Orgulho E Sedução.
58 Boas Novas
Notas iniciais
Cap. 58
–Rose? Perguntei fitando-a em meio à névoa esbranquiçada.
–Eu estou aqui, Emmett respondeu sorrindo e encostando-se a mim como uma gata no cio.
O meu pau gritou, meu desejo intenso explodiu minha excitação quase alcançou os céus. Agarrei a lingerie torcendo-a em meu punho, rasgando facilmente...
Eu estava louco para transar desde ontem e ela ficou dando uma de difícil, mas agora tudo havia voltado ao normal...
...Ela gemeu nua quando o tecido foi lançado para fora de seu corpo. Comecei a correr as minhas mãos por todo o seu corpo, deixando os meus dedos deslizarem para baixo dos seus braços, em suas mãos, colocando-as sobre o balcão da pia do banheiro a nossa frente, curvando-me um pouco sobre ela. Segurei meu pau na minha mão e brinquei com a ponta da cabeça dilatada na entrada úmida e escorregadia. O belo corpo curvado sobre a cintura, sua bunda arrebitada e perfeita em exibição, ela completamente nua usando só uma cinta liga vermelha... Caralho... Aquilo era bom demais... Eu sabia exatamente do que a minha loira gostava... Deslizei lentamente para dentro da gruta molhada e quente.
Porra... Como fazia tempo. Quer dizer... Alguns dias apenas, mas bastava um só dia sem ter ela por perto para o meu mau humor aparecer com força total.
–Mais forte, pediu lançando o corpo para trás. Nós dois gemíamos como loucos quando me puxei para fora dela e invadi sua vagina novamente. E de novo e mais uma vez. Aquela mulher era uma deusa, um demônio, a minha mulher, a minha perdição. Ela gemeu alto e eu aumentei as investidas colando a boca em seu ouvido... Eu sabia que não poderia durar muito tempo desse jeito, mas o desejo e a pressão foram aumentando com as investidas e ficando muito, muito fortes. Até que...
Atendi o celular no terceiro toque.
–Alô? Eu não acredito que tudo aquilo era a porra de um sonho! Olhei para baixo e vi que o meu pau estava duro como pedra.
–Filho? A voz suave de Esme ressoou do outro lado da linha.
–Oi mãe.
–Oi filho. Tudo bem? E a Rose?
–Ela ainda está dormindo, falei tendo certeza do que estava dizendo.
–Mas está tudo bem? Perguntou sentindo que alguma coisa estava errada. Intuição de mãe é fogo.
–Sim. Quer dizer mais ou menos, respondi.
–O que houve desta vez Emmett?! Questionou apreensiva. Respirei fundo. Era um fato e logo mais todos ali na fazenda ficariam sabendo.
–Vou ser pai de gêmeas, desembuchei.
–Oh Meu Deus! Que coisa maravilhosa! Meus parabéns meu querido! Carlisle! Chamou pelo papai.
–Eu quero falar com ele, mãe e obrigado.
–O que foi? Ouvi a voz do meu pai aproximando-se no telefone.
–A Rose está esperando gêmeas.
–Uau! Isso é que uma notícia boa da porra! Gritou o senador Cullen animadíssimo. Eu sorri comigo mesmo.
–Filho meus parabéns! Demorou, mas também você caprichou hein?! Duas garotinhas?! Que coisa maravilhosa!
–Pois é... Mas pai...
–O que foi?
–Preciso de um trago. E dos bons.
–Há, há, há, há, há, há! Ele explodiu numa sonora gargalhada.
–O Edward está por aí?
–Não, mas ele deve estar em casa.
–Tudo bem, vou ligar para lá então.
–Venham beber aqui.
–Estava pensando em ir lá no Riley, falei querendo sair um pouco.
–Por mim está ótimo, emendou.
–Vou ligar para o Edward e ligo para o senhor depois.
–Ok filho, vou ficar aguardando.
–Valeu.
E em seguida desliguei o telefone.
–Bella?
–Estou aqui.
–Tenho ótimas notícias, Edward falou dando o sorriso torto que sempre a deixava sem fôlego.
–Então fala logo, pediu ansiosa.
–Emmett e Rose vão ser pais de gêmeas.
–Edward! Que coisa maravilhosa!
–Hum-hum. Só que o meu irmão ainda não conseguiu absorver essa informação. Ele quer ir tomar um drinque lá no Riley. Tudo bem para você?
–Claro que sim. Pode ir. Eu vou aproveitar e dar uma olhada nos meus emails. Pode ser que tenha algum trabalho, algum texto para traduzir...
Edward aproximou-se dela beijando de leve seus cabelos.
–Tem certeza de que está bem? Posso ficar com você se não estiver se sentindo bem, completou analisando-a atentamente.
–Eu estou bem, acredite. Foi só um mal estar passageiro.
–Jura?
–Juro. Agora vá.
–Tudo bem então. Qualquer coisa é só me ligar. Mamãe também está em casa.
–Divirta-se e dê os meus parabéns ao Emmett, concluiu.
–Dou sim. Até mais tarde. Eu te amo.
–Também te amo cowboy.
E ele saiu descendo as escadas. Em seguida ela escutou a porta da entrada da casa sendo aberta e logo depois fechada.
Depois de fazer minha higiene pessoal e tomar uma boa ducha fria, sequei meus cabelos com uma toalha e prendi num coque no alto da cabeça. Vesti um vestido soltinho curto de algodão, peguei meu notebook e sentei na cama já devidamente arrumada e organizada. Liguei o computador e alguns minutos depois abri a minha caixa de emails. Havia várias propostas de alunos universitários e dois eventos esportivos que aconteceriam dali a um mês. Li cada uma delas; e aquelas que eu achei mais fáceis já respondi. Dois trabalhos de um estudante eu até comecei a traduzir. Estava quase no final quando assim como de manhã, uma dor aguda acertou o meu estômago quando eu me movi mudando de posição. Pulei pra longe da cama, minha mão sobre a minha boca. Eu corri pra pia do banheiro vomitando mais uma vez.
–Mas que droga é essa?! Perguntei para o meu próprio reflexo no espelho. Em seguida lavei minha boca. Será que eu estava com uma virose ou algo do tipo?! Pensei enquanto pegava minha escova de dente e escovava. Quando a minha boca ficou com o gosto pouco melhor, eu procurei no armário sob a pia pelos remédios que nós tínhamos comprado antes de mudarmos para a casa. Eu tinha certeza de que havia analgésicos, antiinflamatórios, antiácidos, curativos e coisas do gênero. Talvez eu pudesse acalmar
O meu estômago e assim conseguisse trabalhar melhor.
Mas assim que abri as portas duplas os meus olhos foram imediatamente atraídos por uma embalagem azul que se encontrava do lado esquerdo. Eu peguei a pequena caixa azul e encarei-a na minha mão por um longo tempo tentando fazer mentalmente as contas... Quando foi a última vez que eu havia menstruado?! Forcei minha mente a buscar uma resposta. Contei e meus olhos foram se arregalando em choque. Contei de novo. E mais uma vez. Mãe do céu! Era possível?! Eu poderia estar esperando um filho do Edward?! Grávida?! Respirei fundo e voltei para o quarto procurando um calendário. Encontrei na gaveta do criado mudo. Olhei para as datas e contei mais uma vez. Ser prevenida nunca era demais. Engoli em seco diante do que constatei: Minhas menstruação devia ter vindo algumas semanas atrás... Sorri feito uma boba e corri para frente do espelho erguendo o vestido e passando a mão sobre o meu ventre ainda plano. Seria verdade? Bom, eu teria certeza antes de contar para o Edward. Olhei no relógio e vi que àquela hora a farmácia do vilarejo deveria estar fechada, afinal de contas estávamos em pleno domingo... Bom, tudo bem. Eu contaria minhas suspeitas apenas a Rose e pediria a ela que fosse comigo até a vila na manhã seguinte. Sorri novamente. Como ele reagiria se eu estivesse mesmo esperando um filho? E o meu pai? O que acharia de ser avô?!
Enquanto isso no bar do Riley...
–Vá com calma, Emmett, alertou o pai enquanto Charlie torcia a ponta do bigode, sorrindo.
–Eu criei as meninas, sozinho Emmett, você tem a Rose ao seu lado. Vai ser moleza, disse o capataz tomando alguns goles do seu chope gelado.
–Com certeza, emendou Carlisle.
–Puta que pariu você não entendem! Esbravejou o futuro papai com sua voz grave de barítono.
–O que pode ser tão difícil? Questionou Edward comendo o restava dos petiscos.
–O que pode ser tão difícil?! Jura que você está me fazendo essa pergunta Edward?! Vociferou antes de entornar mais um copo de chope.
–Sim, eu não consigo entender... Sinceramente acho que você está fazendo uma tempestade num copo de água!
–Você foi adolescente, porra! Você sabe como os garotos chegam nas meninas... Eles vêm com tudo para cima delas!
–E?
–E aí que eu mato o filho da puta desgraçado que tentar encostar num fio de cabelo das minhas princesinhas!
–Há, há,há, há, há! Os outros três homens explodiram numa gargalhada estrondosa enquanto Emmett fechava a cara.
–Cresça Emmett!
–Os tempos de hoje mudaram, grandão.
–Você terá muito tempo antes de ter que se preocupar com esse tipo de coisa. Além do mais está estatisticamente com provado que hoje em dia as mulheres dão muito mais em cima dos homens do que eles delas, concluiu o senador sorrindo.
Em seguida Emmett ergueu a mão para o bar e Riley enviou à mesa uma das garçonetes. Ela se chamava Carmem era morena e chegou com um andar rebolativo perguntando se alguém queria mais alguma coisa. Ela vestia um shortinho preto curtíssimo e uma blusa amarela amarrada na cintura com um nó, e é claro um chapéu no melhor estilo cowgirl. Os cabelos também eram escuros e estavam soltos pelas costas.
–Quatro chopes, por favor; pediu Carlisle.
–Mais alguma coisa? A moça questionou com um olhar provocante e um sorriso sedutor.
–Sim. Traga um prato de cada um desses aqui, disse o Emmett apontando para o cardápio. A moça o fitou surpresa.
–Todos os cinco?
–Sim. E rápido, por favor.
–Emmett?
–Eu estou com fome, porra! Bradou.
–Ok.
A garota sorriu e anotou.
–Como se chama? Todos os olhares na mesa voltaram-se para Carlisle que sorria fitando a moça, esbanjando seu charme.
–Carmem.
–Bonito nome. Se precisarmos de mais alguma coisa nós a chamamos ok?
–Tudo bem.
Ela anotou tudo e logo depois saiu dando um sorrisinho safado.
–Pai!
Edward e Emmett disseram em uníssono. O Senador voltou-se para os filhos com as sobrancelhas arqueadas.
–O que foi? Só porque estou ficando velho não posso ser gentil?
–Gentil?
–Eu diria que você não foi nada sutil, isso sim! Edward falou fazendo uma careta.
–Imagina se a mãe sabe disso! Berrou Emmett.
–E como ela vai saber?! Vocês dois irão contar?!
Perguntou já sabendo a resposta.
–Claro que não!
O Senador deu um amplo sorriso.
–Então este será o nosso segredinho, meninos, concluiu.
–E não esqueça o Charlie!
Acusou Emmett.
–Eu? O que foi agora?! Perguntou o capataz fazendo-se de desentendido.
–Você também viu.
–E ouviu!
–Se vocês ainda não sabem, eu sou surdo e mudo quando me convém. E esta é uma destas ocasiões, portanto...
–Há, há, há, há, há! Carlisle deu mais uma gargalhada. Charlie virou-se para Emmett e completou:
–E se continuar comendo desse jeito vai ficar barrigudo logo logo. E aí como é que vai poder sair correndo atrás das pequenas?! Já pensou nisso?! Deveria pensar nisso grandão... Emmett revirou os olhos e bebeu mais alguns goles do seu chope. O ambiente estava descontraído e todos muito relaxados até a chegada de Jéssika Stanley. Subitamente o clima mudou. Emmett ficou tenso, Carlisle escrutinou a recém chegada com os olhos estreitados, mas a moça percebendo a tensão no ar acenou de longe para os Cullen e seguiu seu caminho indo para o outro lado do bar.
–Ufa!
–Achei que ela viria até aqui.
–Jéssika é uma mulher rapazes. Ela sabe quando deve se aproximar e quando não deve. É uma jogadora. E só está onde está, hoje, porque soube tirar proveito disso, falou Carlisle.
–Não sente mais nada por ela, Emmett? Perguntou Charlie fitando-o diretamente.
–Não. E eu nunca senti nada especial, Charlie. Era só sexo mesmo. Uma forte atração física e nada mais.
–Que bom que você superou, disse Edward.
–Eu agora só quero a minha mulher, disse o grandão.
–E pelo jeito não está conseguindo isso, não é irmãozinho?! Você está com um mau humor da porra o que significa que está sem sexo há alguns dias.
–Vai se fuder, Edward! Explodiu sem achar nenhuma graças enquanto os outros caíam na risada.
–Greve de sexo é o pior castigo para um homem, afirmou Carlisle.
–Nem me fale, retrucou Emmett.
–Um brinde as mulheres, propôs Charlie erguendo sua caneca para o alto.
–Um brinde às nossas mulheres, disse Edward acompanhando o futuro sogro.
–Esme, Rose, Bella e Sue! Completou o Senador. Todos brindaram e beberam. Dez minutos depois a garçonete trazia os petiscos para a mesa e foi embora sorrindo diante da alegria e descontração daqueles quatro homens.
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