Notas iniciais
Oi gente, mil desculpas pela demora. O capítulo está sem betar, portanto se tiver algum erro (que tenha passado despercebido) perdoem-me. E se preparem porque este cap é quente! Rssssssssss..... Bjs e boa leitura. Tiih.

Cap. 07.

Edward Cullen.

Naquela noite depois de falar demoradamente com o meu pai sobre os nossos empregados, fui até a cozinha, preparei uma suculenta bisteca de carneiro ao molho de vinho tinto e uma salada verde para acompanhar. Depois do jantar delicioso entrei na minha banheira máster redonda, instalada na parte posterior da casa, disposto a relaxar um pouco antes de dormir. Inevitavelmente continuei pensando em Bella. As palavras de Charlie vieram a minha mente... Feiticeira... Ótima descrição. Perfeita. Desde que eu soubera de sua volta, ela dominava todos os meus pensamentos. Eu estaria enfeitiçado?! Minha mente vagou para a manhã daquele dia...

Eu a desejava demais, como nunca desejei nenhuma mulher anteriormente. A queria na minha cama, sob o meu corpo, gemendo de prazer, mas não era só isso. Havia algo mais. Alguma coisa... Só que nem eu mesmo sabia definir o que era. Sentia-me confuso, em conflito comigo mesmo. Esmurrei a água frustrado com a reação instantânea do meu pau. Talvez quando eu a transasse com ela algumas vezes... Sim porque uma única vez não serviria para aplacar meu desejo crescente. Quem sabe quando ela estivesse debaixo de mim a noite inteira eu conseguisse superar a necessidade premente que tinha por ela e arrancá-la de uma vez por todas para fora do meu sistema.

Olhei no relógio vendo que já estava de molho há meia hora. Suspirei, saí do banho, enrolei-me numa toalha e andei na direção do meu quarto, checando antes se todas as portas e janelas estavam devidamente fechadas.

O telefonema para o meu pai foi esclarecedor. Eu tinha quase certeza e uma pequena ponta de dúvida, mas Carlisle tranqüilizou-me confirmando que todos os funcionários de Breaking Dawn estavam limpos. Ao serem contratados para trabalhar na fazenda, fora feita uma pesquisa rotineira e minuciosa que comprovou que nenhum deles tinha passagem pela polícia. Curioso, ele questionou o porquê do meu interesse. Em parte fui honesto. Falei que havia alguém rondando a casa do Charlie, espionando Bella enquanto ela se bronzeava no quintal. Papai preocupou-se um pouco, mas em seguida ponderou dizendo que o incidente talvez não passasse de mera curiosidade masculina, afinal de contas Bella era uma mulher muito bonita, e os peões não estavam acostumados a ver mulheres por ali. Ele sabia que Bella era o assunto do momento na fazenda. Era uma possibilidade lógica, mas que me deixou fervendo de raiva. Eu jurei a mim mesmo que faria de tudo para descobrir quem era o infeliz. Alguma coisa naquela história me intrigava. Meu instinto dizia que tinha algo podre ali. Quem quer que fosse o imbecil que havia rondado a casa de Charlie teria de aprender a respeitar a privacidade dos outros e a não ficar escondido espiando.

Isabella Swan.

Olhei para o livro Romeu e Julieta, sobre o balcão da pia, com a capa já meio amassada e suspirei.

“Essas violentas alegrias têm fim também violento, falecendo no triunfo, como a
pólvora e o fogo, que num beijo se consomem. O mel mais delicioso é repugnante por sua própria delícia, confundindo com seu sabor o paladar mais ávido”.

Romeu E Julieta, Ato II, Cena VI.

Algo na inevitabilidade do amor daqueles dois fazia com que eu me lembrasse de Edward. Eu deveria estar ficando louca mesmo... Sacudi a cabeça afastando os pensamentos malucos e coloquei a louça suja para lavar. Os cantos de minha boca ergueram-se num esboço de um sorriso. Ele havia cumprido o que me prometera e não falara nada sobre o ataque para papai. Ainda bem. Pendurei a toalha de mão sobre um gancho na lateral do balcão e olhei em volta. Tudo estava limpo e organizado.

-Bom, amanhã será um outro dia.

Falei para mim mesma e saí em direção a sala, onde meu pai encontrava-se esparramado sobre o sofá de dois lugares assistindo a um jogo de beisebol, dei um beijo leve em sua testa, desejei boa noite e subi direto para o quarto. Eu precisava terminar a tradução do texto e enviar para o meu cliente o quanto antes. Mais de duas horas depois satisfeita com o resultado obtido, enviei um email com o texto, o número da minha agência bancária e o da conta corrente para depósito. O valor já havia sido acertado anteriormente. Ao abrir minha conta no note book vi que havia diversas mensagens do Jacob. Setenta e três para ser mais exata. Não li nenhuma, pois sabia que não me faria bem. Como Alice sempre dizia era melhor cortar o mal pela raiz. Suspirei resignada e em seguida deletei todas as mensagens, aproveitando o momento para mandar um email para ele:

“Jacob,

Tomei uma decisão e espero que você a respeite. Acabou. Não admito traições e você sabe muito bem disso. Conversamos várias vezes sobre este assunto. Relacionamentos requerem respeito e confiança e os que eu tinha desapareceram naquela manhã. Mas o tempo cura tudo e com certeza um dia a mágoa que carrego dentro do meu peito vai desaparecer. Não estou com raiva de você nem de ninguém. As coisas que presenciei me chocaram, mas também me levaram a refletir muito sobre a nossa relação. As circunstâncias do destino nos uniram sim, mas fomos precipitados ao assumir um compromisso sério de forma tão rápida. Assumo minha parcela de culpa neste aspecto. Nós dois erramos. Eu nunca deveria ter aceitado ser sua esposa em tão pouco tempo. Passamos bons momentos juntos, mas hoje eu percebo claramente que não fomos feitos um para o outro. Não daria certo. Desejo que você siga com sua vida, encontre alguém que você respeite a cima de tudo, que lhe complete, que te ame e seja realmente feliz. Assim como eu também pretendo ser. Talvez um dia nós possamos ser amigos. Boa sorte na sua carreira profissional. E por favor, não me procure mais.

Bella.”

Suspirei aliviada ao reler cada linha, sentindo como se tivessem retirado um peso de meia tonelada de cima das minhas costas. Reli o texto mais uma vez. E outra. Para bom entendedor, meia palavra basta; e eu não poderia ser mais direta em relação ao rompimento. Virei aquela página da minha vida e ele ficar no passado. Enviei a mensagem aproveitando para checar meus outros emails. Mas não havia nada em relação a trabalho, o que me desanimou um pouco. Várias mensagens de amigos, algumas de outros jogadores do time pedindo que eu reconsiderasse minha súbita decisão, as quais também deletei, propagandas, sites de compras coletivas com descontos, etc. Suspirei novamente desligando o aparelho e ligando o celular. Como o sinal era ruim na fazenda ficava desligado bastante tempo. Arregalei os olhos... Mais de cem mensagens. Um monte do Jacob e uma do treinador do time, o Marcus. Apaguei sem ler. Duas da Alice. Uma pedindo para que eu desse notícias e outra dizendo que Jacob havia estado no escritório dela na revista. Fiz uma careta... Eu já imaginava. Respondi rapidamente informando-a que o sinal do celular não pegava muito bem naquela região, pedindo que se fosse necessário ligasse para o telefone fixo do meu pai. Informei o número, agradeci mais uma vez o carinho e o apoio que ela estava me dando e tornei a desligar o aparelho. A melhor maneira de comunicação ali na fazenda era os rádios de longo alcance. Todos usavam. Uma olhada rápida no relógio me fez perceber que já era tarde. Duas batidas secas na porta confirmaram. Um sorriso espontâneo brotou em meus lábios quando vi que a porta estava sendo aberta.

-Ainda está acordada?

-Sim papai, respondi espreguiçando-me.

-Está no computador?

Perguntou interessado.

-Estava, mas já desliguei.

-Saudades da vida na cidade grande?

-Não. Nenhuma. Estava trabalhando. Mandei um texto para um cliente que é universitário em Yale.

Ele fez um muxoxo com a boca e coçou o queixo, olhando-me com interesse.

-E vai receber quanto por isto?

-Setenta dólares.

-Por um texto?!

Perguntou surpreso. Assenti.

-Muito bom.

Sorri amplamente.

-Gosto do meu trabalho, falei.

-Também gosto do meu. Fico feliz por você, filha. Agora vou deitar que o meu dia começa cedo amanhã. Boa noite Bells.

-Boa noite, pai. Durma bem.

Ele recuou fechando a porta atrás de si e eu deitei, puxando as cobertas da colcha roxa sobre meu corpo, sentindo que o sono estava chegando, fechando meus olhos e pensando em Edward. Meus sonhos foram agitados, febris, povoados por imagens quentes e sensuais de um homem com um lindo par de olhos verdes intensos. Durante a madrugada precisei ir ao banheiro e jogar água do rosto pescoço e colo para aliviar aquele “calor”. No outro dia pela manhã...

-Bella!

Meus olhos não queriam abrir.

-Acorda dorminhoca!

A voz divertida da minha prima ecoava no quarto escuro.

-Vá embora, resmunguei.

-Acorda mulher! Saia já dessa cama!

-Rose?

Sua risada foi divertida.

-Estava esperando outra pessoa por acaso? Meu cunhado talvez?

Perguntou com a voz carregada de malícia. Rolei os olhos debaixo do travesseiro. Realmente as notícias por ali não corriam, ela voavam!

-Não, respondi enfiando a cabeça debaixo dos travesseiros.

-Levante-se Bella. Vamos tomar um bom banho de piscina hoje.

-Hum...

Resmunguei sonolenta.

-Não saio daqui enquanto a senhorita não levantar!

Ela bradou determinada. Gemi baixinho. Ela continuou insistindo. Vendo que não havia outro jeito, empurrei as cobertas e levantei emburrada.

-Fui dormir tarde, Rose. Que horas são?

Eu disse bocejando.

-Por que foi dormir tão tarde? Saiu com o Edward à noite também?!

-Claro que não. Fiquei trabalhando no note book até a madrugada, traduzindo textos para um cliente.

-São nove horas, Bella, está na hora de levantar. Você pode dormir mais tarde, depois do almoço. Está fazendo um sol lindo lá fora e eu quero aproveitar o dia com você, disse estendendo uma moderna sacola azul estampada na minha direção.

-O que é isso?

Perguntei curiosa.

-Um presente. Agora vá para o banheiro, troque-se e desça. Vou fazer seu café da manhã, disse por sobre o ombro, já se encaminhando para fora do quarto. Resmunguei baixinho vendo que o conteúdo da sacola tratava-se de moda praia. Exagerada como era, minha prima com certeza deveria ter escolhido um biquíni minúsculo e escandaloso. Abri as cortinas, fechando os olhos por um instante com o excesso de claridade que entrou pela janela. A imagem de Edward e seu lindo rosto de anjo dominaram a minha mente. Suspirei decidindo ignorar os apelos do meu corpo e dar ouvidos à razão. Elaborei mentalmente uma lista de motivos pelos quais eu não deveria me envolver com ele. Uns eram bem convincentes, outros nem tanto. Alguns minutos depois consegui abrir os olhos e vi que Rose estava certa, o dia estava realmente magnífico. E apesar do sono me animei para trocar de roupa. Nadar me faria bem.

Cabelos escovados, dentes escovados e vestindo o biquíni novo, que mostrava muito mais do que escondia, desci resignada.

Algum tempo depois...

-Não precisava ter gasto dinheiro comigo, Rose, falei referindo-me ao biquíni azul turquesa e a saída de banho que formavam um gracioso conjunto, engolindo a última porção de panquecas do meu prato.

-Claro que precisava. Aposto que você não trouxe roupa de banho.

Ela usava um conjunto preto semelhante ao meu.

-Está certa, eu não trouxe.

Ela sorriu divertida piscando os olhos.

-Está vendo como lhe conheço? E quanto ao seu passeio com o Edward ontem? Quer me contar alguma coisa sobre isto?

Rolei meus olhos contando até dez mentalmente.

-Não há o que contar, eu falei dando de ombros. Ele veio aqui e me chamou para dar uma volta pela fazenda.

Ela estreitou os olhos. desconfiada.

-Você o Edward brigavam como cão e gato. Sempre achei que era uma paixão inrustida, sabia?! Falou desviando o olhar.

-Puhh!!!!

Cuspi o restante do café e limpei rapidamente a sujeira com um guardanapo.

-Gostou do biquíni?

Questionou sorrindo em expectativa.

-Agradeço muito pelo presente, mas desta vez você exagerou, falei referindo-me as pequenas peças de roupa que se dependesse de mim ninguém mais veria. Ela me olhou de alto a baixo.

-Não vejo o por quê.Você está linda, Bella.

-Não vai ter ninguém por lá, vai?

Questionei desconfiada. Rose estreitou os olhos e sorriu maliciosa.

-Por que pretende livrar-se do biquíni e nadar nua?

Meus olhos arregalaram.

-Deus me livre!

Exclamei.

-Qual é o problema? A piscina é privativa, lembra? Você não era tão pudica antigamente...

Ela tinha razão, mas o tempo passa e com ele nós amadurecemos.

-Eu mudei. E, além disso, alguém poderia nos ver. Se Rose ainda não havia amadurecido o suficiente, eu havia.

-Bella! Você tem um lindo corpo, não seja modesta. O biquíni só está realçando suas curvas.

-Ele mal cobre os meus seios, Rósalie!

-O que é bonito é para ser mostrado, emendou.

-Você continua a mesma, rebati. Ela estirou a língua levantando e levando os pratos sujos à pia.

-Deixe de bobagens e vamos andando, falou rindo. Resmunguei e sem opção, segui-a até o carro, uma linda Ferrari azul.

-Uau!

-Gostou?

-Claro! Quem não gostaria?! Puxa, vocês não economizam mesmo!

Ela deu de ombros.

-Não preciso, graças a Deus.

Entramos e a conversa então fluiu para assuntos corriqueiros e triviais. Durante o trajeto até a casa da família Cullen, comecei a refletir sobre as palavras de Edward no dia anterior:

...“prometo que não vou deixar nada nem ninguém te fazer mal. Confie em mim, Bella.”

Deus sabia o quanto eu queria acreditar naquilo com todas as minhas forças. Edward tinha defeitos e conseguia ser extremamente irritante quando queria, mas ele jamais deixaria que algo de ruim acontecesse a mim ou a Rose. Assim como o Emmet de antigamente. Edward poderia estar certo e o fato de ter alguém nos espiando ser apenas uma coincidência, mas meus sentidos estavam em alerta e mesmo estando em casa, eu não me sentia mais tão segura. Rose parou de tagarelar e estacionou o carro na lateral da casa. Desci olhando tudo a minha volta com satisfação. Eu amava aquele lugar. Ela aproximou-se e começamos a caminhar juntas em direção a piscina. Decidi ir para a hidromassagem, no salão coberto mais adiante, pois a piscina olímpica estava ocupada e a outra era própria para crianças. Esme encontrava-se de pé ao lado da piscina. Ela trajava um conjunto branco de saia e blusa de corte perfeito e um chapéu muito chique que protegia seu rosto dos raios solares. Estava conversando com uma bela mulher loira arruivada, de olhos castanhos claros, vestindo um chamativo e sofisticado biquíni vermelho vivo que estava sentada na borda com as pernas dentro d’água. Enquanto as duas conversavam, Edward nadava vigorosamente de um lado para o outro, dando fortes braçadas na água límpida. A moça nos observou com interesse.

-Rose! Bella! Que alegria ver vocês logo cedo!

Disse nos abraçando em conjunto.

-Bom dia Esme, respondi feliz com o carinho com que ela me tratava.

-Bom dia, completou Rose.

-Como vai Rose?

A desconhecida cumprimentou.

-Vou bem, Tânia, e você?

-Tudo bem, respondeu virando-se para mim com interesse.

-Muito prazer, sou Tânia, a secretária do Senador.

-Muito prazer, eu sou Bella, prima da Rose.

-Sim... Isabella Swan, a filha do capataz, ela respondeu dando um sorriso falso. Não gostei do tom pejorativo nem da forma como ela me fitou. Sinceramente, não gostei nada daquela mulher, mas assim com ela eu também era uma convidada. O olhar de Esme pairou sobre mim. Ela apertou os lábios numa linha fina, mas não falou nada. Vi nitidamente que também não havia gostado do tom jocoso que Tânia usara ao falar comigo. Nesse instante Edward parou de se exercitar e veio falar conosco. Evitei ao máximo olhar para aquele corpo lindo e definido. O que os dois estariam fazendo antes que nós chegássemos?! Minha mente sibilava sem parar. Engoli em seco tentando desviar os pensamentos para algo mais neutro.

-Rose, ligaram da clínica.

O olhar da minha prima encheu-se de esperanças. Esme prosseguiu:

-Pediram para que você retornasse a ligação.

-Obrigada Esme. Ligo assim que formos almoçar.

-Bom dia para vocês. Eu vou para o escritório, agora. Bella, filha, não esqueça de usar filtro solar. Sua pele é muito alva, cuidado para não queimar-se muito. Que tal jantar conosco hoje à noite?

-Eu adoraria, respondi vendo pelo canto do olho a expressão contrariada de Tânia. Esme sempre tratara a mim e a Rose como se fôssemos suas filhas.

-Você é sempre bem vinda, Bella. Vamos jantar às sete.

-Estarei lá, Esme. Obrigada.

Ela despediu-se e saiu. Senti respingos de água fria em minhas pernas. Virei minha cabeça na direção da piscina. Edward sorria amplamente tentando me molhar.

-Ainda está dormindo?

Respondi com uma careta. Meu humor não estava lá muito bom devido aos sonhos eróticos incandescentes.

-Não vai entrar Bella?

Perguntou Rósalie tirando a saída de banho, exibindo seu corpo perfeito e deixando a roupa numa das espreguiçadeiras.

-Não obrigada, respondi sentando numa das cadeiras mais afastadas, fazendo com a mão um gesto para que ela não se preocupasse comigo. Ela assentiu, mergulhou e aproximou-se de Tânia para conversar. Era a deixa que eu esperava. Levantei, acenei e fui sozinha em direção a hidromassagem, olhando para todos os lados antes de me livrar da saída de banho, certificando-me de que não havia ninguém. Entrei sentando-me no banco de madeira e fechei os olhos querendo aproveitar ao máximo. Como o salão era coberto não poderia pegar um sol, mas a água quente estava deliciosa e bastante convidativa. Suspirei satisfeita sentindo a pressão dos jatos sobre o meu corpo, relaxando totalmente. Não sei quanto tempo passou, mas estremeci involuntariamente ao sentir o roçar de pernas masculinas nas minhas, abrindo os olhos de imediato, ficando cara a cara com Edward e seu lindo rosto de anjo. Ele estava próximo demais, próximo demais...

-Bonito biquíni, falou estreitando os olhos, percorrendo meu corpo de cima a baixo.

-Foi um presente, respondi rapidamente engolindo em seco, varrendo o ambiente à procura da minha prima. Ele colocou o braço sobre a banheira, por trás de mim e deu o sorriso torto que fazia qualquer coração disparar.

-Se está procurando pelas garotas, desista. Elas foram tomar banho para almoçar, disse com malícia. Sua voz estava carregada de segundas, terceiras e quartas intenções. Uma raiva súbita me invadiu. Como Rose havia saído da piscina sem me avisar?! Ela fizera aquilo de propósito! Droga! Ela tinha ido embora e me deixara sozinha com o lobo mau!

-Já está na hora do almoço?

Desconversei. O tempo passou e eu não dei conta.

-Quase. Mas não precisa ter pressa, falou acomodando-se ao meu lado, seu corpo encostando ao meu enviando faíscas através da pele. As imagens eróticas dos meus sonhos super lotaram minha mente. Ele cobrindo meu corpo com o seu... Sua boca sobre a minha pele... Seu membro duro me penetrando... Engoli em seco.

-Acho melhor ir atrás delas, falei nervosa.

-Calma, Bella. Nosso almoço pode esperar.

“Nosso almoço”? Como assim?! Ele estava me convidando para almoçar com ele?! Meu coração deu um salto.

-Fique longe de mim Edward, adverti, espremendo-me contra a banheira. Seu sorriso sumiu e ele me fitou com seriedade.

-Não vou atacar você, Bella. Não precisa ter medo, disse irritado.

-Não tenho medo de você, respondi perturbada com a proximidade do corpo másculo.

-Ótimo.

-Como?!

-Prefiro que seja assim. Que você não tenha medo de mim.

-E porque eu teria?!

Devolvi a pergunta sendo sarcástica.

-Por causa do que você passou, disse sombrio.

-O que está fazendo aqui, Edward?

-Suas perguntas estão ficando repetitivas, falou voltando a sorrir, fazendo meu coração disparar.

-Como assim?

Tentei desconversar.

-Você fez essa pergunta no dia em que chegou quando me viu em seu quarto. Ontem quando estávamos no quintal da casa do seu pai e também agora.

Ele conseguia ser demasiadamente irritante!

-Por que você vive aparecendo sem ser chamado, rebati cruzando os braços sobre o peito. Ela aproximou-se mais, colocando um braço em torno do meu ombro. Recuei mas não havia mais espaço. Fiquei presa entre Edward e a banheira.

-Pretendo terminar aqui o que começamos ontem em sua casa, falou sedutor, inclinando-se sobre mim. Céus! Se ele encostasse em mim eu estaria perdida.

Como se lesse os meus pensamentos encostou o peito em meus seios deixando-me hipnotizada. Meus lábios abriram. Sem esperar resposta, ele baixou a cabeça e capturou meus lábios em sua boca. Fiquei extasiada. Os toques dele hábeis e gentis incendiando meu corpo por onde passavam.

-Edward, gemi baixinho. Ele aprofundou o beijo em resposta. Meu corpo vibrou, meu desejo cresceu, meu sexo latejou e eu me perdi completamente. Eu não poderia negar que o queria também. Desesperadamente. Esqueci a razão e toda a lista de motivos para não me envolver com ele, que tinha feito anteriormente, entregando minha boca àquele homem sedutor que começou a percorrer meu corpo com hábeis mãos. Ele subiu as mãos alcançando o sutiã do biquíni e em menos de dois segundos o arrancou. Suas mãos abarcaram meus seios. Gemi novamente por entre o beijo. Como ele beijava bem. Maravilhosamente bem, me fazendo gemer alucinada com os seus toques.

- Você é deliciosa Bella. Há muito tempo eu espero por isso...

Falou com a voz rouca, escorregando para dentro da banheira, mudando de posição, ficando na minha frente. Senti o poder de sua excitação contra minhas coxas, e que poder...

-Sinta o quanto eu te quero, disse pressionando sua ereção contra mim novamente.

Lancei minha cabeça para trás, deliciando-me com as sensações que ele despertava em mim... Suas mãos passeando pelo meu corpo enquanto sua boca estava me levando ao delírio com mordidas leves, beijos, chupadas e lambidas em meu pescoço, boca e colo.

- Você é linda, Bella... Esses pedaços de pano minúsculos estavam me deixando louco... Quero sentir você... Preciso disso...

Falou roucamente inclinando a cabeça, capturando um mamilo entre os lábios, estimulando-o com a língua suave.

-OOHHHH...

Meu gemido foi alto. Ele continuou sugando, mordiscando, lambendo, enquanto uma mão descia até a calcinha do biquíni, afastando-a para o lado e penetrando-me com um dedo. Arqueei meu corpo contra sua mão e um gemido alto escapou de minha garganta. Edward estava me excitando como Jacob jamais havia feito e com certeza naquele momento ele teria “tudo” o que quisesse de mim.

-Isso gatinha... Se solte... Entregue-se a mim...

Falou fitando-me com os olhos semi cerrados enquanto suas mãos hábeis continuavam me tocando. Segundos depois sua boca retornava aos meus seios. Afastei as coxas dando-lhe um maior acesso. Outro dedo juntou-se ao primeiro. Eles entravam e saíam de minha fenda ritmadamente. Seus carinhos estavam me levando a loucura. Desci minha mão em encontro ao seu volume que sentia pulsando na sunga, mas ele me repeliu.

-Depois, gemeu soltando meus mamilos rapidamente, me excitando ainda mais.

-Edward...

Sibilei fraca, sentindo seus dedos friccionando meu clitóris.

-Goze para mim... Quero te ver gozando Bella...

Ele queria me deixar maluca isso sim!

-Eu estou... Quase... Lá...

Consegui responder num fio de voz. Nada mais importava agora. Eu sentia que estava na borda, meus músculos tensionados, meu sexo palpitando em busca do alívio do orgasmo, gotejando a excitação. Ele continuou me estimulando e logo em seguida meu corpo se entregou a ele com espasmos múltiplos. Gritei. Fechei os olhos arquejando. Edward me fez gozar em sua mão. Ele aproximou o rosto do meu sorrindo retirou sua mão de dentro de mim e levou-a à boca, lambendo os dois dedos demoradamente.

-Deliciosa. Você é perfeita.

Completou baixando a sunga preta, libertando o pênis grande, grosso e pulsante. A sunga deslizou por suas pernas e ficou boiando na banheira. Edward estava nu. Um verdadeiro Deus Grego. Admirei-o brevemente. Levei minhas mãos até sua masculinidade segurando-a entre elas, começando a acariciá-lo em toda sua extensão. Ele gemeu contra minha boca, enquanto eu o estimulava, sentindo o líquido pré- seminal despontando através da pequena fenda na glande. Eu queria senti-lo entrando em mim. Como se pudesse ler meus pensamentos, ele levou uma das mãos a borda da banheira, tateando o piso de madeira procurando alguma coisa. Ouvi o invólucro de uma camisinha sendo rasgado e um flash rápido passou por minha mente... Ele teria trazido o preservativo para usar comigo ou com a secretária do pai?! A dúvida era cruel, mas foi logo lançada para longe. Ele colocou a camisinha sobre o pênis ereto, rolando sobre ele com precisão. Olhou-me explodindo de desejo e eu o chamei com os braços, enfatizando o convite erguendo minhas pernas, enlaçando sua cintura. Ele afastou a calcinha para o lado, encostou a cabeça na entrada da minha vagina e nós gememos juntos.

-Não me faça esperar mais...

Pedi numa súplica.

-Não me provoque gatinha... Estou tentando me controlar... E seguida essa frase ele me penetrou. Arqueei e gritei sem me preocupar em ser ouvida. Senti cada pedaço dele me preencher por completo. Quando sentiu que chegou ao final do meu canal, encostando no meu útero,ele começou a movimentar os quadris, levando as mãos a minha bunda, segurando firme, trazendo-me cada vez mais de encontro a si.

Edward Cullen.

Caralho... Aquela mulher continuava tão deliciosa quanto antes. Bella tinha a buceta dos sonhos de qualquer homem... Estreita, apertada e quente, muito quente. Eu a fodia completamente, enquanto ela se agarrava em mim, sua boca percorrendo meu pescoço e meus ombros. Sentia meu pau latejando e seu corpo contorcendo-se com minhas investidas. Ela me abraçou forte. O prazer de estar mergulhado dentro dela tantos anos depois era indescritível. Continuei investindo... Entrando e saindo... Ela mordeu meu ombro. Senti que estava perto, meu orgasmo despontando na borda. Ela gemeu, arqueando-se mais contra mim e eu soube que ela também estava bem perto. Balancei meus quadris uma, duas, três vezes mais e senti as paredes da vagina apertando em torno do meu pau. O corpo de Bella contraiu-se e ela encostou a cabeça no meu ombro. Não pude esperar mais. Gritei. Meu orgasmo foi violento, quase doloroso. Senti meu esperma jorrando em jatos. Minhas pernas vacilaram. Estremeci e desabei, ainda conseguindo sentar dentro da banheira, trazendo-a comigo.

Notas finais
Quarta feira tem mais. Bjs.