Orgulho E Sedução.
20 Capítulo 20
Notas iniciais
PDV Bella.
Apesar do fato de eu ter saído de Breaking Dawn e de Rose ser oficialmente um membro da família Cullen, a nossa amizade nunca havia mudado. Ela sempre me procurava. Por telefone, email ou até mesmo através do skype quando havia um bom sinal de internet na fazenda. E eu tenho de confessar... Por mais que estivesse vivendo bem na capital, senti muito a falta dela quando estava morando e trabalhando em Washington.
-Estou quase acabando, Bella.
Disse a mulher inclinada sobre mim, dando os últimos toques na maquiagem. Sem me mexer, olhei de relance para Ângela Weber que trajava um vestido jeans de alças. Ela era uma antiga colega da escola, contemporânea da Rose, a dona do salão de beleza itinerante. Custei a acreditar no quanto as pessoas podem mudar. Com seus cabelos longos negros e olhos violeta, Ângela não era uma mulher que eu teria imaginado exercer hoje a profissão de cabeleireira. Maquiadora tudo bem, afinal ela sempre fora parte integrante da turma de motoqueiros com a qual Edward andara na sua época magistral de rebeldia. Anos atrás ela sempre usava roupas mínimas, de couro e exageradamente justas, além de uma maquiagem pesada, onde os olhos eram destacados com sombra e delineadores negros... Tudo muito dark. E falando sobre como as pessoas mudam, Ângela havia amadurecido muito e segundo a Rose era melhor do que qualquer psicólogo. Ela tinha uma maneira única de chegar ao coração de um assunto sem fazer uma única pergunta que fosse. No fundo ela lembrava a mim mesma. Não era a delicada do tipo sentimental, mas era divertida sem ser fútil, gostava de rir, viajar e fazer amigos. A sua postura agressiva e intimidadora no passado serviu para esconder seus verdadeiros sentimentos e foi também uma forma de ser aceita por um grupo. Ela e Rose pareciam dar-se muito bem e eu resolvi que poderia aproveitar a oportunidade para ter m ais uma amiga ali em Montana.
-Prontinho, concluiu entregando-me um espelho redondo. Fitei meu reflexo no espelho e adorei o resultado. Ela tinha feito exatamente como eu havia pedido: uma maquiagem leve, destacando um pouco mais os meus olhos, nas maçãs do rosto um blush leve e na boca um tom rosado e brilhante tipo gloss.
-E aí? Gostou?
-Uau!
Exclamei admirada.
-Você está linda prima.
-Você também, Rose. Eu adorei Ângela, ficou muito bom. Você é ótima, falei com sinceridade. Ela sorriu em retribuição ao elogio.
-Então você e o Edward estão juntos?
-Namorando oficialmente, esclareceu Rose.
-Fico feliz por vocês, Bella.
Ângela falou sorrindo amplamente.
-Sem falar que o Edward beija muito bem, Rose alfinetou enquanto a morena suspirava ajeitando os óculos sobre o nariz reto e delicado.
-Isso é passado, Rose!
Exclamou chateada.
-Você e o Edward?!
Perguntei interessada e sentindo uma pontinha de ciúmes. Ela deu de ombros enquanto respondia:
-Ficamos juntos uma única noite. Ele estava completamente bêbado e eu tentando fazer ciúmes a um dos rapazes da turma. E foram só alguns beijos Bella, explicou sem graça.
-Tudo bem Ângela. Todos nós temos um passado. E tenho de reconhecer que você está certa. Edward beija muito bem, respondi.
-E de família, Disse Rose sorrindo referindo-se ao Emmett. Ângela prosseguiu:
-Eu fiz coisas das quais não me orgulho, mas hoje sou outra pessoa. O que acha de usar rímel colorido?
Perguntou subitamente.
-Você tem olhos escuros, então daria um lindo contraste.
-Bella geralmente não usa maquiagem, replicou a loira.
-Estou sempre com pressa, falei dando de ombros.
-Mulheres nunca estão com muita pressa a ponto de saírem de casa sem colocar maquiagem. Pegue uma cerveja.
-Não obrigada, Ângela e mais uma vez seu trabalho ficou perfeito, falei olhando minha imagem mais uma vez.
-Obrigada querida, fico satisfeita de que tenha gostado. Agora vamos cuidar do figurino, completou.
-Como assim?
Perguntei alternando meu olhar entre ela e Rose. As duas sorriram bem com o as duas manicures.
-As roupas que nós vamos usar hoje à noite.
Esclareceu Rose com um sorriso enigmático.
-Eu estava pensando em ir de jeans e um top curto, falei.
-Não é de todo má ideia Bella, mas Rose tem outros planos...
A resposta evasiva de Ângela me deixou com uma pulga atrás da orelha.
-O que está aprontando desta vez, Rosálie?!
Perguntei observando-a com atenção, ficando em pé.
-Nós três vamos arrasar hoje, prima. Vamos ser a mulheres mais lindas naquele bar, fazendo com que os homens em cada canto virem suas cabeças para nos admirarem e desejem ser os nossos acompanhantes, disse sorrindo.
-Está louca?! Esqueceu que nós já temos nossos parceiros?! Não me diga que está metida nisso também, Ângela?!
-Bella, relaxe... Nós não vamos fazer nada demais. Vamos sair juntas para dançar, beber e jogar sinuca. Três amigas não podem mais sair juntas para se divertir, por acaso?!
-Não sei... Isso não está me cheirando bem...
-Não pense em nada a não ser em diverti-se um pouco.
-E pela sua cara, Bella, acho que você está mesmo precisando de um pouco de diversão, completou Ângela.
Realmente eu queria me divertir. Esquecer os problemas, os temores, as preocupações e apenas esta noite ser eu mesma. Mas não queria travar outra briga com o Edward. Para as meninas tudo parecia tão fácil... Às vezes eu me perguntava se o resto do mundo também via as coisas da maneira que eu via ou se havia alguma coisa errada com o meu cérebro. Aquelas duas estavam procurando encrenca e eu também. Edward me faria pagar por aquilo, pensei sentindo meu sexo palpitar. A voz de Ângela tirou-me do mundo dos devaneios.
-Se quiser desistir, Bella...
Sugeriu Ângela dando de ombros.
-De jeito nenhum! Ela vai nem que seja amarrada! Tem sido uma semana infernal para nós duas.
Bradou Rose com o dedo em riste. O riso de Ângela era conhecedor. Ela inclinou sua própria cerveja aos lábios e tomou um gole. Rose havia oferecido a todas, e eu fui a única que não aceitei, deixando para tomar quando chegássemos ao bar.
-Viu só, Ângela?! Não tenho nem escolha, retruquei calmamente. Rose ignorou o comentário.
-O Edward está precisando de uma lição, Bella, assim como o Emmett e também o Erick.
De quem ela estava falando agora?!
-Erick? Quem é Erick?
Questionei confusa.
-Meu ex, falou Ângela desanimada. A tristeza sombreou os olhos escuros.
-Ele trabalha aqui na fazenda, é o líder dos peões, emendou Rose olhando para mim fixamente.
-Ah... O nervosinho?
Perguntei de repente lembrando a atitude temperamental do rapaz com traços orientais, na semana anterior nos estábulos. Ângela gargalhou lançando sua cabeça para trás.
-Ele não “é” assim, Bella. Geralmente o Erick “fica” assim quando passa algum tempo sem sexo, explicou.
-Todos os homens são iguais, disse Rose revirando os olhos.
-Sem sexo?
-Sim.
-E exatamente de quanto tempo estamos falando?
Curiosidade era um grande defeito meu.
-Dois meses.
-Nossa!
Minha surpresa era evidente.
-E sabe como eu sei que ele não ficou com ninguém?! Disse sorrindo amplamente.
-Por que as notícias aqui correm como um rastilho de pólvora, falei. Eu sabia como as cidades pequenas eram e se as notícias se tratassem de fofocas... Espalhavam-se mais rápido que o vento!
-Essa tem sido uma semana infernal, murmurei.
-Imagino, disse Ângela sem ter realmente noção de como as coisas estavam de pernas para o ar em minha vida. Meus pensamentos voaram para longe... Edward... Eu estava morrendo de vontade de falar com ele. De ter uma conversa franca, sem mal entendidos. Sonhando acordada com seu toque, molhada e com uma fome dele de uma maneira que nunca tinha imaginado sentir por homem nenhum, mas também eu não tinha lá tanta experiência.
-Você esqueceu a saia, disse Ângela lentamente olhando para as peças de roupa que Rose tinha colocado sobre um dos sofás.
-Sem brincadeira, do jeito que a minha cabeça está poderia ter esquecido o meu próprio cérebro.
O comentário provocou risadas e fomos juntas experimentar as roupas que elas acharam apropriadas para a badalada noite, enquanto as manicures se despediam de nós e de Ângela, combinando o horário de trabalho para o dia seguinte..
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POV do Intruso.
Isabella Swan... Eu me agarrei a qualquer emoção que me distraísse do pensamento de qual seria o gosto de me enterrar dentro dela… A sensação de prazer da carne macia me recebendo, me envolvendo. Como seria tomá-la à força... Como ela reagiria... Se lutaria novamente ou se aceitaria seu destino. Ódio e irritação me invadiram ao mesmo tempo. Impaciência. Será que essa frustração não passaria nunca? Ela tinha conseguido estragar todos os meus planos meses atrás. Eu tive de refrear meus instintos, sufocá-los enterrando bem fundo para não ser pego. E desde aquela maldita noite eu estava tomando muito cuidado para não dar bandeira. A sede de sexo forçado queimou as minhas veias como um rastro de fogo. Minhas entranhas exigiam que eu buscasse, que me alimentasse como um vampiro que deseja sangue fresco. A vontade era uma grossa neblina no meu cérebro. Eu mal conseguia pensar através dela. O impulso maior ainda...
Respirei fundo tentando dissipar essa sensação. Meu estômago revirou com a fome que era um eco da sede de predador sexual. Meus músculos se contraíam e descontraíam. Por causa dela eu vivi um inferno durante meses, mas destino havia me presenteado e ela caíra de bandeja novamente em meu colo. Como diz o velho ditado: Vingança é um prato que se come frio, e eu iria saborear gelado. Eu era um predador. E ela era a minha presa. Isso era a minha essência e não havia nada mais nesse mundo além dessa verdade. Na minha adolescência descobri que as pessoas achavam aquilo errado, mas como poderia ser errado se me dava tamanho prazer?! Eu não me encaixava na sociedade hipócrita que a maioria das pessoas pertenciam. Os outros humanos eram como o dia mais claro e eu, a noite mais escura. Não havia motivo pra que houvesse uma semelhança óbvia.
Voltei a pensar em Isabella e sua imagem povoou minha mente. Meus pensamentos se enfureceram, resistindo ao controle, incoerentes. “Você precisa ter calma e cautela, o monstro confinado dentro de mim sussurrou”. Minha sede seria saciada em pouco tempo, pensei com meus botões, sorrindo para a imagem do monstro no espelho. Ter aberto um buraco na cerca para atrair os felinos havia sido uma ideia brilhante. Eu agora só precisaria de paciência. Precisava fazer com que confiassem em mim e tudo seria mais fácil. Suspirei frustrado... O imbecil do Edward Cullen andava grudado nela todo o tempo. Eles estavam juntos e eu quase havia visto os dois transando numa manhã, o que me deixou mais excitado que nunca. Merda! Eu contava os dias ansioso, mas teria de esperar até aparecer uma oportunidade, uma única chance no momento certo e pronto! O caçador teria sua presa ao alcance de suas garras para fazer o que bem quisesse... E enquanto isso eu iria odiá-la, odiar o que ela me fez passar, os meses de abstinência forçada, de vida reclusa... Isso me acalmou um pouco.
O monstro sorriu para mim pelo espelho outra vez. A noite hoje seria interessante... Eu queria envolvê-los numa pista falsa, alimentar seus medos, sua ansiedade e aos poucos ir me aproximando devagarinho... Até o ponto exato de dar o bote final. E isso não iria demorar muito. Hoje eu havia deixado um recadinho na cada do imbecil e eu sabia que ele iria enlouquecer quando visse...
PDV. Edward Cullen.
Caralho... Meu dia tinha sido extenuante, desgastante e cansativo. Assim que acordei me dei conta de que estava sozinho e praguejei contra o mundo. Eu não queria ter perdido o controle e gritado com Bella, mas não pude me controlar. Simplesmente não consegui. Fiquei exasperado só em cogitar a possibilidade de ela partir outra vez. Merda! Cacete! PQP! Xinguei tudo a minha volta vendo no relógio que passava da uma da tarde e com certeza todos já tinham almoçado enquanto eu não havia ingerido nem o meu café da manhã.
Respirei fundo ao entrar na cozinha. O aroma era delicioso. Sentei e esperei com paciência que Emily me servisse. Em pouco tempo havia uma dúzia de panquecas, calda de morango, mel e uma porção generosa de ovos mexidos com bacon à minha frente. Comi como um bicho. Perguntei por Bella e a nossa antiga cozinheira disse algo sobre ela e Rose terem ido juntas ao salão de beleza. Droga, mil vezes droga!!! Agora é que eu não a veria mesmo. Do jeito que as mulheres costumam passar horas e mais horas num salão... Depois disso não tive mais sossego. Meu pai me alugou o dia inteiro. Primeiro para falar com o controle de animais da região que veio recolher o cadáver do puma pardo, depois me apresentar aos dois policiais que iriam trabalhar a partir de hoje na fazenda disfarçados como peões. Fui o guia local deles. Levei-os para conhecer Breaking Dawn, os funcionários, os alojamentos, o trabalho, os estábulos, o celeiro, os animais, etc. e tal. Como a fazenda era muito grande, não deu para conhecerem tudo, mas começaram a se familiarizar com o local. Pensei que depois disso eu finalmente estaria livre para ir até em casa, relaxar e quem sabe ligar para Isabella. Ledo engano... Um dos nossos melhores animais machucou a pata se exercitando com o Newton e eu tive de examinar o cavalo, o casco, limpar a ferida, desinfetar, medicar e imobilizar a pata do animal depois disso. Resultado final: quase seis da tarde e eu ainda estava trabalhando com um mau humor dos infernos.
-Onde está a Bella?
-Emily me disse que ela e Rose foram para um salão de beleza, respondi ao Charlie preparando-me para desta vez ir embora.
-Não falei com ela o dia todo, resmungou.
“Nem eu”, quase respondi. Eu estava irritado, cansado e frustrado. Uma combinação perigosa.
-Que tal ir ao bar do Riley hoje?
ARG!!! Tudo o que eu não precisava era um monte de homens bebendo, contando piadas e rindo alto sentados numa mesa, mulheres desfilando e flertando abertamente, som nas alturas e uma exibição de pessoas sem fim no touro mecânico do bar.
-Não sei Charlie... Meu dia foi do difícil pra caralho. Estou morto de cansado.
-Percebe-se. Mas hoje é à noite free para as mulheres, falou rindo de orelha a orelha. Fitei-o com um meio sorriso formando-se em minha boca.
-E eu estou namorando firme, rebati.
Ele gargalhou.
-Mas não está morto, meu chapa. E além do mais, olhar não tira pedaço.
-Está me saindo um ótimo sogro, ironizei terminando de enrolar a corda grossa e guardando-a.
-Defendo a minha filha e os interesses dela com unhas e dentes, e não vou admitir que brinque com os sentimentos dela, Edward. Mal que mal há em sair com os rapazes depois do serviço para beber e montar num touro mecânico?! Vamos lá!
-Ainda prefiro ir para casa e tomar um bom e relaxante banho na minha hidromassagem. “Acompanhado de preferência”, pensei.
-Você é quem sabe, disse dando três tapinhas no meu ombro direito e afastando-se.
Observei enquanto ela andava na direção do grupo ao qual Embry e Quil, os policiais, estavam se enturmando. Sacudi a poeira das mãos, abri a porta da caminhonete e entrei, ligando o motor e saindo dali.
Cheguei em casa vinte minutos depois, desci do veículo enfiando uma mão no bolso da calça tateando a procura das chaves. Inseri na fechadura, girei a maçaneta, que deslizou silenciosa e entrei. O vazio me tomou de cheio. Eu sabia que Bella não estaria lá, mas no fundo tinha um resquício de esperança... Dei três passos, mas estaquei surpreso ao ver um envelope branco no chão, bem próximo a porta. Era como se alguém o tivesse colocado por debaixo do vão. Curioso, caminhei até ele e o peguei virando, vendo o nome ISABELLA SWAN colado com letras recortadas de revistas e jornais. Engoli em seco, minha pulsação acelerada. Maxilar cerrado, coração a mil. Rasguei o maldito envelope em dois tempos e senti o sangue fugir do meu corpo momentaneamente. Li e reli o papel, sentindo agora um ódio possante e devastador tomar conta de mim.
-Maldito!!! praguejei irado lendo mais uma vez os dizeres em letras garrafais:
ICE EYES.
Girei o papel e nas costas havia um artigo tirado de um jornal de Washington meses atrás dizendo que a pista que a polícia da capital tinha sobre o estuprador em série havia esfriado. Tinha também o relato de duas vítimas, que descreviam em detalhes o horror que tinham vivido nas mãos do maníaco. Um misto de sensações me invadiu.
-Filho da puta!
Gritei aos quatro ventos sentindo o ódio feroz borbulhar dentro de mim. Eu tinha sede. Sede de sangue. Bastardo imundo! Ele queria tocar na minha mulher?! Ele iria ver o que eu faria quando pusesse minhas mãos nele! Infeliz! Miserável! Ele que me aguardasse!
-Você quer brincar, seu maníaco doente?! Venha brincar comigo, seu imbecil maluco! Arranco suas bolas em dois minutos, seu animal! Vou capá-lo com minhas mãos como a um bezerro! Deixe de ser covarde, seu psicopata! Delinquente maldito! Apareça, vamos! Me enfrente como homem!
Desejava desesperadamente que ele pudesse me ouvir e resolvesse aparecer, mas não havia nada além do silêncio e do meu eco ali. Subitamente comecei a temer por Bella. Um medo gigantesco e irracional me invadiu. Agora eu sabia exatamente com quem estava lidando. Com um predador sexual experiente. E ele não estava ali por acaso. Ele queria Bella. Só de imaginar as coisas que ele poderia fazer com ela... Podia sentir o medo crescendo em meu íntimo. Me engolfando... Medo. Medo, completo e inalterado. Eu deveria ter sabido melhor. Deveria ter ficado na cola dela vinte e quatro horas por dia! Eu sabia que era melhor do que deixá-la sair das minhas vistas. Mesmo com a presença dos policias disfarçados! Mas a raiva havia me cegado. Eu precisava encontrá-la e depressa.
PDV Narrador.
-Bah, bah, bah!
Edward batia com violência na porta. Debaixo do chuveiro, Emmett ouviu as pancadas fortes das batidas à porta de sua casa.
-Mas o que...?
Perguntou-se enquanto continuavam batendo de forma incessante.
-*#%gfsdxcvnvv Caralho! Que porra é essa?! Será que nem um banho eu posso tomar sossegado, droga?!
Resmungou praguejando irritado, interrompendo o banho. Saiu do Box enrolando uma toalha em torno da cintura, com a água ainda pingando em seu corpo.
-Já vai, porra!
Bradou a meio caminho da entrada molhando tudo por onde passava..
-É bom que tenha morrido alguém, se não eu mesmo vou me encarregar de matar um!
Conclui escancarando a porta. Quase caiu quando o seu irmão entrou na casa parecendo um furacão e acabou esbarrando nele acidentalmente.
-Edward?! Mas que porra tá acontecendo?!
-Cadê a Bella? Emily me falou que ela e a Rose saíram juntas desde cedo, disse ansioso e agoniado.
-Não sei. Aqui elas não estão. Estou sozinho, não tem ninguém em casa.
-Merda!
Esbravejou amassando o papel que trazia em suas mãos. Emmett aproximou-se fungando.
-Que cheiro é esse?! Edward!
-O que foi?
-Eca! Mano você deveria tomar um banho antes de vir até a casa dos outros. Está fedendo a suor, cavalo e esterco. Podre! Meu amigo...
Edward suspirou longamente estendendo o papel que trazia nas mãos na direção do irmão mais velho. Emmett pegou e sua expressão foi ficando sombria enquanto lia.
-Onde encontrou isso?
Perguntou muito sério.
-Estava debaixo da minha porta, respondeu passando a mão nervosamente pelos cabelos acobreados. Ele sempre fazia isso quando estava nervoso. Um gesto típico.
-Filho da puta! Edward, isso está ficando pior do que eu pensava!
-Acha que eu não sei?!
Os dois entreolharam-se tensos.
-Ou é o mesmo estuprador em série ou ele este querendo se passar por ele. Guarde isso. É evidência.
-Acho melhor você guardar e entregar ao Charlie. Não quero que Bella veja isso agora. Vou conversar com ela primeiro.
Edward entregou o papel ao irmão, que o dobrou com cuidado.
-Vou trocar de roupa e vamos atrás delas, mas pelo a mor de Deus, tome um banho antes criatura! Caralho! Você está fedido como um gambá!
Edward estirou-lhe o dedo em resposta e os dois entraram juntos. Enquanto Emmett se trocava, Edward invadiu o banheiro da suíte do irmão e tomou um banho ali mesmo. Emmett emprestou-lhe roupas limpas. Edward olhou para as peças, fazendo uma negativa com a cabeça. Emmett o fitou surpreso.
-Sem cueca?
-Só uso as minhas mano. Obrigado, mas não. Vou ao natural, como vim ao mundo, Edward respondeu vestindo a calça jeans preta, camisa azul, calçou meias limpas e botas de couro também pretas. Penteou os cabelos com os dedos, passou perfume e os dois saíram em direção à casa de Charlie.
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