Notas iniciais
Oi meninas (os)! Estou super feliz em saber que estão gostando da fic. Obg pelo carinho e por cada elogio, vcs são maravilhosas. Continuo aguardando ansiosa as recomendações. Prometo que se vcs recomendarem a Kiki postará caps extra. Palavra de autora. Bjs no coração de cada uma(um). Tiih/Paula.

PDV Edward Cullen.

A mulher diante de mim apresentava uma fragilidade extrema. Mil perguntas bombardeavam o meu cérebro e de certa forma eu me sentia impotente, sem saber o que fazer...

–Desculpe, dizia soluçando. Cortava o meu coração vê-la naquele estado.

–Tudo bem, calma... Vai ficar tudo bem.

Aos poucos Bella foi se acalmando e começou a praguejar baixinho, dizendo coisas ininteligíveis. Sorri divertido com a brusca mudança de humor e beijei de leve sua testa.

–Como sempre vai dizer que o culpado sou eu?!

Perguntei sorrindo para amenizar o clima. Ela ergueu o rosto desafiante e me fitou diretamente nos olhos. Por um instante perdi-me nas profundezas castanho escuras daquele olhar.

–Você quase sempre é o culpado, afirmou respirando fundo. Fui até a cozinha pegar um maço de guardanapos de papel, entregando-os a ela em seguida. Ela me olhou grata, assoando o nariz algumas vezes, descartando os papéis num canto do chão ao lado do sofá.

–Depois eu jogo fora, falou suspirando.

–Pode me contar agora o que está acontecendo?

Pedi sentando ao seu lado novamente. Ela me olhou hesitante e logo depois desviou os olhos para algum ponto no teto. Mais alguns minutos de silêncio. Comecei a ficar impaciente.

–Vou ter de apelar para aquele jogo que jogávamos quando éramos adolescentes?

Brinquei tentando fazer com que ela relaxasse.

–Verdade ou conseqüência?!

–Esse mesmo, insisti dando um sorriso torto.

Seus olhos fixaram-se na minha boca. Bella entre abriu os lábios e como se fosse atraída por um ímã, minha cabeça baixou a procura da doçura daquela boca vermelha. A princípio o beijo foi calmo, tímido, lento. Mas quando nossas línguas se roçaram, ela se aconchegou ao meu peito colando-se a mim com desespero. Meu pau urrou de tesão e eu me inclinei deitando-a parcialmente no sofá estreito, cobrindo seu tronco com o meu. O cheiro adocicado de morangos dos cabelos cor de mogno e da pele alva era um afrodisíaco poderoso. Aquilo me levou no limite da excitação.

O beijo evoluiu incendiando meu corpo como um rio de lava incandescente. Eu poderia gastar toda minha energia beijando aquela boca convidativa e depois descer para seu corpo.

Bella emaranhou os dedos nos meus cabelos, puxando-me mais para perto. Senti que poderia tê-la ali agora mesmo, possuí-la até saciar o meu desejo insano... Mas minha mente piscou em alerta. Tínhamos uma conversa pendente... E eu não queria que ela ficasse comigo por um impulso momentâneo, se arrependesse depois e partisse outra vez. Eu queria que ela quisesse estar comigo e o fizesse de forma consciente, não apenas movida pela necessidade de ter ou de ficar com alguém. Por carência. Eu era um Cullen e jamais me contentaria em servir de consolo. Então eu teria de parar... Da mesma forma que não resisti aos seus encantos e possui-a duas vezes seguidas no lago, hoje a atitude de interromper as carícias também teria de ser minha. E foi o que fiz com muito cuidado e carinho. Ela fechou os olhos na medida em que eu me afastava distribuindo beijos por sua testa e por seus cabelos assanhados. Bella foi relaxando a pressão dos braços em torno do meu pescoço. Sentei e trouxe-a comigo, permanecendo com um braço em volta dos ombros delicados. Ela suspirou algumas vezes. Ergui seu queixo com a mão, forçando-a a me encarar e perguntei:

–Podemos conversar agora?

Seu rosto ainda estava afogueado, sua respiração descompassada.

–Por que você... Parou?

Perguntou. Fechei os olhos encostando nossas testas.

–Por que era a coisa certa a fazer. Você não está preparada para fazer amor nesse momento, Bella, respondi. Ela se encolheu com a rejeição. Senti pena, mas decidi aguardar. Eu sabia que tinha agido corretamente. Depois de alguns segundos de silêncio ela questionou:

–Qual foi a pior coisa que já lhe aconteceu na vida, Edward?!

Fiquei surpreso com a pergunta e confesso que a primeira coisa que me veio à cabeça foi: “Você ter ido embora cinco anos atrás, uma semana depois de termos feito amor, deixando um vazio enorme em meu peito. Passei três noites fora de casa acampando no meio do mato e pescando, tentando suprimir minha dor, quase respondi.

–Além de cair do cavalo durante um rodeio e quebrar duas costelas?

Ela respirou fundo.

–Estou falando sério, disse com o olhar fixo no chão.

–A morte dos meus avós, respondi. Embora eu fosse criança na época era muito apegado aos dois.

Ela assentiu.

–Aconteceu uma coisa ruim comigo.

–Em Washington?

–Sim. Eu... Eu nunca contei isso para ninguém. Só para minha psicóloga.

Disse apertando as mãos unidas. Senti um frio repentino na boca do estômago. Meu coração quase parou. Bella tinha feito terapia?! Por que?! Relanceei os olhos em sua postura e vi que seus ombros estavam tensos, sua respiração acelerada, seus olhos refletindo medo. Meu instinto me avisava que eu não gostaria nada do que iria descobrir.

–Papai lhe contou como eu conheci o Jacob?

A simples menção do nome do macaquinho musculoso, meu corpo enrijeceu.

–Sim. No hospital fazendo uns exames de rotina, falei com secura.

–Contei a mesma história para todos os meus amigos, com exceção de Alice, é claro.

–Quem é Alice?

As coisas estavam meio confusas agora.

–Minha melhor amiga. Você vai conhecê-la um dia, falou.

–O que a Alice o macaqui..., digo seu ex-noivo tem haver com isso?

Ela me fitou com os lábios tremendo.

–Eu quase fui estuprada, Edward.

Senti como se alguém, tivesse me dado um soco direto no plexo solar. Meu estômago revirou, meus punhos cerraram com força. Um misto de raiva e medo descontrolados tomaram conta de mim. Temi por ela. Sofri por ela.Temi por sua vida. Pelo horror que deve ter sentido. Pensei no estrago que ela podia ter sofrido e um instinto assassino me dominou. Ah se eu pusesse minhas mãos no bastardo filho da puta... Precisei de muito esforço para conseguir me controlar. Ela relatou os fatos brevemente, enfatizando que se o gorila não tivesse aparecido no instante exato ela teria sido a nona vítima de um estuprador em série. E que foi assim que ela o conheceu. Por um só momento agradeci a Deus pela vida do macaquinho jogador. Depois falou sobre a terapia, algumas aulas de defesa pessoal que tinha tido após o ataque e outros detalhes que segundo ela só o tal do Jacob, Alice, a terapeuta, Dra. Siobhan e ela própria conheciam, pedindo-me para jurar que não contaria nada a ninguém.

–As palavras de Siobhan foram: Você passou por essa experiência, Bella. Infelizmente isso vai sempre fazer parte da sua vida e definitivamente nós nunca esquecemos algo tão brutal. O que você tem que fazer é seguir em frente e jamais culpar a sim mesma. Este homem é doente. Ele é o culpado. Um dia será pego e pagará por todos os seus crimes. Se ainda não estiver conseguindo dormir posso pedir a um amigo psiquiatra para lhe receitar um ansiolítico.

–Você precisou tomar?

–Sim. E ainda tomo de vez em quando... Quando tenho pesadelos Edward.

Abracei-a tentando confortá-la. Queria que nos meus braços ela apagasse tudo da memória, esquecesse por completo a quase violência que viveu.

–Seu pai poderia ajudar Bella.

–Como? Não dormindo às noites, preocupado comigo? Mudando-se para o meu apartamento em Washington?! Sentindo-se impotente diante da violência das cidades?! Não obrigada, disse ríspida.

Suspirei. De certa forma ela estava certa e eu sabia disso.

–Podia ter conversado com sua prima.

–E ela contaria ao meu pai dez segundos depois de desligar o telefone, falou resignada.

–Talvez tenha razão, eu disse.

–Eu tenho, falou decidida.

–Mas você ainda não me explicou porque paramos o que estávamos fazendo no deque. Quero você. Muito. E sei que também me quer.

Ela estremeceu.

–Bella?

–Eu o vi, Edward, sua voz era quase inaudível.

–Quem você viu?

A curiosidade estava me matando.

–Ice Eyes. Ele estava aqui, no alto da colina nos observando.

Meu queixo caiu.

O que?! Não pode ser...

Exclamei ainda incrédulo. Um estuprador em Breaking Dawn?! Nas terras da minha família?!

Eu o vi, disse triste.

–Tem certeza?

Indaguei duvidando.

–Não me olhe assim, Edward, eu não estou louca! Sei muito bem o que vi. Dois olhos azuis gelados nos observando por entre a vegetação! E ele também quis que eu o visse.

Que ela tinha visto algo, não restava dúvidas, mas o mesmo homem?! Seria aquilo possível?!

–Ele me seguiu, só pode. Ele veio até aqui atrás de mim!

Falou nervosa.

–Acho improvável ser o mesmo homem.

–Edward, você não entende!

Seus nervos estavam à flor da pele.

–Bella, calma. Aqui você está segura. Está na casa do seu pai. Nestas terras temos muitos funcionários bons, gente que trabalha conosco há bastante tempo. Não vamos deixar que nada lhe aconteça, falei com firmeza.

–Alguém foi contratado recentemente?

Entendi seu raciocínio.

–Não. E onde foi que você o avistou mesmo?

–No alto da colina, no lado esquerdo.

Exatamente no lugar onde a vegetação era mais densa. Levantei decidido a ir até lá. Os olhos dela arregalaram-se.

–Onde vai?

–Checar o terreno, respondi pegando meu chapéu e colocando-o.

–Não!

–Bella, eu preciso ir até lá e verificar se havia realmente alguém, se há rastros de cavalo, de automóvel...

Falei lembrando que uma das minhas armas estava no cofre do carro. Geralmente preferia armas de calibre maior, como espingardas. Tinha duas guardadas em casa sendo uma delas uma Doze, mas os revólveres também eram bastante úteis. Eu sabia atirar desde os meus dez anos. Papai tinha ensinado a mim, mamãe e o Emmett dizendo que nunca sabíamos com que tipos de perigos podemos nos deparar em uma fazenda numa região inóspita como aquela das Montanhas Rochosas.

–Por favor, não me deixe sozinha, pediu insegura, o medo refletido nos olhos castanho escuros.

–Você vem comigo, então.

Ela concordou.

–Vou trocar de roupa e volto logo, falou já encaminhando-se para as escadas.

Aproveitei sua ausência e fui até o quintal dar uma espiada. Olhei na direção que ela indicou e não havia nada lá, além das árvores. Minutos depois ouvi sua voz me chamando e retornei à casa. Parada no final da escada Bella estava linda usando um vestido jeans casual que alcançava o meio de suas coxas, moldando suas curvas macias e nos pés sapatilhas baixas vermelhas. Meu olhar demorou um pouco nas pernas bem feitas expostas. Seu cabelo havia sido preso num rabo de cavalo displicente, por onde escapavam alguns fios, dando-lhe um ar de menina. Caminhei até ela em silêncio, segurei sua mão e fomos juntos para o meu carro. Ignorei os arrepios de eletricidade que me atingiam e abri a porta para que entrasse. Quando ela se acomodou, dei a volta e sentei-me ao volante, abrindo o cofre e pegando meu revólver calibre 38. Ela me olhou assombrada. Conferi as balas, vendo satisfeito que havia cinco delas no tambor, prontas para serem disparadas. Coloquei a arma nas costas, presa na cintura no cós da calça, liguei o motor e saímos.

–Coloque o cinto, pedi. Ela obedeceu fitando-me intrigada.

–Não vai colocar o seu?

Questionou.

–Estou acostumado a dirigir por estas estradas, retruquei. Ela revirou os olhos.

–Vai me dizer que é a prova de balas, também?!

Olhei para ela rapidamente, voltando a me concentrar nas curvas sinuosas.

–Isso nós descobriremos em breve, falei.



PDV Narrador.

Edward estacionou o Volvo prateado há uns cinco metros do local onde Bella afirmou ter visto o intruso. O resto do caminho tinha de ser feito a pé. Não era possível seguir adiante com um veículo a partir dali. Ou o homem estava a cavalo ou também havia deixado um automóvel para trás.

–Se eu pedir para você ficar no carro, você me escutaria?

Ele perguntou. Ela não respondeu. Apenas destravou a porta e desceu determinada a não deixá-lo ir sozinho.

–É claro que não, respondeu cético, falando mais consigo mesmo que com ela. Andaram até lá e Edward baixou-se olhando para o chão de terra, praguejando alto.

–O que foi?

Questionou ansiosa.

–Você tinha razão. Alguém esteve aqui e não faz muito tempo. Os rastros do cavalo ainda estão frescos.

–Meu Deus!

Bella disse engolindo em seco. Edward abraçou-a com carinho.

–Preciso ir embora. Ele me encontrou, sussurrou. A idéia dela partindo novamente provocou uma dor insuportável dentro dele.

–Você não vai embora. Acabou de chegar, Bella. Este é o seu lar. Fique calma. Eu juro que não vou deixar que nada nem ninguém te faça mal. Confie em mim. Como já disse antes não acho que seja a mesma pessoa que a atacou em Washington. Deve ter sido uma coincidência, mas eu vou investigar. E isso é uma promessa, falou confiante. Consumida pelo medo, ela nada disse, mas assentiu com a cabeça acreditando nas palavras dele.

–Está com fome?

–Sim. Eu ia fazer o almoço lá em casa, mas não tive tempo, disse desculpando-se.

–Que tal almoçar na minha casa, sugeriu.

–Você cozinhando?!

O divertimento estava implícito na sua voz, apesar do clima tenso.

–Faço ótimos sanduíches e um macarrão com molho de cogumelos que é delicioso.

Ele sabia que ravióli ao molho de cogumelos era um dos pratos preferidos dela.

–Sério?

–Está duvidando dos meus dotes culinários?!

–Estou duvidando de muitas coisas, Edward. Juro que não consigo entender mais nada. Uma hora estamos brigando feito gato e rato. E em outra nós estamos, estamos...

Ficou vermelha sem conseguir completar a frase.

–Nos agarrando, ele emendou sorrindo maliciosamente, deixando-a ainda mais corada.

–Isso, concluiu.

–E agora estamos conversando como pessoas civilizadas, ele finalizou.

–O que é muito estranho, ela falou.

–A vida é estranha. Nem sempre as coisas fazem sentido, Bella.

O estômago dela roncou e ele sorriu.

–Ok donzela esfomeada, vou cuidar de você agora e tratar de alimentá-la o quanto antes.

–Não sou uma donzela, Edward. Você melhor que ninguém deveria saber disso, respondeu dando-lhe as costas e voltando para o carro. Ele comprimiu os lábios numa linha fina e seguiu atrás entrando no veículo. Colocou as chaves na ignição dando a partida e dirigindo na direção de sua casa. O silêncio no interior do carro reinava absoluto.

Ao chegarem a casa de Edward, avistaram duas corujas na entrada, mas quando se aproximaram os animais voaram assustados. Com a visita das corujas o clima novamente descontraiu. Bella gostou de imediato da construção antiga e não poupou elogios. Cinco anos atrás quando partira para a faculdade, Edward ainda residia na Casa Sede. Porém, quando entraram, ela ficou chocada com o estado caótico da cozinha. Edward afirmou que em duas semanas no máximo tudo por ali estaria consertado e reformado, deixando a cozinha nova em folha.

Pediu que ela se acomodasse. Ele então passou sobre a bagunça, abriu a geladeira, retirou um pão de forma recém comprado e fez sanduíches gelados com patê de frango, cenoura e queijo provolone. Bella sentada numa das quatro cadeiras da mesa de vidro, observava a tudo com atenção. Quando os sanduíches ficaram prontos, ele colocou todos numa bandeja de aço inoxidável e trouxe-os para a mesa, equilibrando os sanduíches numa mão e dois pratos coloridos na outra. Os talheres devidamente organizados num suporte próprio bem como os guardanapos, já se encontravam sobre a mesa. Bella agradeceu e Edward mandou que ela se servisse enquanto voltava à cozinha em busca de uma garrafa de chá gelado. Comeram tudo. A comida estava deliciosa. Depois de comerem Bella ajudou-o a levar a louça suja para a pia e ele convidou-a para dar uma volta na fazenda. Ela aceitou adorando a idéia. Assim a tarde passou depressa.

Passaram pelos estábulos e Bella admirou as cocheiras. Diversos potros pastavam na grama verde. Alguns peões cuidavam do gado e outros dos cavalos. Bella abriu o vidro respirando com vontade o cheiro da grama fresca e do capim plantado nos pastos. Erguendo a mão, ele apontou para uma construção nova.

–Aquele galpão foi construído especialmente para as éguas que vão dar cria.

–Eu sei. Rose me trouxe aqui, respondeu contente.

–Você chegou a entrar?

–Não. Não tivemos oportunidade, ela disse.

–Quer olhar agora?

–Sim, por favor.

Ele sorriu em resposta e parou o carro, desligando o motor.

–Há uma égua prenhe, disse entusiasmado.

Andaram lado a lado sob diversos olhares curiosos dos peões. O galpão era arejado e espaçoso e impecavelmente limpo. No meio de um dos compartimentos quadrados, uma égua puro sangue negra apresentava um abdome enorme e visíveis sinais de cansaço. Edward assobiou e o animal veio até eles devagar, estendendo a cabeça para ser acariciado.

–Com quanto tempo ela está?

Bella desejou saber.

–O potro deve nascer até o final deste mês. Hoje nós somos umas das melhores fazendas de criação de cavalos do Estado, disse com uma ponta de orgulhos na voz.

–Rose também me contou algo sobre isso, Edward. Seus pais estão de parabéns, emendou.

–Eu também, moça. Cuido dos animais de perto. Não delego minhas obrigações a ninguém, falou num tom que não admitia réplica. Talvez por isso mesmo ela tenha se sentido tentada a provocá-lo.

–Puxa... Pensei que o meu pai fosse o capataz da fazenda, Edward, mas agora vejo que me enganei. O capataz é você.

Falou divertida. Ele olhou feio, mas nada falou, preferindo permanecer calado durante o resto do passeio, deixando que Bella visse, com por si mesma quantas mudanças tinham ocorrido em Breaking Dawn durante os anos em que estivera ausente e como a propriedade era bem administrada. As cercas e os estábulos estavam em excelente estado de conservação; os animais eram saudáveis e muito bem cuidados. Os alojamentos dos empregados mais a baixo, tinham sido ampliados e equipados com utensílios e eletrodomésticos modernos, garantindo o conforto e a comodidade de todos.

Saindo do galpão e voltando a caminhar Bella avistou um cavalo castanho e saiu correndo na direção do animal que vinha sendo trazido pelas rédeas por um dos empregados. O rapaz loiro não conseguiu esconder a admiração que sentiu pela moça que trajava um vestido justo mostrando as pernas e boa parte das coxas. Edward imediatamente fulminou-o com o olhar, intimidando o peão. A presença de moças não era muito comum na fazenda. Geralmente os rapazes iam durante o final de semana nas suas folgas, até o bar do Riley na estrada para a Billings. Lá era o ponto de encontro. Havia sempre garotas disponíveis para encontros casuais ou suas próprias namoradas que moravam ou trabalhavam na região.

–Forks!

Gritou aproximando-se cada vez mais do cavalo que resfolegou quando a viu. Ela correu as mãos sobre o pêlo macio, deliciando-se com o contato, enquanto o cavalo relinchava satisfeito com o carinho.

–Então você se lembra dele, disse Edward juntando-se a ela e ao peão que continuava fitando-a furtivamente.

–Claro que sim. Como eu poderia esquecer? Mas pensei que já tivesse morrido. Quantos anos ele tem, Edward?

–Nove.

–Pensei que fosse mais velho, falou fitando o rapaz pela primeira vez e sorrindo amplamente.

–Muito prazer, sou Isabella Swan, disse estendendo a mão para o funcionário que aceitou o cumprimento e também sorriu de volta, deixando-o Edward inquieto.

–Mike Newton, respondeu aceitando o cumprimento na mesma hora.

–Mike é um dos nossos tratadores, esclareceu tentando intimidar o outro com a força de sua presença, afinal era um empregado invadindo o território do patrão.

–Sou a filha do Charlie, ela disse continuando a acariciar o cavalo.

–Eu sei. Ele não fala em outra coisa, desde que a senhorita chegou à fazenda, respondeu timidamente, tirando o chapéu para cumprimentá-la devidamente.

–Mike, pode ir agora. Forks já teve o suficiente por hoje, disse com rispidez, fazendo um gesto de cabeça para o rapaz indicando os estábulos mais próximos.

–Sim, Edward. Até logo, senhorita, foi um prazer, ele falou encantado.

–Tchau Mike, o prazer foi meu, ela completou acenando de volta. Edward foi dominado por uma crescente irritação. Por que ela estava sendo tão gentil com um estranho?! Pensou em repreendê-la, mas antes que pudesse dizer alguma coisa ouviram o motor da caminhonete de Charlie roncando atrás deles.

–Papai!

–Oi linda, o homem mais velho falou estacionando o veículo e acenando para os dois.

–Charlie.

–Senti sua falta no campo hoje, Edward.

Falou com um brilho estranho no olhar.

–Tirei o dia de folga. Minha cozinha está uma bagunça, respondeu dando de ombros.

Charlie sorriu e fez uma piada comentando que Edward ainda iria destruir a casa se resolvesse continuar bancando o arquiteto. Bella olhou significativamente para Edward agradecendo brevemente pela companhia, apertando sua mão. Arrepios eletrizantes voltaram a percorrer o corpo de ambos que rapidamente soltaram as mãos. Edward entendeu a clara mensagem. O segredo dela estaria bem guardado com ele. Ao menos por enquanto.



Notas finais
Beijos meninas e meninos. Até a próxima semana, tenham um excelente final de semana. Kiki Cullen