Orgulho E Sedução.
43 Capítulo 43
Notas iniciais
Oi meninas e meninos, boa leitura!
Cap. 43
Bella.
Pela primeira vez então desde que havíamos nos reencontrado notei um hematoma no alto de sua testa, no lado direto. Não percebi antes porque parte de seu cabelo bagunçado caía cobrindo a testa parcialmente.
-Você está ferido! Foi o James?
Ele fez uma careta.
-Não. Foi o Emmett. O James atirou no meu ombro, mas a bala atravessou e eu estou bem, apenas um pouco dolorido.
Meus olhos arregalaram surpresos com a frase inesperada.
-Ele atirou em você?!
-Sim, mas eu já estou bem gatinha. Não foi um ferimento profundo. Tomei um antibiótico injetável e fui costurado.
-Edward, não brinque com essas coisas!
-Você sabe que eu sou durão.
-Não minta para mim!
-Eu estou bem Bella. De verdade. Por que acha que eu mentiria para você?
-Para me poupar?
-Bem, er... Eu...
-Não enrole Edward.
Ele deu um longo suspiro.
-Tudo bem. Estamos livres daquele filho da puta e você merece saber a verdade. A bala atravessou o meu ombro. O ferimento incomoda um pouco, mas eu estou bem e totalmente fora de risco de desenvolver uma infecção.
-Jura?
-Pelos nossos filhos, retrucou carinhoso.
-Nossos olhares se perderam um no outro alguns segundos.
-Tudo bem eu acredito em você meu amor.
-Diga isso de novo, pediu.
-Meu amor.
-Nunca vou me cansar de ouvi-la me chamar assim.
-Prometo que vou mimá-lo um pouco quando estivermos em casa, respondi ampliando meu sorriso.
-Só um pouco? Esqueceu o castigo miserável que me deu?! Preciso ser muito mimado, Bella. Estou carente.
-Bobo.
-Mulheres...
-Mas, voltando ao Emmett... Por que ele bateu em você?!
Ele fez mais uma careta em desagrado.
-Por que eu não avisei o que estava acontecendo! Droga! Aquele gorila imprestável vai me pagar! Espere só até eu chegar na fazenda... Disse irritado. Sacudiu a cabeça de um lado para o outro.
-Edward eu não acredito que ele fez isso! Ele... Ele deu um soco na sua testa?!
Desta vez ele esboçou um sorriso.
-Não, gatinha. Ele tentou me acertar com um soco certeiro no queixo, mas você
sabe que eu sou muito ágil que o gorilão, então desviei do golpe e ele quase se estabanou no chão, pois ainda está andando de muletas e com a perna ferida.
Revirei os olhos tentando imaginar a cena.
-E?
-E aí ele segurou uma das muletas com força e me acertou em cheio! Aquele imbecil! Mas ele vai ver só!
Homens! Às vezes pareciam mais crianças que adultos. Senti uma enorme vontade de rir, mas me segurei a tempo. Aqueles dois mais pareciam dois moleques brigando!
-Não, você não vai fazer nada contra o seu irmão, falei determinada.
-Bella...
Seu tom não era dos mais amigáveis, mas eu iria conseguir fazê-lo ceder.
-Me prometa, Edward. Sem revanches ou retaliações!
Ele deu um longo suspiro.
-Estou esperando!
-Vai ficar do lado dele?!
-Estou do lado da razão e não do lado dele.
-Não gosto disso, replicou sem querer ceder.
-Não é por ele, Edward, é por mim. Você faria isso por mim?
-Isabella Marie Swan você é a criatura mais perigosa que eu já conheci na vida!
-Promete? Por favor... Seu irmão ficou zangado com razão. Você deveria ter avisado sobre o James.
-E isso dá a ele o direito de me bater? Depois do inferno que eu passei para te encontrar?!
-Claro que não! Ele não tinha esse direito, mas ele fez isso porque ama você!
-Ótima forma de demonstrar!
-Edward...
Ele suspirou exasperado.
-Tudo bem eu prometo. Vou deixar passar. Mas só desta vez! E nem pense que vai sair ganhando sempre. Você está me devendo mocinha. E muito!
-Obrigada. Vou compensá-lo por isso. É uma promessa.
Falei vendo seus olhos brilharem em expectativa. Nesse instante a porta do quarto foi aberta encerrando a nossa conversa e o meu pai entrou com um olhar mais que ansioso no rosto.
-Pai!
Exclamei com a minha voz cheia de amor a alívio. Ele inclinou-se sobre mim tentando não encostar no meu braço quebrado e me abraçou com força. Senti lágrimas quentes caindo sobre o meu rosto. Edward permanecia segurando a minha mão.
-Filha, tem idéia do susto que me deu?! Menina, fiquei tão perturbado!
-Puxa, pai estou tão feliz em ver você... Me desculpe, por favor. Me perdoe por ter sido tão inconseqüente!
-Não lhe perdoaria se você não tivesse lutado com aquele animal. Mas fiquei orgulhoso de você Bells. Mandou muito bem garota!
-Aprendi com o melhor.
-Mas agora está tudo bem. Precisa descansar e se recuperar para ir logo para casa.
-É o que eu mais quero. Quanto ao James...
-O que tem ele?
Os dois perguntaram ao mesmo tempo fitando-me preocupados.
-Alice mencionou alguma coisa sobre ele estar hospitalizado e ter confessado seus crimes.
-Aquele filho da puta nunca mais vai incomodar ninguém!
Esbravejou Edward.
-E não vai mesmo. Embry acabou de me ligar. James morreu.
Franzi o cenho, confusa enquanto observava uma troca de olhares familiar e meio cúmplice, ou será que eu estava vendo coisas?!
-Morreu? Morreu como?
Papai deu um longo suspiro antes de me responder.
-Não sei ao certo, mas parece que os ferimentos eram piores do que os médicos imaginaram. Ele teve uma hemorragia interna violenta e uma parada cárdio respiratória. Deve estar chegando ao inferno, resmungou torcendo a ponta do bigode com um dedo.
-Já vai tarde aquele infeliz!
-É realmente desta vez a justiça foi feita, papai emendou e eles tornaram a se olhar de modo esquisito.
-Perdi alguma coisa?
-Ham?
-Como assim?
-Também não estou lamentando a morte dele, ao contrário. Fico aliviada, mas parece que vocês estão escondendo algo.
-Nós?
-Escondendo algo?
-Você ainda deve está sob o efeito forte dos analgésicos, carinho.
Suspirei. Talvez Edward tivesse razão e eu estava imaginando coisas. Não pude continuar a conversa porque a porta foi aberta e entraram de uma só vez Alice, Esme, Carlisle e uma enfermeira.
-Que bom que você está bem Bella.
-Ficamos muito preocupados, querida.
-Sei disso Carlisle e só tenho que agradecer a vocês.
-Não precisa agradecer, nós somos a sua família.
-Tem razão, Esme. E vocês são a minha; Me sinto muito feliz por isso.
-Agora tem de descansar e se recuperar para podermos ir para casa, disse papai.
-Quando vou poder sair daqui?
Questionei vendo a enfermeira injetar um medicamento no soro. Fiz uma careta.
-Acho que amanhã ou depois. Vai depender do médico.
-Não tenha pressa, Bella. O importante agora é você se recuperar.
-Eu gostaria de falar com o médico, pedi.
-Claro. Ele vai passar a visita hoje à tarde. Deve estar com fome. Vou pedir para trazerem o seu jantar.
-Ela já pode comer normalmente?
Papai perguntou.
-Sim e precisa se alimentar bem para se recuperar.
Depois que a ouvi falar foi que me dei conta que estava faminta. Minha última refeição tinha sido há três dias.
-Obrigada, agradeci. A moça sorriu e saiu deixando-nos a sós.
Edward.
Sentado numa poltrona na lateral do leito do hospital observei aliviado Bella devorando toda a sopa e os dois pãezinhos que a copeira havia trazido alguns minutos antes. O alívio que eu sentia por saber que ela agora estava bem era algo impossível de ser descrito em palavras. Por um breve momento eu achei que ela pudesse morrer e não consegui enxergar a minha vida sem a sua presença. Acho que eu acabaria encontrando um jeito de morrer também. E se o James tivesse feito mal a ela... Jesus... Eu seria capaz de arrancar as bolas dele com as minhas próprias mãos. Claro que as cicatrizes físicas e emocionais permaneceriam, mas graças ao meu bom DEUS as coisas tinham sido resolvidas e James agora iria acertar suas contas num outro mundo. O mundo dos mortos. Bella e eu havíamos enfrentado muitas coisas juntos e separados. Nosso encontro não foi fácil e com certeza a vida ainda iria nos pregar peças, mas nós éramos sobreviventes e como tais, nós iríamos tirar uma sábia lição desta traumática experiência, aprender com as nossas falhas e com os nossos erros e seguir em frente. Porque o nosso futuro juntos estava apenas começando.
-Então eu estive pensando...
Comecei a falar atraindo a sua atenção.
-Não tem mais?
-O que? Sopa?
Perguntei rindo.
-Qualquer coisa, uma fruta, um iogurte...
Levante sorrindo e andei até o frigobar.
-Tem sim iogurte de mirtilo e de frutas vermelhas. Qual prefere?
-Que tal os dois?
Arregalei os meus olhos, fingindo espanto.
-Sério?
-Sim, estou faminta.
-Nossa, vou precisar tomar cuidado ou então vou acabar me casando com uma baleia, falei.
-Vou fazer de conta que não escutei esse comentário idiota, Edward Cullen, disse mal humorada.
Explodi numa gargalhada sonora.
-Desculpe amor, eu estava brincando. Imagino como deve estar com fome, afinal sua última refeição decente foi o café da manhã da Emily três dias atrás.
-Humpf!
Andei até a cama levando os dois potinhos de iogurte e uma colher de sobremesa. Ela me fitou com olhos gulosos e rapidamente comeu os dois iogurtes.
-Água?
-Sim, por favor. Esperei que bebesse tudo e depois joguei o copinho no lixo. Meus pais haviam voltado para a fazenda depois que tiveram a certeza de que ela estava bem assim com a Alice. Ela havia sido chamada para um compromisso urgente, mas garantiu que retornaria muito em breve. Já o Charlie tinha nos deixado a sós e ido até um hotel próximo para tomar um banho e vestir roupas limpas. Eu havia feito o mesmo no banheiro anexo ao quarto em que Bella estava internada. Não saí do hospital nem um momento sequer.
-O que você estava dizendo?
Perguntou enquanto eu me aproximava e segurava sua mão entre as minhas.
-Que eu estive pensando.
-Em que?
-Em nós dois.
-E?
-Falta um mês para o seu aniversário.
Ela parou refletindo um pouco.
-Eu não tinha pensado nisso.
-Mas eu sim. E a Alice também.
Ela fez uma careta engraçada.
-A Alice adora uma festa. Ela é maluca por organizar eventos.
-Isso é bem a cara dela.
-Totalmente.
-Eu estive pensando e acho que seria uma ótima oportunidade para fazermos a nossa festa de noivado. O que me diz?
-No dia do meu aniversário?
-Sim, treze de setembro, na sua festa de aniversário.
-Sabe que não sou muito adepta a festas, Edward.
-Mas esta será especial, pois estaremos oficializando o nosso noivado e talvez até marcando a data do casamento.
-Casamento?!
-Sim, Bella. Estamos noivos, vamos morar juntos, casar e formar uma família. Ou você tem outros planos?
-Claro que não, Edward, mas... Está tão perto...
-Linda o que está lhe incomodando? Fale-me. Prometemos que não teríamos mais segredos uma para o outro, lembra?
-Sim.
-O que está lhe perturbando então?
-Perturbar talvez não seja a palavra mais correta. Eu só acho... Acho que é muita coisa para assimilar de uma só vez, respondeu deixando-me mais tranqüilo. Ela estava ansiosa e depois dos últimos acontecimentos era tudo muito natural.
-E qual é o problema? Acho que a Rose, a Alice e a minha mãe terão tempo suficiente para organizar tudo. Ela me deu um lindo sorriso.
-A Alice e a Rose com certeza. Acho que aquelas duas sozinhas são capazes de organizar um casamento em quinze dias, quanto mais se estiverem juntas, retrucou.
-Então concorda?
-Sim.
Inclinei-me dando-lhe um beijo leve nos lábios sentindo o meu peito transbordando de felicidade.
-Edward, falou com os lábios colados aos meus tentando aprofundar o beijo. Minha urgência por ela cresceu na mesma hora, meu desejo multiplicou chegando doer, mas eu sabia que ainda não era a hora. Com muito esforço consegui me afastar e refrear meus impulsos. Assim que estivássemos em casa eu a amaria lentamente, desfrutando de cada pedaço de pele da mulher que havia se tornado a razão da minha vida.
Narrador.
Enquanto isso na fazenda...
-Rose?
Chamou Emmett ouvindo uns barulhos esquisitos vindos do banheiro.
-Um minuto, ela respondeu tornando a vomitar. O que será que havia comido que a tinha deixado daquele jeito, perguntava-se nauseada en1quanto abria a torneira da pia e jogava água gelada sobre o seu rosto. Minutos depois saiu do banheiro da suíte abatida e encontrou os olhos preocupados do marido que estava deitado na cama lindo um livro.
-Você está bem? Parece tão abatida.
Ela deu um sorriso sem graça e ele notou as profundas olheiras em volta dos olhos azuis.
-Vou ficar bem não se preocupe, retrucou trocando o vestido sim ples por uma camisola curtinha vermelha.
-Amor não me provoque... Você não está bem.
-Não estou provocando, Emmett é que esta camisola é de tecido leve e eu estou meio zonza, sei lá... Disse enquanto vestia-se.
-Quer que chame um médico?
Questionou sentando na cama com cuidado para não machucar a perna que ainda convalescia.
-Não. Pedi a Emily para fazer um chá e ela deve trazer logo mais.
-Há quantos dias está assim?
-Dois ou três. Deve ter sido algo que eu comi, mas não consgo imaginar o que, falou dando de ombros.
Ele afitou com carinho e deu-lhe espaço na cama para que ela se acomodasse. Dez minutos mais tarde Emily bateu à porta e entrou trazendo uma xícara de chá fumegante e saiu. Rose agradeceu e tomou um pouco do líquido quente sentindo que as náuseas melhoravam um pouco, mas achou melhor não tomar tudo de uma vez. Colocando a xícara sobre o criado mudo ela deitou sua cabeça no travesseiro e tentou dormir. Emmett a observava calado, mas suas esperanças lá no fundo estavm renascendo. Fazia extamente um mês que ele e Rose haviam tido relações sexuais na maca do hospital e quem sabe se naquele dia Deus não os havia abençoado e ele tivesse gerado um filho no ventre de sua esposa?!
Com esses pensamentos enraizados em sua mente deixou o livro de lado e ajeitou-se para dormir trazendo Rose para mais perto. O calor do corpo da esposa sempre o acalmava, confortando-o. Minutos depois fechou seus olhos e caiu em sono profundo.
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