Orgulho E Sedução.
39 Capítulo 39
Notas iniciais
segue ai mais um cap. quentinho pra vocês.
Cap. 39.
PDV Narrador.
A viagem de volta para a fazenda deixou Emmett completamente exausto. Seu rosto estava quase sem cor quando a pedido de Esme diversos homens o carregaram pelas escadas principais de acesso a casa, colocando-o na cama. Apesar do cuidado, sua palidez era intensa e ele apertava as têmporas sem parar, gemendo de dor, quando o largaram sobre o leito. Emily que viera encontrá-los ansiosa deixou o quarto chorando. Os homens saíram para que Rosalie e Esme o acomodassem melhor.
-Filho, está com fome? Sede? Quer alguma coisa?
Com o rosto contorcido pela dor ele abriu os olhos, examinando o quarto. Sem responder às perguntas e constatou.
-Este não é o meu quarto.
-Tome, disse a esposa entregando lhe dois analgésicos e um copo d’água gelado que a velha governanta havia trazido. Ele engoliu devolvendo o copo logo depois. Enquanto tirava-lhe a camisa com delicadeza, Rose olhou para Esme. Em seguida tirou a bermuda larga de sarja escura que havia sido comprada especialmente para a passagem da perna ferida e cobriu-o com um lençol, deixando-o vestido apenas com a cueca boxer branca. Após a esposa acomodá-lo sobre vários travesseiros, sua mãe respondeu:
-Achamos melhor trazê-lo para cá, querido. Assim Rose, eu, seu pai e a Emily podemos nos revezar cuidando de você. Ela e Rosalie tinham conversado muito sobre iriam acomodá-lo e hoje cedo antes de sair, Esme dera instruções à governanta para que colocasse todas as coisas pessoais dele no quarto de hóspede mais próximo de sua suíte máster, o que facilitaria as coisas. A casa deles dois ficava na colina, na parte posterior da casa e tinha uma vista linda, mas não seria apropriado para quem está sem poder andar.
-Você está no quarto de hóspedes, ao lado do meu. Quero-o por perto, à noite.
-Estou me sentindo um inválido, mãe, resmungou aborrecido.
-Não diga isso, amor. Todos nós queremos o seu bem e estamos aqui para isso. Se eu precisar de ajuda à noite posso chamar sua mãe e ela virá.
Ele suspirou e assentiu entediado. Compreendia o que elas estavam fazendo, mas não se sentia à vontade. Para ele era muito difícil ter que depender dos outros. Nem que fosse dos membros de sua própria família. Olhou para a esposa e depois para a mãe forçando um sorriso.
-Não tenho fome, mas peça a Emy para fazer uma sopa. Percebi que ela está nervosa e quero acalmá-la um pouco lhe dando alguma coisa para fazer na cozinha. Ele sabia que a velha senhora o adorava.
-Muito bem filho, disse Esme sorrindo.
-Onde está o Edward? Quero falar com ele.
Rosálie encarou-o, determinada, fitando-o diretamente, as mãos na cintura, o olhar ferino.
-Escute aqui, Emmett Cullen. Tem ordens do médico para ficar quieto, comportar-se e fazer tudo o que foi mandado sem reclamar, entendeu? E eu juro que se criar problemas, levo-o de volta ao hospital na mesma hora. Nada de dar trabalho, procurar encrenca ou preocupações. E não tente levantar sozinho. Não se atreva a fazer isso, entendeu bem?! De acordo?
-Droga! Está chegando o dia da venda dos cavalos e. . .
Esme o interrompeu.
-Nós cuidaremos de tudo. Seu irmão já cuidou da vacinação esta semana. Charlie e os outros homens o ajudaram, então não tem com o que se preocupar. Pode falar com Edward sobre o que quiser, mas terá que repousar depois.
-Mãe! Até parece que estou no jardim de infância!
Esme disfarçou um sorriso. Emmett no fundo sempre seria uma criança.
-Comporte-se direito que lhe trataremos como adulto.
-Vocês estão é se aproveitando porque não posso sair daqui, resmungou baixinho sabendo que estava derrotado naquela batalha. Ao menos por enquanto.
-Claro que sim. Vou mandar em você o quanto puder, disse Rose divertindo-se. Ela sabia o quanto o marido odiava ficar sem fazer nada e, portanto, que não seria fácil mantê-lo longe das atividades da fazenda.
-Espere até eu poder sair desta cama, Rose e lhe darei o troco!
-OMG! Estou morrendo de medo! Provocou ela beijando-o de leve na testa fazendo com que Esme explodisse numa sonora gargalhada. Ele riu. Seus olhos sonolentos percorreram o corpo da mulher amada com uma expressão apaixonada e fecharam-se em seguida, vencidos pelo cansaço e pelo poder dos analgésicos. Esme caminhou até a janela, abrindo-a para que a brisa fresca entrasse. Rose aguardou-a. De comum acordo abriram a porta do quarto devagar e saíram tomando a direção da cozinha, deixando que ele descansasse um pouco.
-Oh, D. Esme, como o meu menino está magrinho... Falou Emily pesarosa. Esme sorriu e foi até ela, abraçando-a.
-Mas agora que está em casa, ele vai melhorar rapidinho com a sua comida, Emily.
-A senhora acha?
Perguntou enxugando as lágrimas numa toalha de mão que trazia sobre o ombro.
-Claro que sim, Emy. A comida lá no hospital era uma droga, emendou Rose vendo a velha senhora sorrir satisfeita.
-Ele pediu que você fizesse uma sopa, disse a dona da casa e a governanta mais que depressa selecionou os legumes e as verduras para atender ao pedido. Esme pediu licença e retirou-se para tomar um banho. Uma hora depois um grosso caldo de legumes e um copo de suco de laranja com gelo estavam sobre uma bandeja de aço inoxidável.
-Obrigada, Emily, disse Rose tomando a bandeja nas mãos e sorrindo amplamente.
-Não tem que me agradecer menina. Faço tudo por esses dois meninos.
-Sei disso, querida e saiba que eles têm muita sorte em ter você aqui.
-Obrigada Rosalie.
Satisfeita andou em direção ao quarto e ao abrir a porta, e Emmett acordou tentando sentar-se. Correndo para ajudá-lo, ela segurou-lhe o pescoço, ajeitando os travesseiros e acomodando a perna sobre dois deles de maneira que ele ficasse confortável. Ele tomou a sopa com apetite, mas reclamou:
-Está muito abafado aqui.
-Tem razão, mas daqui a duas horas estará esfriando.
-Vou ter que esperar duas horas?!
-Relaxe, Emmett. Comprei vários filmes para você poder se distrair...
Ele fitou-a com um olhar devasso.
-Que tipo de filme?
-Nenhum desses que a sua mente suja está querendo!
Rebateu fingindo estar indignada com a proposta dele.
-Arg!
-Você sabe muito bem que nós exageramos naquela noite e que não deve fazer esforço, por ordens do médico!
Sussurrou baixinho olhando furtivamente em direção à porta do quarto. O marido pegou sua mão, levando-a até o pênis que já dava claros sinais de vida.
-E quem sabe o que é melhor para mim? Eu ou o médico idiota que disse isso?!
-O médico, claro, respondeu retirando a mão com cuidado.
-Não vou agüentar ficar sem sexo, Rose.
-Por enquanto, vai.
-Droga!
Bradou colocando as mãos sob a cabeça, fitando o teto alto. O coração de Rose enterneceu-se.
-Vamos fazer um trato? Se você se comportar direitinho, no final de semana eu lhe recompenso...
Os olhos dele brilharam diante de tais palavras.
-Jura?
-Juro, garanhão, agora coma tudo sim? Depois do jantar nós conversaremos.
-E onde está o babaca do Edward? Aquele merdinha ainda não chegou?! Mas que droga!
Uma leve batida e a aporta foi aberta.
-Pare de resmungar como uma garotinha mimada seu idiota, ou vou chutar sua bunda para fora dessa cama! Eu estou aqui, disse Edward colocando a cabeça para dentro do quarto com um sorriso travesso brincando em seu rosto.
-Entre aí porra e vem cá me dá um abraço!
O sorriso de Emmett não poderia ser maior.
-Sejam bem vindos!
-Obrigada. É muito bom poder sair daquele quarto de hospital, disse Rose aliviada. Edward entrou puxando Rosalie para um abraço e deu um beijo delicado em seus cabelos loiros, sentando na beirada da cama em seguida.
-Onde está a Bella?
-Na casa do Charlie. Foi passar um tempo de qualidade com o pai hoje. Você não sabe com o estou feliz em te ver em casa, Mano, disse apertando a mão do Emmett que o puxou para mais perto, abraçando-o.
-Cuidado, pediu Rose atenta aos movimentos bruscos que o marido fazia.
-Não posso lhe abraçar, Emmett.
-Por que não?
-Fracote como está sou capaz de quebrar o resto dos seus ossos, disse Edward gracejando.
-Há! Essa eu pago para ver, Edzinho. Com a perna ferida e um dos braços nas costas consigo dar conta de você sozinho!
-Duvido muito. Está com olheiras mais fundas que um vampiro e magro como uma girafa pescoçuda. Não lhe alimentaram direito?! O que andou fazendo no hospital? Não era para você estar descansando?!
Corando até a raiz dos cabelos, Rose deu uma desculpa qualquer e saiu deixando os irmãos a sós. Edward acompanhou a saída da cunhada com curiosidade e depois se virou para o irmão, dando um sorriso safado.
-Nem no hospital você dá sossego a Rose, Emm?!
- A comida de qualquer hospital é uma droga. E eu sou igualzinho ao você e ao papai. Não vivo sem sexo, então não faça essa cara de idiota surpreso.
-Há, Há, Há, Há...
Edward não agüentou e acabou explodindo numa gargalhada sonora.
-Preciso de buceta do mesmo jeito que preciso de água e comida.
-Um Cullen legítimo, falou com orgulho. –Mas se ela escutar você falando assim... Disse erguendo as mãos num gesto de rendição, – O funeral é seu!
Emmett fez uma careta e olhou para o irmão fixamente.
-Não aprontou nada lá não é?! Com as enfermeiras?
-Tinham três bem gatinhas, mas o resto... Um bando de canhões. Ô cidadezinha para ter mulher feia é Billings...
-Quando é que você vai tomar jeito?!
-Nunca?! Como estão as coisas por aqui? E o maluco apareceu? Pegaram o bastardo?!
Perguntou mudando subitamente de assunto. Edward ergueu uma das mãos passando-a pelo rosto, detendo-se um pouco mais no queixo, onde a sombra escura de sua barba feita no dia anterior já despontava.
-Não e ele mandou mais um recado.
-Filho da puta!
Os dois se encaram seriamente.
-É alguém daqui. Alguém em quem confiamos, acolhemos e demos emprego.
-Você suspeita de alguém?
-Caralho, não! E essa incerteza está me matando! Ter que trabalhar com os peões todos os dias sem saber qual dele é um estuprador em série, fingir que está tudo bem quando a minha vontade é de espancar um por um até que o safado confesse... Estou no meu limite, Emmett.
-Calma, Edward, ficar assim não vai resolver nada.
-Eu sei, eu sei, mas essa situação está fugindo do nosso controle! Ele tirou fotos da Bella, Emmett, comigo, aqui em casa, no nosso quarto...
-Puta que Pariu fotos dela pelada? De vocês dois... A pergunta ficou no ar enquanto seu olhos quase saltavam das órbitas.
-Não, mas isso não quer dizer que ele não tenha tirado ou nos visto. Esse miserável está brincando de gato e rato e eu não gosto disso. Ele está se preparando para dar o bote como uma cobra. Furtivo e rasteiro... Acredite, eu sei. Posso sentir isso.
-Como assim pode sentir isso?! Não acha que está exagerando um pouco?
-Não. Sei o que estou dizendo. Sei da mesma forma como sabia que o vovô e a vovó tinham morrido naquele acidente de barco antes mesmo que o papai nos contasse. Eu simplesmente sei.
-Caralho, Edward, agora você tá me assustando...
Ele apertou os lábios numa linha fina enquanto o irmão o fitava com assombro.
-Ele vai atacar em breve.
-Merda! E eu preso aqui a esta cama sem poder fazer nada para ajudar!
-Calma. Nós podemos dar conta dele. Somos muitos contra um só. Você tem que se preocupar apenas com a sua saúde agora, Emmett, ou então mamãe e Rose vão dar um jeito de te levar de volta para Billings.
-Nem morto! Ou melhor, só morto eu saio daqui agora! Mas, eu preciso lhe dizer uma coisa.
-Fale.
-Não confio no James. Existe alguma coisa por trás daquela fachada de bom moço.
-Foi ele quem salvou a sua vida, respondeu cético.
-Sei disso, mas ainda assim não confio nele.
-A polícia Investigou cada um dos nossos rapazes e não encontrou nada, Edward respondeu cansado.
-Talvez seja uma coisa de instinto... Bella não fica à vontade na presença dele, já notou?
Edward franziu o cenho intrigado quando escutou a frase.
-Não, ela nunca me disse nada, respondeu sentindo a irritação começar a dominá-lo. Sua noiva teria confiado em seu irmão e nele não?! Percebendo o que estava se passando, Emmett esclareceu:
-Ela também não me contou, eu percebi.
-Quando?
-No dia em que vocês foram até Helena, na volta. Varrendo a memória em busca de alguma lembrança, Edward sacudiu a cabeça frustrado.
-Não percebi nada, lamentou.
-Bom, eu estava de olho nele até que pudesse provar alguma coisa, mas... Ele não concluiu a frase dando de ombros.
-Sossegue. Vou ficar de olho nele, pode deixar. Agora tente dormir um pouco, você está com uma cara horrível, falou levantando-se enquanto o irmão estirava-lhe o dedo num gesto obsceno.
-Prometa que vai me contar tudo o que acontecer, pediu ansioso.
-Prometo. Agora vê se descansa.
-Ficar aqui deitado descansando é um tédio... Bem que eu queria outra coisa... Falou indicando o pênis com um gesto. O irmão seguiu seu olhar e segurou o riso, erguendo as mãos pedindo que ele parasse de apontar para baixo.
-Nem olhe para mim. Sou vacinado contra macho. Resolva sua situação com a Rose ou tome um banho gelado.
-Vai se fuder, Edward.
-Não, Emmett, eu vou foder a minha noiva. E muito se você quer mesmo saber, respondeu saindo do quarto rindo sem parar, fechando a porta atrás de si. Segundos depois ouviu o barulho abafado do travesseiro que Emmett certamente teria arremessado contra o seu rosto se ainda tivesse ficado no quarto.
Na casa do Charlie...
-Achei que o Edward fosse jantar conosco.
Disse vendo Bella cortar os legumes e as verduras, e em seguida colocar água no fogo para cozinhar a massa caseira.
-Não, ele vai esperar o Emmett e a Rose que devem estar chegando.
E você não ficou lá para esperá-los Bells?! Por quê?
-Por que queria ter um tempo de qualidade com você pai, explicou sem desviar a atenção do que estava fazendo. -Rose é minha prima, mas eu passei muito tempo longe. O Edward e o Emmett são irmãos e sempre foram muito ligados, então achei melhor dar um tempo a eles e vir ficar mais um pouco com você, concluiu aquecendo uma frigideira com duas colheres de sopa de azeite e despejando os legumes frescos dentro da panela.
-Mas está tudo bem com vocês? Digo as coisas estão bem entre você e o Edward?
-Sim. Por que não estaria?
Devolveu a pergunta mantendo sua concentração na comida à sua frente evitando fitá-lo nos olhos. Geralmente ficava óbvio em seu rosto quando estava mentindo e Charlie conhecia a filha muito bem.
-Bom, então vamos comer, falou esfregando as mãos uma na outra, os olhos brilhando, um sorriso de satisfação em seu rosto enrugado. –O cheiro está delicioso, falou chegando mais perto.
-Sabe que sempre gostei de cozinhar, ela retrucou.
-Sei e a comida fica uma porcaria quando você não está aqui, filha...
Os dois riram e começaram a conversar sobre amenidades e as atividades corriqueiras da fazenda.
Não muito longe dali...
Ice Eyes analisou mais uma vez cada uma das fotos que havia tirado de Edward e Bella enquanto estavam juntos, na cama, nas mais diversas posições. Camuflar-se no alto das árvores durante a noite era uma tarefa fácil. E ela realmente tinha um corpo lindo que seria violado brutalmente por ele muito em breve. As cenas de sexo entre os dois não lhe excitava nem um pouco. Ele não gostava que a mulher participasse ou tivesse algum tipo de prazer. Gostava de força, de violência, de dor, de ouvir os gritos, as súplicas, o choro. Gostava de sentir o medo que emanava delas quando estavam sendo subjugadas e pensou que com Bella iria ser muito, muito bom depois de tanto tempo de espera.
O plano já fora traçado e meticulosamente revisado. Não havia como dar errado, a única coisa de que precisaria era uma distração eficiente. E ali na fazenda as possibilidades eram inúmeras. Sorriu diabolicamente ajeitando-se na cadeira para acalmar agora sua visível excitação. Seu sorriso era macabro, frio, premeditado, doente, feroz. Aquela infeliz já lhe dera trabalho demais e agora chegara a hora de pagar. Mas desta vez seria diferente. Ela tinha estragado seus planos meses atrás, então ele queria mais. Sua sede de vingança não tinha um fim. Ele a estupraria sim e faria Edward Cullen assistir a tudo. Cada passo. Cada pedaço de roupa arrancada, cada tapa que desse naquele rostinho lindo, cada penetração. Ele queria que Edward perdesse a pose, que fosse derrotado, que sentisse o gosto da dor, do fracasso e da derrota por cruzar o seu caminho e tentar proteger Isabella. O destino dela fora traçado muito tempo atrás e ela deveria enfrentá-lo sozinha, mas Edward apareceu em sua vida e agora também pagaria caro por isso. Depois que terminasse com ela, mataria os dois, enterraria os corpos no meio da floresta e iria embora de Montana para sempre.
Notas finais
Bem meninas até sexta feira em Traídos pelo Destino, não deixem de comentar em!!!!!!!! a opinião de vocês e muito importante para nós.
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beijos
Kiki
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