Orgulho E Sedução.
40 Capítulo 40
Notas iniciais
Cap. 40
Três dias depois...
Edward.
Se existia um termo que descrevesse como eu me encontrava naquele momento o correto seria: “subindo pelas paredes”. Literalmente. Inferno! Sim... Bella estava fazendo a famosa greve de sexo. Há três dias. Três malditos dias, droga! Ela dormia na poltrona reclinável no quarto, fazendo questão de me ignorar. C.O.M.P.L.E.T.A.M.E.N.T.E. Se eu fosse um objeto talvez tivesse um pouco mais de atenção. Humpf!
Fechei os olhos lembrando a noite em que fui buscá-la na casa do pai.
Flashback
-Desculpe-me, por favor, falei esperançoso assim que ficamos a sós na privacidade do nosso quarto.
-Hum-hum...
Murmurou indifente. Tirei minhas botas e a camisa pasando às mãos ao longo da calça sem ter exatamente certeza de como devia agir.
-Posso dormir no chão se você quiser dividir a cama, sugeri murcho.
-Ah, eu não quero mesmo!
Cuspiu entre dentes.
-Bella eu...
-Escute aqui Edward, você duvidou de mim e não pense que vou esquecer isso tão facilmente!
-Mas eu...
Mordaz como uma cobra venenosa ela mal me deixava falar.
-Pode ficar com a cama, e eu fico na poltrona. Está decidido.
Dei um longo suspiro seguido imeditamente de outro.
-Nesse caso é melhor que eu fique na poltrona, falei já prevendo que não conseguiria pregar o olho durante a noite.
-De jeito nenhum!
-Por quê?!
-Para que não acorde pela manhã com dor nas costas e tenha de vir para a cama. Eu não quero ficar perto de você, entendeu?!
Esclareceu brava. Dei um sorriso irônico.
-Levando em conta que estamos dividindo o mesmo quarto e apenas a alguns passos de distância considero que isso é “perto o suficiente”, rebati. Mas ela deu de ombros e se manteve firme. E agora eu estava numa grande enrascada...Mas que merda!
Fim Do Flashback.
Parecia que eu dava dois passos para frente e quatro para trás. Ofereci-me para dormir na cadeira na noite seguinte, mas ela recusou com um sorriuso estudado argumentando que eu era muito maior e mais forte que ela e iria acordar todo dolorido na manhã seguinte prejudicando o rendimento do meu trabalho na fazenda. É... Realmente fazia muito sentido o que ela dizia. Mas eu sabia perfeitamente que aquele motivo não era o motivo real. A verdade é que se eu fosse dormir na cadeira ou mesmo no chão, durante a madrugada daria um jeito de ocupar o meu lugar na cama, ao seu lado e acabaria por seduzi-la. E ela melhor que ninguém sabia disso. Portanto estava irredutível. INFERNO!
Quando nós saíamos do quarto ela era uma pessoa. Carinhosa, solícita, doce, prestativa, amorosa. Brincava com a Emily, ria com as piadas infames do meu irmão, era gentil comigo, com meus pais e a melhor amiga da Rose, mas quando ficávamos sozinhos ela mudava sua postura e fechava-se numa concha. Era como se Bella construísse uma muralha em torno de si mesma.
Não falava comigo a não ser que eu puxasse conversa. Agia sempre como se eu não estivesse ali, ignorava meus comentários e opiniões... Sinceramente eu não sabia como iria resolver aquilo. E nem quanto tempo mais eu suportaria. PQP! Eu estava vivendo um inferno vendo-a ali por perto todo o tempo e sem nunca poder tocar. R aquilo estava acabando comigo!
Fiz o que pude. Pedi desculpas umas três mil quinhentas vezes, convidei-a para jantar fora, não baguncei o qurto, juntei cada uma das minhas roupas, não me atrasei para nenhuma das refeições. Procurei ser um perfeito cavalheiro. Cheguei em casa na noite anterior com um lindo buquê de flores do campo nas mãos. Ela me olhou encantada, deu-me um sorriso agradecido, angelical e me deu um selinho nos lábios pedindo a Emily para colocar as flores num vaso enquanto jantávamos, levando-as em eguida para o quarto. Fui atrás dela, claro, mas assim que colocou o vaso sobre a cômoda, ela saiu me deixando sozinho e foi conversar com a prima até mais tarde. Rolei na cama insone, meu corpo em alerta total. Me virei para lá e para cá, mudei de posição seiscentas mil vezes, afofei os travesseiros, esmurrei as almofadas, contei todos os parafusos e porcas do ventilador do teto e fiquei acordado até que o sono me venceu e por fim fechou meus olhos cansados. Na última vez em que olhei o relógio antes de dormir já passava da meia noite.
Na manhã de hoje assim que acordei, sentei na cama observando que ela estava toda enrolada e encolhida na poltrona como um bichinho abandonado. Aproximei-me com cuidado, mas antes que pudesse estender minha mão para afagar seu rosto, sentindo ao menos o contato de sua pele sob os meus dedos, os olhos castanhos abriram-se como pratos; ela me fitou fixamente. Instintivamente puxei minha mão.
-O que pensa que está fazendo?
-Ia apenas fazer um carinho, respondi desanimado, esfregando meu rosto com as mãos.
-E que parte da frase “não quero que você me toque”, você não entendeu, Edward?!
-O que você quer que eu faça Bella?! Diga-me, porque eu não sei mais como resolver esse nosso impasse! Você não me escuta. Já te pedi desculpas umas mil vezes e você não me perdou!
-Eu já disse que lhe perdoei Edward, mas você tem que entender que ainda estou magoada, respondeu sem expressar nenhuma emoção. Seu rosto era como uma máscara fria... Como eu odiava aquilo.
-Mas que droga!
Explodi exasperado.
-Essa mágoa não vai embora nunca?! Já lhe disse que aprendi a lição. Nunca mais vou dar ouvidos a nada nem a ninguém sem conversar com você antes! Eu te amo, porra!
Esbrevejei sentindo a irritação começar a crescer. Ela não se abalou. Mexeu-se na poltrona, mudando de posição, levantando e segurando as cobertas nos braços começando a dobrar tudo.
-Agiu da mesma forma quando o Emmett contou que tinha ficado comigo no avião. Você acreditou em tudo o que ele disse. Cada palavra.
Ok, meu passado me condena. Fato. Fui um imbecil, mas não ia ser julgado novamente por aquilo.
-Essa história ficou no passado, Bella. Agora é diferente.
Ela arqueou as sobrancelhas e dirigiu-me um olhar cético e frio.
-Será?
Suspirei profundamente balançando a cabeça de um lado para o outro, desolado. Desisti de tentar convencê-la temporariamente, dando-lhe as costas e andando na direção do banheiro. Liguei o chuveiro frio no máximo e entrei sob o forte jato d’água desejando ardentemente que a água gelada lavasse todos os meus problemas levando-os para o ralo, sumindo com cada um deles... Droga, droga, droga! Respirei fundo tentando dissipar a Riva e manter o foco. Se dependesse de mim aquela história se encerraria hoje à noite. Ela iria ter de ceder, nem que fosse na marra! Se eu precisasse amarrá-la à cama e beijá-la até deixá-la sem fôlego eu faria. Ela que me aguardasse!
Como era costume nós saímos do quarto juntos e nos dirigimos à cozinha para tomar o café da manhã. Cumprimentamos a Emily que nos serviu sem demora e em menos de trinta minutos estávamos prontos para ir até a casa nova quase concluída. A mudança seria o nosso primeiro passo. Depois pensaríamos no casamento. Nos despedimod e Emily e de Rose que acabara de acordar e saímos acenando. Assim que chegamos próximos a caminhonete nova, James apareceu do nada agitado e ansioso.
-Sr. Cullen!
Gritou balançando seu chapéu em uma da smãos. Seu rosto refletia grande preocupação.
-O que houve?! Que cara de assombro é esta, homem?!
-Houve um acidente...
-Acidente?!
Eu e Bella gritamos ao mesmo tempo.
-Um dos rapazes caiu. A sela partiu-se e...
Ele falava atabalhoadamente mexendo os braços sem parar. Franzi a testa imeditamente ao escutar aquilo. Bella ouvia a tudo pálida, alarmada, apreensiva, mas permanecia em silêncio.
-Como assim a sela partiu?! Que história é essa?!
As selas eram revisadas regularmente e o equipamento que estava desgastado ou em más condições de uso sempre era descartado. Inclusive havia duas selas novinhas em folha no celeiro, compradas há menos de um mês, na época da última revisão nos equipamentos. Aquilo estava muito estranho e parecia ser sabotagem das grossas. Apertei os lábios com força desejando ardentemente estar errado. O rapaz se encolheu diante da minha clara irritação.
-Não sei explicar, mas o fato é que ele caiu num barranco na estrada norte.
-Merda!
-Calma, Edward. Essas coisas acontecem...
-Não em Breaking Dawn, rebati. –Quem foi desta vez James?
-O Tyler.
-Droga! O que mais falta acontecer...
Minha frustração era quase palpável.
-Charlie acha que ele pode ter quebrado alguns ossos, esclareceu preocupado.
Proferi uma série de palavrões enquanto fitava Bella com uma expressão desolada em meus olhos.
-Desculpe amor, mas eu tenho que ir, falei tenso.
Ela assentiu.
-Claro. Não se preocupe. Vou dar uma olhada na obra e depois ligo para você. Fitei-a indeciso. Minha razão clamava para que eu fosse socorrer o peão que estava em apuros e provavelmente machucado, mas o meu instinto gritava para não deixá-la sozinha.
-Tem certeza?
Qustionei vacilando.
-Sim, Edward. Pode ir. Vou ficar bem, respondeu dando-me um sorriso tímido.
-Bella...
-Não confia em mim?
-Claro que confio. Tudo bem, então vá com o volvo, ok? As chaves estão na ignição. E por favor, tome cuidado.
-Sim, pode deixar.
Aproximei-me segurando seu rosto entre as minhas mãos. Com o James ali ela não se afastaria ou repeliria o meu carinho.
-Prometa-me, pedi baixinho.
-Eu prometo, disse sem titubear. Beijei seus lábios de leve e me voltei na direção do peão, fazendo um gesto com a cabeça para que entrasse na caminhonete. Ele obedeceu e em menos de dois minutos eu liguei o veículo, dando a partida no motor e acelerando ao máximo.
-Sr. Cullen, Charlie me pediu para levar a maleta de primeiros socorros que está no galpão.
-É bom também chamar um médico. Se houver alguma fratura grave vamos ter que removê-lo com muito cuidado.
-Mas o que ele estava fazendo na estrada norte?!
Indaguei tentando entender o que se passava.
-Não sei dizer. Assim que soube do acidente vim correndo lhe avisar.
-Obnrigado, James.
-Eu posso ficar no galpão, pegar a maleta com os remédios e levar para lá na picape do Charlie. Ele está a cavalo como os outros peões, explicou solícito.
-Está certo, James, falei correndo em direção ao galpão, alojamento usado pela maior parte dos funcionários de Breaking Dawn e vendo-o descer rapidamente. Acelerei ao máximo, mas procurando ter cuidado, pois a estrada de terra estava bastante úmida devido às chuvas freqüentes. O barranco ficava distante de onde os homens deveriam estar naquela hora e eu não entendia o que exatamnete Tyler Crowley estaria fazendo por ali, mas a hipótese mais provável seria a de que um dos nimais teria se desgarrado e os homens tinham saído à procura dele.
-Merda!
Esbravejei quase atolando numa enorme poça de lama, acionando a tração 4X4 do veículo. Redobrei minha atenção depois disto andando de um lado para o outro sem nada encontrar. Liguei o rádio e nada. Em alguns pontos o sinal era muito fraco devido a densa vegetação. Eu teria de subir mais um pouco, encontrar uma colina e tentar falar com Charlie ou com o York para saber extamente o local aonde eles estavam.
Enquanto Isso...
Narrador.
Bella parou o carro de Edward na frente da casa que em breve também seria sua e desceu sentindo uma mistura de curiosidade e encantamento. Fazia menos de uma semana que não ia até a construção e muitas coisas tinham mudado desde então. Por fora estava tudo terminado. As paredes, portas, janelas, a pintura, o assolaho de tábuas corridas e largas, a varanda, o caminho de pedras que levava até a entrada principal. O jardim ainda era um esboço, mas ela sabia que muito em breve tudo ficaria perfeito, extamente da mesma forma como ela e Edward tinham projetado. Satisfeita caminhou até a porta da frente empurrando-a com um dos ombros e entrando na ampla e espaçosa sala. Seus olhos correram por cada recanto detendo-se no teto alto. Tudo ali estava uma beleza! Feliz, continuou caminhando até a cozinha deparando-se com uma ilha central enorme rodeada pelos demais eletrodomésticos de úktima geração: fogão, geladeira, freezer, microondas, liquidificador, batedeira, multiprocessador, depurador de ar e muitos outros utensílios indispensáveis e bastante úteis na cozinha de um verdadeiro lar. Olhou para baixo verificando que as portas dos armários e da despensa ainda precisavam ser colocadas nos lugares, mas para a equipe que Edward havia contratado aquilo seria moleza. Talvez em mais dois ou três dias pudessem limpar a casa passando a vir morar nela. Sem conseguir esconder sua felicidade rodopiou alegre pelo vão até que um barulho ineperado vindo por trás de algumas tábuas soltas a fez estacar no lugar, seu coração aos saltos.
-Quem está aí?!
Perguntou ouvindo o eco de sua própria voz repetir-se e perder-se no ar da casa inabitada.
-Olá?! Tem alguém aí?
Questionou outra vez sentindo sua ansiedade começar a crescer e uma sensação familiar e desagradável tomar conta do seu ser. Quando virou-se na direção da área de serviços...
-Miaaaaaauuu!
Um gato rajado preto, branco e gordo saltou em sua direção, arranhando as costas de sua mão.
-Bichano!
Exclamou levando a mão ao peito sentindo o coração batendo loucamente.
-Que susto!
Exclamou olhando para o gato estranho que ignorou sua presença e passou a caminhar rapidamente na direção da porta dos fundos.
-Espere aí! Onde você pensa que vai, gatinho? E de onde você surgiu afinal?
Falou sentindo que mais uma vez sua voz se perdia no ar. O gato habilmente saltou para cima do balcão da lavanderia e alcançou a janela pulando para fora da casa. Bella determinada a segui-lo correu até a porta dos fundos girando a chave e abrindo-a de uma só vez, paralisando no lugar. O medo invadiu-a completamente, o pânico a dominou congelando-a no lugar, suas pernas recusaram-se a obeceder os comandos do seu cérebro, seu coração batia em sua garganta. Ela tentou gritar, mas não conseguiu, tentou mexe-se, mas foi em vão. Um homem familiar totalmente vestido de preto, com luvas e uma máscara de esqui cobrindo seu rosto, deixando apenas um par de olhos azuis, frios, gelados e cruéis serem vistos aproximou-se lentamente.
Ela sentiu o cheiro da morte a cada passo que ele dava, sentiu sua respiração ficar presa na garganta e sentiu que sua boca começava a abrir. Sua vida passou diante de seus olhos com um filme... Ela queria muito sair correndo, mas infelizmente não tinha domínio sobre as partes do seu corpo. O medo incapacitou-a. Devagar ele andou mais e mais até que ficassem cara a cara, frente a frente, inclinando-se para tocar a testa dela com a sua, a respiração masculina pesada batendo contra o seu rosto apavorado.
-Até que enfim nos encontramos de novo, sussurrou baixinho e aquilo foi à última coisa que ela ouviu. Ice Eyes bateu forte em seu rosto, deixando-a desacordada e carregou-a facilmente para fora dali, deixando o anel de noivado de Isabella e um bilhete com instruções para Edward no chão da área de serviço, antes de fechar a porta pelo lado de fora e atirar as chaves para dentro pela abertura da janela, pois assim seriam facilmente encontradas. Finalmente seu plano estava dando resultados e muito em breve ele estaria com os dois em suas mãos.
Edward.
Desci do carro esperando que agora o sinal fosse melhor e tentei o rádio novamente.
-Charlie?
-Prossiga, Edward, respondeu de imediato.
-Onde diabos vocês estão?! Já andei tudo aqui pelo lado norte e nada até agora! E o Tyler, ele está bem?!
Houve um chiado forte e uma pausa de cinco segundos.
-Que porra você está fazendo aí Edward?! Estamos no celeiro empacotando o feno e máquina quebrou. O serviço vai ficar atrasado. E tá fazendo um calor infernal aqui. Estamos esperando por você para ajudar!
Mas o que... Espere aí!
-Charlie estão todos bem?! Repito, todos aí estão bem?
Perguntei sentindo uma onde de náusea e horror começar a me invadir.
-Claro que estamos bem, criatura! E o que aconteceu com você? Está bêbado?! A essa hora da manhã?!
Oh não! JAMES! Fechei meus olhos com força sem querer acreditar no que estava diante do meu nariz.
-Filho da puta!
-O que?! Edward você está bem?!
A voz de Charlie expressava a preocupação que sentia.
-Não Charlie. Não está nada bem, mas não posso explicar agora. Escute houve uma emergência. Espero você, Quil e Embry na minha casa nova o mais depressa possível, falei desligando o rádio antes que ele começassse a perguntar pela filha.
Maldito, canalha, psicopata infeliz! Ele havia lançado a isca e eu havia caído como um pato. Deixando Bella ao alcance de suas garras imundas. Minha Bella... Que Deus me ajude a chegar a tempo por que... Se ele tiver a ousadia de colocar as mãos nela, num só fio de cabelo que seja... Eu juro não sei o que serei capaz de fazer. O medo infiltrava-se por minhas entranhas, a ansiedade crescia a cada minuto que passava. Eu não tirava os olhos do relógio mesmo dirigindo a toda velocidade.
-Senhor, por favor, não permita que... Que...
Engoli em seco sem conseguir concluir a frase macabra. Imagens horríveis de mulheres estupradas, mutiladas e mortas encheram aminha mente.
-Senhor, eu lhe suplico... Cuide dela por enquanto, só enquanto eu chego, por favor...
As palavras do meu irmão ancheram minha mente como o aviso de um mau presságio:
“Não confio no James. Existe alguma coisa por trás daquela fachada de bom moço” “A Bella não fica à vontade na presença dele”
Emmett tinha razão. Era ele. Sempre foi ele, mas eu ignorei os meus instintos, preferindo dar ouvidos à razão. E ele fez tudo, absolutamente tudo de caso pensado. Cada passo. Foi tudo meticulosamente planejado. Salvou a vida do Emmett. Ofereceu-se para trabalhar em cada canto da fazenda, fazendo qualquer que fosse o serviço, ganhando a confianças de todos... Me fazendo confiar nele. Doente de merda!
-Maldito! AAAAAHHHHHH!!!
Berrei esmurrando o volante com toda a minha força. Não sei como, mas consegui chegar à minha casa em tempo recorde; ao mesmo tempo em que chegaram Charlie e os dois policiais.
-O que aconteceu, Edward?! E onde está minha filha?!
Olhei para o volvo estacionado ao lado, mas não havia sinal de Bella.
-É o James, falei sem rodeios entrando na casa.
-O James?
Embry perguntou sacando e engatilhando sua arma seus passos logo atrás de mim os outros também nos seguiram.
-Sim. Ele é quem está atrás da Bella. Ele é o Ice Eyes. E...
-E?!
Os olhos de Charlie quase saltavam das órbitas.
-Ele a pegou.
CONTINUA.......
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