Orgulho E Sedução.
30 Capítulo 30
Notas iniciais
CAPITULO IMPROPRIO PARA INOCENTES KKKKKK
PDV Narrador
Para Bella aqueles longos minutos pareceram uma eternidade, mas achou prudente esperar que ele falasse qualquer coisa antes de começar a explicar o telefonema do ex-noivo. Edward abriu a porta da suíte e esperou que ela entrasse. Logo depois passou por ela como um furacão, entrando no quarto e batendo a porta com força atrás de si. Ela contou mentalmente até vinte e foi até lá, entrando sem ao menos bater.
–Edward. Chamou-o. Ele andava de um lado para o outro parecendo um leão enjaulado, sua expressão contraída como se estivesse com dor. Ela preocupou-se.
–Está tudo bem?
–Agora. Não. Isabella.
Disse com os dentes trincados, fazendo um enorme e visível esforço para controlar-se.
–Precisamos conversar Edward. Insistiu.
As mãos dele abriam e fechavam como se dessa forma pudesse drenar toda sua ira.
–Agora. Não. Saia. Preciso ficar sozinho, cuspiu com os olhos dardejando um ódio violento.
–Não.
Ela respondeu altiva, erguendo o queixo, desafiando-o.
–Isabella... Eu estou com muita raiva para conseguir pensar direito. Se não sair vai acabar se machucando, falou sério.
Ela deu dois passos em sua direção, instigando-o.
–Quer me bater?! Vá em frente!
–VOCÊ MENTIU PRA MIM!
Esbravejou contra sua face, agarrando o jarro de flores de porcelana inglesa disposto sobre uma mesa lateral e atirando-o com toda força contra a parede mais próxima O objeto espatifou-se em mil pedaços fazendo um barulho seco quando se chocou contra o concreto. Bella engoliu em seco, mas recusou-se a intimidar-se.
–Não, eu não menti, disse com toda calma que conseguiu encontrar em seu íntimo.
–Como não?! E agora é ainda pior.
–Edward, por favor...
– Não ouse negar! Não se atreva, Isabella!
Bella sacudiu a cabeça em desalento. Não iria adiantar conversar com ele agora. Edward estava possesso. Completamente possuído pela raiva, cego de ódio. Ela suspirou com tristeza enquanto ele prosseguia:
–Eu ouvi cada palavra da sua conversa ao telefone com sua querida amiga! Ele ligou para você ontem! Ontem! E você não me disse nada, não me contou! O seu ex-noivo continua lhe cercando e o idiota aqui é o último, a saber!
A ira fervente borbulhava em cada um dos seus poros.
–Edward pare! Se você tivesse escutado toda a conversa não estaria nervoso desse jeito!
Rebateu com a voz firme, erguendo ambas as mãos, mas como ele estava completamente fora de si, não assimilou a frase. Bella suspirou em desalento achando que talvez devesse ter seguido o conselho e saído do quarto enquanto ele se acalmava um pouco e digeria sua ira.
–E eu não suporto mentiras! Nunca suportei! Você melhor que ninguém deveria saber disso!
–Edward, por favor, você está sendo irracional!
Disse elevando o tom de sua voz.
–Eu devia era lhe dar uma surra!
Gritou enfurecido. Bella fitou crispando os lábios e resolveu bater de frente com ele, mostrando claramente que não tinha medo. Ela foi atrevida desabotoando a calça jeans, baixando-a, tirando de seu corpo e virando de costas para ele, oferecendo-lhe a bunda coberta parcialmente por uma pequena calcinha de renda branca.
–Quer me ensinar uma lição?! Vá em frente, Edward!
Ele rapidamente segurou-a pela cintura, sentando-se na cama e colocou-a de bruços sobre suas longas pernas, a mão pesada então desceu sobre aquela bunda firme e redonda, batendo mais e mais. Bella sentiu as lágrimas queimarem os olhos e mordeu os lábios com força.
–O que tem a dizer agora? Questionou furioso, pondo-a finalmente de pé. Vendo, porém o esforço que ela fazia para conter as lágrimas, não conseguiu se conter e puxou-a para si, apertando-a entre os braços, beijando-a com voracidade, sentindo o gosto salgado de uma lágrima que lhe escorria pela face.
Edward tremia de raiva e de desejo, e, sem se dar conta do que fazia, de repente começou a despi-la com rispidez e urgência. Bella sabia o que estava acontecendo, ele queria puni-la, marcá-la, lembrá-la de que ela pertencia a ele e permaneceu passiva diante dos olhos verdes carregados de ira e de luxúria.
O seu coração começou a bater mais forte. A dor pelas palmadas desapareceu com o que por encanto, quando ele acabando de despi-la empurrou-a na cama. Edward rapidamente livrou-se das próprias roupas enquanto Bella tentava engolir o nó que se formara em sua garganta. Ele acomodou-se sobre ela abrindo-lhe as pernas, prendendo os braços delicados sobre a cabeça com uma das mãos, cobrindo sua boca com a dele, faminta, voraz, a raiva crescente transformando-se imediatamente em paixão. Em meio ao beijo gemeu e soltou-a para que o acariciasse livremente, sentindo-a trêmula de desejo e ansiosa. Ele desceu dois dedos à vagina latejante penetrando-a imediatamente, arrancando um gemido rouco de sua garganta, estimulando o ponto sensível. Bella arqueou os quadris contra a mão dele pedindo por mais, gemendo e sentindo todos os músculos doloridos devido à maratona sexual da noite anterior. Vendo que ela já estava molhada e pronta para recebê-lo, alinhou seu corpo sobre o dela afastando suas pernas com um joelho e penetrou aquele corpo macio, quente e tentador da mulher que considerava sua. Não era amor, era sexo. Um ato breve, forte e violento. Um castigo, uma punição. Assim que foi tragado pelo orgasmo ele deixou-se cair na cama ofegante, o rosto fitando o teto do quarto.
–Eu te machuquei?
–Feriu o meu orgulho. E minha bunda vai ficar dolorida por alguns dias. Respondeu ela com a respiração descompassada.
–Você mereceu cada palmada, replicou com a voz rouca e sexy.
–Edward... Será que podemos conversar agora?
–Não. Preciso de um banho primeiro, respondeu pondo-se de pé.
Bella suspirou resignada.
–Não pensei no seu prazer, me desculpe falou enquanto caminhava na direção do banheiro.
–Você me deu todo o prazer do mundo ontem à noite, rebateu enroscando os dedos nos lençóis bagunçados. Ele parou e deu meia volta fitando-a diretamente, as sobrancelhas unidas, a expressão indecifrável.
–Eu não ia bater em você, Bella, mas quando você tirou a calça e me enfrentou mostrando sua bunda, se oferecendo e enfrentando-me, o sangue subiu a cabeça e eu perdi totalmente o controle.
–Mas você ia me castigar?
–Sim... Mas de outra forma, falou deixando a frase no ar, os olhos verde jade tornando-se selvagens.
–E de que outra forma você me castigaria, perguntou umedecendo o lábio inferior com a ponta da língua. Ele acompanhou o movimento com o olhar sentindo uma nova onda de desejo começar a invadi-lo. Aproximou-se devagar, com passos estudados e debruçou-se sobre Bella que ainda se encontrava na cama e sorriu perverso, seus estreitando-se em fenda, seu rosto adquirindo uma expressão perigosa, quase felina.
–Eu tiraria sua roupa e a prenderia com o meu corpo de costas para mim, contra a parede. Depois abriria sua bunda.
O coração dela disparou. Edward falava baixo e fazia questão de enfatizar cada uma das palavras, descrevendo com precisão todos os detalhes.
–Lubrificaria seu cuzinho rosado e enterraria meu pau nele de uma vez só... Até ver você gemendo de dor. Lascívia e luxúria mesclavam-se no rosto de anjo sedutor. Ele prosseguiu:
–Depois puxaria seus cabelos para trás com força, fazendo com que virasse a cabeça para mim, e assim que poderia ver a dor e o desejo misturando-se no seu rosto.
Bella engoliu em seco sentindo seu corpo vibrar diante das palavras sedutoras e eróticas.
–E eu só pararia quando enchesse essa bundinha com meu jato quente... Quando lambuzasse todo esse traseiro com meu leite... Ou então...
Ela arregalou os olhos sentindo um misto de medo e excitação começar a crescer em seu âmago, quando notou que o pênis relaxado começava a endurecer novamente e estava apontado em sua direção. Algo reverberou dentro dela enquanto ele continuava fitando-a fixamente, falando baixinho, frisando cada palavra que proferia:
–Eu abriria suas penas e as colocaria nos meus ombros, caindo de boca nessa buceta doce, chupando sem para até que você ficasse na borda... Até sentir seus músculos começando a contrair, faltando apenas um fio para que você fosse arrebatada pelo orgasmo, e só então eu pararia. Deixando sua bucetinha inchada, você louca de tesão e sem alívio pelo resto do dia, emendou sorrindo maquiavelicamente.
Bella engoliu em seco sentindo um calor familiar começar a espalhar-se em seu baixo ventre, a umidade aumentar no meio de suas pernas.
–Você... Você seria mesmo capaz?
Perguntou num sussurro, ansiosa por saber se era verdade, e ele realmente faria tudo o que dissera ou se estava apenas querendo testá-la. O olhar que ele lhe dirigiu era penetrante, intenso, cínico e carregado de malícia.
–Experimente mentir outra vez para mim, Bella, que eu farei exatamente o que estou dizendo.
Ela engoliu em seco desviando o olhar, sem saber se deveria pagar para ver. Seus olhares se cruzaram, permanecendo presos um ao outro. Edward ergueu-se e virou-lhe as costas tornando a caminhar na direção do banheiro enquanto Bella deixava-se cair sobre os travesseiros, torcendo para que ele saísse do banho com um humor melhor para que pudessem conversar sobre o telefonema de Jacob. Ela tentaria explicar que não mentira e sim omitira o fato dele, o que para Edward por certo significava a mesma coisa.
Na fazenda...
Quando seu rádio chiou Rose atendeu prontamente.
–Alô, câmbio
–Rose?
–Oi Tio Charlie, respondeu sorrindo enquanto colocava sua valise de viagem no banco traseiro do carro.
–Tudo bem minha linda?
–Sim.
–E o Emmett?
–Posso dizer que nós estamos caminhando na mesma direção, tio, falou tentando dar um pouco de sossego ao homem que a tinha criado como filha.
–Ótimo. Se ele sair dos trilhos outra vez, avise.
–Se ele fizer isso será um homem morto, ela respondeu rindo alto acomodando-se no banco do motorista.
–Querida, eu sei que vocês estão indo se consultar com um especialista, mas se tiver um tempinho gostaria de pedir um favor.
Ela olhou para o rolex de ouro 18 em seu pulso fino e assentiu.
–Tenho tempo sim, tio. O avião só vai estar no campo de pouso daqui à uma hora. Eu estava indo na casa da Esme agora.
–Bom, então será que poderia dar uma passadinha lá em casa e botar a comida para os gatos? Esqueci completamente com a estória do puma.
– Sem problemas, mas... Aconteceu alguma coisa?
Um suspirou longo pôde ser ouvido.
–Sim, encontramos um bezerro aos pedaços hoje pela manhã, disse chateado.
–Meu Deus!
Exclamou assustada.
–Não se preocupe. Nós vamos dar um jeito nesse infeliz, bradou Charlie revoltado co o ataque do animal.
–Ok, tio. Espero que encontrem esse bicho logo.
–Pode mesmo passar lá em casa?! Não estou atrapalhando os seus planos?
–De jeito nenhum. Vou para lá agora mesmo.
–Obrigada querida. Não sei o que faria da minha vida sem você e sem a Bells.
–Com certeza você se viraria muito bem.
–Ok, câmbio, desligando.
Ela colocou as chaves na ignição e deu a partida, manobrando o carro com habilidade, tomando o rumo da casa em que crescera. Como o dia estava quente e claro e daqui a algumas horas eles partiriam para Washington D.C. aonde iriam se consultar com o especialista que havia tratado o fibroma uterino de Alice. Quando Rose ligara a secretária do médico informou que só havia vaga na agenda do mesmo no mês seguinte, mas quando se identificou como sendo a nora do Senador Carlisle Cullen e acrescentou que seria uma consulta particular, a moça logo dera um jeito de encontrar um horário disponível. Então, hoje ela estava especialmente feliz e não conteve a vontade de cantarolar uma canção enquanto dirigia as estradas de terra batida. Avistando a casa de primeiro andar, levou o carro até o quintal, estacionando relativamente perto do deque de madeira que levava até o lago atrás da residência, saltou e caminhou até a porta dos fundos. Como fora criada ali Rose sempre mantivera uma chave para este tipo de ocasião.
Assim que entrou os gatos miaram agitados enroscando-se em volta dos seus tornozelos.
–Ok, eu estou aqui agora e vocês vão comer uma deliciosa ração com sabor de peixe, falou para os bichinhos, carinhosa.
–Miaaaauu!
Berrou Cleópatra mal humorada.
–Calma, mocinha, você como sempre apressada. Devia ser como seu irmão mais quieta e comportada, retrucou rindo enquanto pegava uma vasilha plástica azul de tamanho médio comprada por Charlie especialmente para essa finalidade e abria duas latas de ração colocando tudo dentro do recipiente. Os miados aumentaram quando os felinos sentiram o cheiro da comida.
–Prontinho, aí está, disse depositando a vasilha no chão, diante dos bichanos que não perderam tempo e enfiaram as cabeças ao mesmo tempo na vasilha, devorando a raçlão com entusiasmo. Ela aproveitou para recolher a roupa que estava na secadora, dobrar tudo com cuidado e levar para o andar de cima, deixando todas as peças sobre a cama do tio. Lavou também um prato de sobremesa, dois pires, duas colheres e duas xícaras de café que jaziam sujas sobre o balcão da pia, em seguida despedindo-se dos gatos, preparando para encontrar seu marido no campo de pouso. Alguns minutos depois ela saiu, certificando-se de ter trancado a porta corretamente, caminhando na direção do carro com as chaves na mão, mas deteve-se ao escutar um estranho barulho vindo do telhado. Olhou rapidamente para cima com o coração acelerado, enquanto enfiava a chave na fechadura e destrancava a porta do veículo que abriu suavemente. Ágil, ela entrou rapidamente ouvindo atrás de si e sem conseguir acreditar um rugido ameaçador e muito, muito próximo. Rose gritou estremecendo conseguindo fechar a porta a tempo.
–Meu Deus! Aqui não! Aqui não, por favor... Suplicou baixinho. — Não quando os peões e o meu tio estão caçando-o em toda fazenda...
Sibilou baixinho sentindo o forte impacto do peso do animal que acabara de pular sobre o teto do seu carro.
Ele ergueu os olhos para cima, rezando silenciosamente enquanto o carro era sacudido pelo puma. A pesar de estar paralisada pelo terror, ela conseguiu raciocinar com clareza lembrando que não apenas Charlie, mas todos em Breaking Dawn funcionários ou não, possuíam um rádio transmissor e para facilitar o dia a dia do trabalho árduo sempre usavam a mesma frequência
–Oh, Céus... Que Deus me ajude, suplicou alcançando o rádio e ligando-o. O felino escorregou para frente e em segundos estava sobre o capô rugindo ferozmente, a boca aberta, as presas afiadas e os olhos fixos sobre ela que começou a gritar e a chorar desesperada. O animal estava sujo de sangue e pendia a cabeça para o lado direto, mas continuava extremamente feroz. E era enorme. Abriu a boca para gritar, mas nada saiu. Não conseguiu balbuciar sequer uma palavra que fosse. Então decidida a fazer alguma coisa, inspirou profundamente por duas vezes, não se dando por vencida.
“Deve estar ferido de alguma forme e o sangue deve ser do bezerro que foi encontrado despedaçado” Pensou. Instantes depois o puma negro grunhiu e rugiu várias vezes, ameaçador, dando uma violenta patada no vidro dianteiro, que chacoalhou. Rose abaixou-se depressa no banco rezando desesperada para que o vidro suportasse os duros e ferozes golpes.
–Não! Socorro! Alguém me ajude!
Gritou segurando o rádio com as mãos trêmulas; completamente tomada pelo pânico. De súbito outra forte pancada foi dada pela parta do animal contra o vidro ela gritou assustada sabendo que mais cedo ou mais tarde ele iria conseguir arrebentar o vidro e a alcançaria.
–Por favor, alguém me ajude! Qualquer um que estiver ouvindo! Socorro!!!
Seus olhos estavam fechados pelo pavor diante da morte cruel e iminente que o destino parecia lhe reservar.
–Rósalie!
Berrou a voz desesperada de Emmett.
–Emmett! Gritou de volta agarrada ao rádio com desespero. — Na casa do tio Charlie, estou na casa do tio Charlie! Ele está tentando destruir o carro...
Gritos e gemidos abafados ecoaram do outro lado.
–Fique calma, estamos indo para aí! Um dos peões falou nervoso. Ela achava que era Erick York, mas não tinha certeza.
–Estamos chegando, amor! Disse a voz inconfundível de seu marido. Mas, antes que pudesse pensar em mais alguma coisa o animal enfurecido bateu violentamente contra o para brisas.
–AAAHHHHHHH!!!!! SOCOOOORRO!!!
–Rose, toque a buzina! Gritava Charlie apavorado com o perigo que sua sobrinha passava naquele momento.
–O que?!
Mal conseguiu balbuciar tal o terror que vivenciava. Sua cabeça girava, seus ouvidos zumbiam... O medo era aterrorizante.
–A buzina, toque a buzina!!!
Com as lágrimas rolando livremente por sua face, ela esticou o braço e fez o que disseram. O barulho estridente da buzina fez com que o animal recuasse alguns metros assustado.
“Graças a DEUS”, pensou num lampejo tornando a tocar a buzina por mais três vezes consecutivas. Nesse instante os homens alcançaram a estrada de terra batida que levava à casa de Charlie, aproximando-se apenas o suficiente para perceber que o carro de Rósalie não estava diante da casa e sim na parte de trás. Eles eram oito ao todo, contando com Charlie e Emmett e ao sinal do capataz foram encaminhando-se cautelosos, mas ligeiros, até o quintal onde pararam subitamente vendo com clareza a cena de terror que ali se desenrolava: o animal selvagem e descontrolado acabara de dar um pulo tornando a subir no capô do carro, rugindo e dando patadas no veículo ameaçando novamente a vida de Rósalie.
–Minha nossa!
–Céus...
–É enorme... Emendou Mike Newton abismado.
–Quietos! Ele é meu, bradou Charlie fazendo apoiando a espingarda no ombro me mirando o animal, enquanto Emmett afastava-se sorrateiramente na direção do lago, abaixado por entre a vegetação.
–Emmett?! Tá louco?! Volta aqui, cara!
Berrou Mike atraindo a atenção de Charlie que disparou a arma acertando o lombo do animal que pulou, rugiu e cambaleou assustado voltando-se na direção deles. Mais um estampido. Outro tiro foi dado, desta vez por Erick York, que acertou uma das patas dianteiras do bicho, que corcoveou ferido, descendo do carro, escorregando para o chão... Mas o puma negro não desistiu. Seu olhar felino agora estava sobre outro alvo. Os seus olhos de predador estavam fixos na figura do homem grandalhão de pé na beira do lago, que agitava os braços atraindo a sua total e completa atenção: Emmett.
PDV Edward.
Liguei o chuveiro no máximo deixando que a água fria escorresse em abundância antes de entrar sob o forte jato. Fechei os olhos sob o impacto desejando apenas esfriar a cabeça e não ter machucado realmente Isabella. Eu a amava com loucura e como sempre me deixei levar pelo ciúme. Suspirei chateado. Quando a ouvi conversando ao telefone e falando sobre o gorila musculoso do ex-noivo... Caralho, eu fiquei muito puto! E quando ela disse que ele havia ligado ontem pela manhã... PQP! Foi à gota d’água. Eu surtei. Ela não tinha falado nada. E eu podia suportar muitas coisas, menos mentiras. Eu não admitia mentiras. Nunca! Jamais. E omitir era sem dúvida uma forma de mentir. Ela havia escondido aquele fato de mim, então eu tinha que lhe dar uma boa lição, mas nunca pretendi bater nela da forma grosseira que fiz.
–Droga!
Bufei com raiva de mim mesmo. Quando entrei no quarto eu estava no limite e como me conheço bem, pedi duas vezes para que ela saísse e me deixasse sozinho. Eu sabia que meu controle tinha ido para o esgoto e que se ela permanecesse ali não ai prestar. A coisa ficaria feia! E o que ela pretendera ficando ali quando mandei que saísse?! Merda!Droga!
Respirei fundo olhando para minhas mãos que ainda tremiam e tentei esvaziar minha mente, mas foi em vão. Minutos depois lembrei o seu olhar quando falei que comeria seu cuzinho imprensando-a contra a parede. Ela ficou temerosa, mas também ficou excitada... Eu seria capaz de apostar minha vida nisso!
–Cacete!
Ô mulher para me fazer pensar besteira... Fechei os olhos recordando a noite anterior. O meu pau a essa altura já estava em ponto de bala, louco para colocar em prática as minhas mais pervertidas, eróticas e sujas fantasias, mas eu sabia que não era o momento. Nós teríamos que conversar muito primeiro e desta vez eu me esforçaria ao máximo para ouvir tudo o que ela tinha a dizer, mesmo que não a desculpasse. Ela já fora castigada o suficiente.
Passei shampoo, condicionador, sabonete por duas vezes tentando retardar o nosso encontro, pois queria estar calmo, sereno e controlado. Quando vi que não havia mais como permanecer ali, suspirei resignado enrolando uma toalha em torno da cintura, penteei os cabelos com os dedos, porque aquela porra nunca ficava do jeito que eu queria mesmo e dei uma última olhada no espelho, certificando-me que a fera dentro de mim havia voltado a sua jaula e estava temporariamente trancafiada.
Contei até vinte mentalmente e dei uma olhada no meu relógio de pulso sobre o balcão da pia. Ela estava sozinha a mais de meia hora e eu bem mais calmo. Convencido a dar o primeiro passo buscando uma conversa franca abri a porta e saí, ficando paralisado com a visão erótica... Meu coração disparou. Bella estava nua de costas para mim, os braços abertos apoiados na parede sobre sua cabeça usando apenas uma liga branca atada a sua coxa e sapatos de salto altos vermelhos. Seus cabelos soltos caindo em ondas de cachos escuros até quase sua cintura, ela totalmente voltada para a parede. Sentindo a minha presença, fitou-me com um misto de determinação e luxúria nos lindos olhos escuros virando a cabeça para o lado empinando o traseiro redondo e firme na minha direção.
–Quer me castigar, Edward? Vá em frente!
Falou num sussurro rouco. Doce céu... Juro, eu juro que tentei, mas não consegui nem pensar nem ver mais nada que não fosse ela deliciosamente exposta, me provocando, oferecendo-se. Desisti imediatamente da conversa, sentindo meu pau ereto latejando doido para realizar minhas fantasias... Salivei... Eu ia comer aquela bunda gostosa e apertadíssima pela segunda vez em menos de vinte e quatro horas!
– O que é isso, Bella? Consegui perguntar com a respiração presa na garganta, o desejo permeando cada poro do meu corpo. A luxúria era um rastilho de pólvora correndo desenfreada em cada uma de minhas veias.
–O meu castigo, respondeu colando-se ainda mais à parede fria, sacudindo a cabeça, os cabelos balançando como uma cascata cor de mogno. Fiquei imediatamente mais duro se é que aquilo era possível. Meu mastro parecia uma rocha, um pedaço de concreto. Aproximei-me devagar arrepiado pela intensidade do apelo sexual.
–Bella... Não me provoque, amor... Você já foi suficientemente castigada, falei com dificuldade, babando diante da beleza da mulher nua diante de mim.
–Achei isso aqui na sua mala, falou abrindo a mão e mostrando-me um tubo de gel lubrificante.
Meus olhos desceram para sua mão... É eu sempre carregava um comigo. Nunca se sabe quando vai ser útil e no caso de precisar ir ao banheiro bater uma. Suspirei rendendo-me ao inevitável. Eu a queria. Ela me queria. Eu ia fuder aquela bunda com prazer, mas a faria gozar nos meus dedos. Eu queria que ela gozasse muito, lambuzando minha mão toda com seu xarope escorregadio e delicioso. Tirei a toalha pegando o tubo de sua mão, abrindo suas nádegas e passando bastante. Ela gemeu com o contato lançando a cabeça para trás. Comecei a dizer coisas obscenas, passando o gel no meu pau de cima até embaixo, da cabeça dilatada até a base, tudo sob o olhar atento dela.
–Vou-te foder até que grite para mim Bella, sibilei dando uma tapa leve em sua bunda. A fera dentro de mim estava solta outra vez.
–Edward!
Gritou assustada com a tapa. Aquilo soou como uma carícia.
–Esse grito foi apenas o começo, gatinha... Vou comer o seu cuzinho. Vou foder essa bunda todinha, falei segurando em sua cintura beijando cada pedaço de pele que encontrei pela frente. Ela gemeu e empinou mais a bunda para trás encostando em mim. Não me fiz de rogado e me baixei. Mordiscando aquele traseiro sexy como o inferno, beijando, lambendo, indo com um dedo até o cuzinho apertado, entrando e saindo. Respirando com dificuldade, empurrei contra a diminuta abertura enquanto o fogo ardia nas terminações nervosas do corpo macio.
–Oh céus, Edward! Edward...
Gemeu meu nome quando eu tirava o dedo. Fiz de novo. Bella gemeu alto pedindo por mais. Enfiei mais um dedo enquanto ela rebolava contorcendo-se.
– Muito apertado... Delicioso, emendei levantando e esfregando meu amiguinho no rego escorregadio, provocando-a, atiçando-a. Em seguida penetrei seu traseiro com dois dedos sentindo-a ofegar alto quando a queimação aumentou. Enfiei mais um dedo e desta vez Bella corcoveou seu corpo contra o meu sendo tragada pelo prazer e pela dor. Retirei os dedos e encostei meu pau naquele orifício apertado sentindo que ela ficava momentaneamente tensa.
–Você me provocou Bella. Agora respire e tente relaxar, falei com os dentes trincados. Ela obedeceu inspirando, inalando todo ar que podia enquanto a ponta de meu mastro abria espaço no pequeno anel de músculos. Ela gritou. Entrei mais. Ela gritou alto novamente. Deslizei aos poucos para dentro do buraquinho cor de rosa e levei minha mão até a sua vagina completamente molhada começando a massagear o clitóris. Tinha esquecido do prazer dela antes do banho, mas agora ela iria gozar comigo. Eu estava nela e não conseguia pensar em mais nada. Empurrei mais um pouco e ela gemeu outra vez. Era a minha deixa... Dei uma forte estocada sentindo minhas bolas baterem em seu sexo. Eu estava todo nela, mau pau enterrado até as bolas naquele cuzinho delicioso.
–Você me provocou, gatinha e agora vai ter o que pediu, falei sussurrando ofegante em seu ouvido.
–Oh, Céus...
Gemeu arqueando o corpo de prazer, totalmente arrepiada e entregue. Estoquei com força, me ajustando aquele túnel de prazer enquanto ouvia Bella gemendo de dor e de prazer.
–Você mentiu para mim, gatinha, falei com os lábios colados na sua jugular dedilhando o clitóris, fudendo forte aquela bundinha linda. Ela gemia e rebolava alucinada.
–Desculpe, eu... Eu... Não quis mentir... Falou com a respiração alterada. Ergui a mão que estava em seu quadril e segurei em seus cabelos fazendo-a virar para mim, sem muita força, mas eu queria que a fantasia fosse bem real.
–Mas mentiu e está sendo castigada por isso... Sibilei. Um gemido rouco escapou dos seus lábios e ela me encarou com os olhos enevoados, a dor e o prazer mesclando-se no rosto em formato de coração. Tomei seu traseiro com profundos e poderosos golpes enquanto meus dedos trabalhavam firmemente na vagina ensopada. Saí dela. Bella urrou alto jogando mais a bunda para trás e me recebendo todo novamente.
–OHHH... OHHH!!
Estoquei com vontade sentindo o anelzinho se expandir, acostumando-se as minhas investidas, meu pau pulsando loucamente, alucinado para explodir num orgasmo. Aumentei a pressão no clitóris inchado conseguindo enfiar um dedo na grutinha, bombeando aquela carne quente aveludada. Cada gemido dela me levava às alturas, me deixava insano. Apertei forte sua bunda, deixando a marca dos meus dedos. Ela não protestou.
–Você quer gozar, Bella?
–Sim, sim... Gemeu entre dentes, sacudindo o corpo ao meu comando. Senti a bucetinha piscando latejante clamando pelo clímax que chegaria instantes depois. Enterrei meu pau naquele cuzinho mais duas vezes, urrando de prazer, sendo arrebatado num gozo violento, explodindo numa feroz avalanche de esperma, lambuzando toda aquela bunda deliciosa, enquanto ela soluçava derretendo-se nos meus dedos, esfregando a buceta na minha mão, seu xarope delicioso escorrendo pelas coxas macias. Fraquejei. Minhas pernas vacilaram. As dela também. Libertei-a do meu domínio segurando-a como pude, arrastando-nos até a cama, beijando seu ombro e seu pescoço dando pequenas mordidas na linha do queixo. Ela suspirou lânguida e se deixou levar.
CONTINUA...
Notas finais
bem ate a próxima semana
beijos
Kiki
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