Orgulho E Sedução.
57 Cap. 57
Notas iniciais
Cap. 57
–Mãe você viu a Rose?
–Vi sim meu amor. Ela passou por aqui há uma meia hora e disse que iria para casa, Esme respondeu com um sorriso cansado.
–Sozinha?! Questionei irritado. Minha mãe sacudiu a cabeça levemente, de um lado para o outro.
–Não sei querido. Eu achei que ela estivesse indo com você, retrucou afagando de leve o meu braço.
“Droga!” Eu já sabia o que aquilo significava: NADA DE SEXO. GREVE. E o Emmettzinho aqui que se lasque! Apertei meus lábios numa linha fina. Eu estava muito puto e a culpa toda era daquele imbecil filho da puta do Bon Jovi. Resignado, respirei fundo, despedi-me dos meus pais e de alguns convidados que ainda estavam por ali e olhei no relógio em meu pulso. Já passava das quatro da manhã. A festa havia acabado e a maioria das pessoas tinha ido embora. O que mais eu poderia fazer?! Suspirei entrando em casa, pegando as chaves do meu carro e saindo. Minha noite já estava ruim e com certeza ficaria pior. O ar frio da noite me atingiu de cheio. Caminhei até o carro, entrei e dei a partida no motor. Passei pelo Porshe amarelo da Alice que balançava como nunca. Dei um sorrisinho sacana. Jasper estava se dando muito bem... Eu gostava deles. Era um casal diferente, meio esquisito, mas gente muito boa. Continuei dirigindo com a mente fervilhando e dez minutos depois eu estacionava em frente a minha casa. O carro dela estava lá. Desci do veículo, me aproximei e coloquei a mão sobre o capô. Estava quente. Rose havia chegado em casa há pouco tempo. Caminhei até a porta, girei as chaves procurando fazer o mínimo possível de barulho e entrei. Silêncio total e absoluto. Ela não estava na sala nem na cozinha. Dirigi-me para o corredor e a luz do meu quarto estava acesa. Pude ver o clarão pela fresta sob a porta. Passei pelo escritório, pelo quarto de hóspedes e pelo quarto do bebê. Parei e acendi a luz. Meu queixo caiu. Meus olhos quase saltaram das órbitas, meu coração começou a bater loucamente em meu peito. Caralho! O quarto havia sido pintado de rosa. De cor de rosa! Minhas pernas fraquejaram, minhas mãos começaram a suar... Eu ia ser pai de uma menina?! Jesus! Meu pesadelo tinha virado realidade! Não que uma menina fosse algo ruim, de jeito nenhum, mas eu sabia como as coisas iriam acontecer. Os garotos chegam nas meninas. Eles assediam, dão em cima, fazem de tudo para conquistar, ter, conseguir e comer. Eu e o Edward tínhamos sido iguaizinhos. E eu seria capaz de matar qualquer filho da puta que tentasse chegar perto de uma filha minha. Bastaria o moleque olhar para ela duas vezes que eu já entraria em cena... Engoli em seco sentindo minhas mãos tremerem ligeiramente e então minha raiva começou a crescer. Se a Rose tinha mandado pintar o quarto de rosa hoje, era porque ela tinha recebido o resultado do exame. E por que não tinha me contado, cacete?!
Bati a porta do quarto com força sentindo a raiva borbulhar e fui até o meu próprio quarto decidido. Escancarei a porta No exato momento em que ela saía do banheiro enrolada numa toalha, os cabelos loiros presos no alto da cabeça. Assim que me viu ela deixou a toalha cair. Golpe baixo da porra! Meu pau gritou dentro da calça e eu inspirei profundamente vendo os seios durinhos e empinados. Desci meus olhos para o ventre crescido, os quadris redondos e macios, a buceta depilada... Minha visão do Paraíso.
–Quando soube que seria uma menina? Perguntei sem conseguir desgrudar os olhos daquele corpo magnífico.
–Hoje à tarde, respondeu ainda nua, pegando um frasco de hidratante corporal e começando a passar pelo corpo. Pensei que o meu pau fosse arrebentar o tecido da minha calça. Ela fazia tudo com movimentos longos e provocantes, engoli em seco novamente.
–E por que não me contou?! Perguntei erguendo o tom da minha voz. Ela não se abalou. Nem sequer ergueu os olhos para me fitar.
–Por que eu queria fazer uma surpresa. Mas como sempre você conseguiu estragar tudo, Emmett, emendou calmamente.
–Nossa filha está acima de qualquer coisa Rose. Pensei que você soubesse disso, alfinetei irritado. O desejo corria em meu corpo como um rastilho de pólvora.
–E eu pensei que você tivesse amadurecido depois de tudo o que nós passamos. O seu comportamento hoje na festa foi inaceitável. Você quase acabou com o aniversário da minha prima por causa de um ciúme bobo! Sabia que se você não tivesse apagado as luzes, o Jacob não teria como ter pegado a Bella?! Você facilitou as coisas para ele porque quando está com raiva não raciocina, não pensa em ninguém a não ser em você mesmo!
“Outch!” Aquela doeu. Até porque era verdade e eu sabia.
–E como você ficaria se fosse ao contrário?! Já pensou nisso Rosálie Hale Cullen?! Se fosse eu assoviando, encantado e gritando como um maluco por uma cantora por quem eu fui apaixonado na adolescência?! Você iria gostar?!
–Me poupe Emmett.
–Me poupe porra nenhuma! Você ficar puta da vida! Ia querer comer o meu fígado isso sim! Berrei louco para terminar logo aquela discussão e fazer as pazes na cama.
–Você teve um caso com Jéssica Stanley e eu te perdoei. Eu só estava entusiasmada com o meu ídolo adolescente e nem isso você foi capaz de entender. Não beijei o John, nem sequer dancei com ele e você já surtou. Imagina se eu tivesse dado para ele?!
–Eu mataria os dois, afirmei entre dentes.
–Então talvez eu devesse ter matado você e a Jessica não é?! Falou me dando um olhar gelado. Engoli em seco pela terceira vez. Não era fácil admitir, mas ela tinha razão. Eu havia me comportado como um perfeito idiota e ainda coloquei Bella em perigo. Fiquei calado por um tempo assimilando as coisas e digerindo tudo. Por fim suspirei derrotado.
–Tudo bem, Rose, você tem razão. Desculpe-me. Ela levantou a cabeça e me fitou surpresa. Em anos de convivência eu nunca tinha pedido desculpas tão rapidamente.
–Que bom que você reconhece. Fico feliz em saber que algo dentro de você mudou.
“Onde ela queria chegar com aquele blá blá blá?!” Eu já não tinha pedido desculpas?! Que tal agora um sexo gostoso para dar a briga por encerrada?!
–Ok. Já pedi desculpas. E agora?
–Como assim e agora?! Perguntou franzinho o cenho.
–A nossa conversa acabou. E agora? Insisti. Ela fechou o frasco, colocou sobre um dos criados mudos, puxou os lençóis da cama, deitou-se nua em pelo e enrolou o corpo nos lençóis.
–Agora eu estou cansada, Emmett. Eu e as nossas filhas vamos dormir um pouco. Precisamos descansar e nós três não queremos você aqui hoje. Portanto, saia e, por favor, apague a luz.
–Não me querem por perto?!
–Exatamente.
–Nós?
–Nós três.
–Ham? Que papo é esse de “nós três”?! Questionei sem entender o que ela estava falando.
–Eu não lhe disse? Nós vamos ter gêmeas. Serão duas meninas em vez de uma só. Boa noite, Emmett. Espero que durma bem.
Minha cabeça girou, minhas pernas cambalearam, Saí do quarto aos tropeços sentindo um suor frio escorrer pelo meu corpo. Andei até o quarto das minhas meninas... Minhas meninas... Andei aos tropeços até que desabei sobre a cama. O cheiro da tinta fresca ainda estava forte, mas eu não me importei. Duas filhas... Eu não sabia se ria ou se chorava. Deus tinha me abençoado muito me dando um filho, mas agora não era apenas um, eram duas. Duas garotinhas. E eu estava muito, mas muito feliz mesmo, embora o meu instinto de macho protetor gritasse sem parar. Meu ciúme aflorou com toda força. Agora seriam duas para eu proteger dos garotos filhos da puta! Mas quem sabe eu não desse sorte e as duas acabassem sendo freiras?! Isso... Elas poderiam querer levar uma vida dedicada a serviços de Deus. E assim estariam completamente a salvo dos garotos abutres e sedutores. Com esses pensamentos me dando um pouco mais de conforto, puxei um travesseiro branco e me agarrei a ele sentindo que o sono começava a me dominar.
No início da tarde Carlisle foi até o seu escritório, em casa, disposto a checar seus emails e sua agenda para a semana seguinte. Surpreso constatou que o seu filho caçula encontrava-se sentado em sua cadeira, uma caneta girando entre os dedos, os pensamentos distantes.
–Edward! O que faz aqui tão cedo filho? Noite ruim? Perguntou sorrindo malicioso. Ele conhecia bem demais seus meninos para saber que a noite dos dois deveria ter sido uma verdadeira maratona.
–Boa tarde papai. Noite quase perfeita.
–E a Bella como está? Ela gostou da festa?
–Gostou demais. Deve estar um pouco dolorida, mas faz parte... Os dois sorriram em cumplicidade.
–Concordo. Sua mãe também deve estar do mesmo jeito.
–Pai, me poupe. Mãe é uma coisa sagrada. Pelo menos para mim, retrucou constrangido.
–E como acha que vocês nasceram?!
–Sei como as coisas funcionam, mas não quero saber nenhum detalhe sórdido da vida sexual de vocês.
–Filho, você se surpreenderia se soubesse o quanto sua mãe é ousada...
–Pare! Pelo amor de Deus pai! Edward reclamou tampando os ouvidos enquanto Carlisle gargalhava alto.
–Tudo bem, eu não vou constranger você ainda mais. O que lhe trouxe aqui tão cedo?
–Já passam das duas da tarde, pai.
–Eu e sua mãe fomos dormir as oito, então...
–Tudo bem. Vamos ao que interessa.
–Pode falar.
–Tânia.
Edward disse sem rodeios, os olhos verdes fixos no pai.
–O que foi desta vez?
–Ela nos seguiu ontem.
–Seguiu quem?
–Eu e Bella. Depois que descemos do palco.
–O que?!
–Todos na festa viram e ouviram o que falei. Que podiam se divertir a aproveitar a festa porque a aniversariante era minha.
–E todos entenderam o que você quis dizer.
–Mas ela não se conformou e nos seguiu.
–Ela passou dos limites desta vez, disse Carlisle contrariado.
–Olha pai, eu sei que ela é muito competente, que está com você há quatro anos, mas...
–Não se preocupe filho. Eu já estou procurando alguém para colocar no lugar dela. Até já recebi alguns currículos. Acho que a Tânia está obcecada por você e vamos ter que resolver isso de uma vez.
–Tive um caso com ela. Nada mais.
–Eu sei. Com ela e com muitas outras, o senador falou rindo.
–Isso foi antes de Bella voltar.
–Quando sua mãe e eu soubemos que Bella voltaria tivemos certeza de que a sua vida ia virar de cabeça para baixo. Você sempre foi apaixonado por ela, filho, embora não desse o braço a torcer.
–Eu a amo.
–Sei disso. E quanto a Tânia...
–Ela me viu transando com a Bella na piscina. Ela nos seguiu até lá e assistiu a tudo. Foi à gota d’água.
Carlisle suspirou pesadamente.
–Vou dar um jeito nessa situação não se preocupe. Também não admito isso. Ela invadiu a privacidade de vocês. Não se preocupe. Vou pedir para alguém entrevistar as moças. Uma delas terá que servir.
–Vai demiti-la?
–Vou tentar realocação. Afinal de contas ela me serviu muito e é uma excelente profissional.
–Vai deixá-la conosco?
–Não. Vou indicá-la para outro senador ou para uma empresa em Washigton. Com uma recomendação minha ela deve começar a trabalhar logo.
–Obrigado Pai.
–Você é meu filho Edward. E por um filho nós fazemos qualquer coisa.
Edward levantou e deu um abraço em seu pai que retribuiu com força.
–Eu te amo pai.
–Também amo você.
Espreguicei preguiçosa. Hum... Aquela sensação deliciosa ainda perdurava em meu corpo um tanto dolorido, mas eu não me importei. Rolei na cama vasculhando pelos lençóis quentes e encontrei-os vazios.
– Edward? Chamei. Esperei alguns segundos, mas não ouve resposta, então chamei novamente. Nada. Suspirei jogando os lençóis de lado e me levantando andando calmamente até o banheiro. Assim que entrei vi um pedaço de papel dobrado ao meio sobre o balcão da pia. Abri e li:
“Espero voltar antes que você acorde, mas caso acorde antes, eu fui até a casa dos meus pais. Preciso resolver aquele assunto de uma vez por todas. Volto logo. Eu te amo.”
Sorri e fui tomar uma ducha. Eu sabia que não conseguiria ficar mais nem um minuto sem tomar um banho. Ontem à noite não tivemos tempo para isso, a não ser na piscina e o meu cabelo estava duro e ressecado pelo cloro, mas cada segundo tinha valido a pena. Lavei meu cabelo com meu shampoo preferido com aroma de morangos selvagens, passei condicionador, sabonete líquido e em seguida óleo de banho para hidratar a pele. Eu queria estar linda e cheirosa quando o meu noivo retornasse.
De banho tomado vesti um short jeans curtinho com a barra desfiada e uma camiseta branca começando a vagar pela casa que agora parecia enorme e tão vazia sem ele... O meu estômago roncou e eu busquei o relógio da cozinha vendo que eram quase três da tarde. Claro que eu estava com fome. Minha última refeição havia sido salgadinhos e canapés na noite anterior. Comida caseira era exatamente o que eu precisava.
Vasculhei a geladeira até encontrar todos os ingredientes para fazer frango frito. Os estalos e chiados do frango na panela eram legais, um som familiar. Cheirava tão bem que eu comecei a comer direto da panela, queimando a minha língua na primeira mordida. Na quinta ou sexta mordida, entretanto, tinha esfriado o suficiente para que eu pudesse sentir o gosto e o sabor do tempero. Continuei comendo. Quando me dei conta já tinha comido quase a metade do frango. Desde quando eu era tão gulosa?! Subitamente a mastigação diminuiu. Ui... Acho que tinha alguma coisa errada com o sabor... Eu chequei a comida e estava completamente branca e macia. Tenra, completamente cozida, mas algo estava errado. Eu dei outra mordida; mastiguei duas vezes. ARG!!!! Pulei rapidamente da cadeira, indo cuspir no lixo próximo a porta que dava para a área de serviço e me arrepiei de repente. Era ali que James tinha aparecido e me levado. Sacudi a cabeça afastando os pensamentos deprimentes. Cuspi e limpei a boca com as costas das mão. O cheio forte do frango e do óleo eram nauseantes.
Eu peguei o prato inteiro e joguei no lixo. Em seguida deixei o prato dentro da pia e abri a janela para dissipar o cheio. Uma brisa refrescante entrou. A sensação na minha pele foi ótima. Meu estômago tornou a roncar, mas eu me recusei a comer algo nesse momento.
Esperei quinze minutos cronometrados e voltei à geladeira pegando agora duas peras. O cheiro das frutas maduras me deu água na boca e eu mordi com gosto comendo uma rapidamente. A segunda também. Sentindo-me bem melhor, mas ainda cansada tomei um copo d’água bem gelado e fui até o sofá. Edward não deveria demorar e eu não queria voltar para o quarto, sozinha. Escolhi um filme que estava sobre a mesinha de centro: Instrumentos Mortais; e comecei a assistir. O filme era bom, mas eu ainda estava tão cansada que adormeci novamente.
Quando tornei a abrir os meus olhos notei que estava sem a minha camiseta, usando apenas o sutiã na parte de cima e dedos hábeis acariciavam as minhas costas. O filme continuava rolando na tela da TV, mas uma música muito suave tocava baixinho. Sorri intimamente ao me dar conta de qual era a música...
Take a Look At Me Now (Phil Collins)
How can I just let you walk away, just let you leave without a trace
When I stand here taking every breath with you, ooh
You're the only one who really knew me at all
How can you just walk away from me,
when all I can do is watch you leave
'Cause we've shared the laughter and the pain and even shared the tears
You're the only one who really knew me at all
So take a look at me now, who has just an empty space
And there's nothing left here to remind me,
just the memory of your face
Well take a look at me now, who has just an empty space
And you coming back to me is against the odds and that's what I've got to face
I wish I could just make you turn around,
turn around to see me cry
There's so much I need to say to you,
so many reasons why
You're the only one who really knew me at all
So take a look at me now, who has just an empty space
And there's nothing left here to remind me, just the memory of your face
Now take a look at me now, 'cause there's just an empty space
But to wait for you, is all I can do and that's what I've gotta face
Take a good look at me now, 'cause I'll still be standing here
And you coming back to me is against all odds
It's the chance I've gotta take
Take a look at me now
Tradução: Dê Uma Olhada Em Mim Agora
Como posso eu simplesmente deixar você ir embora, simplesmente deixar você partir sem deixar traço?
Quando eu fico aqui a cada respiração com você
Você é a única que realmente me conheceu por inteiro
Como você pôde se afastar de mim
Quando tudo o que posso fazer é vê-la partir?
Porque nós compartilhamos o riso e dor, compartilhamos até mesmo as lágrimas
Você é a única que já me conheceu por inteiro
Por isso dê uma olhada em mim agora, bem, há apenas um vazio em mim
E não restou nada para me recordar
Apenas a lembrança do seu rosto
Bem, dê uma olhada em mim agora, bem, há apenas um vazio
E você voltar para mim está contra todas as previsões, e é isso que tenho de encarar
Eu gostaria que desse meia-volta
E pudesse me ver chorando
Há tantas coisas que preciso lhe dizer
Tantas razões pelas quais
Você é a única que realmente me conheceu por inteiro
Por isso dê uma olhada em mim agora, bem, há apenas um vazio em mim
E não restou nada para me recordar, apenas a lembrança do seu rosto
Bem, dê uma olhada em mim agora, porque há apenas um vazio
Mas esperar por você é tudo o que eu posso fazer, e é isso que eu tenho que enfrentar
Dê uma boa olhada em mim agora, porque ainda estarei parado por aqui
E você voltar para mim está contra todas as previsões
E é a chance que eu tenho que arriscar
Dê uma olhada em mim agora...
–Bom dia, dorminhoca...
–Hum... Boa tarde seria mais apropriado não acha... Falei sonolenta.
–Lembra desta música?
–E como eu poderia esquecer?
Aquela tinha sido a primeira música que nós tínhamos dançado juntos quando estávamos ensaiando para a festa de Formatura do Emmett no colegial. Tínhamos dançado tantas vezes que eu não sei como o CD não havia furado ou coisa do tipo.
–Cansada?
–Sim, mas... Não consegui terminar a frase. Uma dor repentina embrulhou o meu estômago, quase como o choque de levar um soco na barriga. Os braços fortes me puxaram de encontro a ele, mas eu não me concentrei em mais nada.
–Desculpa! Ofeguei lutando para sair dali. Ele me soltou e me olhou interrogativamente.
–Bella?
Eu corri para o banheiro mais próximo cobrindo a boca com a mão. Eu me sentia tão mal que não liguei que ele estivesse comigo o tempo todo enquanto eu me debruçava na privada e vomitava violentamente.
– Bella? Qual é o problema amor? Perguntou passando a mão umedecida em água na minha testa. Mas eu não podia responder ainda. Ele me segurava com cuidado mantendo o meu cabelo afastado do meu rosto, esperando até que eu respirasse de novo.
–Céus...
–O que foi?
–Frango estragado, lamentei.
–Estragado?
–Sim. Arg...
–Mas eu comprei o frango há dois dias. Tem certeza de que está bem? Perguntou preocupado
–Estou, falei ainda ofegante. — É só um mal estar passageiro. Comida estragada é fogo. Não precisa ver isso.
–Não vou te deixar sozinha, respondeu ajudando-me gentilmente a levantar e me levando até a pia do pequeno lavabo para eu poder lavar a boca. Depois que eu estava limpa ele me carregou facilmente até o sofá e me sentou cuidadosamente.
–Edward eu estou bem.
–Tem certeza?
–Claro que sim. E eu não vou quebrar amor, pode me soltar agora.
–Quando você comeu frango?
–Hoje assim que acordei. Estava com um gosto ruim, então eu joguei fora. Mas antes eu comi um pouco.
–Tem certeza de que já passou? Podemos chamar um médico.
–Não precisa.
–Tem certeza?
–Absoluta. A náusea tinha passado tão subitamente quanto tinha aparecido, e eu me sentia como em qualquer outra manhã. Meu estômago roncou alto desta vez fazendo com que nós dois ríssemos.
–Hum, pelo jeito você está bem normal mesmo, respondeu.
–Apenas com um pouco de fome, na verdade.
–Tudo bem, mas vamos esperar um pouco antes de fazer uma refeição leve ok?
–Ok. E quanto a você? Já se alimentou?
–Sim, comi na casa dos meus pais. Emily deixou vários sanduíches de pastrame na geladeira e uma tigela de salada de frutas. Aproveitei e comi alguns.
–E quanto a Tânia? Desde que eu descobri que ele tinha ido lá a minha curiosidade não me deixava em paz. Minha língua coçou e eu perguntei. Sua expressão endureceu.
–Conversei com papai e ele vai resolver a situação o mais rápido possível.
–Vai despedi-la, constatei.
–Sim, mas vai providenciar um outro emprego para ela. Tânia tem seus defeitos, mas é uma boa profissional. Assenti concordando com a cabeça.
–Desde que ela fique bem longe de você, tudo bem. Ele sorriu com o meu comentário.
–Com ciúmes?
–Garanto que posso ser muito ciumenta e até mesmo quebrar a cara dela se continuar a assediar você, afirmei erguendo o meu queixo.
–Sabia que você fica ainda mais linda quando está brava?!
–Não desconverse Cullen, e a propósito onde você pôs a minha camiseta?
–Na poltrona. Você estava muito vestida quando eu cheguei. Prefiro você assim, falou me olhando maliciosamente. -Ou então nua mesmo.
–Pervertido, brinquei pegando a blusa e vestindo.
–Sou mesmo e sei que você adora isso.
–Adoro mesmo, mas agora que tal terminarmos de assistir ao filme? Parece ser muito bom.
–E é. Eu estava assistindo quando você acordou. Vamos assistir e depois eu preparo alguma coisa para você comer.
–Ótima idéia, respondi me acomodando ao seu lado. Teríamos o resto do dia para desfrutar da companhia um do outro e colocar nossos desejos e fantasias em prática.
CONTINUA EM BREVE...
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