Orgulho E Sedução.
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Cap. 14
Isabella Swan.
Olhei para Edward do meu lado na cama sentindo o inconfundível e forte magnetismo que emanava dele, mesmo estando completamente adormecido. Seu peito subia e descia no compasso ritmado e tranqüilo de sua respiração. Era um daqueles homens que onde quer que entrem, atraía a atenção de todas as mulheres presentes no recinto. Ele não procurava aquilo. Era natural. Acompanhei com os olhos o caminho de pêlos que descia de seu peito estreitando-se na linha da cintura e que agora desaparecia sob a maciez do lençol. Um meio sorriso brotou em meus lábios lembrando as palavras picantes e sujas que tinha sussurrado em meu ouvido durante o ato sexual. Fechei os olhos por um breve momento e sem que pudesse evitar trechos do livro “O Morro dos Ventos Uivantes” de Emily Brontë tomou conta da minha mente. A estória de Cathy e Heathcliff... Onde o amor nunca morre...
“Se o amor dela por mim morresse, eu arrancaria seu coração do peito e beberia seu sangue...”
Heathcliff
"- Mostraste-me agora o quão cruel tens sido. Cruel e falsa! Por que me desprezaste, Cathy? Por que traíste o teu próprio coração? Não tenho sequer uma palavra de conforto para dar. Tu mereces tudo aquilo por que estás passando. Mataste a ti própria. Sim, podes beijar-me e chorar o quanto quiseres. Arrancar-me beijos e lágrimas. Mas eles vão te queimar e serás amaldiçoada. Se me amavas, por que me deixaste? Com que direito? Responde-me! Por causa da mera inclinação que sentias pelo Linton? Pois não foi a miséria, nem a degradação, nem a morte, nem algo que Deus ou satanás pudessem enviar que nos separou. Foste tu, de livre vontade, que o fizeste. Não fui eu que despedacei teu coração, foste tu própria. E, ao despedaçares o teu, despedaçaste o meu também. Tanto pior para mim, que sou forte e saudável. Se eu desejo continuar a viver? Que vida levarei quando... Oh! Meu Deus! Gostaria tu de viver com a alma na sepultura?
*fic também é cultura.
O livro era um dos meus clássicos preferido e agora a compreensão da inevitabilidade do profundo sentimento que os personagens nutriam um pelo outro me atingiram em cheio. O relacionamento deles, guardadas as proporções é claro, assemelhava-se ao que eu tive com Edward anos atrás. As peças na minha mente começaram a encaixar como as engrenagens de um relógio.
Apesar de amá-lo com todas as suas forças, Cathy é extremamente egoísta. Ela abandona Heathcliff casando com outro homem e todos vivem num verdadeiro inferno por causa desta decisão tomada errônea e precipitadamente.
Suspirei. Eu não tinha feito exatamente a mesma coisa?! Não que eu me arrependesse. Tinha dezessete anos e na época me pareceu a melhor decisão a ser tomada. E eu tinha mesmo que ir para a faculdade. Mas Edward estava coberto de razão quando dizia que eu havia fugido. Embora eu preferisse morrer a admitir que ele estivesse certo. Fui embora da fazenda ignorando os apelos do coração, sufocando meus sentimentos e a paixonite adolescente, deixando-o para trás. Tornei a fitar as feições relaxadas no perfeito rosto de anjo adormecido. Rosto que qualquer modelo masculino no mundo daria a alma para possuir...
Quantas vezes recusei os convites dos rapazes do Campus para sair porque no rosto deles eu via a imagem marcante de Edward? Ou o seu sorriso torto?! Ou até mesmo o brilho intenso e profundo dos olhos verdes jade?!
Meus pensamentos voaram no tempo, cinco anos antes... Eu estava com medo do que havia acontecido, medo do inesperado, medo dos meus sentimentos, medo de que ele risse de mim, da minha inexperiência e o principal... De como lidaríamos com a situação. Temia que Edward me achasse uma tola, uma garota infantil e sonhadora. Ele não namorava firme com ninguém, porque agiria diferente com a filha do capataz?! Então antes que ele me rejeitasse dizendo que tudo não passara de uma m era aventura e o meu mundo ruísse completamente, tomei uma decisão brusca e fui para a Universidade sem ao menos dizer adeus. Eu tinha sofrido muito na morte da minha mãe e não queria ter de lidar com a dor de uma perda outra vez. Fui ingênua, imatura, e agi por impulso. Sequer dei a ele a chance de despedir-se de mim. Ele era um rebelde indomável e vivia aprontando, metendo-se em confusão, mas eu sei que poderia tê-lo procurado para uma conversa. Ele não negaria aquilo. Mas o medo foi maior.
Sinceramente eu não saberia definir meus sentimentos por ele. E não acho que pudesse ser descrito como amor, mas era uma forte atração, um desejo inexplicável, uma coisa muito forte. Talvez uma paixão adolescente que eu ainda não havia conseguido superar. Ele mexeu-se mudando de posição e eu suspirei resignada. O passado não pode ser alterado, mas o presente sim. Bem como as minhas decisões para o futuro. Minha carreira de tradutora nesse momento ficaria em segundo plano. Eu tinha uma boa quantia em dinheiro guardada no banco e certamente trabalho não me faltaria. As viagens, no entanto, teriam que esperar. Eu poderia sofrer desta vez e ter meu coração partido, mas eu iria tentar e ver no que daria. Desta vez Isabella Swan não iria fugir.
Senti um braço sendo colocado em minha cintura e sorri ternamente observando o ritmo suave da respiração dele. Edward havia adormecido imediatamente após termos feito amor. Não havia como comparar Edward e Jacob quando o assunto era sexo. Era como comparar um leão a um gatinho. Edward era líder absoluto. Ele sabia exatamente como transformar uma mulher em massinha de modelar, moldando-a, tomando-a, dando e exigindo tudo dela. Corri a mão sobre os pêlos do peito, acompanhando os músculos rijos sob a pele. Nesse momento meu estômago roncou, lembrando-me que a noite avançara e eu ainda não havia comido nada. Minha última refeição fora na hora do almoço. Levantei com cuidado para não despertá-lo, espreguiçando-me, sentindo o corpo dolorido pelo sexo selvagem e voraz e fui até o banheiro me lavar. Quando me aproximei do espelho sobre a pia, estremeci. Eu parecia que tinha corrido muito e fui colocada para secar no varal. Eu já tinha escutado o termo "recém fodida" das minhas amigas em Washington antes, mas não sabia bem como era... Até agora.
Meu cabelo era como um monte de feno áspero, um bolo de fios longos emaranhados e selvagens. Acho que Edward gostava deles assim, soltos pelas costas. Bastou pensar nele e em suas mãos enroscando-se no meu cabelo que um tremor abrupto foi enviado diretamente para minhas partes femininas. Encolhi os ombros aceitando o fato de que gostava muito dele. Demais até para o meu gosto e para minha segurança. Edward jamais se envolvera seriamente com alguém e Rose havia comentado por alto que ele andou saindo durante um tempo com a tal secretária enjoada do Carlisle. Eu teria que lembrar isso para referências futuras.
O quê? Futuro?! Meu sorriso alargou... Realmente você está evoluindo muito rápido Isabella Swan, pensei com meus botões.
“Você o ama”– disse a minha consciência. Amor?! Não, acho que não. Amor é um sentimento muito complexo. Parei para pensar no que realmente sentia por ele... Desejo, excitação, uma poderosa química sexual, atração física, um magnetismo incontrolável e uma pontinha da antiga paixão adolescente... Honestamente eu não sei explicar e não quero pensar nisso agora. Pronto! Sacudi minha cabeça abismada... Eu deveria estar ficando maluca... Conversar com minha própria mente?! Fala sério... Se estivesse em perfeito juízo certamente não o faria. Protestei batendo meu punho no balcão de granito escuro, aproveitando para inspecionar os hematomas em minha pele.
Meus mamilos estavam mais rosados que nunca. Toquei-os. Extremamente sensíveis. Estremeci involuntariamente. Meus olhos continuaram descendo. Havia três marcas arroxeadas pelo caminho... Uma em meu pescoço, uma no quadril e outra na minha coxa esquerda, certamente causadas pelos chupões que ele dera. Minhas costas estavam levemente arranhadas, mas não tanto com as dele, pensei maquiavélica olhando para minhas unhas grandes e sorrindo. Essa ele teria de engolir. Sem mais nenhum indício do sexo louco e selvagem que tínhamos feito, abri a torneira lavando o rosto, usei a bacia e a ducha e em seguida saí em silêncio, andando descalça pelo assoalho de madeira até o guarda roupas, abrindo e pegando a primeira camisa que encontrei. Era de flanela xadrez azul e preta. Vesti e sei de fininho fechando a porta cuidadosamente para não fazer barulho e acordá-lo, ansiosa por tomar a sopa que ele tinha preparado.
Entrar na cozinha foi um verdadeiro desafio. Precisei pular pedaços de madeira, parafusos e porcas que estavam espalhados pelo chão e acabei tropeçando num pedaço do assoalho de madeira que havia sido arrancado, quase batendo os joelhos no chão.
–Ufa! Essa foi por pouco, comentei em voz alta conseguindo finalmente alcançar o fogão. Só havia uma panela de aço inox sobre ele. Me aproximei, destampando-a. O cheiro delicioso da sopa encheu minhas narinas, fazendo meu estômago roncar alto mais uma vez. Sorri achando aquela situação toda engraçada... De uma hora para outra minha relação com ele mudou completamente. Passamos anos nos provocando, brigando e nos desafiando e agora... Éramos amantes. Meu coração apertou de leve. Em nenhum momento ele havia sugerido que nós assumíssemos um compromisso. Será que ele me consideraria sua namorada a partir de agora?!
Sacudi a cabeça afastando os pensamentos conflitantes que só iriam me deixar ansiosa e na expectativa, procurando me concentrar na sopa. Girei o acendedor e o fogo surgiu em segundos, aquecendo a panela. Esperei dez minutos e desliguei. Os pratos estavam na lateral do fogão em cima de uma prateleira. Peguei um e enchi com o caldo quente. Com mais facilidade cheguei até a sala onde o suporte com os talheres ficava sempre sobre a mesa. Peguei uma colher e degustei com prazer adorando o sabor. Em pouco tempo eu já havia tomado tudo. Retornei à cozinha para tomar mais um pouco, aproveitando para chupar uma laranja suculenta. Aproveitei para pegar o meu celular na bolsa que tinha ficado sobre o sofá e liguei o aparelho. Estava sem sinal, mas havia uma mensagem da Rose:
Fibroma uterino. Vou precisar de uma cirurgia. Por que prima?! Juro que quero morrer. Nunca vou poder ter filhos, nunca.
Senti como se tivesse levado um grande soco no estômago. Se eu a conhecia bem, Rose estava chorando quando passou a mensagem. Minha prima estava com um fibroma uterino e precisaria de uma cirurgia. Alice também tinha tido um fibroma e tirado logo que nós nos conhecemos. O médico na época garantiu a minha melhor amiga que ela não teria nenhum problema em engravidar posteriormente. Olhei no visor do aparelho constatando que não dava para ligar para Rose agora, estava tarde. Embora eu duvidasse que ela conseguisse dormir... Suspirei respondendo a mensagem. Eu conversaria com ela na manhã seguinte.
Olhei pela janela vendo os pingos de chuva batendo contra o vidro. A chuva não havia diminuído. O ribombar dos trovões e o clarão hipnotizante dos relâmpagos rasgava o céu de vez em quando. Suspirei satisfeita em concluir a refeição, bebendo um copo d’água preparando-me para voltar ao quarto antes que Edward acordasse e viesse atrás de mim. Não havia lugar melhor no momento do que os braços dele. Dei uma risadinha baixa. Se Alice me visse agora, não me reconheceria, mas com toda certeza aprovaria a minha ousadia e mudança de comportamento.
Subi as escadas pulando alguns degraus e entrei sorrateiramente, mas para minha surpresa ele estava acordado, ajoelhado sobre a cama com os lençóis emaranhados embaixo de seu corpo atlético, seu membro duro e rijo apontando em minha direção, já coberto pelo preservativo. Quase morri com aquela visão.
http://sphotos-h.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-prn1/528623_427521040645184_1658663143_n.jpg(cuidado para não enfartarem e não abram se não estiverem sozinhas meninas. Rsssssssss...)
–O que é isso?
Consegui sussurrar minha mão ainda estática na maçaneta da porta. Ele me deu um sorriso devasso.
–Isso é o estado em que você de deixa, doçura. Engoli em seco sentindo meus seios intumescerem e o meu sexo palpitar. Embora meus músculos ainda protestassem meu corpo também o queria, isso era óbvio.
–Vamos acabar nos matando, eu disse entrando no cômodo, deixando para trás a porta do quarto, aberta.
–Sinto que vou morrer feliz, completou estendendo as mãos em minha direção me chamando. Como se fosse atraída por um ímã gigantesco, caminhei decidida até ele, parando ao lado da cama.
–Deixe-me admirá-la, pediu tirando a camisa dele por sobre minha cabeça, expondo meu corpo ao seu olhar lascivo. Erguendo uma ao ele tocou meus seios, fazendo-me suspirar lânguida.
–Como são bonitos... Falava baixinho enquanto tocava meu corpo em vários pontos, reascendendo na minha carne a paixão latente. Não resisti ao impulso e minhas mãos tocaram o peito musculoso, deslizando pelos ombros fortes. Nossos corpos uniram-se num abraço ardente. Ele deu um gemido de prazer e eu me aproximei mais, beijando a linha de seu maxilar.
–Vai mesmo fazer tudo que está pensando? Provoquei-o. Em resposta ele roçou os lábios em meu pescoço, descendo pelo ombro beijando até o meu colo desnudo. Quando eu estava abrindo a boca para pedir que não parasse, murmurou:
–Eu não poderia gatinha. Acabaríamos mortos se tentasse realizar todas as minhas fantasias numa única noite.
Estremeci de desejo, passando novamente os braços pelos ombros largos.
–E são tantas assim?
Perguntei provocando-o.
–Você se assustaria se eu contasse, falou sorrindo torto. Como seria a manhã seguinte, eu não queria nem pensar. Se aquilo era um erro eu me preocuparia depois, o impulso sexual que me empurrava para ele era forte demais para ser ignorado.
–Venha, pediu levando-me para a cama, deitando-me. Sentir nossas peles nuas coladas despertava um mar de sensações hipnotizantes dentro de mim. Edward mordeu de leve o lóbulo de minha orelha, descendo pelo pescoço, procurando e encontrando meus lábios. O beijo foi exigente, me fazendo estremecer sob o impacto alucinante do desejo. Quando senti os lábios quentes e ansiosos tomando meus seios gemi de prazer. Ele enfiou a mão por entre nossos corpos, alcançando meu sexo, mergulhando dois dedos em minha cavidade molhada, arrancando gemidos agudos de minha garganta.
–Você é linda, disse enquanto seus dedos devastavam minha vagina. Meu corpo arqueou-se numa ânsia quase dolorosa.
–Edward...
Minha voz saiu estranha.
–Olhe para mim gatinha, pediu com a voz rouca. Totalmente subjugada, obedeci. O rosto dele estava tomado pelo desejo. O mesmo desejo que eu havia sufocado por tanto tempo...
–Estou olhando.
Ele retirou os dedos e eu protestei. Em seguida ele levou os dois dedos com meu gosto impregnado à boca e lambeu-os demoradamente. Observei o gesto erótico como se estivesse em transe.
–Você é deliciosa, Bella. Quero que fique olhando em meus olhos enquanto te faço minha outra vez. Dito isso, afastou minhas pernas com as suas e me penetrou. Era a terceira vez, mas eu juro, parecia que eu nunca havia experimentado sensação igual. Devagar ele começou movimentar-se. Suas arremetidas eram lentas e profundas, fazendo-o suar, tamanha era sua concentração e controle, para que não alcançasse o clímax antes de mim. Ele saiu do meu corpo e entrou. Tornou a sair e a entrar. Gritei. Gemi de prazer cravando novamente minhas unhas em suas costas, causando ao mesmo tempo excitação e dor. Senti que meu orgasmo estava se construindo e ameacei fechar os olhos, mas Edward não permitiu sussurrando:
– Olhe para mim...
A dança do sexo continuava enquanto nos movíamos lentamente pela cama, perdidos em carícias, toques e carinhos, envolvidos pela atmosfera sensual carregada de luxúria...
–Quem está te fudendo?
A voz era baixa rouca sexy e inesquecível. A pergunta me excitou mais ainda.
–Você, Edward, respondi agarrando-me a ele.
–Sim, gatinha... Eu. Edward. Edward Cullen. O rebelde, o cowboy louco. Eu estou te comendo e quero que agora você diga o que quer...
Resolvi entrar no jogo dele retribuindo as palavras sujas e picantes.
–Quero que você me coma à noite inteira, falei sentindo meu rosto corar intensamente. Nunca havia feito aquilo antes, mas para tudo na vida existe uma primeira vez.
–Com prazer... Vou comer você a noite toda... Até não ter mais forças para andar... Quero sentir meu pau entrando e saindo dessa bucetinha molhada e quente... Quero ver seu rosto tomado pelo prazer do gozo... Quero gozar muito, derramando meu leite quente nas suas entranhas... Quero gozar até esquecer que o mundo lá fora existe...
Oh My God! Respirei com dificuldade... Parecia que o ar me faltava... A conversa suja era um estímulo muito, muito poderoso. Tudo a nossa volta era prazer e sedução... E eu estava na borda... Uma, duas, três vezes... Até que o prazer explodiu sem controle, arrebatando-nos. As emoções se perderam no abismo do clímax, o gozo profundo nos tragou para o limite do abismo. O quarto parecia girar num turbilhão de sentidos. Não sei quanto tempo passou exatamente, mas Edward deitou sua cabeça no travesseiro, fitando-me. Ainda atordoada pela força da paixão, continuei agarrada a ele. Nada mais importava.
Em voz baixa e vibrante, ele sussurrou:
–Esperei cinco anos por isso.
Senti meu coração enlouquecer. Então ele também, pensara em mim durante aqueles cinco anos. Minha alma aqueceu, minha ternura cresceu. Como eu poderia resistir?! O meu lugar era ali, ao lado dele, em sua cama, em sua vida. Tentei negar por muitos anos o desejo que sentia por ele, mas agora depois de tudo que havia acontecido entre nós dois desde a minha chegada, eu estava decidida há recuperar o tempo perdido e mergulhar de cabeça no que ele estava me oferecendo. Ofeguei.
Devagar ele pousou o rosto no vão do meu pescoço, com muita delicadeza. Fiquei imóvel, aguardando. Com uma lentidão deliberada senti as mãos descendo pela lateral do meu pescoço. Tremi involuntariamente prendendo a respiração, mas suas mãos não pararam enquanto deslizaram suavemente por meus ombros e depois se detiveram. Ele girou a cabeça para o lado, o nariz reto roçando minha clavícula e encostou seu ouvido em meu peito, ouvindo o bater descompassado do meu coração. Me perguntei se ele estava tão sem vontade de se mexer quanto eu. Por mim ficaria ali para sempre.
–Doce som.
Sorri.
–É assim que você me deixa, falei baixinho. Ele riu e acariciou de leve um dos meus mamilos, fazendo com que um arrepio familiar percorresse meu corpo de cima a baixo.
–Se quer inflar o meu ego, está conseguindo gatinha, disse sorrindo.
–Só estou sendo sincera, Edward.
–Eu também, Bella.
Não sei quanto tempo passou. Podem ter sido horas ou minutos. Ficamos ali deitados abraçados sem nos mexer. Aos poucos meu coração foi acalmando, minha pulsação voltou ao normal, mas ele permaneceu quietinho, segurando-me como uma coisa preciosa, como se a vida dele dependesse disso. Eu não conseguia pensar em mais nada a não ser no cheiro, no toque, no calor da presença dele. Me mexi lentamente com movimentos calculados. Acariciei sua face, afaguei suas pálpebras, as olheiras que começavam a se formar sob os olhos devido a noites mal dormidas. Acompanhei o formato do nariz reto e perfeito, a linha firme do queixo, a sombra escura da barba por fazer e depois o contorno dos lábios. Ele sorriu travesso abrindo a boca deixando que a língua brincasse com os meus dedos, seu hálito morno batendo em minha mão. Depois baixei a mão pela linha do pescoço, clavícula, ombro... Fazendo o mesmo trajeto que ele havia feito comigo antes, descendo até o seu peito e espalmando-a sobre o seu coração, que batia ritmadamente.
–Você é especial, Bella. Muito especial.
–Você também, Edward. Mas...
Como explicar que a velha insegurança estava surgindo?!
–Mas?
–O que nós faremos agora?
Atrevi-me a perguntar com o rosto pegando fogo.
–Como assim?
Ele não entendeu a pergunta?! Era alguma piada?! Engoli em seco tomando coragem.
–Seu... Seu objetivo era me levar para cama. Você conseguiu. E agora?
–Estamos juntos, respondeu.
Por que ele não dizia as palavras, droga?!
–Edward, isso é importante para mim, falei com brandura. Não queria que minha voz traísse minha preocupação.
–Bella, eu não estou brincando com você, respondeu erguendo a cabeça e fitando-me diretamente.
–Tem certeza?
–Certeza absoluta.
–Não está apenas tentando me usar, Edward?
–Não, Bella. Claro que não. Por que pensa assim?
–Bom, eu... Eu conheci alguns homens...
A frase não soou com eu desejava. Ficou parecendo que muitos homens tinham freqüentado a minha cama, mas eu não consegui consertar a tempo. Sua expressão endureceu. Edward segurou em meu queixo e obrigou-me a fitá-lo diretamente.
–Houve um tempo em que eu estava acostumado a ganhar a atenção das mulheres, Bella e sem falsa modéstia, sei que sou um homem muito atraente. E quando elas sabem o meu sobrenome, meu dinheiro torna-se mais um atrativo. Só que esse tipo de conquista não me interessa mais, disse solenemente.
–Acho difícil de acreditar, falei lembrando de Tânia sentada à beira da piscina enquanto ele nadava.
–Bella, seu pai é o meu melhor amigo. Por que eu me meteria numa encrenca dessas?
Suspirei longamente. Eu estava ao mesmo tempo aliviada e temerosa.
–Porque eu sou “a carne fresca” no pedaço? – Como vocês homens costumam dizer?
–Não Bella. De jeito nenhum. Se eu quisesse apenas aliviar minhas vontades para satisfazer o meu corpo e uma necessidade primitiva e animal, qualquer mulher serviria.
Engoli em seco. A honestidade estava refletida nos olhos dele e doeu escutar aquela frase. Desviei o olhar e ele prosseguiu:
–Mas eu quero você. Só você.
–Isso é difícil para mim, falei.
–Diga-me como se sente, pediu com suavidade.
–Eu quero que você saiba a confusão, a complexidade do que eu estou sentindo. Não é fácil.
Ele apoiou a cabeça numa das mãos erguendo-se, prestando muita atenção. Inspirei e expirei profundamente.
–Me diga, sussurrou.
–Bom, eu estou na sua cama. Nós fizemos amor várias vezes, e eu não sei aonde isto vai nos levar, falei.
–Está com medo?
–Sim. Até onde sei você nunca namorou ninguém seriamente, Edward. Pelo contrário. Você vivia gabando-se de ter muitas namoradas, casos, amantes. Lembro que na escola algumas das meninas brigavam por sua causa e que toda semana você aparecia com uma garota diferente na garupa da moto.
Seu sorriso alargou. Desviei meu olhar, perturbada.
–Não sei se você pode compreender o que eu estou sentindo, emendei torcendo para conseguir me expressar corretamente.
–Posso entender isso melhor do que você pensa, falou.
–Sério?
–Sim.
CONTINUA...
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