Orgulho E Sedução.
66 Cap.66
Notas iniciais
Cap. 66
Escutei a frase sentindo meu corpo reagir de imediato. “Desejo, Luxúria, Sex Appeal...” O que quer que fosse era intenso e muito real. Ergui minha cabeça e deparei com os olhos verdes de Edward totalmente escurecidos e abertos, me encarando, refletindo certamente toda a luxúria e desejo que também havia nos meus. Ele deu um gemido alto e enfiou uma mão pelo decote da minha camisola de renda, expondo um seio firme aos seus toques. Eu quase desfaleci de tanto prazer.
–Hum... Murmurou enquanto me acariciava com seus dedos experientes.
–Oh, céus... Assim vamos acabar nos matando...
–Só se for de prazer, gatinha...
Dizia beliscando agora o meu outro seio, circulando-o lentamente até atingir o bico ereto e rosado, apreciando minha entrega. Edward tinha um poder avassalador sobre mim. Quando me tocava, eu desfalecia, me perdia. Virava massinha de modelar em suas mãos. Isso era ao mesmo tempo intenso e muito, muito assustador. Ele continuou me tocando... Gemi baixinho, um gemido indolente, abafado, rouco. Eu estava implorando por mais.
–Edward, por favor...
Solucei. Ele se afastou um pouco, jogando os lençóis e a cueca ao longe, arrancando a minha camisola de uma só vez com agilidade, voltando a dar atenção aos meus seios, só que agora com a boca e a língua. Oh Meu Deus... Aquilo era bom demais! Arqueei minhas costas para trás, gemendo de puro deleite. Ele lambia, sugava, mordiscava de leve, voltava a lamber, me enlouquecendo. A luz fraca do amanhecer entrava pelas portas da varanda e banhava nossos corpos nus sedentos.
–Edward, Edward... Solucei ansiosa.
–Estou aqui baby, — respondeu antes de deixar um rastro de beijos molhados no meu colo, pescoço e no vale entre os seios.
Ele levou as mãos às laterais do meu corpo, segurando na minha calcinha. Ondulei os quadris num movimento, facilitando sua ação. A última peça de roupa que nos separava acabava de ir embora. Ele percorreu meu corpo desnudo com um olhar intenso e devastador. Se só com aquele olhar eu fiquei mole, imagine depois. Ele deslizou habilmente os dedos entre minhas coxas, escorregando para o meu sexo, os dedos procurando o meu clitóris e minha entrada estreita, circulando, acariciando, fazendo com que eu prendesse a respiração e não conseguisse mais raciocinar, apenas sentir.
–Porra... Você está ensopada linda.
–Você me deixa assim... Sem ar... Sem fôlego...
–Eu te amo. Vou te amar para sempre...
–Também te amo.
–Eu quero te ver gritar linda, quero ver você louca de prazer... Quero te deixar maluca a ponto de não pensar mais em nada...
“Oh My God!” pensei trêmula.
–Edward... Venha... Agora... Por favor... Falei num sussurro agonizante. E foi tudo que eu consegui dizer.
–Sua buceta está me chamando amor, inchada pelo tesão, piscando, latejando em busca do orgasmo que eu vou te dar, gatinha...
Falou com os lábios grudados no meu ouvido, a respiração forte e descompassada, eu podia sentir.
–Quero você...
Sussurrei erguendo meus braços e passando a explorar aquele corpo delicioso e definido. Resvalei os dedos em suas costas, arranhando-o de leve, ele apertou forte minha bunda em resposta. Continuei descendo pelas costas largas que iam ficando estreitas na medida em que eu me aproximava dos quadris e das nádegas firmes. Ele gemeu e eu amei.
Ele nos virou na cama, e eu desci os lábios pelo seu peito, Respirando fundo e me deixando inebriar pelo seu cheiro único, encontrando os pequenos mamilos entre os pelos finos do tórax e rodeando-os com a minha língua, querendo que ele sentisse o mesmo que eu sentia quando ele fazia aquilo comigo.
–Assim você vai me matar, carinho... Gemeu entre dentes. Pude ver o quanto ele estava tentando se controlar. “Essa é a ideia”, eu quase respondi, mas ele me impediu, puxando-me com sofreguidão e colando nossas bocas num beijo desesperado, apossando-se dos meus lábios com uma fúria enlouquecida. Doeu um pouco, mas eu não reclamei. Espalmei minhas mãos em suas nádegas e o puxei para dentro de mim, nosso sexos se encontrando. Senti seu pênis me alargando, o atrito dos nossos sexos unidos, a investida firme e selvagem da carne contra a minha carne. Cada pedaço de pele em meu corpo queria aquele Homem. Gemi alto com o contato embriagador. Edward nos virou novamente, ficando por cima, se alinhou sobre meu corpo, deitou e foi até o fundo... Amei. Gemi. Gritei por ele arqueando ainda mais o corpo, tentando fazer com que ele se enterrasse em mim profundamente.
–Bella, Bella... Ninguém te ama mais do que eu, coração...
Gemeu no meu pescoço entre uma respiração e outra. Sorri internamente com o significado daquela frase. A recíproca era completamente verdadeira. Ela era a minha alma gêmea, o meu tudo. Era como o ar que eu respirava e necessitava para sobreviver.
–Não pare, não pare, Por favor... Supliquei baixinho.
Ele não disse nada, mas começou a ondular os quadris me levando para cima e para baixo, na dança mágica erótica mais antiga e inebriante do mundo.
–Estou machucando você?
Perguntou fazendo um esforço enorme para controlar o ritmo das investidas. Sacudi a cabeça negando.
–Tem certeza? E o bebê?
Ele lutava para não ser bruto ou selvagem demais. Seu maxilar estava trincado, pequenas gotas de suor brotavam em sua fronte. Seu rosto de anjo me deixava louca. Sexy, sedutor, quente... Eu entendia a sua preocupação co o bebê. Nem parecia que tínhamos feito amor algumas horas antes... O meu corpo pedia mais. Eu queria mais e balancei meus quadris contra os dele, instigando-o, incentivando-o a ir mais longe, tentando dizer com meu corpo o que eu não conseguia traduzir em palavras.
–Bella... Está brincando com fogo amor...
O momento era tão intenso que eu não conseguia articular qualquer palavra. Cada pedaço da minha pele, cada célula do meu organismo estava ciente do corpo dele enterrado no meu.
–Você é tão quente, tão apertada, deliciosa...
Ele dizia dando beijos alternados em meu rosto, colo e pescoço. Gemi em seu pescoço, puxando-o com os braços mais para perto. A temperatura dentro do quarto deveria estar perto de uns quarenta graus, mas eu não me importava. Acho que o mundo todo poderia desabar agora e eu não perceberia. Quando nós estávamos juntos, nossos corpos unidos numa só carne, todo o resto parecia deixar de existir.
Comecei a sentir o prazer familiar começar a se construir. As ondas eram pequenas, mas à medida que Edward aumentava as estocadas, elas iam se intensificando. Ergui minhas pernas até a altura de seus ombros, depositando-as ali, ficando completamente exposta, facilitando ainda mais a penetração. Eu o ouvi assobiar entre dentes, travando o queixo quando nossos quadris rapidamente bateram um contra o outro, dirigindo seu pênis dentro do meu corpo profundamente. Senti-me linda, maravilhosa vendo as sensações que conseguia despertar nele. Não conseguia segurar os gemidos e os meus gritos. Edward sibilou algumas obscenidades e aumentou o ritmo.
–Bella...
A maneira como dizia meu nome só me atiçava ainda mais. Acho que não era sangue, mais puro desejo que corria em minhas veias. Tão perto, tão perto...
–Você gosta disso não gosta?
Falou levando uma mão até os meus seios e friccionando os mamilos.
–Sim, sim, — consegui sussurrar.
O cheiro de sexo pairava no ar, o corpo de Edward oscilando em cima do meu, nossos sexos unidos.
–Eu, eu...
Não consegui dizer mais nada. Minhas mãos arranharam suas costas com as unhas, meu corpo tremendo inteiro consumido pelo orgasmo que estava correndo por mim, deixando-me ofegante. Segundos depois foi à vez dele explodir num gozo profundo e quente. Senti quando o sêmen escorreu pela parte de trás das minhas coxas e bunda. Seus músculos tremiam. Ele buscou a ar inspirando profundamente e saiu de cima de mim, se acomodando melhor na cama e me trazendo para perto. Palavras não eram necessárias. Apoiei minha cabeça em seu ombro e deixei que o cansaço e o sono tomassem conta daquele momento mágico e inesquecível.
No dia seguinte...
Ela suspirou baixinho, mas eu pude ouvir. Estávamos sentados no saguão do Aeroporto Maccarran em Las Vegas.
— Tudo bem Sra. Cullen? Perguntei. Ela revirou os olhos e eu segurei o riso. Será que o meu filho herdaria aquele tique?!
— Será que algum dia vai parar de me chamar assim?! Arg... Eu cresci ouvindo a Sua Mãe sendo chamada desse jeito! Dei o meu melhor sorriso “torto” e ela prendeu a respiração. Eu adorava a forma como Bella reagia a mim. Nunca uma mulher reagira assim antes.
– Você disse isso uma centena de vezes desde que saímos da capela, ontem.
–Vai parar de me chamar assim?! Vou acabar concluindo que tudo não passou de um sonho e que eu continuo sendo a mesma Isabella Marie Swan de sempre, emendou. Não pude deixar de sorrir.
–Faltou o Cullen no final, carinho. E você é a mesma Bella, só que casada e grávida, falei orgulhoso, exibindo minha aliança dourada. Ela ergueu os olhos para mim. Havia alguma coisa no enevoado castanho escuro que eu não consegui decifrar.
–Qual o problema gatinha? Questionei levando sua mão, entrelaçada à minha aos lábios e beijando-a suavemente. Os pelos do braço dela ficaram eriçados e eu adorei.
–Edward...
–O que foi? Sinto que tem alguma coisa lhe incomodando.
–Isso tudo é mesmo real?!
Poderia o meu coração se encher ainda mais de amor por aquela mulher?! Bella estava insegura. A ficha de que nós estávamos casados ainda não havia caído.
–Sim, amor. Tudo é real. Muito real. Nós casamos. Você é minha esposa. Eu sou seu marido, Sra. Cullen. Falei roçando o nariz pela pele sensível do pescoço até chegar à sua orelha.
–Às vezes acho que tudo isso é um sonho... Um sonho maravilhoso, mas do qual eu vou despertar em breve; retrucou esticando o braço esquerdo, fitando o anel da minha avó que reluzia cravejado de diamantes no dedo anelar.
— Quando chegarmos em casa acho que finalmente vai cair à ficha e vou parar de ficar agindo que nem uma boba.
Sorri amplamente.
–Você não está agindo como uma boba, Bella. Só está deslumbrada por ter casado com um homem espetacular, falei rindo e esperando uma resposta à altura. Sempre que a provocava ela me enfrentava. Desde que criança Bella era assim. Conosco sempre foi assim.
–Como é que é?! Perguntou empinando o nariz. Sorri amplamente. Dizer que eu estava esbanjando charme era pouco.
–Gatinha... Você vai ai negar que eu sou lindo, sexy, gostoso e muito bom de cama?! Questionei vendo-a corar intensamente. Não resisti e explodi numa gargalhada alta, atraindo a atenção de outros passageiros sentados nas proximidades.
–Quer parar?! Sussurrou engolindo em seco, ajeitando-se melhor na cadeira.
–Ok, me desculpe. Mas me corrija se eu disse alguma inverdade, cutuquei.
–Não. Mas faltou você enumerar algumas qualidades, retrucou sorrindo polidamente. “Lá vem a bomba”, pensei.
–Hum... Vejamos... Rico? Charmoso? Inteligente? Educado?
–Não, meu amor, disse com um singelo sorriso.
–Então não sei, falei por fim.
–Tem certeza, Edward?
–Sim. Não sei a que qualidades você se refere, amor...
–Mas eu sei exatamente amor... -Você é irritante, extremamente exasperante, orgulhoso até a alma, impaciente como uma criança e teimoso como um cavalo empacado. Apertei os lábio reprimindo o riso que quase escapuliu de minha garganta.
–Hum, acho estou começando a gostar disso. Você me conhece muito bem, gatinha.
–Fala sério, Edward! Replicou revirando os olhos novamente.
–Que tal deixarmos para fazer uma lista das minhas qualidades quando chegarmos em casa?! Poderíamos até brincar com isso jogando strip pôquer, comente. Os olhos dela me fitaram com assombro enquanto um senhor de idade sentado à nossa esquerda deu um pigarro.
–O que acha que o Emm vai dizer quando souber que vamos ter um garotão?! Falei apressado antes que ela me desse uma tapa, um safanão, ou um beliscão dos grandes. Bella ficou em silêncio alguns minutos, refletindo.
–Não sei. Sinceramente eu não gostaria que isso fosse um problema para ele e para a Rose. Eles já tiveram problemas demais.
–É verdade. Poucas mulheres teriam aguentado as coisas que a Rósalie suportou nos últimos dois anos.
–Isso sem falar que o Emmett quase morreu...
–Vaso ruim não quebra fácil, carinho, e o meu irmão é um típico exemplo disso. Ela fez um ar de riso. Eu prossegui:
–Espero que ele aceite bem. Não tenho culpa se o pênis dele gosta de fazer meninas.
“PAF”!
Ela deu uma tapa no meu ombro. Era um pedido, não, era uma ordem para que eu me comportasse.
–E a Alice? Perguntei decidido a mudar de assunto mais uma vez. Em poucas horas estaríamos no aeroporto de Helena, voltando para casa, desta vez como marido e mulher.
–Não vai me perdoar tão cedo, respondeu sacudindo a cabeça.
–Claro que vai! É a sua melhor amiga. Tínhamos ligado para os nossos pais avisando sobre o casamento e em seguida Bella havia avisado a melhor amiga, mas a baixinha não recebeu a notícia muito bem. Segundo Bella Alice era famosa por dar festas memoráveis e sempre se encarregava de organizar tudo nos mínimos detalhes. Quando as festas não eram suas, como no caso do aniversário de Bella, ela fazia questão de ajudar a dona ou o dono da ocasião no que fosse preciso; e ela estava muito magoada por que eu e Bella decidimos meio que fugir para casar, sem comunicar a ninguém.
–Você não conhece a Alice, Edward.
–Não tão bem quanto você, mas nota-se que a amizade de vocês é verdadeira. Ela gosta muito de você, Bella. São como irmãs.
–Sim, e ela está possessa com o fato de nós termos casado escondido e de que ela não pôde organizar o casamento. Não pode sequer ser minha madrinha.
–Hum... Acho que podemos resolver isso. Dê-me o seu telefone, pedi.
–O que vai fazer?!
–Resolver este problema, afirmei. Ela me fitou e mordeu o lábio inferior, insegura. –Não confia em mim?
–Claro que confio! Mas conheço a Alice e ela pode ser um osso duro de roer às vezes...
–Vou domar a fera, carinho.
–É por sua conta e risco, respondeu entregando-me o celular. Procurei na agenda e disquei. Na primeira vez ela não atendeu. Insisti, enquanto Bella penas me olhava.
–Eu disse que não seria fácil!
–Se eu consegui sobreviver depois que você foi embora de Montana, dobrar Alice Brandon vai ser moleza, gatinha. Na terceira ligação a baixinha atendeu.
–Alô? — eu disse, esperando os gritos do outro lado da linha acabarem. Só então ela se deu conta de que era eu e não Bella na linha.
–Por que está com o telefone da Bella, Edward?!
–Porque eu sou o marido dela, agora?! Ela suspirou profundamente.
–Isso não é casamento, retrucou. – É uma coisa que adolescentes fugitivos fazem e não dois adultos desabafou com tristeza
–Está feito, Alice e pode ter certeza de que sou o homem mais feliz do mundo. Mas tem outra coisa...
–O que?
–Você vai ser tia de um menino, falei vendo Bella sorrir.
–Um menino?! Pude ver a alegria da baixinha, transparecer em sua voz de sino.
–Sim. Um garoto. Bella está esperando um menino.
–Oh, Edward, que coisa maravilhosa! Meus parabéns!
–Obrigado. Bom, nós casamos aqui, mas não vamos abrir mão de fazer uma cerimônia lá na fazenda... Senti que ela segurou a respiração e quase desatei a rir.
–Cerimônia? De que tipo? Apenas para amigos e familiares ou estão pensando algo maior?!
–Por mim será alguma coisa singela e simples, mas se Bella preferir um casamento suntuoso, não será problema algum. Deve ser daqui a um mês, no máximo.
–Oh Meu Deus!
–Alice?
–Err... Desculpe, eu me empolguei um pouco...
–Tudo bem. Olhe, eu conversei com a Bella e ela quer que você vá para Montana assim que puder para combinarem os detalhes da festa, concluí.
–Oh Meu Deus! É claro que eu vou! Com o maior prazer! Onde ela está?! Tenho que falar com o Jasper também! Foi ótimo falar com você, Edward! Meu Deus... São tantas coisas para fazer... Ponha ela na linha, por favor...
Pisquei para Bella convencido. Eu sabia que conseguiria dobrar Alice Brandon.
–Foi ótimo falar com você também. Um abraço no Jasper, eu disse passando celular para Bella.
Vinte minutos depois...
–Como conseguiu?! Sua expressão ainda era de incredulidade.
–Sei lidar com as mulheres baby.
–Mas a Alice...
–Ela queria ter sido incluída e organizar a festa com você. Apenas dei a ela o que ela queria.
–Você é um demônio, Edward Anthony Cullen! Disse rindo, passando os braços em torno do meu pescoço e me beijando.
–Cuidado, carinho. Posso me empolgar e nos vamos acabar perdendo o nosso avião, sussurrei em seu ouvido fazendo com que Bella sentisse o quanto eu estava excitado. Ela era o meu ponto fraco sem sombra de dúvida. Lembrei o dia em que James a havia levado e na dor que eu senti pensando que a tinha perdido para sempre. Fechei os olhos por alguns segundos. Eu desejei matá-lo com as minhas próprias mãos. Engoli em seco. Nesse instante anunciaram o embarque para o nosso voo e eu levantei, ajudando-a a fazer o mesmo.
CONTINUA...
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