Notas iniciais
Olá garotas bem meu perfil antigo (kiki.Cullen) esta bloqueado.... então criei este novo pra fazer as postagem de Orgulho e Sedução..Ok.
Boa leitura.....

PDV Edward

Suspirei apertando o passo desejando chegar logo em casa. Meia hora depois eu abri a porta e entrei, pegando as chaves do volvo e uma pistola numa das gavetas da cozinha. Eu nem sempre andava armado, mas depois das suspeitas de Bella, era melhor andar prevenido. De carro eu chegaria à casa do capataz rapidinho. Acelerei e minutos depois a antiga construção se materializou a minha frente. O Jaguar branco último modelo estava estacionado na entrada. Saltei do carro trazendo as chaves comigo, trancando o veículo e ergui a cabeça olhando para cima. As janelas do quarto dela estavam fechadas, assim com as cortinas. Sinal claro de que Bella queria ficar sozinha. Praguejando internamente caminhei até o veículo, vendo aliviado que as chaves encontravam-se na ignição. Abri a porta vendo o quanto o estofamento molhara, sabendo que Tânia ficaria desapontada. Coloquei uma dos tapetes sobre o banco e dirigi de volta à casa dos meus pais.

Na garagem coberta na lateral da casa, Tânia não escondeu a decepção em ver seu carro novo naquele estado. Fazia mais ou menos dois meses que ela havia adquirido o veículo. Suspirei e pedi desculpas mais uma vez dizendo a ela que mandasse lavar, polir e aspirar que eu arcaria com tudo. Era o mínimo que eu poderia fazer.

-Sinto Muito, Tânia, eu estava sem carro e não pensei na hora que iria molhar o seu estofamento.

Ela observou tudo no interior do veículo com atenção e depois voltou-se para mim.

-Tudo bem, Edward. Eu entendo, falou esboçando um meio sorriso estudado.

Por que ela tinha que ser tão compreensiva?! Ela pegou as chaves, entrou no carro e deu a partida no motor, mas antes de sair, virou-se para mim e abriu o vidro. Seus olhos estavam carregados de promessas.

-Se mudar de idéia sabe onde me encontrar, falou saindo em seguida.

Fiquei parado observando seu carro se afastar e depois desaparecer nas curvas sinuosas que levavam a estrada principal. Seria mais fácil se eu considerasse a possibilidade de me envolver seriamente com ela. Tânia era uma boa mulher, bonita, inteligente, independente financeiramente e nós tínhamos muita coisa em comum, como livros, músicas favoritas e o gosto pelo esporte. Apesar disto eu não conseguia sentir nada mais profundo por ela. Tanto que quando sugeri sairmos com outras pessoas, ela concordou.

À noite...

-Parece que vem chuva forte por aí, Carlisle disse.

-Vem sim, emendei.

Minha impaciência crescia a cada minuto. Nem sinal de Bella, Rose ou Emmett.

-Está tudo bem Edward?

Minha mãe como sempre extremamente perspicaz.

-Sim.

-Estou achando você um tanto irrequieto hoje.

-Só estou cansado D. Esme, retruquei esperançoso que ela deixasse suas cismas de lado.

-A quem está querendo enganar, filho?

Perguntou suavemente com os olhos sagazes fitando-me abertamente.

-Como assim?

O telefone fixo tocou e eu fui salvo pelo gongo.

-Era Emmett dizendo que ele e Rose não vêm, disse papai.

-Bella pelo jeito também não, completei. Nesse momento Emily entrou na sala de jantar com mais um dos seus pratos deliciosos, informando que Charlie telefonara mais cedo comunicando que Bella agradecia muito o convite, mas que estava indisposta e por isso, não compareceria naquela noite. Engoli o palavrão e a frustração, correndo para me sentar à mesa.

-Calma filho, a comida não vai fugir, brincou Carlisle.

Fiz uma careta e a conversa fluiu girando em torno o trabalho na fazenda e de amenidades. Terminando o jantar, recusei a sobremesa e decidi fazer uma coisa que não fazia há muito tempo. Sentei no piano Bosendorfer de cauda, na luxuosa sala de estar dos meus pais, levantando a tampa, começando a dedilhar as teclas. Minha mente repassava as notas de Debussy, uma das minhas músicas favoritas, mas outras notas estavam passando rápidas por minha cabeça, o fragmento de uma melodia que me agradava e ao mesmo tempo me intrigava. Comecei a tocar a melodia da minha cabeça, tocando os fragmentos um a um até que se desenvolveram, evoluindo para uma harmonia completa. Instintivamente, meus dedos se moveram hábeis sobre teclas. Fechei os olhos e me deixei levar pelo momento, satisfeito pela composição soar melhor do que eu imaginava.

-Edward está tocando?

Ouvi meu pai perguntar distante.

-Sim, amor, ele está tocando outra vez, minha mãe falou com alegria. Mesmo sem olhar para os dois eu sabia que um sorriso havia se formado em seus rostos. Em poucos segundo ambos estavam ao meu lado no piano. Aproveitei para acrescentar uma linha harmônica, deixando a melodia central fluir.

-Que coisa mais linda, filho.

Mamãe suspirou em contentamento, colocando a cabeça no ombro do meu pai.

-Uma nova música. Fazia tanto tempo... Que melodia encantadora, filho emendou papai.

Com o incentivo deixei que a melodia seguisse em uma nova direção, seguindo a linha de base que estava nítida em cada canto da minha mente. Toquei e em alguns minutos, minhas mãos pausaram.

-Continue tocando, Edward.

D. Esme ansiou. Minhas mãos voltaram ao teclado. Fiz o que ela pediu. Suas mãos agora estavam sobre meus ombros, ela e papai atrás de mim. A música ganhou forma, mas não estava completa. Faltava alguma coisa. Eu brinquei um pouco com as teclas, mas isso não parecia certo de alguma forma.

-Isso foi lindo, filho, ela disse emocionada.

-Ah, mãe não vá chorar agora, pedi.

-Não repreenda sua mãe, Edward. Ela está muito feliz. Sabe há quanto tempo você não tocava?

Sim, eu sabia.

-Cinco anos.

-A melodia é magnífica. Tem nome?

Carlisle perguntou.

-Não. Ainda não, respondi.

-E como surgiu?

Mamãe perguntou com um sorriso em sua voz. Me recriminei mentalmente por não ter voltado a tocar antes. Aquilo dava a ela um prazer tão grande, que me senti super culpado por ser tão egoísta. Fiquei isolado remoendo meus próprios problemas, sofrimentos e aflições que acabei negligenciando a música por tanto tempo.

-O que o inspirou, perguntou meu pai com um olhar carregado de malícia.

-Não sei ao certo, respondi desviando meu olhar do dele.

-Me lembra uma canção de ninar, minha mãe falou suspirando.

-Uma canção de ninar? Questionei já gostando da idéia. Havia uma história para essa melodia, e uma vez que eu a vi, as partes se encaixavam sem esforço algum. A história de como Bella mexia comigo e de como eu não conseguia parar de pensar nela. Uma garota linda, com olhos castanhos misteriosos e cabelos cor de mogno, cheirosa por ter saído do banho, enrolada numa toalha que mal cobria suas curvas...

-Por que resolveu voltar a tocar justamente agora, Edward?

-Não sei mãe. Apenas bateu a velha vontade e eu não resisti.

-A quem está tentando enganar, Edward?

Meu pai perguntou inesperadamente.

Fechei a tampa do teclado e girei no banco voltando-me para os dois, mantendo uma expressão neutra no rosto.

-Enganar? Nunca enganei ninguém, pai. Não estou entendendo aonde você quer chegar.

Os olhos do meu pai sorriam.

-Toda sua encenação hoje pela manhã não me convenceu filho.

-Que encenação?

-Você e Bella na hidromassagem, disse sorrindo.

Na mosca!

-Olhe pai, eu não sei o que você pensou, mas posso afirmar...

Mamãe interrompeu antes mesmo que eu concluísse.

-Você sempre amou essa menina, Edward.

As palavras súbitas me pegaram totalmente desprevenido. A surpresa me tomou. Amor?! Não consegui falar nada. Apenas olhei para um e em seguida para o outro. Meus pais sorriam. Estavam felizes. Será que também estariam certos?!

-Você nunca se deu conta disso, não é?

-Como assim?

Por fora eu parecia estar calmo, mas meu interior fervia em polvorosa, meus sentimentos eram conflitantes, contraditórios... Nunca tive vontade de casar com ninguém, de ficar muito tempo com alguém. Mas desde que Bella voltara, volta e meia eu me via pensando no futuro. Um futuro para nós dois?

-Quando você entrou na adolescência eu lhe dei uma bicicleta nova de presente.

-Eu lembro, era toda azul com detalhes em preto, sela alta, respondi tentando adivinhar onde ela queria chegar.

-Bella e Rose estavam conosco há alguns meses apenas. Seu irmão pediu várias vezes para andar na sua bicicleta e...

-Eu não deixei, respondi sentindo que um sorriso brotava em meus lábios. Sim eu lembrava da ocasião como se fosse ontem. Emmett fizera até chantagem para poder andar no brinquedo novo, mas eu não cedi.

-Você não deu a bicicleta a o seu irmão, Edward, nem a Rose, mas deu a Bella.

Como num filme as imagens foram voltando a minha memória. Eu pedalava pelos jardins e a menina de olhos escuros e cabelos longos geralmente presos em tranças ou num rabo de cavalo chegou de mansinho. Ela sentou no chão enquanto me via andar e fazer proezas arriscadas. Depois sorriu para mim batendo palmas. Fiquei encantado e corri até lá, oferecendo a ela meu brinquedo, ensinando-a a andar, segurando-a para que não caísse e se machucasse. A voz da minha mãe me trouxe ao presente.

-No que estava pensando?

-Em como eu sentia a necessidade de cuidar dela, falei.

-Só de cuidar?

Meu pai era tão astuto quanto Charlie. Duas raposas velhas, mas desta vez não iriam me pegar. Tive uma idéia e queria colocar em prática o quanto antes. Eu precisava ver Bella. Agora.

-Está ficando tarde, tenho que ir, retruquei beijando a mão de D. Esme.

-Logo agora que a conversa estava tão boa?

Disse papai divertido.

-Sim, até porque vai chover forte e eu não quero estar fora de casa quando essa chuva cair.

-Faz muito bem filho. Vá para casa, mas dirija com cuidado.

-A propósito, o seu irmão esteve aqui mais cedo com a esposa. Ele pediu desculpas a sua mãe pela enorme confusão que criou.

Arqueei as sobrancelhas.

-Levou um grande puxão de orelhas. Eu disse a ele que se o Charlie tivesse ido embora da fazenda por causa da irresponsabilidade dele, iria se arrepender amargamente.

Sorri. Quando minha mãe fazia uma ameaça, caralho... Era melhor tomar cuidado. Ela continuou:

-Depois de tudo o que eu falei, duvido que o Emmett vá abrir a boca para mentir novamente.

Suspirei resignado.

-Foi pouco mãe. Ele merecia um bom castigo, falei.

-Perdoe o seu irmão, Edward. Ele e a Rose estão passando por um momento delicado. Emmett é um bom garoto. Só precisa amadurecer.

-Boa noite, Edward.

-Quero ver quando ele vai pedir desculpas ao Charlie. Boa noite, falei saindo apressado, pegando meu chapéu e desaparecendo porta a fora.

PDV Narrador.

Edward dirigiu até a casa de Charlie, mas parou alguns metros antes ao observar que a casa com exceção da luz fraca da varanda estava totalmente escura. Desanimado, desligou o motor e ficou sentado no interior do veículo observando as janelas do quarto de Isabella. Estas permaneciam exatamente como ele as vira mais cedo: fechadas juntamente com as cortinas de cor púrpura. Ligou o rádio e os acordes de Debussy invadiram seus ouvidos, acalmando-o. Não iria pra casa, permaneceria ali sentado esperando e espiando. Se fosse para casa passaria mais uma noite rolando na cama, o que não seria nada agradável, então era melhor que se conformasse em ficar no carro como um adolescente. Talvez ele desse sorte e Charlie ou Bella aparecessem convidando-o para entrar e tomar uma café. Olhou para o céu e viu nuvens carregadas e escuras. Suspirou esperando os primeiro pingos d’água começarem a cair, o que aconteceu minutos depois. A chuva forte castigava o carro e a vegetação em torno da casa. Edward abriu um pouco seu vidro deliciando-se com o cheiro característico de terra molhada e com o frescor do ar. Pensou se não seria uma boa idéia sair do carro, tomar um bom banho de chuva para clarear seus pensamentos e lhe dar um novo vigor. Decido, desceu do carro e em segundos estava completamente encharcado, mas não ligou. A sensação das gotas de chuva batendo em sua pele morna era refrescante. Um trovão soou ao longe. Ele olhou para o céu novamente certificando-se de que não havia nenhuma mancha cinza ou mais escura por ali que indicasse uma tempestade. Começou a caminhar pelo jardim disposto a fazer uma breve ronda na casa e foi assim que viu a porta de entrada abrir e Bella sair para o jardim com os braços abertos erguidos para o alto.

Música : Listen To Your Heart — Roxette

(http://www.vagalume.com.br/roxette/listen-to-your-heart-traducao.html#ixzz2DMKb7B7c)

I know there's something in the wake of your smile.

I get a notion from the look in your eyes, yea.

You've built a love but that love falls apart.

Your little piece of heaven turns too dark

Chorus:

Listen to your heart when he's calling for you.

Listen to your heart there's nothing else you can do.

I don't know where you're going

and I don't know why,

but listen to your heart before you tell him goodbye

Sometimes you wonder if this fight is worthwhile.

The precious moments are all lost in the tide, yea.

They're swept away and nothing is what is seems,

the feeling of belonging to your dreams

Chorus

And there are voices that want to be heard.

So much to mention but you can't find the words.

The scent of magic, the beauty that's been

When love was wilder than the wind

Tradução: Ouça seu coração.

Sei que existe algo por trás do seu sorriso,

Eu tenho uma noção pelo aspecto dos seus olhos, sim.

Você construiu um amor, mas aquele amor desaba aos pedaços,

Seu pedacinho do paraíso torna-se escuro demais.

Refrão:

Ouça seu coração enquanto ele está chamando por você.

Ouça seu coração, não há nada mais que você possa fazer.

Eu não sei para onde você está indo

e não sei por quê,

Mas ouça seu coração antes que você diga-lhe adeus.

Às vezes você se pergunta se essa luta vale a pena,

Os momentos preciosos estão todos perdidos na maré, sim.

Eles foram arrastados embora e nada é o que parece,

A sensação de que pertencem aos seus sonhos.

Refrão

E existem vozes que querem ser ouvidas,

Tanto a dizer, mas você não consegue encontrar as palavras.

O cheiro da magia, a beleza que existia

Quando o amor era mais tempestuoso do que o vento.

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Estava descalça, os cabelos soltos, molhada até os ossos, o rosto virado para o céu. Vestia um short jeans curto e uma blusa azul listrada de malha. A imagem dela fez o seu coração contrair no peito. Esquecera completamente que Bella também gostava de tomar banho de chuva. Ela estava tão lida que quase o fazia perder a respiração, mas, contudo não era prudente ela estar ali fora sozinha, exposta e indefesa, tarde da noite.

-Bella?

Disse aproximando-se.

-Oi Edward, respondeu deixando que a chuva banhasse seu rosto.

-O que faz aqui, sua maluca?! Esqueceu que havia alguém espiando você, rondando a sua casa?!

Ela virou-se tão rapidamente na direção dele que quase perdeu o equilíbrio.

-Cuidado, disse segurando-a pelos ombros para impedi-la de cair. Arrepios carregados de eletricidade logo apareceram na pele de ambos deixando-os conscientes da presença um do outro e da proximidade em que se encontravam.

-Obrigada, agradeceu fitando-o por entre a grossa cortina de água.

-Desculpe-me se a assustei. Sinto muito.

-Você não me assustou, Edward. Eu não consegui dormir e resolvi descer para tomar um copo de leite quando vi você aqui fora.

O coração dele bateu mais forte.

-Você me viu e saiu?! Está procurando encrenca, falou suavemente.

-Você estava rondando a minha casa. Fiquei curiosa. O que veio fazer aqui?!

Ele não respondeu.

-Não é seguro você ficar por aí sozinha, Bella. A preocupação e a tensão transpareciam em sua voz.

-Eu não estou sozinha. Você está aqui. Se estivesse sozinha, por mais que o banho de chuva fosse tentador, eu não sairia de casa. O medo é maior, acredite.

Ele apertou os lábios numa linha fina. Odiava que ela vivesse com medo ali na fazenda.

-E o Charlie?

-Está dormindo, respondeu. Ele relaxou mais.

-Sempre gostei de tomar chuva, ele disse retribuindo o sorriso.

-Eu também, emendou.

-Coisa de loucos.

-Está me chamando de louca, Cullen?

-Não. Estou nos chamando de loucos, Bella.

Ela riu e ele a soltou.

-Lembro que uma vez houve uma tempestade forte e enquanto todos corriam para casa, você ficou no meio dos pastos. Sua mãe ficou louca. Meu pai foi até lá e o convenceu a voltar para casa.

-Fiquei de castigo uma semana. Você tem uma ótima memória, Edward disse fitando-a com carinho. O coração de Bella disparou. A camisa branca dele estava moldada a cada um dos músculos definidos de seu tórax. Os cabelos molhados brilhavam intensamente. Percebeu que ele também a observava e corou dando-se conta de que suas roupas estavam grudadas ao seu corpo da mesma forma reveladora. Com certeza seus seios estavam totalmente delineados debaixo do sutiã branco de malha sem costura. Mas apesar de tudo gostava da forma com que ele a olhava nesse instante e gostava das sensações que ele lhe despertava ao fitá-la de modo tão intenso. Sentia que estava diante de um homem de verdade. Envergonhada, cruzou os braços sobre o peito e Edward franziu o cenho.

-O que foi agora?

-Nada, mentiu.

-Bella.

-Vou entrar Edward, está tarde. Acho melhor você ir embora. Era o que a razão lhe dizia.

-E se eu não for?

-Estará se arriscando a pegar uma pneumonia, rebateu.

-Você estava feliz e de repente tudo mudou. Fiz ou falei algo errado?

Ela não pôde responder. O simples fato dele estar ali abalava suas frágeis defesas, aquecia seu coração, amolecia suas pernas.

-Não. Não é nada disso, Edward. Sou eu. Boa noite.

-Fugindo outra vez? Perguntou segurando sua mão. Seus olhares se encontraram. O mundo parou de existir e um raio os surpreendeu caindo na vegetação sobre a colina. O estrondo fez com que os dois pulassem de medo.

-Está vendo?! Vá embora agora que eu preciso entrar. Se este raio tivesse caído mais perto, estaríamos os dois encrencados.

Ele abriu a boca querendo dizer algo, mas mudou de idéia e fechou os lábios apertando-os numa linha fina.

-Não adianta tentar fugir Bella. Deixei muito claro hoje o quanto quero você, falou cruzando os braços sobre o peito, encarando-a de modo firme. Ela olhou rapidamente na direção da casa e depois tornou a fitá-lo.

-Essa não é a melhor hora para termos esse tipo de conversa, Edward.

-Quero você na minha cama, Bella. Por que não vamos até a minha casa agora?

-Enlouqueceu?! Meu pai está dormindo e vai acordar em poucas horas. O que ele vai pensar se não me encontrar em casa pela manhã?

Ele presenteou-a com um sorriso torto. Bella prendeu a respiração.

-Quer que eu peça permissão ao seu pai para dormir com você?

Ela sorriu amplamente.

-Levaria um tiro, ela respondeu afastando-se na direção da entrada.

-Não se preocupe gatinha. Vou cortejá-la se é isso o que deseja, mas eu a terei inteirinha.

-Presunçoso!

Gritou. Ele gargalhou.

-Vá se acostumando com a idéia. Boa noite Bella, falou, mas ela alcançando a varanda não respondeu. Edward acompanhou sua silhueta até que desaparecesse e a porta da entrada fosse fechada. Só então voltou ao carro e partiu em direção à sua própria casa.

Ao chegar em casa arrancou as roupas molhadas e levou-as direto para a lavanderia colocando as peças na máquina. Amanhã ele as lavaria. A imagem de Bella sob a chuva forte com as roupas coladas ao corpo não lhe saía da mente. Seus pais estavam certos ao afirmarem que ele a amava. Ele teria apenas de encontrar o jeito certo para alcançar o seu coração.

Notas finais
Beijos até a próxima semana .
Kiki.