Os 7 Cavaleiros De Algord - A Torre
2 A Torre
O Planeta era Tood-Sils, ano 7.767, sua atmosfera era bastante semelhante à da Terra. Seus semelhantes também. Devido aos três satélites naturais do planeta, seus oceanos eram muitos instáveis, com ondas gigantes de até vinte metros de altura.
Como de costume, o mar estava muito agitado, com ondas muito grandes e, rente às ondas, e por várias vezes passando por dentro delas, duas naves Albas do exército Saracsistas, com suas asas apontadas para frente, voavam em direção a uma rochosa encosta com uma torre extremamente alta, com uns novecentos metros de altura. A torre era arredondada como um canudo pontiagudo semelhante a um lança e com uma enorme saída esférica no topo.
Por terra, vinte tanques Burji com cerca de nove metros de altura se movimentavam através uma esteira única situada no meio do veículo. Os tanques que tinham um canhão emborrachado na parte superior, eram do exército Saracsistas e se dirigiam àquela magnífica torre.
Era um ataque surpresa, pois a torre de domínio dos Silanos, assim como eram chamados os nascidos em Tood‒Sil’s, não tinha soldados o suficiente para conter o eminente ataque. Eram mais de cinco mil soldados Saraccistas, que iam em direção à torre, contra apenas quinhentos soldados Silanos. Pelos andares, dentro da torre, a situação era desesperadora, pessoas correndo e gritando “Estão chegando! Estão chegando!”, com medo do ataque, pois sabiam que suas vidas não seriam poupadas.
O último andar da torre continha a sala de controle com vinte e quatro metros quadrados e uma enorme janela de vidro reforçado. Lá estava um senhor aparentando uns cinquenta anos e com o semblante bem preocupado. Ele recebera uma ordem, que vinha de um PVM (Projetor Vídeo Móvel) que tem o tamanho e funciona como um telefone celular, só que flutuando em direção a quem emite a voz de comando. Sua imagem era de pixel propulsor, parecendo que a tela pulava do aparelho, deixando a imagem maior e em terceira dimensão. A imagem de uma mulher bem jovem com o rosto triangular, cabelos e olhos castanhos, com uma coroa na cabeça, apareceu no PVM, dizendo:
‒ Pode colocar as coordenadas.
O senhor era o duque Baltar Hind de Tood-Sils, responsável pela Torre de Comunicação Universal. A Torre era como uma biblioteca do universo, tinha informações sobre todos os planetas com vida civilizada. Informações sobre língua, religião, desenvolvimento cerebral, político e forma física. A Torre também tinha o universo mapeado com a direção de todos os planetas fora da galáxia Irione, onde se encontrava o planeta Tood-Sils.
Após colocar as coordenadas, Baltar verificou se o planeta de envio era realmente aquele.
‒ Majestade, segundo o General Koor, o planeta é a Terra, correto?
‒ Sim, espero que sim – disse a mulher, com um olhar preocupado.
‒ Só vamos ter essa chance para trazê‒los – comentou Baltar.
‒ O planeta é Terra. Eu confio no Koor. Baltar, em qual local de Tood-Sil’s eles irão chegar?
‒ Normalmente os Mops retornam ao ponto de origem, mas, como vou apagar o histórico, eles vão retornar em lugares aleatórios de Tood-Sil’s.
O olhar da rainha Silvana Turr ficou apreensivo e sua respiração, ofegante.
‒ Baltar, meu amigo, assim é melhor. Teremos chances de pegá-los antes do Império.
‒ Majestade, pode colocar o código.
Em frente à torre, os soldados Silanos, com suas espadas e escudos, se posicionaram em filas, aguardando o ataque. Um deles olhou para o chão e viu a terra tremer levemente, em seguida,no horizonte, um enorme vulto com uma nuvem de poeira se aproximava. Os soldados suavam bastante, uns pelo calor ‒ pois o dia estava muito quente ‒, já outros, de medo. Em cima de um tanque Burji, que vinha em meio às tropas, um homem de cabelos pretos e desarrumados, olhos sem expressão, trajando uma armadura cinza escura com uma capa preta, deu um estrondoso grito:
‒ Haaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
As tropas pararam imediatamente de marchar em direção à torre e ficaram na posição de sentido. O homem olhou para a Torre e, em seguida, para a tropa com um semblante de desprezo. O silêncio era quase total, a não ser o barulho do vento cortando as poucas árvores e arbustos. As respirações dos soldados Silanos estavam rápidas, numa mistura de medo e excitação. Nesse momento, a poeira que envolvia os soldados inimigos abaixou, lentamente, e eles conseguiam manter contato visual com os soldados Saraccistas, mesmo eles estando a uns quinhentos metros de distância.
O momento era bastante tenso, mil ideias deveriam estar passando pelas cabeças daqueles soldados. Cabeças que, dentro de algum momento, podiam não estar sobre seus pescoços.
O silêncio, então, foi quebrado por um forte som de sirene emitido da Torre.
Obarulho se repetiu por três vezes e, no final do terceiro toque, o chão voltou a tremer, só quecom mais força.
Alguns soldados Silanos olharam rapidamente para trás, certamente para ver se a torre estava caindo ou se fora atingida, e outros, tão tensos, nem perceberam os toques da sirene.
Uma fumaça clara com uma atividade elétrica de cor dourada começou a sair da base da torre, e o tremor ficou ainda mais forte. A impressão era que a de que a torre desmoronaria a qualquer momento. Os soldados Silanos e Saraccistas ficaram parados, observando, temerosos, afinal, eles nunca tinham presenciado tal fenômeno.
Inexplicavelmente, o chão parou de tremer e o silêncio voltou, mas logo foi quebrado por um som metálico mais forte ainda e, da saída esférica no topo da Torre, um feixe de luz azulado brilhou em direção ao espaço. Junto com o raio de luz azulado que saía do topo da torre, sete esferas com um brilho dourado seguiram o mesmo caminho.
Na sala de controle da Torre, no último andar, Baltar suspirou com alívio e olhou para o PVM sorrindo.
‒Majestade, nós conseguimos. Os Mops foram enviados.
‒ Baltar, espero que Koor esteja certo. Agora apague todo o histórico de rastreamento.
‒ Minha rainha, o histórico e o mapeamento serão apagados em vinte minutos e, mesmo se eles descobrirem o local de envio dos Mops ou a localização de qualquer planeta fora da galáxia Irione, não poderão enviar Mops sem o código que só vossa majestade tem.
‒ Ok! Após ter feito isso, saia daí o mais rápido possível.
‒ Desculpe, Majestade, mas não vou sair daqui, vou ficar e lutar.
‒ Baltar, não! Saia daí, assim que tudo for apagado! É uma ordem!
O duque Baltar abaixou a cabeça e disse:
‒ Minha missão já acabou. Foi um prazer lutar ao lado de vossa majestade e dos Algorianos, e ter feito parte do RAS, isso deixou a vida muito especial. Sei que vossa majestade e eles vão deter aquele homem. Adeus.
‒ Baltar, nãããão...
O duque desligou o PVM, encerrando a transmissão com a rainha e, em seguida, encarou seus assistentes e uma mulher loira, vestindo branco, bastante jovem e bonita, tentou segurar o choro, mas não conseguiu e começou a chorar. Baltar se desculpou e apertou o botão para apagar o histórico de rastreamento.
Assim que os Mops desapareceram no infinito do espaço, o capitão do exército Saracsista Adrian Soul, que se encontrava ainda do alto do tanque Burji, comentou com o piloto do tanque.
‒ Merrrrrrda! Chegamos tarde demais! Dê o comando de ataque!
Um som bastante alto parecido com a de um berrante, saiu dos tanques Burji. Em seguida, os soldados Saraccistas começaram a correr em direção à Torre. Logo a poeira se levantou novamente e o chão voltou a tremer. Os soldados Silanos perceberam que a hora do combate tinha chegado, e ergueram suas espadas, gritando:
‒ Vida eterna aos filhos de Tood-Sils!
Eram quase cinco mil soldados Saracsistas correndo na direção de quinhentos soldados Silanos. Apesar de receberem treinamento de cavaleiros, não eram cavaleiros. Somente aqueles que, durante o seu treinamento desenvolvem o seu Lood, tornam-se um cavaleiro.
Todo ser vivo tem o Lood, em alguns planetas ou galáxias ele era chamado de corrente elétrica ou eletricidade estática, que faz os seus músculos contrair e criar os movimentos. Para outros, Lood também é o espírito, a alma da matéria, aquilo que lhe dá vida. E isso é a mais pura verdade: se há Lood, há vida.
Em outras palavras, somente aquele que desenvolveu o espírito de um cavaleiro pode ser um cavaleiro e vestir a armadura Metal‒Tex e empunhar suas espadas feitas de um metal chamado Lars, extremamente leve e quase impenetrável. O Lars só não era mais forte que outro metal extremamente raro, o Orup. O capacete das armaduras dos cavaleiros eram retráteis, montando e desmontando, conforme a vontade do cavaleiro e estimulado pelo Lood.
Já as armaduras dos soldados eram padronizadas, dependendo do terreno da batalha – cor verde, camufladas para florestas; branca, para neve e bege, para o deserto.
O encontro das duas tropas era uma covardia sem igual. Se os Silanos tivessem o mesmo número de soldados que os Sarccistas, com certeza os Silanos venceriam, pois os soldados do Império Sarac são bem mais encorpados e fortes. Já os de Tood-Sils têm menos massa muscular, porém são mais rápidos e habilidosos.
Mas cinco mil contra apenas quinhentos? Os Silanos não tinham a menor chance de vencer. A missão daqueles soldados já tinha sido cumprida, eles deveriam atrasar os Saracsistas, o tempo suficiente para que os Mops fossem enviados ao seu destino, e isso já tinha acontecido. Só faltava o Duque Baltar apagar o histórico de rastreamento.
E a batalha começou. Os soldados Silanos foram arremessados como bonecos de pano, alguns não chegaram a dar o primeiro golpe. Foi uma verdadeira carnificina, alguns Silanos chegaram até a serem quebrados ao meio, muito sangue foi derramado e em poucos minutos a única coisa que sobrou dos Silanos eram corpos sem vida, membros e cabeças decepadas. Os soldados Saracsistas eram muito conhecidos por sua crueldade.
Pisando em poças de sangue e se desviando de corpos, o capitão Adrian Soul se aproximou do local da batalha e dossoldados, dos poucos soldados Silanos que ainda agonizavam pelo chão, então virou-se para um de seus soldados, caído, agonizando, sem as pernas e o braço direito.O capitão Soul tirou sua espada e perfurou o soldado na altura da garganta. Em seguida, respirou fundo e molhou os lábios suavemente com a língua:
‒ Vamos matar primeiro os nossos moribundos! Deixa esses vermes sofrerem mais, depois vocês acabem com eles de vez! – gritou.
Um tenente se aproximou e lhe deu uma notícia que o agradou muito:
‒ Capitão, toda a torre está dominada, matamos todos, menos os que estão no último andar, na sala de mapeamento e no controle geral.
‒ Muito bem, tenente! Leva-me até lá. Quero saber quem está no comando.
Os dois entraram na torre. O capitão Soul ficou boquiaberto com a beleza do lugar, espaçoso, bem-iluminado, uma verdadeira obra de arte.
‒ Capitão, o elevador é aqui.
Adrian Soul balançou a cabeça, como se tivesse retomado os sentidos e entrou no elevador, que ficava no centro da torre. A máquina não era muito rápida, a porta mal se fechava. Em cerca de um minuto, chegaram ao último andar. Ao chegar à sala de controle geral, ele se deparou com três soldados, vigiando alguns assistentes de Baltar e se irritou com a situação:
‒ Por que esses ainda não estão mortos? ‒ disse Adrian.
Baltar, que estava em outro local da sala, gritou, ao ouvir aquela ordem:
‒ Nãããããããããoooooo...!!!
Os soldados não hesitaram e executaram os assistentes. Soul levantou as sobrancelhas, como se acabasse de se lembrar de algo e, com um sorriso sarcástico, perguntou:
‒ Duque Baltar?! Da última vez que o vi, você tinha mais cabelo.
‒ Capitão Adrian Soul. Da última vez que eu o vi, você era apenas um moleque arrogante, que vivia à sombra do pai.
Adrian sorriu.
‒É... as pessoas mudam. Envelhecem.
E Baltar com ódio no olhar respondeu:
‒ Já você não mudou nada, continua arrogante e vive à sombra do seu pai.
Soul ficou extremamente irritado com as palavras de Baltar. Ele mostrou os dentes como um cachorro raivoso e, de forma brusca, agarrou o pescoço de Baltar com a mão direita, erguendo-o.
‒ Sabe por que não te mato? Porque você sabe demais, velho. Para onde foram aquelas esferas douradas?
‒ O nome daquilo é Mop – Baltar respondeu, com a voz engasgada.
Adrian apertou ainda mais o pescoço de Baltar e retrucou:
‒ Não me interessa o nome daquelas coisas que você criou, eu quero saber para onde você as mandou, seu velho.
Adrian soltou o pescoço de Baltar, que caiu tossindo no chão com a mão esquerda no pescoço, mas o capitão Saracsista não desistiu de torturar o velho duque e voltou a perguntar, enquanto chutou suas costas.
‒ Para onde foram aquelas coisas?! Fala, seu velho! Ou eu vou começar a picar você, começando pelo seu braço!
‒ Você sabe muito bem que eu não vou falar. Então faça o que tem que ser feito, seu bastardo!
Adrian deu um berro com raiva.
‒ Já tô de saco cheio de você, velho! Vamos ver se você fala! ‒ Adrian Soul pegou Baltar pelo braço e o arrastou até a mesa de controle. Lá, Adrian esticou o braço de Baltar sobre a mesa e voltou a ameaçá-lo.
‒ Eu disse que iria fazer picadinho de você, não disse? Então cada vez que eu perguntar para você “para onde você mandou aqueles Mops?”, se eu não ouvir o que eu quero, vou picar você todo, começando pelos dedos– o olhar de Baltar ficou tenso, mas Adrian não parecia que iria desistir.
‒ Então vamos lá, para onde você mandou aqueles Mops?
‒ Foram para o Inferno! Para onde você vai!
Sem pensar duas vezes, o capitão Soul decepou os quatros dedos da mão direita de Baltar, que arregalou os olhos sem acreditar que aquilo estava acontecendo.
‒ Então, velho?! Já não vai conseguir mais segurar a espada com essa mão. Para onde você mandou aqueles Mops?
Baltar ficou sem voz. Respirava fundo, tentando segurar a dor, mas Adrian Soul deu outro golpe, que decepou de vez a mão do duque, que ficou gemendo intensamente de dor.
‒ Olha aí, velho! Quanto sangue! Você está sentindo muita dor, não está? Você pode acabar com isso, é só responder à minha pergunta, você vai responder à pergunta?
Baltar, com o rosto pálido pela perda de sangue, respondeu negativamente com a cabeça. Adrian ficou furioso, deu um grito de ódio e decepou o antebraço de Baltar, que caiu no chão, segurando o ferimento no braço direito.
‒ Porque você não fala, velho?!
Baltar estava com a respiração ofegante. Ele olhou na direção da mesa de controle e leu em Algoriano ‒ principal língua falada e escrita na galáxia Irione ‒“histórico apagado”. Tomado por um súbito alívio, Baltar começou a gargalhar. Sua missão tinha sido cumprida. Adrian olhou para Baltar, curioso com as gargalhadas:
‒ Por que você está rindo, velho? Quer perder o outro braço?
‒ Hahahahaha...! Você nunca será um cavaleiro de verdade! Ficou tão preocupado em tirar a informação de mim e nem percebeu que todas as respostas que você queria estavam bem à sua frente. Um cavaleiro de verdade não pode se focar em um só objetivo, ele tem que interagir com o ambiente e prestar atenção no local onde está. Eu foquei toda sua atenção em mim enquanto o histórico da Torre e o mapeamento estavam sendo apagados diante de você, seu tolo.
O capitão Adrian Soul ficou possesso de raiva e deu vários socos no rosto de Baltar. Em seguida,foi até a mesa de controle e verificou se os arquivos realmente foram apagados. Viu que era verdade o que Baltar dizia.
‒ Velho bastardo!
Ele foi até Baltar e o segurou pela roupa:
‒ Você vai restaurar esses arquivos!
Baltar estava com o rosto desfigurado, seu braço sangrava muito, mas, ainda consciente, falou com dificuldade:
‒ Não dá para restaurar. Uma vez apagada, não tem como restaurar. Mais uma vez você chegou atrasado. Hahahahahaha... ! Não impediu os Mops de serem lançados e nem conseguiu rastreá‒los.
A respiração de Adrian ficou acelerada e ele largou Baltar e se afastou um pouco. Em seguida ele desembainhou a espada e foi em direção a Baltar.
‒ Você acha isso engraçado, velho? – e o capitão Adrian Soul cravou sua espada no peito de Baltar, que morreu lentamente a seus pés. ‒ Quero ver você sorrir agora, seu velho imprestável.
Adrian andou de um lado a outro em frente ao corpo de Baltar, pensando no que falar para o imperador sobre a invasão da Torre. Um tenente Saracsista entrou na sala de controle e informou que o imperador Sarac queria informações sobre a invasão da Torre.
‒ Com licença, capitão – disse, prestando continência. ‒ o imperador quer falar com o senhor.
Adrian bufou.
‒ Traga o PVM! – um soldado trouxe o PVM, que logo digitalizou a imagem de um homem de, aparentemente cinquenta anos, cabelos grisalhos, lisos e amarrados atrás, e com uma cicatriz no rosto. Para ser mais preciso, a cicatriz começava um pouco acima do supercílio, passava pelo olho esquerdo, sem deixar sequelas no mesmo, e terminava na maçã do rosto.
Esse homem era o imperador Telvarius Sarac, que, havia vinte anos, criara e lidera com mão de ferro o Império Sarac, que tinha sobre o seu domínio nove dos doze planetas sociáveis da galáxia Irione. Os planetas restantes pertenciam ao RAS ‒ Revolução Ante Saracsista ‒, liderada pela Rainha Silvana de Tood-Sil’s. O Imperador Sarac queria ter domínio da Torre para ter acesso a todos os planetas com vida sociável fora da galáxia Irione, a fim de expandir o Império Universal Saracsista:
‒ Adrian Soul. – e o capitão Soul se ajoelhou em reverência diante da imagem do imperador.
– Vejo que a Torre está sob o seu comando.
‒ Sim, Imperador, a Torre está sob nosso comando.
‒ Você impediu os Mops de serem lançados?
‒ Majestade, assim que pisamos em solo Silano, os Mops já não estavam mais na Torre, e o Duque Baltar, que estava no comando da Torre, apagou todo o histórico e o mapeamento, e depois se matou.
O imperador deu um sorriso, como se já soubesse da notícia.
‒ Baltar se matou porque sabia que eu iria fazê-lo falar. Ele era um cavaleiro de verdade.
Um silêncio reinou por um instante, e logo foi quebrado pelo mesmo Sarac:
‒ Estarei enviando uma equipe técnica para a verificação dos sistemas de memória da Torre. Com relação aos Mops, se eles foram, irão voltar. Agora cabe a você, Adrian, saber onde. Eu vou pessoalmente a Tood-Sil’s com o Conde Hymid Num para darmos início à ocupação das cidades ao redor da Torre. Levarei cinco tropas com cem mil soldados. E preciso ganhar espaço para evitar um contra-ataque direto à torre.
‒ Sim, Majestade, vou montar guarda aérea e espacial para a sua chegada e a do Conde.
O PVM desligou, encerrando a transmissão, e Adrian andou de um lado para outro, com as mãos na cintura, balançando a cabeça negativamente. De repente, num excesso de raiva, ele chutou o corpo de Baltar e gritou:
‒ Droga!
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