Notas iniciais
Oi galera linda do meu coração, Boa Noite! Como amanhã terei o dia muito cheio, recolvi postar hoje mesmo. Espero que você gostem do capítulo. Lembro a todas (os) que estou sempre postando um spoiller do cap seguinte no meu face (Tiih Cullen)durante a semana. Bjs no coração de cada um (a) de vcs.

Cap. 15



Bella.


Fechei os olhos sem querer acreditar que meus sonhos de adolescente tinham-se tornado realidade. Edward estava me cortejando?! Engoli em seco ponderando com cuidado as palavras que iria proferir.


–Não sei se posso lidar com isso, mas dependendo do que você tenha em mente, acho que posso tentar. Ele pegou uma mecha dos meus cabelos entre os dedos, afagando-os. Esperei ansiosa.


–Nós nos conhecemos há anos e você foi a única garota que nunca deu em cima de mim.


–E isso faz de mim algum tipo de aberração?


Questionei lembrando uma época em que Rose começara a dar em cima dele para fazer ciúmes ao Emm. Apesar da atitude infantil, a estratégia tinha funcionado, pois fora exatamente depois daquilo ali que o Emmett a pedira oficialmente em namoro.


–Claro que não, gatinha, mas saiba que feriu o meu ego. Parecia que você não ligava para mim ou para o que quer que eu fizesse, disse zombeteiro.


“Mas eu ligava e muito, quase respondi”. Diante do meu insistente silêncio, ele continuou:


–Já passou pela sua cabeça que talvez eu nunca tenha me comprometido seriamente com ninguém porque não encontrei a pessoa certa?


–Não, falei. Estávamos sendo honestos um com o outro.


–Eu mudei Bella. Não sou mais o tipo de cara que tem affaires casuais. Se eu escolho estar com alguém, é porque eu realmente quero isso. Quando estou em um relacionamento, estou 100% envolvido nele, comentou fazendo o meu coração pular dentro do peito.


–Tem certeza disso?!


A insegurança transparecia claramente em minha voz.


–Absoluta. E eu quero estar com você.


–Então nós estamos juntos? Assim, quer dizer... Estamos namorando?


Questionei sorrindo. Meu peito parecia que iria explodir de felicidade.


–Oficialmente. Quer dizer, ainda preciso conversar com o seu pai, é claro.


–Por quê? Ele já conhece você.


–Por que sou um cavalheiro e esse é o costume, respondeu.


–Não estamos no século XIX, Edward. Sou uma mulher adulta e posso perfeitamente escolher meus namorados, gracejei puxando-o para um abraço apertado.


–Digamos que você tenha feito escolhas erradas no passado.


Jacob, pensei arranhando a virilha dele com as unhas.


–Calma, gatinha. Assim você está brincando com fogo, falou com os olhos começando a escurecer.


–Talvez eu queira me queimar, eu disse sorrindo num misto de timidez e sedução, fazendo-o com que ele escorregasse as mãos até minha bunda, espalmando-as e apertando forte. Dei um gritinho de surpresa. Em poucos segundo seus dedos desceram até o meu sexo constatando que estava úmido e pronto para ele.


–Estou com fome, falou girando e acomodando-me sobre ele de modo que eu pudesse sentir toda a rigidez de seu membro.


–Tem comida lá embaixo. A sua sopa está deliciosa, completei.


–E quem falou em comida?


Respondeu colocando a camisinha, afastando minhas coxas com as pernas e penetrando-me em seguida. Gememos juntos. Sua boca procurou a minha e muito tempo se passou até que finalmente nós nos levantássemos.



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Narrador.


–Ahhh... Que noite... E que preguiça...


Exclamou Bella ainda deitada espreguiçando-se com vontade, deixando o lençol de seda deslizar até seu ventre expondo metade do corpo nu.


–Seu cabelo parece um monte de feno, minha Bella adormecida.


–Edward!


–Estava esperando outra pessoa?!


Perguntou divertido. Ela corou até a raiz dos cabelos, puxando rapidamente o lençol, cobrindo-se.


–Não, mas é que de repente...


–De repente o que?


–Podia ter sido um sonho, respondeu.


–Foi bem real, acredite.


Dizendo isso apontou para as marcas arroxeadas na pele alva dela que corou e apertou mais o lençol em torno de si.


–Não se cubra. Você é linda. Uma verdadeira tentação. Nua e indecente. Deixe-me admirá-la, gatinha. Envergonhada, fez o que ele pediu sentindo os mamilos reagirem imediatamente sob a força do olhar dele.


–Que tal um banho?


–Sozinha?


–Sim. Se formos tomar banho juntos vamos passar o dia na cama e eu realmente preciso conversar com a minha família e com o seu pai. Munindo-se de uma coragem que nunca tivera, jogou o lençol para longe e ficou de pé, sentindo o olhar masculino devorando cada pedaço do seu corpo.


–Já que você pensa assim, falou passando por ele em direção ao banheiro rebolando os quadris, andando sensualmente. Ele ergue-se rapidamente, segurando-a entre os braços.


–Acho que mudei de idéia. Podemos nos atrasar um pouco.


–Ah, é?!


–Sim. Um banho a dois vai ser essencial para clarear minha mente, sua provocadorazinha, disse levando-a para o banheiro consigo. Bella riu e agarrou-se a ele disposta a desfrutar tudo que lhe era oferecido.


Algum tempo depois...



A luz sufocada de mais um dia nublado em Montana os recebeu quando saíram juntos da casa de Edward entre beijos afagos e carinhos, rumo à residência oficial dos Cullen. O clima de paixão pairava no ar. Foram recebidos com entusiasmo pelo Senador e sua esposa. Emmett cumprimentou-os de longe, olhando intrigado para o casal que entrara de mãos dadas. Rose estava sentada e encolhida no canto de um dos sofás da sala de estar, cabisbaixa e calada. Esme olhou para Bella e as duas trocaram um olhar significativo.


–O Charlie ligou, está precisando de uma carona. A caminhonete quebrou, disse Carlisle.


–Vou buscá-lo, falou Edward, dando um beijo rápido na testa de Bella e saindo.


–Parece que temos novidades por aqui, disse Emmett gracejando. Bella corou violentamente e todos, inclusive Rose olharam para ela sorrindo.


–Estamos namorando, falou timidamente.


–Até que enfim!


Esme gritou.


–Nossa, o Edward não perdeu tempo!


Emendou Emmett.


–Ele perdeu cinco anos, filho, disse Carlisle rindo alto. Ele ergueu o copo em sua mão contendo uma bebida, fazendo um brinde simbólico a Bella, que desconfiou que o conteúdo fosse uísque devido à coloração âmbar, a bebida favorita do Senador.


–Bem vinda oficialmente à família, Bella.


–Obrigada.


–Parabéns, Bellinha.


–Obrigada Emmett.


–Parabéns prima. Estou feliz por vocês dois, disse Rose fungando e com o rosto inchado pela noite de choro. Bella envolveu-a num abraço a as duas conversaram a conversar baixinho.


–Rose, fibroma uterino não é tão ruim assim.


Ela deu um sorriso amargo.


–Você diz isso porque não é com você que está acontecendo.


–Você vai fazer a cirurgia e continuar com o tratamento depois.


Ela suspirou longamente.


–Estou pensando em desistir, Bella.


–De ter filhos?!


–Sim. Ser mãe não é para todas. Estou tentando me acostumar com a idéia.


–Rose! Não diga isso! Esse sempre foi o seu maior sonho.


A loira sorriu sem graça.


–Muitos sonhos não viram realidade. Tenho de me acostumar a vivar com isso.


–Prima, por favor... Não faça isso com você mesma, não tenha pena de si. Olhe, eu tenho uma grande amiga em Washington, a Alice que também teve fibroma uterino e retirou. Os olhos castanhos de Rósalie iluminaram-se pela primeira vez naquela manhã.


–E ela teve filhos depois disso?


Questionou esperançosa. Bella sorriu.


–Alice tem a minha idade e não pensa em ter filhos tão cedo, mas o médico que a operou garantiu que isso não seria problema no futuro.


As mãos da prima seguraram as suas com uma urgência ímpar.


–Bella, por favor, prima, consiga o telefone desse médico com a Alice! Quero marcar uma consulta com ele o quanto antes!


Bella sorriu vendo a esperança renascer na mulher sentada ao seu lado.


–Pode deixar que vou mandar um email para ela hoje mesmo.


–Obrigada.


–Bella, Carlisle chamou-a atraindo sua atenção.


–Sim?


–O que o Edward tem de tão urgente para nos comunicar? Por que ele solicitou uma reunião com todos, inclusive seu pai? Aconteceu alguma coisa?


Perguntou com uma sombra de preocupação em seus olhos azuis. Ela engoliu em seco sentindo-se como se estivesse sendo observada sob as lentes de um microscópio. Nunca gostara de ser o centro das atenções e estar na berlinda a incomodava muito neste momento.


–Vamos espera o Edward chegar, está bem?


Pediu começando a ficar nervosa.


–Mas você não pode adiantar nada? Do que se trata, afinal?


Emmett inquiriu.


–De mim, Emmett. Trata-se de mim, respondeu baixinho vendo seu sogro crispar os lábios numa linha fina. O silêncio imperou desconfortavelmente enquanto todos aguardavam o retorno de Edward.


–--


–Bom dia, Charlie, disse Edward estacionando o volvo diante da casa do capataz, esperando que o velho homem entrasse no carro.


–Bom dia, Edward. Onde estava? Não apareceu no campo hoje...


Charlie perguntou acomodando-se no banco do passageiro, respirando fundo, sentindo o perfume de sua filha e deixando suas dúvidas no ar. Edward pigarreou remexendo-se no assento do carro.


–Estava em casa. Com sua filha.


As sobrancelhas de Charlie arquearam.


–É corajoso por dizer isso ao pai da moça, Edward, respondeu estreitando os olhos escuros em fenda, observando o homem que vira crescer.


–Bom, eu não sei o jeito mais fácil de dizer isso, Charlie, portanto...


–Desde quando virou um maricas?! Deixe de conversa mole homem e vá direto ao assunto. Qual é problema agora?


–Eu e a Bella.


Charlie revirou os olhos e passou a mão sobre o rosto exasperado.


–De novo?! Você dois andaram brigando novamente?!


Edward relaxou um pouco.


–Não, não é nada disso.


–E o que é afinal?!


–Dormimos juntos, falou subitamente. O sorriso de Charlie não podia ser maior.


–Até que enfim uma boa notícia!


Exclamou satisfeito. Edward o fitou incrédulo e depois caiu na risada.


–Puxa, nunca pensei que você fosse aceitar isso tão bem, disse surpreso.


–O que pensa que eu sou?! Um homem das cavernas ou um ogro bárbaro? Quero que minha filha seja feliz, rapaz e acho que você é o homem certo para ela.


–Obrigada pela confiança.


–Retribua a minha confiança fazendo-a feliz, Cullen ou eu mesmo vou arrancar suas bolas e jogá-las na máquina de moer a ração dos animais.


–Ai, disse Edward estremecendo pensando por um segundo na horrível ameaça.


–É isso aí, meu velho. Cuide bem da minha filha ou eu mesmo cuidarei de mandar você para o inferno, falou sorridente.


–Ela é linda.


–Eu sei.


–Estou apaixonado por ela, Charlie.


O homem mais velho lhe deu um olhar zombeteiro.


–O que foi?!


–Isso não é novidade, Edward.


–Ham?! Como assim?!


–Se veio até aqui só para me dizer isso, Edward, perdeu seu precioso tempo meu amigo, respondeu rindo.


–Então você já sabia?


Charlie coçou o queixo antes de responder.


–Para falar a verdade acho que você foi o último na fazenda a descobrir.


–Sério?


–Claro que sim. Eu e o seu pai já falamos sobre isso diversas vezes, completou.


–Quero a sua permissão para namorá-la.


–Já tem, agora vamos embora que a curiosidade está me matando, homem!


Edward refletiu sobre o que tinha acabado de escutar e permaneceu em silêncio até que Charlie quebrou o gelo começando a contar sobre a noite anterior, o jogo de cartas e o nascimento do potro. Deram boas risadas e em seguida chegaram a casa sede, entrando apressados e caminhando até a sala de estar onde os outros estavam reunidos aguardando por eles. Todos se cumprimentaram, Bella abraçou o pai e foi para junto de Edward que entrelaçou seus dedos nos dela e pediu que todos sentassem.


–O que nós temos para falar é algo preocupante, pai.


–Já imagino o que seja, respondeu Carlisle. Edward assentiu confirmando com a cabeça.


–Falem de uma vez, disse Emmett impaciente.


–Tem alguém perseguindo a Bella, esclareceu Edward.


–Ou fazendo uma brincadeira de muito mau gosto, disse Carlisle.


–Perseguindo?! Como assim?


–Não estou gostando, Bells!


–Calma, pai. Eu estou bem. Não está vendo? Estou inteira, nenhum pedaço faltando, brincou na tantativa de descontraí-lo.


–Vamos começar do início. Dias atrás Bella estava sozinha em casa, Charlie, quando resolveu ir se bronzear no quintal. Ela estava na beira do lago quando viu que era observada por alguém no alto da colina.


–Quem?!


Perguntaram Rose e Esme ao mesmo tempo.


–Não consegui ver. Eram olhos azuis e frios. Fiquei gelada. Lembrei de um caso que ocorreu em Washington e cidades vizinhas. Um estuprador em série que tinha olhos azuis e...


Charlie praguejou alto.


–Foi apelidado pela imprensa de Ice Eyes, concluiu Carlisle. Li sobre o caso nos jornais durante meses.


–Por que não me contou?! Sou o seu pai, Isabella e você estava em casa, na minha casa!


Esbravejou pondo-se de pé.


–Calma, Charlie. Vamos conversar e resolver o que fazer, pediu Carlisle ao velho amigo.


–Eu cheguei nesse exato momento e ela estava branca como um fantasma. Perguntei o que tinha ocorrido e depois de algum tempo ela me contou.


–Checou o local?


Emmett e Charlie perguntaram ao mesmo tempo desta vez.


–Sim. E havia rastros frescos de cavalo na trilha.


–Merda!


–Caralho!


–Contenham-se vocês dois!


Gritou Esme tentando acalmar os ânimos. Charlie e Emmett andavam de um lado para o outro, inquietos. Carlisle entregou a cada um, copos com uísque e gelo. Charlie entornou o seu de uma só vez.


–Obrigada. Eu estava mesmo precisando de uma bebida forte.


–Não tem de quê.


–Bom, continuando... Ontem nós fomos dar um passeio pela fazenda e quando chegamos em sua casa, Charlie a porta da frente tinha sido arrombada.


O que?!


A perplexidade agora era geral. Até Carlisle estava pálido com a súbita e inesperada revelação. Um súbito silêncio e um mal estar coletivo apoderaram-se de todos. Medo, assombro, descrença... Um misto de sentimentos hostis começou a brotar no interior de cada um ali presente.


–Maldição!


Exclamou o Senador recuperando-se do choque.


–Não notou nada Charlie?


Edward questionou curioso.


–Claro que notei a porta aberta, mas pensei que a Bella tinha esquecido de trancar. Não parecia um arrombamento, disse nervoso torcendo o bigode.


–Por que foi muito bem feito, Charlie. A porta foi levemente forçada na altura da maçaneta. Não havia nada quebrado nem fora do lugar. Estamos lidando com alguém esperto.


–E só para constar, eu tranquei a porta sim antes de sair, pai.


Respondeu irritada.


–Ok, Bells. Desculpe-me.


–Tudo bem.


–Levaram alguma coisa, filho?


Esme estava muito preocupada.


–Sim, mãe.


–O que?


–Algo de valor?


E expressão de Edward estava muito séria.


–A camisola dela.


Revolta, confusão, espanto. A violência das cidades grandes havia penetrado e corrompido as imensas cercas da antiga e pacata Fazenda Breaking Down.


–Filho da puta!


–Bastardo miserável!


–É um maluco, um psicopata! Vamos acabar com a raça dele!


Emmett bufou em meio ao clamor e ira flamejantes.


–Que camisola?


–E isso importa?!


Disse Charlie furioso.


–Claro que importa!


Gritou Rosálie. Bella suspirou odiando a confusão que se instalara.


–A que eu tinha usado para dormir na noite anterior, Rose, disse Bella desanimada.


–Tarado, pervertido, bradou Emmett dando um murro no balcão do bar, fazendo os copos de cristal de sua mãe tilintarem.


Silêncio e preocupação dominaram o ambiente


–Ele queria algo com o seu cheiro, Bella. Estamos lidando com alguém seriamente doente. Não se trata de uma brincadeira, disse Carlisle apreensivo. –Temos de ter muito cuidado.


–Nunca pensei que teríamos de lidar com algo desse tipo aqui na fazenda.


Dise Esme pesarosa.



Narrador.



–Tem mais, disse Edward correndo a mão esquerda por ente os cabelos acobreados num gesto típico dele.


–Fala de uma vez, mano!


Todos os olhares voltaram-se para ele.


–Ele pegou uma lingerie de Bella no guarda roupas e deixou sobre a cama, à mostra. Ou seja, o filho da mãe queria que ela soubesse que ele invadiu a casa e esteve em seu quarto.


–Que ódio!


O copo voou das mãos e Emmett e espatifou-se contra a parede mais próxima. Ninguém falou nada, mas Esme deu-lhe um olhar significativo.


–Desculpe, mãe. Ela assentiu com um gesto de cabeça.


–Miserável! O maldito entrou na minha casa e mexeu nas coisas dela! Da minha filha única! Eu vou matar esse infeliz!


A ameaça pairou sombria.


–Não se eu encontrá-lo antes, disse Edward com a voz gélida e cortante.


Cinco segundos de um silêncio profundo. Carlisle prosseguiu:


–Ele está jogando. Um jogo de gato e rato.


–Tudo premeditado.


–Vamos esfriar a cabeça e pensar com calma. Temos um trunfo na manga. Ele não sabe que todos nós estamos cientes da presença dele.


–Carlisle tem razão. Estamos um passo a frente, comentou Rose e todos concordaram com ela.



CONTINUA...

Notas finais
Obg pelo carinho de vcs. Continuo esperando ansiosamente as recomendações daquelas que ainda não fizeram e aí quem sabe vcs ganham três caps, sendo dois de bônus numa semana só?!Rssssssssss...Bom pedir não custa nada, então....Bjs e até o próximo post. Tiih.