Notas iniciais
Boa Noite garotas(o)

Bella e Edward.

“OMG! OMG! OMG” Eu ainda estava viva?! Uau... Minha respiração estava arquejante e descompassada. Meu corpo havia virado uma massa mole como manteiga. Pude sentir cada pulsação das grossas veias, cada poderoso centímetro do calibre do membro rijo entrando e me acariciando por dentro. Senti-o no ardente estiramento da passagem, nos empurrões e nas investidas. Meu controle tinha evaporado... Assim como o sentido de realidade. Eu Fui arrebatada pelo clímax sentindo meu corpo sendo sacudido por incontáveis espasmos quando Edward esfregou meu clitóris contra a palma de sua mão. Gozei. Gozei muito... Minha pobre vagina estava devastada. Meu ânus esfolado. Como ele previu, eu gritei alto chamando por ele, suplicando, me entregando por completo. O orgasmo que me atravessou era poderoso demais. Eu ainda tremia. Era carregada nas ondas do intenso e doloroso prazer.

Oh, céus... Eu queria andar, mas não tinha forças. O meu cérebro ordenava, quero dizer ele tentava dar ordens, mas as minhas pernas e o restante do meu corpo recusavam-se a obedecer aos comandos. Doce céu... Daquela vez eu realmente quase desfaleci. Quando Edward me deixou sozinha, frisando cada detalhe do que faria comigo... Do que faria para me castigar se eu mentisse para ele outra vez...

Não sei por que, mas fiquei bastante excitada. Muito excitada mesmo. Seria o meu lado pervertido desabrochando?! Seria o medo do desconhecido ou a vontade de realizar uma fantasia sexual?! Não sei. Sinceramente não sei explicar direito, mas a forma como ele descreveu os detalhes me deixou louca de tesão novamente. Se eu parasse para pensar com clareza acabaria cedendo aos apelos da razão, então resolvi me arriscar, mandar à razão às favas e ser ousada. Eu iria seduzi-lo. Sorri maliciosa. As mulheres sabem que “todo homem” tem certo fetiche por bundas e o meu, sendo viril como é não fugia as regras. A noite anterior era uma grande prova disso. Resolvi então pagar parar ver e deixá-lo louco de desejo.

Joguei os lençóis para o lado e saí da cama. Fui até a cômoda sobre a qual ela havia posto a minha mala no dia anterior e comecei a vasculhar procurando algumas “coisinhas” que tinha trazido. Calcei sapatos vermelhos de saltos prateados muito finos e enganchei uma liga na minha coxa, disposta a pagar para ver, resolvendo esperar de pé, contra a parede o momento exato em que ele voltaria ao quarto. Mas confesso que nem nos meus melhores sonhos eu teria imaginado sentir tudo o que senti. Meu corpo havia sido sugado, tragado pelas ondas de dor e de prazer que me rasgaram de alto a baixo, apoderando-se de cada uma das células do meu corpo, fazendo minha excitação escorrer pelas minhas coxas. Sim, eu estava exausta e aproveitei para fazer uma nota mental de que fazer sexo anal com Edward era como escalar uma montanha rochosa e perigosa. Apesar de ser prazeroso, você sabe que vai se machucar. Mas no final a experiência tinha valido a pena. Um sorriso brincou nos meus lábios com aquela constatação e a voz dele me trouxe de volta ao mundo real e carnal em que estávamos.

-Bella?

-Sim?

-Machuquei você?

Sua expressão estava séria, seu semblante contraído, as sobrancelhas unidas. Ergui a mão e acariciei sua face de anjo sedutor.

-Só um pouquinho... Mas eu não me arrependo Edward. Foi maravilhoso. Ele me presenteou com um sorriso torto que me fez segurar a respiração enquanto meu coração disparava loucamente dentro do peito. Meu corpo estava esfolado e dolorido, mas abri meu coração respondendo com sinceridade libertando-o das dúvidas e vendo o amor que eu sentia por ele refletido nos lindos olhos verde jade. Juntos havíamos compartilhado uma união mágica de corpos e almas.

-Bom acho que agora preciso de outro banho, falou divertido.

Concordei com a cabeça.

-Pode ir tranqüilo. Prometo que vou estar aqui quietinha quando você voltar.

Ele riu.

-Está esgotada?

-Completamente. Não tenho forças nem para mastigar no momento. Ele apoiou a cabeça numa das mãos, erguendo seu corpo e fitou-me diretamente. Aquele olhar carregado de doçura me aqueceu.

Edward.

-Desculpe por tê-la machucado, mas foi você quem começou esse jogo de sedução, rebati com um sorriso malicioso.

-Às vezes é bom tomar a iniciativa, falei dando um meio sorriso.

-Saiba que eu adorei, eu disse com sinceridade.

-Gostou mesmo?

-Como pode duvidar?! Não viu a minha reação?

- Com certeza. Você parecia um reprodutor quando encontra uma fêma no cio.

Era exatamente assim que eu tinha me sentido. Um animal irracional agindo apenas pelo instinto de macho.

-Você disse-me que quando estamos na cama, vale tudo, retrucou.

-E vale mesmo. Desde que você goste da pessoa com quem está.

-Goste?

Perguntou estreitando os olhos em fenda. Sorri.

-Corrigindo, desde que você esteja com a pessoa que ame. Melhorou?

-Muito.

-Mulheres... Acho que nunca vou conseguir entender vocês, rebati gracejando.

-Ok, cowboy. Também não consigo entender os homens.

-Não precisa entender gatinha, basta aprender a conviver conosco.

Ela revirou os olhos novamente.

-Ok, agora precisamos conversar, falei sentando na cama. Seu olhar me acompanhou.

-Olhe Edward... Desculpe-me por não ter contado sobre o Jacob. Eu não quis esconder nada de você. Eu iria contar sim, mas não houve oportunidade.

Fitei-a por alguns minutos.

-Você iria mesmo me contar?

-Sim, respondeu sem pestanejar.

-Quando?

Ela suspirou.

-Eu estava esperando o momento certo.

-Odeio mentiras, Bella.

-Sei disso. Desculpe-me.

-Ok, mas só vou te desculpar desta vez. Se ele tornar a ligar quero que me conte imediatamente.

-Sim senhor, falou batendo continência.

-O que vou fazer com você?! Falei puxando-a para os meus braços apertando-a junto ao meu peito.

-Pode fazer o que você quiser comigo, cowboy... Adoro ter você dentro de mim

Disse passando os braços em volta do meu pescoço.

-Não comece gatinha... Estou tentando ser sensato. Não me provoque, resmunguei entre dentes.

-Não posso evitar. Amo você, falou num sorriso.

-Também te amo, mas agora quero saber exatamente o que o canalha, digo, seu... O que o seu ex-noivo queria.

Eu disse trazendo-a para o meu colo.

-Ela disse que queria mais uma chance. Que me procurou por toda Europa e...

-Europa?

Questionei intrigado. Ela riu.

-Coisas da Alice.

-Coisas da Alice? Linda, você está me deixando bastante confuso.

Ela rolou os olhos e eu reprimi um sorriso. Aquele gesto era tão típico dela...

-Jacob invadiu o escritório dela exigindo que dissesse onde eu estava quando vim para casa.

Arqueei as sobrancelhas numa pergunta silenciosa. Invadiu? Sujeitinho atrevido o tal jogador!

-E ela falou que eu tinha ido para a Europa a trabalho. Meu sorriso não poderia ser maior.

-Ok. Acho que a cada dia gosto mais dessa sua amiga sem nem mesmo conhecê-la.

-Bom resumindo, eu disse a ele que tudo estava acabado e que eu não o amava.

-E ele?

Ela deu um suspiro longo e exasperado.

-Disse que não acreditava. Que eu teria de falar tudo aquilo olhando nos olhos dele.

-Filho da puta! Que tal se eu colocar a minha espingarda calibre doze na cara desse sujeitinho atrevido?! Vamos ver se ele gosta!

-Calma Edward. Não vai adiantar você ficar nervoso agora. Eu afirmei que havia outra pessoa na minha vida.

-E?

-Não sei se ele chegou a ouvir. O sinal caiu e...

-Droga!

-Você sabe como é lá na fazenda. Muitas vezes não temos sinal e quando temos...

-É eu sei! Falei correndo a mão pelos meus cabelos, irritado.

-E por falar em celular... O seu está ligado?

-Sim, mas deve estar no silencioso, respondi.

-Então acho melhor você aumentar o volume. Alguém pode querer falar conosco. Seus pais, meu pai, a Rose...

Dei um beijo breve em sua testa e coloquei-a sobre a cama, fazendo exatamente como ela dizia. No instante em que peguei o aparelho em minhas mãos vi que o mesmo estava tocando. Era o Charlie. Vi também que aquela era a sua décima chamada.

“Oh-Oh”. Algo estava muito errado em Breaking Dawn. Atendi a ligação olhando preocupado para Bella, que permaneceu onde estava encarando-me.

-Edward.

-Onde você estava?!

Berrou Charlie quando me deixando surdo. “Mas que porra?!”

-O que houve?!

Falei mantendo minha voz firme. Bella me fitava tensa.

-Droga! O Seu irmão está indo para o hospital!

Gelei. Minha respiração faltou quando engoli com dificuldade. Emmett era forte como um touro detestava hospitais mais do que eu, mamãe ou nosso pai. O que poderia ter acontecido de tão grave?!

-Hospital?! O Emmett? O que aconteceu, Charlie?! Droga, homem fale de uma vez!

Esbravejei nervoso.

-O puma, Edward! Ele o pegou!

-O que?!

-Era negro, feroz, enorme, devia pesar uns duzentos quilos, mas nós conseguimos atirar e...

Um zumbido forte surgiu em meus ouvidos. Fiquei zonzo e não pude escutar mais nada. A incredulidade e a dor disputaram cada pedaço do meu ser. O puma havia atacado o meu irmão. Emmett. Meu coração bateu no compasso obscuro e sombrio da morte.

-... Graças a DEUS o matamos.

Como se tudo ao meu redor estivesse em câmera lenta, senti o aparelho escorregando das minhas mãos e ouvi um som seco e longínquo dele chocando-se contra o chão. Não consegui suportar o peso das minhas pernas vacilantes e deslizei até o chão, caindo sentado. Bella correu e agarrou o telefone, mastigando os lábios, ansiosa.

Bella.

-Edward?! Edward?!

-Pai?

-Filha! Vocês estão bem?

-Sim, está tudo bem, respondi preocupada com o estado do meu namorado. Pálido e completamente abatido sentado no chão, os olhos verdes selvagens sem nenhum foco. Parecia que tinha sido nocauteado. Fosse lá o que quer que tenha acontecido, ele havia levado um golpe duro.

-Bella, eu estava falando com o Edward e de repente a voz dele sumiu!

-Ok, pai. Ele está aqui, mas não vai poder atender essa ligação agora. Conte-me o que houve.

-Edward está bem?

A voz de Charlie soou estridente e alarmada.

-Sim, ele está bem aqui, comigo, mas está em choque... Eu acho. O que aconteceu?

-Você não vai acreditar... Apertei o celular com força entre os dedos escutando atenta aos relatos do seu pai. Meus olhos abriram-se como pratos à medida que ele falava, a dor atravessou o meu coração. Pobre Emmett!

-Oh Meu Deus! Para salvar a Rose?! Jesus! Diga-me que ele está bem. Pai?!

Pedi aflita. Alguns segundos depois ele respondeu com convicção:

-Sim! Ele vai sair dessa!

-Oh, graças a DEUS!

-Filha eu juro que nunca senti tanto medo antes aqui na fazenda! O sangue jorrava para todos os lados e por um momento cheguei a pensar... Sua mãe...

A voz do meu amado pai ficou embargada e eu sabia exatamente o que ele havia pensado, mas me recusei a ceder à nostalgia. Edward precisava de mim como nunca agora e eu estaria ali firme e forte mesmo que por dentro estivesse com vontade de desmoronar. Respirei fundo e prossegui:

-Vai dar tudo certo, papai. Emmett é forte, ele não vai desistir assim. E a Rose? Em que hospital? Certo. Vamos nos organizar aqui e estaremos lá o mais depressa possível. Um beijo. Eu também te amo pai. Tchau. Nos veremos em breve.

PDV Edward.

Um sinal de alerta vibrou em meu cérebro entorpecido... O que? Do que Bella estava falando?! Ele iria sair dessa?! Meu irmão... O meu irmão estava vivo?! Vivo?! Ele tinha sobrevivido ao ataque?! Meu DEUS, obrigado! Senti meus ouvidos zumbindo, minha cabeça girou, pisquei várias vezes... Ainda sem acreditar, ergui minha cabeça em sua direção. Bella andava velozmente pelo quarto da suíte, jogando os nossos pertences dentro das malas de qualquer jeito. Meus olhos buscaram os dela, que fez que sim com a cabeça. Levantei num salto tirando forças de um mísero resto de esperanças que brotava lá no fundo em meu âmago.

-Bella?

-Sim, Edward.

-Ele está... Vivo?

Ela concordou assentindo.

-Ok, pai. Fique com a Rose. Estamos indo para aí agora. Um beijo. Também te amo, concluiu desligando. Nossos olhares se cruzaram e ela caminhou altiva e determinada até onde eu estava envolvendo minha cintura com os braços delicados, aconchegando-se a mim. Apoiei meu queixo em sua cabeça, agradecendo silenciosamente pelo apoio incondicional, mas aguardando por respostas, ansioso.

-Ele teve a panturrilha direita dilacerada durante o ataque, perdeu muito sangue e está sendo levado ao hospital Geral de Helena. Sua mãe e Rose estão com ele na ambulância. Seu pai está vindo de Washington.

Fechei os olhos agradecendo a Deus silenciosamente e suplicando a ELE que mantivesse meu irmão com vida. Que não tirasse Emmett de nós.

-Eles o pegaram, Edward. O puma está morto.

Saber que o animal estava morto não diminuía em nada a minha ansiedade e preocupação. Tateei os bolsos da calça em busca de um cigarro.

-Você deixou de fumar, Edward.

-Preciso de um cigarro, respondi seco.

-Não, não precisa. Você tem a mim.

Olhei-a de relance sentindo-a entrelaçar nossos dedos. Meu olhar escorregou para nossas mãos unidas e em seguida voltou para o seu rosto em formato de coração. Um rosto que eu amava com todas as forças.

-Respire, está bem?

Respirei profundamente algumas vezes enquanto ela observava.

-Tudo bem?

-Sim, respondi sentindo a garganta subitamente ressecada.

-Eu estou aqui com você e nós vamos enfrentar isso, juntos. Haja o que houver.

A determinação no seu olhar me deu um pouco mais de esperança e certo conforto.

-Obrigada, Bella, falei ainda sentindo uma grande tensão acumulando-se em meus músculos.

-Não me agradeça meu amor. Apenas aguente firme. Vamos arrumar nossas coisas e sair daqui o mais rápido possível. Rose, Emmett e os seus pais precisam de nós.

Assenti. Nós nos vestimos em tempo recorde terminando de arrumar tudo e em pouco mais de vinte minutos estávamos na recepção encerrando a nossa conta, partindo para o Hospital Geral de Helena. Dei um beijo breve em seus lábios rosados nos separamos. Bella acomodou-se para dirigir o Volvo enquanto eu me acomodava atrás da direção da caminhonete nova, orando e pedindo com fervor em nossos corações que Deus atendesse nossas preces e poupasse a vida de Emmett.

Notas finais
Pessoal, queria agradecer a todos os comentários.... e recomendações feitas. Este carinho que vocês tem por nós, faz toda a diferença para que nossa fic seja um sucesso no final, sem o incentivo de vocês nada disso seria possível.

Beijos e até a próxima semana.....
Kiki e Tiih