Notas iniciais
Oi meninas(os), desculpem o atraso no post. Pedi a KIKI que postasse mas deve ter acontecido algum imprevisto. Espero que tenham tido um carnaval melhor que o meu (cheio de problemas e contratempos) e para compensar vou postar dois caps de uma vez. O 19, da semana passada e o 20, que deveria ser postado só amanhã. Bjs no coração de cada um(a) de vocês. Tiih.

Cap. 19

Bella.

Depois da breve discussão com Edward o desânimo tomou conta de mim. Nossa última conversa havia sido um completo fracasso. E pensar que tudo estava tão bem... Eu precisava fazer com que ele entendesse que estava preocupada com a minha carreira sim, mas que não ia abrir mão dele. O nosso relacionamento era prioridade. Se ele tivesse reagido de outra forma e ao menos me deixasse falar...

Sacudi a cabeça afastando para longe tais pensamentos. De nada iria adiantar eu je preocupar agorae quebrar a cabeça ou até mesmo perder o sono. Edward estava numa missão perigosa com os outros e eu tinha de concentarar naquilo. Mais cedo ou mais tarde nós conversaríamos.

-Chegamos meninas, disse Esme desligando o motor do carro preparando-se para descer.

Ficamos na residência oficial dos Cullen e ela instalou-me num dos quartos de hóspedes, enquanto Rose me trazia uma camiseta de malha larga que serviria perfeitamente como camisola. Perguntaram se eu gostaria de comer alguma coisa, mas eu estava realmente sem fome. Esme insistiu e eu a convenci de que tomaria um copo de suco, leite ou um iogurte antes de dormir. Ela sorriu, desejou-me boa noite como uma mãe normalmente faria e em seguida as duas saíram na direção da cozinha, deixando-me a sós. Tomei um banho rápido sem molhar os cabelos, apenas para tirar meu cansaço e afastei as cobertas, deitando na cama disposta a ler mais uma vez o livro Entre a Nobreza e o Crime.

TRECHO

(...)

— O senhor está falando que irá me ajudar com o tal desgraçado, mas que não pedirá nada por isso?

O mafioso estudou a moça com muita atenção. Levantou-se de sua cadeira, tão silencioso quanto um felino, contornando sua mesa e aproximando-se dela. Ficando frente a frente com ele, a moça permitiu-se por um segundo mergulhar no incrível mar esmeralda daqueles olhos. Edward, por sua vez, sentiu pela primeira vez o que exalava daquela criatura interessante. Perfume caro, nicotina, e uma concentradíssima essência feminina. “Ela cheira a mulher. E que cheiro poderoso!”, anuiu.

— Creio que você não tenha compreendido o que eu quis dizer. Eu disse apenas que não quero o seu dinheiro.

Alargando seus olhos chocolates, concluiu, com os nervos agitados, que não suportaria mais os joguinhos daquele homem, por mais perigoso que ele fosse.

— O que o senhor quer de mim, então? – a voz dela continha toda a impaciência disfarçada de ironia.

Calmamente, ele sorriu, mas não de forma comum. Seu sorriso brilhante mostrava todos os seus dentes perfeitos. Em tanto charme, não poderia parecer mais temível.

(...)

As palavras e a boa escrita me encantavam. Rapidamente li vários capítulos, um atrás do outro. Minha leitura foi interrompida quando alguém bateu à porta. Fechei o livro marcando a página onde estava.

-Está aberta, gritei. Rose entrou com um iogurte de laranja, cenoura e mel nas mãos. O meu preferido.

-Tome.

Disse entregando-me também uma colher pequena.

-Obrigada.

-Esme não vai sossegar enquanto você não comer alguma coisa, falou sentando-se na cama. Abri o lacre e tomei todo o conteúdo. Em seguida levante e fui ao banheiro tomar um copo d’água, levei a boca, escovei meus dentes com uma escova novinha em folha que estava sobre o balcão da pia e voltei para cama.

-Pronto. Ela não vai poder dizer nada agora, falei sorrindo. Minha prima retribuiu o sorriso e pude ver a crescente ansiedade em seus olhos. Ela esperava por uma resposta minha.

-Rose, falei com a Alice hoje e ela me disse que o médico chama-se Demetri Volterra. Ele atende em Washington, no centro, mas ela não sabia na hora o endereço. Vai procurar e manda para mim.

-Obrigada, Bella. Passei o dia inteiro nessa expectativa.

-Não tem de quê. Você liga, marca uma consulta, vai até a capital e eu tenho certeza de que dará tudo certo.

-Tomara que sim. Depois que você me contou sobre a Alice consegui enxergar uma luz no fim do túnel, falou animada.

-Que bom prima, fico muito feliz por você, respondi vendo-a inclinar recostando-se nos travesseiros.

-Posso perguntar o que houve com você e Edward?

Suspirei longamente.

-Claro. Nós brigamos.

Ela deu uma risadinha abafada.

-Percebi. Eu só não, todos perceberam, falou divertida.

-O clima estava pesado.

-Bastante. O que houve?

-Ele acha que não o nosso relacionamento não é importante para mim.

-Você é apaixonada por ele desde a nossa adolescência.

Fato.

-Mas ele não sabe disso, retruquei.

-Eh... Os homens são cegos, rebateu.

-E ele não me deixou falar, Rose. Tirou suas próprias conclusões.

-Igualzinho ao Emmett. Tem horas em que canso do fato dele não me escutar. Parece que estou falando com um bloco de concreto, disse pensativa.

-Mas a relação de vocês melhorou.

-Um pouco. Ele está ficando mais em casa, só sai para ir ao trabalho e lá tem a companhia do pai... Mas eu ainda fico com o pé atrás. Não consigo confiar nele totalmente.

-Mas você o perdoou?

-Sim. Ele ajoelhou-se nos meus pés e pediu perdão, Bella. Logo depois que o fibroma foi diagnosticado.

-Que notícia boa, Rose. Torço muito para que as coisas entre vocês dêem certo.

-Eu sei. Você lembra do bar do Riley?

-Claro.

-Amanhã é a noite em que as garotas não pagam.

-Ele ainda tem aquele touro mecânico no salão?

-Sim, mas você não vai reconhecer. Riley reformou todo o bar, incluindo o touro no verão passado. O que acha de darmos uma passada por lá amanhã?

-Acho uma boa. Mas e os rapazes?

Ela deu um amplo sorriso.

-Não tenha dúvida de que eles nos acharão.

Retribui o sorriso. Os Cullen eram bastante conhecidos na região e o bar do Riley a única opção de divertimento nas redondezas. Se até lá Edward continuasse sem falar comigo até que seria um bom castigo para ele.

-A que horas acha que eles voltam?

Ela desviou o olhar por alguns segundos fitando o teto sobre nós.

-Hoje? Não faço idéia, mas com certeza devem demorar.

-Até amanhã de manhã?

De certa forma eu estava desapontada por não poder conversar com Edward hoje.

-Talvez. Mas se eles ficarem fora até o dia amanhecer e pegarem os bichos, terá valido a pena. Bom, acho que vou me deitar. Estou ficando com sono, Bella.

Disse levantando e espreguiçando-se.

-Ok. Boa noite Rose.

-Boa noite. Nos vemos amanhã, então. Aproveitando um bocejo que surgiu inesperadamente, depositei livro sobre o criado mudo e me ajeitei enquanto Rose saía acenando e fechando a porta atrás de si. Enrolei-me nas cobertas e senti que o sono chegava.

Ainda estava escuro quando acordei. Eu estava grogue, sonolenta, mas sabia que o dia ainda não tinha amanhecido. Meus olhos se fecharam instintivamente e eu me espreguicei rolando na cama. Precisei de um minuto para perceber que não estava sozinha. Meu coração acelerou, o ar ficou preso na garganta, a sensação de pânico tão conhecida me dominou por completo. Rolei outra vez tentando alcançar o interruptor do abajur, que eu havia deixado aceso, mas não obtive sucesso e quase caí no chão.

-Desculpe. Eu não queria acordar você, Edward falou saindo das sombras. Senti um alívio enorme quando reconheci sua voz rouca. A noite estava escura com nuvens espessas demais para permitir que a lua brilhasse através delas e com isso demorei um pouco para enxergá-lo na penumbra. Nossos olhares se cruzaram. Edward estava exausto. Olheiras profundas e escuras rodeavam os lindos olhos verdes. Sua expressão era pálida e séria.

Relaxei com sua presença, mas também fiquei tensa esperando pela raiva dele e a pela minha, mas só havia silêncio e quietude naquele cômodo.

-Que horas são?

A pergunta saiu juntamente com um bocejo.

-Quatro.

-Oh.

Eu havia dormido às 22:00 Horas. Nossa... O tempo passou bem depressa.

- Como foi?

Atrevi-me a perguntar.

-Bom. Pegamos um deles.

Meus olhos arregalaram.

-Alguém se machocou? Você se feriu?

Uma pequena pausa antes da resposta deixou-me de cabelo em pé.

-Não. Todos estão bem, falou. O cansaço tranparecendo em sua voz.

Aquilo já era um grande alívio.

-Qual dos pumas? Perguntei curiosa.

-O pardo. O negro fugiu embrenhando-se na floresta. Tentamos segui-lo, mas acabamos perdendo o rastro no meio da vegetação densa.

-Está morto?

-Sim. Papai atirou na cabeça. Engoli em seco. – Com feras como essas, nós não podemos brincar, Bella, retrucou vendo que eu nada dizia.

-Sei disso, Edward. Ele sentou na beirada da cama ao mesmo tempo em que eu consegui acender a lâmpada. A claridade cegou-me instantâneamente, mas logo consegui me adaptar, fitando-o com atenção. Edward estava com manchas profundas e escuras sob seus olhos verde jade, que denunciavam ausência de sono. Parecia-se nesse momento com um vampiro que esté há dias sem alimentar-se, pensei sombria.

-Vou tomar um banho e dormir. Estou morto de cansado.

-Imagino. Quem rastreou o animal?

Perguntei subitamente.

-O James. Conheço-o há algum tempo e não fazia idéia de como ele é bom nisso. Um ótimo rastreador.

Meus sentidos ficaram imediatamente em alerta.

-E?

Ele poderou um pouco antes de me responder.

-E também descbrimos que os pumas não entraram na fazenda por mero acaso. Alguém deliberadamente fez um buraco numa das cercas a oeste. Eles farejaram o gado e vieram atrás para comer.

Um arrepio gelado desceu pela minha coluna. Observei enquanto ele tirava suas botas, as meias, a calça jeans. Desviei meu olhar em seguida, enrolando-me nas cobertas novamente. Ouvi o deslizar do tecido, o barulho leve das roupas sendo jogadas sobre uma cadeira de apoio lateral, mas não olhei. Ele não havia se aproximado e eu respeitaria esse momento apesar do gosto amargo da nossa separação e do vazio que ficara depois da briga.

-Volte a dormir. Não espere por mim, vou demorar, falou desaparecendo no banheiro e fechando a porta. Segundos depois escutei o chuveiro sendo ligado e fiz o que podia para voltar a dormir, mas foi em vão. A imagem dele nu sob a cortina de água morna do chuveiro a poucos metros de distância reverberou quente em meu cérebro refletindo imperiosa e diretamente no meu sexo. Minha vagina latejou e eu enterrei a cabeça no travesseiro desejando conseguir ignorar. Por que ele tinha de ser um Deus do sexo e da beleza?! Suspírei irritadae em silêncio, cobrindo-me e aguardando seu retorno. Como previu ele realmente demorou no banho, e quanbdo voltou, abriu o guarda roupas pegando lençóis limpos, aproximou-se da cama com cuidado, deitou-se sem me tocar, cobriu-se e virou para o lado oposto. Permaneci imóvel até que ele estivesse profundamente adormecido, retirei as cobertas, peguei minhas roupas, vesti e saí de fininho, pé ante pé. O dia estava amanhecendo nas montanhas e logo mais Emily chegaria à cozinha para preparar o café da manhã com a minha ajuda.

Eu estava terminado de espremer as laranjas quando ela chegou e me olhou surpresa.

-Bom dia, Bella! O que faz aqui a esta hora, menina?!

Ela havia sido casada com um vaqueiro que foi funcionário da fazenda, mas ele morrera num acidente de carro dois anos depois que eu fui viver em Breaking Danw. Desde então ela havia ido trabalhar com ops Cullens na cozinha e ajudando Esme a cuidar dos filhos, de mim e de Rosálie.

-Bom dia Emily. Acordei cedo e decidi vir aqui lhe dar uma ajudazinha, falei sorrindo.

-Muito obrigada, mas não precisava.

-Sei disso, mas resolvi fazer assim mesmo. Voltar no tempo.

-Fico feliz por ter voltado ao seu lar.

-Eu também, Emily.

-Como foi a sua noite?

-Agitada.

-Posso imaginar... E o Edward?

-Dormindo, eu disse dando de ombros.

-Coitado... A noite deve ter sido longa. Mas quero que saiba que estou muito feliz por vocês dois estarem juntos finalmente.

Sorri amplamente, mas não perguntei o que ela queria dizer com aquilo. Depois da revelação que Emmett fizera sobre ter nos visto a beira do lago cinco anos antes... Estrtemeci. Eu não queria nem imaginar se o fato havia virado fofoca ali na fazenda. Preferi ficar calada. Ela trouxe as frutas e nós começamos a cortar todas em pedaços pequenis para preparar a salada. A conversa fluiu naturalmente e logo mais eu estava rindo das histórias que ela contava do tempo em que todos éramos crianças.

-Bom dia, Bella, dise Emmett entrando na cozinha uma hora depois, pegando uma maçã e abocanhando.

-Bom dia. Não é muito cedo para você estar acordado? Vocês chegaram muito tarde, comecei a falar.

-Bom, tenho muita coisa para resolver, então não adianta porque não consigo dormir assim, disse jogando o que sobrou da maçã no lixo, abrindo a geladeira, tirando um recipiente e bebendo direto no gargalo. Era uma garrafa de um litro de iogurte de mirtilo. Emily observou a cena pelo canto do olho.

-Espero que você beba tudo Emmett e depois jogue o frasco no lixo, ralhou.

-Pode deixar, Emi.

Ela sorriu balançando a cabeça.

-Esse menino não tem jeito. Levado e ansioso até dizer basta, emendou.

-E por isso que eu sempre serei o seu favorito nessa famíla, returcou aproximando-se e dando um beijo estalado no rosto da mulher que havia ajudado a criá-lo.

-Cuidado, ela falou por sobre o ombro enquanto ele saía.

-Pode deixar, eu sempre tenho cuidado.

-E não se atrase para o almoço. Vou fazer bisteca de carneiro ao molho de vinho, disse rindo quando viu o brilho presente nos olhos dele.

-Essa eu não perco de jeito nenhum. Pode deixar, eu chego meio dia em ponto.

Bradou divertido. O ambiente familiar era tão reconfirtante que por um minuto eu esqueci a briga que tive com o Edward.

-E você menina, vai ficar para o almoço?

Perguntou quando Emmett sumiu de nossas vistas.

-Se depender de mim, sim. Sabe que adoro a sua comida, eu disse levantando e jogando as cascas e sementes das frutas no cesto de lixo inox ao lado do balcão da pia.

-Bom dia e acho que vou ter de frustar os seus planos, prima. Vamos almoçar qualquer coisa lá por casa mesmo, disse Rose adentrando no ambiente fitando a salada de frutas com olhos cobiçosos.

-Mas o que deu nessa gente hoje?! Parece que todo mundo caiu da cama! E ainda não são nem sete e meia, resmungou a cozinheira nos fazendo sorrir. Em seguida olhei para Rose com interesse.

-Por que? Vamos sair?

-Claro que sim! Esqueceu que vamos ao bar do Riley hoje à noite? Marquei cabelo, hidratação, limpeza de pele e unhas com uma amiga minha que tem um salão itinerante. Quero que fiquemos poderosas.

-Salão itinerante? Como assim?

Perguntei sem entender.

-Ela vem até aqui em casa com o seu pessoal, esclareceu colocando duas generosas porções da salada, uma para mim e para ela.

-Anda, Bella vamos logo. Teremos um dia longo pela frente.

-Já que é assim... Falei dando de ombros, pegando a minha salada, dando um beijo em Emily e saindo no encalço de minha prima.

*** Aí vai um mimo para vcs minhas lindas. Eu estou babando até agora... Espero que gostem. Rssssssss.....BJS!!! http://sphotos-b.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/223965_413194158744539_1579475485_n.jpg

Notas finais
Bjs e correndo para postar o próximo cap.