novamente.

– Já ouvi isso antes, Yaomi. – Suspirou.

– Mas dessa vez será diferente! Você vai ver... – Sorriu de leve. – Serei a melhor namorada que você pode imaginar.

– Ainda tenho minha sérias dúvidas. – Sorriu de canto. Por que não testá-la um pouco?

– Sei que tem. – Mordeu o lábio inferior. – Confesso que até eu tenho as minhas...

– ... Você está feliz, Yaomi? – Indagou sério, olhando fixamente para a estrada. – Está mesmo feliz comigo? – A garota demorou um pouco para responder.

– Goenji... Eu não posso estar mais feliz do que estou agora. Nós dois sabemos o quanto eu sou... Desprezível.

– Você não é...

– Não precisa tentar me consolar. Eu era ainda pior antes de te conhecer. Não sabia o que era.. O que era ser feliz até você entrar na minha vida. – Brincou com uma mecha de seu cabelo. Fazia um tempo que não se abria daquela maneira.

Goenji tinha esse poder sobre ela.

– Eu sei que passou por coisas horríveis e... – Viu sua namorada balançar a cabeça negativamente, com um sorriso sincero nos lábios.

– Não tem a ver com isso. Eu podia estar com uma boa família agora, podia estar em outro emprego, morando em outra casa. Mas dentro de mim... Eu sempre saberia que algo estaria faltando. – O encarou. – Esse algo é, e sempre será você.

– Yaomi... – Estacionou o carro perto da casa onde ocorria a festa. Respirou fundo e a encarou.

– Eu só preciso descobrir como te deixar feliz, também. – A mulher continuou. – Sei que até agora não fui a pessoa mais legal do mundo. Meu jeito de ser... Estava te afastando mais e mais... – Mal percebeu que algumas lágrimas caiam sobre o rosto. – Não quero que você se afaste, Goenji.

– Eu jamais... – Deixou incompleto. Ela estava sendo tão sincera... Tão diferente.

Mas será que ele seria capaz de mudar também?

Continua...

Notas finais
¹ De acordo com a nova ortográfia, o para do verbo parar não tem mais o acento agudo. Sendo que estou apenas justificando, para ninguém se confundir.
Ficou um pouco curto. Tentarei fazer o próximo maior e colocar algumas outras coisinhas... *mistério*
Aguardem e ONEGAI mandem reviews! Isso me motiva, muito!