Orgulho E Sedução.
29 Capítulo 29
Notas iniciais
Cap. 29
Bella.
Ele puxou-me forçando-me a ficar de pé, virando-me de frente para o balcão, nossa imagem agora refletida no enorme espelho embaçado sobre a pia.
–Edward...
Gemi num sussurro.
–Assim, gatinha, falou enquanto sua boca percorria toda a base do meu pescoço, meu ombro e retornava ao lóbulo da minha orelha, me deixando mole. Suas mãos subiam e desciam na lateral do meu corpo, trocando, apalpando, explorando, apertando. Fechei os olhos suspirando, tentando permanecer de pé, esperando o que viria a seguir. Quando eu estava em seus braços virava uma massinha de modelar. Literalmente.
Ele seguiu descendo com a minha boca pelas costas, depositando beijos molhados por onde passava, deixando um rastro de fogo sobre o meu corpo já dolorido pelo uso ininterrupto dos sapatos de salto. Senti que suas mãos alcançavam a minha bunda, abrindo minhas nádegas. Fechei meus olhos, temerosa, excitada e insegura, mas esperei.
–Eu adoro essa sua bunda sabia?
Empinei ainda mais, rendendo-me aos seus toques e as palavras eróticas.
–Vendo você assim, peladinha na frente do espelho usando só um par de saltos altos... Minha vontade é ajoelhar, beijar e lamber todo esse seu traseiro arrebitado e apertado!
Eu parei congelada, prendendo a respiração um instante, sentindo a umidade explodir no meio das minhas pernas...
–Edward...
Ele não respondeu. Minutos depois sua língua estava no meu ânus, fazendo-me segurar com força no frio balcão. Ele ficou assim por alguns minutos e depois tornou a ficar de pé, seu corpo encostando no meu, seu hálito quente sibilando contra minha pobre orelha.
–Assim... Fica assim, gatinha... Empina essa bundinha para mim, agora...
Com o coração batendo loucamente fiz o que ele pedia. Nunca havia experimentado sexo anal e tinha muito medo que doesse. Minhas amigas geralmente faziam para agradar seus parceiros, atendendo a um desejo deles, mas elas não gostavam. Alice era uma delas. Edward começou a passar os dedos e o pênis na minha bunda, ainda melado pela mistura dos nossos sucos, roçando-os para cima e para baixo. Seus dedos acariciando habilmente aquela região estavam me deixando excitada novamente.
–Olhe Bella, pediu roucamente.
Levantei os olhos e vi nossa imagem no espelho. Eu nua na frente, ele atrás, agora com uma mão brincando no meu ânus e outra no seu pau, masturbando-se. Acompanhei fixamente seus movimentos precisos vendo o exato instante em que o pênis estava duro como uma rocha, pronto para outra. Nem por um segundo ele tirou os dedos do meu traseiro. Eu estava ficando mais do que molhada com a cena e minha atual excitação.
Nenhum filme pornô poderia ser mais excitante que aquela poderosa imagem carregada de luxúria, meus olhos e os dele quase negros pela crescente excitação, meus seios rijos, os mamilos escurecidos pelos beijos, minha pele avermelhada em alguns pontos. Ele encostou seu pau em meu ânus e eu comecei a rebolar meu corpo instintivamente. Os gemidos começaram a sair de sua boca, cada vez mais altos. Ele dizia coisas obscenas, me apertava...
Uma de suas mãos agora acariciava minha bunda, palavras quentes em meu ouvido, tudo era estimulante, excitante e desconhecido. E aquilo estava me alucinando.
–Bella, minha Bella... Eu te quero tanto, eu te quero tanto...
Mais excitada que nunca continuei a rebolar, sentindo quando ele colocou um dedo no meu ânus. Gemi de prazer. Não doeu. Era estranho, mas não era ruim. Fiquei arrepiada.
–Edward...
Sussurrei entregue.
–Você confia em mim?
Sua voz estava tremida. Fitei-o pelo espelho vendo o esforço que ele fazia tentando manter o controle.
–Sim, respondi sem titubear. Ele enfiou mais um dedo e arrancou outro gemido dos meus lábios e da minha garganta, começando a fazer uma espécie de massagem. Seus olhos prendiam os meus no reflexo do espelho.
–Já fez isso antes?
Seu olhar era sério, o cenho franzido. Não respondi. Apenas balancei minha cabeça de um lado para o outro num claro gesto de negação. Seu olhar mudou. Havia algo ali que eu não sabia explicar o que era. Ele então respirou fundo e continuou sem deixar de me tocar:
–Quando se está com a pessoa que você ama Bella, não existem pudores, limites ou vergonha. Tudo é válido na busca do prazer...
Fiquei em silêncio por alguns segundos absorvendo o que ele estava dizendo e assenti, concluindo:
–Eu sei. E confio em você, Edward. Totalmente.
Finalizei a frase dando a ele o consentimento que tanto esperava. Em resposta, ele colou sua boca em meu pescoço, escorregando uma mão para minha vagina encharcada, colocando dois dedos em meu sexo, um no meu clitóris, friccionando e apertou seu membro ereto contra minha bunda virgem. Gemi com o contato. Edward levou meu gemido como puro prazer e começou a empurrar mais ainda seu pênis, forçando a passagem pela abertura apertada e estreita. Gemi de dor. Seus dedos aumentaram a pressão sobre meu clitóris, circulando, estimulando, rodando, num movimento frenético.
–Relaxe, gatinha... Quero comer essa bunda linda... Vai sentir dor, mas também vai sentir um enorme prazer... Eu prometo...
Falou com os lábios colados a minha pele, arrepiando-me por inteiro. Como eu confiava nele e sabia que toda mulher algum dia experimentaria o que eu vivia nesse momento, no agora, tentei fazer o que ele disse, tentando relaxar. Senti a cabeça do seu membro entrando em minha bunda devagar e sem esperar; aquilo doeu, mas seus dedos em meu clitóris me davam grande prazer. Era uma sensação estranha, diferente. Tive vontade de pedir que ele parasse, mas não fiz. Eu estava disposta a dar e receber tudo em nome do prazer e decidida, empinei mais minha bunda. Foi à vez dele gemer alto e segurar em minha cintura com a mão livre.
– Caralho Bella... Que bundinha deliciosa, que cuzinho apertado... E todo, todinho meu...
A pressão dos dedos na minha vagina cedeu e eu entendi que ele estava dando-me tempo para que eu me acostumasse, mas protestei frustrada, procurando respirar profundamente, jogando meu corpo contra o dele e fui sentindo Edward enfiando mais e mais aquele pau enorme e grosso, até senti-lo todo dentro de mim. Meu grito de dor foi abafado pelos gemidos suplicantes e prazerosos quando seus dedos começaram a dedilhar meu clitóris outra vez.
–OMG!
Gemi alto sentindo minhas pernas tremerem vacilantes. Ele começou a se movimentar num suave e lento vai e vem. E foi aumentando o ritmo aos poucos. As sensações de dor e de prazer misturavam-se nublando os meus sentidos. Ele abriu a boca e começou a dizer que estava “fudendo minha bunda com seu pau” e “minha buceta” com os dedos. Suas palavras eram como um poderoso a afrodisíaco estímulo. Ele aumentou as investidas e eu gritei alto sentindo que estava perto, muito perto...
– Edward...
– Goza comigo, gatinha... – Disse num gemido abafado. Seus dedos friccionaram meu clitóris mais alguns segundos e eu explodi, sacudindo meu corpo. Gozamos juntos novamente. Ele gritou lançando a cabeça para trás, enchendo minha bunda com sua liberação quente. Senti cada gota derramando-se. Desabei sobre o balcão da pia com seus dedos ainda me estimulando, mas eu não tinha forças para nada mais. Fechei os olhos sentindo que ele retirava o pênis do meu corpo esmorecido, respirando pesadamente, me levantava em seus braços e me levava para o nosso quarto.
Edward.
Olhei para Bella praticamente esgotada nos meus braços, os olhos pesados, o semblante totalmente relaxado, o corpo macio sem forças e sorri satisfeito. Não, satisfeito não é nem perto de ser suficiente para descrever a forma como me sinto agora. Meu pau estava temporariamente morto. Parecia que uma forte e gigantesca torquês o havia sugado, espremido, retirado tudo e depois o libertado, inerte, mole e sem vida. Meu sorriso ampliou lembrando alguns momentos tórridos vividos recentemente. O quarto estava na penumbra e vi pela fresta da cortina de veludo que a tarde havia ido embora e com o crepúsculo, a noite aproximava-se.
Deitei-a sobre a cama gentilmente, tirei seus sapatos de salto notando que os pés delicados estavam inchados e cobri-a com um lençol de seda fino, levantando da cama em seguida. Desde que eu tinha massageado aquele corpo lindo só de calcinha semanas atrás, no tapete da minha sala, em frente à lareira que um desejo impulsivo e irrefreável de comer aquela bunda firme e redonda me invadiu. Sou homem e como todo homem que se preze a tara por foder as bundas femininas faz parte da nossa natureza animal, está embutida na essência do nosso ser. Mas eu não sabia o que Bella pensaria sobre aquilo e não queria jamais que ela pensasse que eu a estava tratando como qualquer... Especialmente depois da maldita noite em que Tânia cruzara o nosso caminho, inferno! Ela fez questão de que Bella pensasse que eu era um pervertido de merda que adorava jogos sexuais e sádicos! Então eu teria que fazer aquilo de uma maneira única, com cuidado e carinho, mostrando que era um desejo antigo, mas que ela era a mulher mais especial da minha vida, que eu amava e a respeitava acima de tudo. E a oportunidade surgiu do nada, sem que eu precisasse me esforçar para isso. Quando perguntei se ela já tinha feito sexo anal antes, procurei esconder todas as minhas emoções, pois só em cogitar... Só em pensar que talvez aquele jogadorzinho musculoso de merda já tivesse fodido aquele cuzinho antes... Droga, Cacete, Porra!Eu ficava doente só de pensar naquilo!
Mas quando ela fez que não com a cabeça... Caralho... Não consigo nem descrever a emoção que se apoderou de mim naquele momento. Eu tinha sido o primeiro homem de sua vida e seria o primeiro a fuder aquela bunda linda. Mas o mais surpreendente foi à atitude dela, que apesar do receio que vi em nos lindos olhos castanhos, não recuou e até empurrou aquele rabinho lindo para trás me recebendo todo. Quando meu pau deslizou por aquele canal escorregadio e virgem, a sensação foi indescritível. O anel apertado do cuzinho rosado largando-se e me recebendo por inteiro... Bella rebolando a bundinha... Aquele foi o maior presente que ela podia ter me dado hoje.
Olhei-a com carinho mais uma vez, adormecida e exausta e agradeci pela sorte de tê-la na minha vida novamente. Meu estômago roncou e apesar do cansaço extremo, eu sabia que se não ingerisse algo não conseguiria dormir. Saí do quarto devagar fechando a porta com suavidade para não acordá-la, caminhando até a ante sala da luxuosa suíte. Sentei numa das poltronas estofadas de couro e peguei o telefone discando para a copa solicitando serviço de quarto. Pedi dois hambúrgueres triplos com porção extra de fritas e bacon, refrigerante, para mim e um suco de abacaxi com hortelã e adoçante e também um sanduíche natural de frango com ricota e especiarias para quando Bella acordasse. Informei o n[úmero do apartamento, agradeci a moça que me atendeu com gentileza e simpatia e desliguei o telefone. O meu carro novo teria que esperar até a manhã seguinte, pois com certeza depois dessa tarde intensa de amor e sexo, nós só acordaríamos agora durante a madrugada.
Edward.
...As imagens eróticas se desenrolavam como um filme diante de mim. Bella nua com o corpo ainda úmido pelo banho, o cheiro do sabonete misturando-se ao doce aroma de morangos selvagens em seus longos cabelos aguçava todos os meus sentidos... Ela estava sentada na cama com os olhos semi cerrados, a boca entre aberta... Parecia surreal... Deslizando de joelhos na frente dela, olhei para cima e encontrei os olhos castanhos escurecidos e enevoados. O desejo e a luxúria corriam potentes em suas veias, assim como nas minhas. A atmosfera a nossa volta transbordando de sensualidade. Aproximei-me lentamente. Suas mãos subiram para os meus cabelos, correndo os dedos através dos fios enquanto ela suspirava mordendo o lábio inferior. Eu respirei enchendo os meus pulmões querendo retardar ao máximo aquele momento...
Ela suspirou quando eu abri suas pernas ligeiramente, passando minhas mãos para baixo na pele macia e sedosa. Beijei os pés pequenos, as pernas, as coxas, ouvindo seus gemidos mesclando-se com seus suspiros, incentivando-me a continuar... Empurrei-a delicadamente contra o colchão, encontrando-a através dos lençóis finos de seda, finalmente juntando-me a ela na cama macia. Mas continuei a correr meus lábios e língua ao longo de seu corpo, suas mãos ainda agarradas ao meu cabelo, guiando-me, orientando-me onde ela me queria...
Seus doces suspiros enchiam o ar do quarto escuro e misturavam-se com os meus e com a vibração silenciosa do ar condicionado. Palavras eram desnecessárias... Meu pau latejou... Eu estava duro, muito duro, mais do que já tinha ficado e queria me enterrar nela repetidamente, seguidamente, sem parar. Alcancei sua boca rubra e ela puxou-me para baixo de seu corpo, colando nossas peles, nossos corpos alinhados perfeitamente enquanto as mãos ávidas e nossas bocas e línguas sedentas exploravam famintas... Agarrei-a com força temendo perdê-la, os nossos quadris buscando-se, chocando-se um contra o outro... Meu pau deslizando contra ela, sua bonita tenra completamente molhada. Cada vez que eu passei perto de seu clitóris ela gemeu alto. Bastava um simples movimento e eu escorregaria para dentro daquela cavidade quente e macia... E eu queria fazer isso mais do que qualquer coisa...
–Edward, por favor...
Ela disse o meu nome e algo vibrou intensamente dentro de mim. Algo que eu até agora desconhecia. Um fogo instantâneo, abrasador e corrosivo correu pelo meu corpo. Eu a amava mais que a minha vida. Não a deixaria partir nunca mais. Ela precisava entender era minha e só minha...
Seria sonho ou realidade?Um arrepio transpassou meu corpo de baixo para cima, reverberando diretamente no meu pau excitadíssimo... Aquilo estava quente e muito, muito gostoso de sentir... Labaredas de fogo na minha pele...
As imagens foram perdendo-se em uma névoa de calor, mas o quarto ainda estava frio. Apertei meus olhos dando-me conta de que um calor delicioso, úmido e deslizante que envolvia meu pau subindo e descendo. Despertei na mesma hora abrindo meus olhos completamente apoiando meu peso num cotovelo, olhando diretamente para baixo e vendo Bella de quatro na cama, seu olhar fixo em mim, meu pau até a metade em sua boca, uma das mãos delicadas massageando minhas bolas.
–Porra... Sibilei baixinho engolindo em seco com a cena sexy, deliciado com a íntima carícia sentindo meu coração transbordando de amor por aquela mulher maravilhosa que a cada hora não cansava de me surpreender com suas atitudes, louco para lhe retribuir o mesmo prazer assim que ela permitisse.
–----
Narrador.
Observando os veículos expostos na loja, Edward parou diante de um Aston Martin com os olhos verdes brilhantes. Parecia demais com uma criança diante de um brinquedo novo e caro. Bella disfarçou o sorriso.
–O que acha deste?
Perguntou ansioso. Ela estudou-o por alguns instantes antes de responder.
–Combina muito com você, mas não seria nada útil na fazenda, disse refreando o seu entusiasmo.
–Tem razão, falou suspirando. Era o décimo segundo carro que eles recusavam e o vendedor já estava um tanto decepcionado, aquela altura.
–Já pensou em comparar um caminhão, sugeriu divertida.
–Não daria certo. Iriam carregar os animais nele assim que eu me distraísse, rebateu rindo.
–O senhor não gostou de nenhuma das nossas caminhonetes? Perguntou o jovem rapaz com um olhar esperançoso.
–Não, Edward retrucou fazendo um muxoxo com a boca.
–Bom, então eu acho que devemos ir embora, amor, ela disse atraindo a sua atenção.
–Para o hotel?
A voz estava rouca, os olhos carregados de desejo. Bella revirou os olhos antes de responder.
–Você e esse seu tique, falou observando-a.
–Nós vamos para o hotel mais tarde, Edward. Agora precisamos comprar um carro!
–Eu sei gatinha. Só estava testando até onde vai a sua determinação, replicou piscando um olho fazendo com que o vendedor desse uma desculpa qualquer e saísse deixando os dois a sós.
–Você deixou o pobre rapaz constrangido, replicou serena.
–Problema dele se é tão sensível. Imagine então se ele ouvisse as sugestões picantes que eu tenho a dizer sobre o que podemos fazer naquela suíte e...
O rosto de Bella pegou fogo.
–Edward Cullen!
Ralhou constrangida, olhando para todos os lados na esperança de que ninguém mais tivesse escutado. Quando tornou a fitá-lo seu sorriso era malicioso e divertido ao mesmo tempo.
–O que foi linda?
–Comporte-se, disse entre dentes, ainda chocada com as palavras impetuosas dele.
–Só porque eu estou pensando em comprar um carro, tirar toda a sua roupa e te fuder loucamente no banco traseiro?!
–Edward!
Gritou baixinho. Ela estava tensa e ele sorriu desanuviando o clima entre eles.
–Ok, vou atender ao seu pedido. Ao menos por enquanto, falou travesso, piscando um olho para Bella que incapaz de resistir deu uma tapa em seu braço.
Na segunda loja Edward deparou-se com diversos modelos de caminhonetes, dos mais variados tipos, marcas e preços. Depois de entrar em vários deles, ele acabou optando por dois, um preto e o outro prata, como o Volvo, ambos cabine dupla. Bella abriu um largo sorriso em sinal de aprovação. Enquanto ele discutia o preço com o vendedor, ela voltou ao carro, ligando o celular vendo que havia mais cinco ligações perdidas. Todas de Jacob. Suspirou e ficou imaginando se deveria contar a Edward que ele havia lhe telefonado ou não. Instantes depois o aparelho vibrou e ela viu a foto de sua melhor amiga no visor. Atendeu rindo.
–Oi, Alice.
–Desnaturada, desalmada, amiga da onça!
Exclamou uma Alice irritada.
–Também estou com saudades de você, Bella respondeu antecipando-se.
–E quem foi que disse que eu estou com saudades de você?!
–Conheço a minha melhor amiga, esqueceu?
Gracejou sabendo que a desarmaria.
–Mentira. Se estivesse com saudades não se esqueceria de dar notícias à sua melhor amiga!
Resmungou parecendo estar chateada.
–Se você estivesse na cama com o Jazz por dias seguidos, também esqueceria de me ligar, Alice, rebateu rindo.
–Dias?! Você disse a palavra dias, Bella ou eu entendi mal? A raiva dela já havia evaporado por completo. A curiosidade agora era maior, bem maior.
–Você entendeu perfeitamente, disse Bella atenta à súbita mudança de humor da sua melhor amiga.
–Uau! O pedaço de mau caminho gostoso Cullen está ganhando pontos no meu conceito, afirmou rindo deliciada.
–Mais do que já tinha?!
–Claro! Ele é um espetáculo, másculo, sexy e viril, mas ainda não tinha levado você para cama, e isso faz toda a diferença, replicou.
“Está errada”, Bella pensou, mas nada disse.
–E o Jazz, como está?
–Viajando para variar, falou emburrada.
–Desestressa. Logo logo ele volta e aí você mata as saudades.
–Sou louca por ele, Bella.
–Sei disso, amiga.
–Voltando a falar sobre você...
–Estou tão feliz, Alice...
–Imagino Bellinha. E fico muito feliz por vocês também.
–O Edward é tudo o que eu sempre sonhei num homem.
–Deve ser um vulcão entre os lençóis, afirmou.
–Com certeza. Ele é selvagem, sexy, disposto e coisas novas...
–Adorooooo!
–Bom, não é apenas isso, é que...
Fez uma pausa proposital enquanto ouvia algo semelhante ao barulho de Alice subitamente levantado de uma cadeira ou algo parecido.
–Conte agora.
Exigiu.
–Hum... Não sei se devo... Brincou Bella fazendo charme.
–Isabella Marie Swan, não faça isso com a sua melhor amiga! Quer que eu tenha um ataque ou pior que eu largue tudo aqui no escritório e vá correndo até aí?!
Bella rolou os olhos mordendo os lábios, divertida com a situação.
–E não revire os olhos!
–O que?! Como?!
Perguntou sem entender nada. Como Alice poderia saber que ela havia revirado os olhos?!
–Você tem a mania de revirar seus olhos quando está impaciente ou acuada, esclareceu prontamente.
–Você e o Edward, resmungou baixinho.
–O que temos eu e o bonitão?
–Nada, apressou-se em dizer. -Mas ele conseguiu acabar com todos os meus pudores, Alice...
–Na cama?
–Sim.
–Todos, assim do tipo... Todos mesmo?!
–Com certeza, respondeu sentindo-se pouco à vontade.
–Bella, que maravilha! Isso é ótimo! Eu sempre disse que quando você encontrasse o “cara” certo, as coisas seriam diferentes!
–E tinha toda razão, emendou.
–Como sempre.
–Menos, Alice.
–Isso é perfeito.
“Edward é perfeito. Ele é um como DEUS Grego saído das páginas de uma revista de moda, com o corpo de um atleta e uma sede de sexo incrível”, pensou com os seus botões.
–Então, é só atração física ou tem algo mais?
– Começou com atração na minha adolenscência. Você sabe como ele é lindo, alto, cativante... Não consegui resistir.
–Ninguém resistiria.
–Mas depois as coisas evoluíram para algo mais profundo. Só que eu fui embora.
–Mas agora você voltou e as coisas estão caminhando muito bem entre vocês. Acertei?
–Sim.
–Edward me parece ser... Um homem bom. Íntegro, responsável, carinhoso e absolutamente lindo. Realmente um tipo difícil de se encontrar. Ele é tímido?
–Não.
–Deve ter sido um grande desafio para você, Bella.
–Ainda está sendo. Ele não é fácil.
Alice deu uma gargalhada sonora.
–Bella você está apaixonada.
–Completamente, Admitiu sorrindo. Sua grande amiga era impetuosa, revolucionária, determinada, perspicaz, autêntica e muito, muito sincera. Tanto que às vezes chegava a assustar as pessoas.
–Preciso conhecê-lo.
–Você vai, Allie, mas preciso saber de uma coisa... Notícias do Jacob?
Perguntou de repente.
–Só o que sei através da imprensa. Ele não fala mais comigo, comentou. -E você?
–Sim, ele me ligou ontem.
–Ele te ligou?!
–Sim. Pela manhã, logo cedo.
–Droga Bella, eu achei que o Jacob já fosse carta fora do baralho. O que ele queria?! Não responda! Meu faro jornalístico não falha... Aposto que o cachorro queria pedir uma chance. Os homens às vezes são tão previsíveis...
Bella suspirou.
–Sim, ele queria outra chance. Disse que me amava e que não se conformava com o rompimento... Essas coisas.
Alice bufou.
–O que ele precisa é ver você e o gostosão Cullen juntos, aí sim vai acreditar que tudo realmente acabou!
–Não, Alice, eu não quero que as coisas aconteçam assim. Se o Jacob me vir com o Edward e vier tirar satisfações as coisas vão sair do controle. Não quero que as coisas sejam resolvidas dessa forma. Jacob foi uma parte muito importante na minha vida e se não fosse por ele... Bem, você sabe.
–Mas Bella, isso já passou e você não deve nada a ele! Especialmente depois da traição que presenciou!
–Sei disso, Allie, mas tenho um profundo carinho por ele, não posso evitar.
–E ele vai aproveitar-se disso.
–Alice, não seja má! O Jake e eu...
Parou subitamente ao perceber que não estava mais sozinha. Edward havia se aproximado sem que ela notasse e prestava atenção a cada detalhe da conversa com o semblante fechado, os músculos tensos, a boca contraída numa linha fina.
Narrador.
–Edward?
Seus olhares se cruzaram. Os olhos verdes escurecidos injetados pela raiva. Os olhos castanhos sombrios e cautelosos.
–Oh-oh, acho que você está encrencada, amiga, disse Alice apreensiva do outro lado da linha.
Ele jogou as chaves do carro em seu colo. Bella suspirou pesadamente fechando os olhos alguns segundos.
–Alice, eu ligo para você outra hora.
–Ok. Boa sorte aí com o pedaço de mau caminho. Beijos e qualquer coisa me liga.
–Beijos.
Desligou o aparelho e arriscou-se a olhar para ele.
–Há quanto tempo está aí?
–Tempo suficiente, rebateu com secura. Sua voz gélida causou um arrepio desconfortável nela que, encolheu-se contra o banco do carro sentindo o sangue latejar em suas têmporas... Ele havia entendido tudo de forma errada.
–Edward, eu...
Ele cortou-a antes mesmo que concluísse a frase.
–Você vai guiando o volvo. Vou dirigir a caminhonete até o hotel. Siga-me. Aquilo era uma ordem e Bella mudou de posição indo do banco do passageiro para trás do volante, sem nada dizer. Ele estava irritado e ela esperaria para term uma conversa quando estivessem a sós no quarto. Viu o instante em que ele entrou no veículo novo e esmurrou a direção com força. Engoliu em seco desejando saber extamente o que havia escutado. Mas resignou-se, pois logo estariam no hotel e ela faria questão de explicar tudo com calma.
Edward deu a partida e ela o seguiu de perto, vendo o seu olhar verde fulminante pelo retrovisor de vez em quando.
–Droga!
Exclamou chateada.
–Logo agora que tudo estava indo tão bem, queixou-se numa lamúria. Vinte minutos depois Edward estacionava o carro novo no amplo estacionamento do Hotel aguardando que Bella fizesse o mesmo. Ela aproximou-se devagar. Sua expressão era sombria, os olhos verdes estavam soltando faíscas, sua postura tensa, mas ele não proferiu uma única palavra contentando-se apenas em segurá-la pelo braço conduzindo-a até o saguão e em seguida até o elevador mais próximo.
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