Orgulho E Sedução.
17 Capítulo 17
Notas iniciais
luanny nascimento; tatacullen07; mccm; juaassaid; grazy; Giulia_Volturi; Vanessiinha; Raskia; DEA; ladylaly; nanacullen; brancabella; re_twililight;
Ana Paula Souza; LittleDoll; Giis; sonimai; Girndum; Valerie_swan; AllieC; moniquita; yarabastoss; danivena; Thamires; j91hm; LEA OLIVEIRA; Becca_Black; Tassi_bella; matiussi; Sandra Cristina Araujo; bellitasnv; thaissasantos; deianunes e Lia. Totalizando agora 88 recomendações. Meninas, muito, mas muito obg mesmo. Este capítulo é dedicado a cada uma de vocês. E aquelas que ainda não recomendaram, se puderem me dar este presente, com certeza mais posts extras virão. Bjs, Tiih.
Cap. 17.
Bella.
Parcialmente recuperada do choque a mulher nos levou até o final do restaurante, onde algumas divisórias feitas com árvores antigas davam privacidade a algumas mesas. Mas em seu rosto muito maquiado permanecia uma expressão tão desolada que senti vontade de rir, mas disfarcei.
–Que tal aqui?
Perguntou limpando a voz com um pigarro discreto.
–Perfeito, disse Edward presenteando-a com seu sorriso torto. A moça sorriu aparvalhada. Ela ficou hipnotizada pelo sorriso e magnetismo dele, demorando uns vinte segundos para se dar conta de que agora a presença dela era totalmente desnecessária.
–Oh, fiquem à vontade. Vou mandar alguém atendê-los em um instante, disse apressadamente e saiu tropeçando em seus próprios pés.
–Finalmente, respondi revirando os olhos. Ele sorriu.
–Finalmente o que?
Insistiu. Fitei-o com seriedade. Ele com certeza estava se fazendo de doido, mas eu não ia discutir nem tampouco começar uma briga num local público como aquele.
–Ri melhor quem ri por último, Edward, falei calmamente.
Ele me fitou com um ar de ingenuidade.
–Bella, só fui gentil com a moça para que pudéssemos ficar sozinhos, ter mais privacidade.
–Sei.
Respondi com secura.
–Está com ciúmes?
Perguntou com os olhos brilhando. Não respondi. Ele iria provar do seu próprio veneno na primeira oportunidade.
–O que vai querer?
Questionou desconversando.
–Vou querer um hambúrguer de frango e uma salada verde.
–Fritas? Refrigerante? Suco? Sobremesa?
–Uma coisa de cada vez, Edward, mas fritas definitivamente, não. Muitas calorias, respondi.
–Você gastou muita energia ontem, gatinha e não tem tendência a engordar. Deveria comer um pouco mais, disse piscando um olho divertido.
–Comporte-se, Edward.
Eu disse corando até a alma. Ele retribuiu o sorriso.
–Estou contente em estar aqui, falei.
–Essa frase poderia ter soado melhor, respondeu.
–Como?
–“Estou contente em estar aqui com você, Edward”, rebateu tentando imitar a minha voz, fazendo-me ter uma crise de risos. A aproximação de uma garçonete impediu-me de dar uma resposta. Pedimos hambúrgueres, batata ele, salada eu, e dois sucos grandes de laranja sem açúcar. Quando a comida chegou, dois homens, um mais velho e um bem mais novo ocuparam uma das mesas ao lado. O mais novo olhou pra mim com interesse, estreitando os olhos. Edward fechou a cara, mas foi obrigado a ser cortês quando o homem mais velho o cumprimentou.
–Edward Cullen. Há quanto tempo.
–Como vai senhor Cheney?
Cheney? Franzi o cenho forçando a memória. O nome era familiar... Edward retribuiu o cumprimento levantando-se e apertando a mão do homem de idade.
–Bella?
O mais novo perguntou. Claro! Minha mente estalou. Ben Cheney, do colegial. O velho Ben... Estudamos juntos na escola local.
–Ben? Ben Cheney?
–Menina, você está linda!
Falou alcançando-me rapidamente, abraçando-me com entusiasmo, me avaliando de cima a baixo com franca apreciação. Sorri internamente. “Ri melhor quem ri por último”, a frase relampejou em minha mente. Nada mal. O destino encarregou-se de dar o troco ao meu namorado rapidamente, pensei com meus botões.
–Quanto tempo!
–Cinco anos, respondi ampliando meu sorriso.
–O que a trouxe de volta a Montana?!
Neste momento a mão pesada de Edward pousou firme sobre o ombro dele que deu um pulo, assustado.
–Saudades da família, Edward respondeu por mim.
–Oi, Edward.
O sorriso de Ben era amarelo e sem graça.
–Oi, disse sério. As palavras eram amigáveis, mas o olhar de Edward era frio e cortante como o aço. Bem engoliu em seco, recuando alguns passos.
–Fico feliz em rever você também, Ben, eu disse tentando quebrar o clima tenso que se instalara.
Edward então me apresentou ao pai do meu antigo colega como “sua namorada”. O semblante de Ben murchou, ele engoliu em seco e rapidamente tornou a sentar à mesa de costas para nós, fingindo ter grande interesse no cardápio. Precisei me controlar para não rir. Edward e o senhor Cheney conversaram por alguns minutos e eu aproveitei para estudá-lo. Ninguém poderia duvidar que Edward era nativo de Montana. Ele pertencia aquele lugar. Seu porte físico, suas roupas, seu andar o jeito de falar... Tudo nele era típico do lugar onde havia nascido e crescido, onde o clima era ora muito seco ou ora muito frio e as pessoas não tinham medo de trabalhar arduamente. Suas atitudes transmitiam o orgulho que sentia de suas raízes, orgulho de ser um fazendeiro da região. E em meu peito, eu também sentia muito orgulho dele e por ele. Vendo que o nosso almoço estava esfriando, o pai do Ben, despediu-se de Edward com um firme aperto de mão e um inclinar do chapéu para mim. Acenei em resposta. Comemos em silêncio, desfrutando um da companhia do outro. Terminada a refeição, nos despedimos dos conhecidos de forma breve, fomos em direção ao caixa, pagamos a conta e saímos. O calor abafado da tarde nos recebeu numa grossa lufada de ar quente.
–Ótimo sujeito o senhor Cheney, comentou quando descíamos os degraus da entrada. Sorri discretamente.
–O Ben também, provoquei com a voz neutra.
Ele grunhiu qualquer coisa.
–Como? Não entendi o que você disse, Edward, falei. Ele acelerou os passos e me trouxe junto.
–Sinto não poder dizer o mesmo, grunhiu. Yes! Um a zero para mim, pensei.
–Por que, Edward? O rapaz foi tão simpático... Falei casualmente. Ele me fitou irado. A raiva cintilava nos olhos verdes como dardos afiados.
–Engraçadinha!
–O que foi agora?!
Minha pergunta saiu num suspiro.
–Fique longe de Ben Cheney, Bella! Ele olhou para você como se fosse te comer!
Sorri de orelha a orelha, como costumam dizer por aí, vibrando com a crise de ciúmes dele.
–Com ciúmes?
Devolvi a pergunta. Ele não respondeu e deu-me um sorriso maquiavélico, aproximando-se habilmente, segurando em meus ombros e encostando a boca em meu ouvido.
–Ri melhor quem ri por último, gatinha.
Sua voz era rouca, baixa e irresistivelmente sedutora. Seus olhos verdes escuros e intensos. Um arrepio elétrico intenso percorreu meu corpo de cima a baixo. Meus mamilos intumesceram sob a força de seu olhar. Meu sexo molhou. Corei até a raiz dos cabelos. Era uma promessa eu não via à hora dele cumprir.
–Alguém já lhe disse que fica linda quando cora?
–Não acho nada bonito, Edward. É um hábito muito constrangedor que eu já deveria ter perdido, eu disse aborrecida.
–Eu adoro isso, rebateu acariciando minha face com as costas da mão, me deixando arrepiada.
– Não sou mais a menina tímida do interior, sou uma mulher que viveu cinco anos numa cidade enorme. Numa capital, falei irritada.
–Não perca esse hábito nunca, Bella, disse segurando em minha mão. –Não deixe que a vida a endureça a ponto de impedi-la de corar.
Nossos olhares prenderam-se um no outro e permaneceram presos por um longo momento. Precisou que alguém pedisse licença e desse um pigarro para que déssemos conta de que estávamos no estacionamento do restaurante atrapalhando a passagem das pessoas.
–Pronta para irmos para casa?
Perguntou beijando meu pescoço assim que alcançamos o carro.
–Si... Sim, respondi hesitante.
–Hum... Não me pareceu convincente, disse ele descendo com a ponta do nariz até minha clavícula, acariciando minha pele com uma lentidão desmedida. Minhas pernas fraquejaram.
–Edward...
–O que?
–Estamos chamando a atenção, consegui balbuciar vendo que duas senhoras prestes a entrar no restaurante nos fitavam com grande curiosidade. Ele respirou fundo abrindo a porta ajudando-me a entrar, fechando a porta em seguida. As duas senhoras então seguiram seu caminho enquanto ele dava a volta no veículo e acomodava-se ao meu lado.
–Acha que se começássemos um amasso daqueles encostados ao carro, elas se escandalizariam?
–Com certeza seríamos presos, retruquei sufocando uma risada.
–Bom então é melhor voltarmos logo para a fazenda onde teremos toda a privacidade necessária.
–Para que?
–Para eu me deliciar nesse seu corpinho maravilhoso, gatinha, respondeu beijando minha mão. Trinta minutos depois estávamos no aeroporto de Helena, prontos para retornar a fazenda. Foi quando lembrei da Alice.
–Alice!
–Sua amiga?
–Sim, preciso ligar para ela, disse tirando o celular da bolsa. O sinal estava perfeito. Abri o aparelho e disquei o número que sabia de cor. Três toques depois...
–Bella?
–Oi Jazz, respondi feliz em ouvir aquela voz tão querida e familiar. Eu estava muito feliz por estar em casa, mas nessas horas a saudade dos amigos apertava um pouco meu coração. Jasper era uma pessoa muito especial e querida. Com ele eu havia aprendido que as cicatrizes adquiridas ao longo da nossa vida não servem para nos lembrar das coisas ruins que nos aconteceram e sim para que nos tornemos pessoas melhores e mais fortes no futuro.
–Quem é Jazz?
Interrogou Edward com o cenho franzido. Resolvi aproveitar a oportunidade.
–Como você está meu anjo?
–Estou bem Jasper, morrendo de saudades das nossas conversas, falei dando um imenso sorriso. Edward cruzou os braços sobre o peito. No rosto uma expressão nada amigável. Se olhar matasse com certeza eu teria caído imediatamente no chão, fulminada.
–Bella? Olhe para mim. Quem é esse tal de Jasper?
Cuspiu irritado.
–Estou à sua disposição minha “bela”, sempre que precisar, respondeu divertindo-se.
–E eu estou aqui morrendo de ciúmes, gritou Alice do outro lado fazendo-me rir muito.
–Posso saber qual é a graça?! Quem é esse filho da puta, Bella?!
Seu rosto era impassível. Partecia ter sido esculpido em mármore ou granito. Todos os músciulos tensionados, os punhos cerrados, a boca crispada numa linha fina e borrada. Eu quase pude ver a fumaça saindo de suas orelhas... Quase. Edward parecia uma bomba prestes a explodir. Vendo que ele estava no limite, resolvi parar com a provocação tapando o celular com uma das mãos e fitando-o com todo carinho e ternura que transboradavam em meu peito por aquele homem.
–O namorado da minha melhor amiga.
A raiva dele evaporou instantaneamente. Vislumbrei um meio sorriso formando-se nos lábios firmes e bem desenhados. Jasper passou o telefone para ela
–Alice!
–Bella! Que bom ouvir sua voz minha amiga! Está voltando para a civilização? Estou com saudades.
–Eu também, mas vou ficar em Montana mais tempo do que pensava.
Respondi fazendo questão de ser evasiva. Se Alice soubesse o que estava acontecendo comigo, iria largar tudo na cidade e viria de malas prontas se estabelecer por um tempo em Breaking Dawn.
–Hum... E isso se deve a que?
O faro de jornalista fazia parte de sua personalidade, de quem ela era. Suspirei conformada.
–Muitas coisas. Rose não está bem de saúde, papai quer que eu fique um tempo por aqui, estamos com dois pumas atacando o gado...
Decidi abreviar a conversa. Contaria tudo a ela posteriormente.
–Minha nossa! Pumas?! Deus me livre! Bella por favor, tome cuidado ok?
–Não se preocupe comigo, amiga. Estou em casa agora.
–Fico muito feliz por você. Quero que me conte tudo. Como estão as coisas?
–Não tenho muito tempo para conversar agora. Edward e eu viemos a Helena para pegar ração e suprimentos. Estamos voltando para a Fazenda em alguns minutos.
–Edward?
–Sim.
–Edward Cullen?!
–Sim, respondi fazendo um muxoxo com a boca. Se ele escutasse eu seria motivo de gozação por um bom tempo.
–O filho do Senador Cullen. Aquele pedaço de mau caminho de olhos verdes e cabelos ruivos?!
Apértei os lábios numa linha fina, segurando-me para não desatar a rir. Alice era muito perspicaz e tinha uma memória supoer prodigiosa. Sempre tivera. Ela já tinha visto algumas fotos dele e de toda a família Cullen em revistas famosas e também nos emails que eu e Rose trocávamos.
–Opa! Eu ouvi essa e não gostei! Quem é o carinha mesmo?! Estou com ciúmes ouviu Bella?!
Gritou Jasper.
–Ai! Sim.
Edward me fitava com interesse. Ele gostaria de ouvir a conversa, mas eu não permiti e dei-lhe as costas.
–E ele está aí com você?!
–Sim, falei sabendo onde ela queria chegar.
–Não pode falar nada agora?
–Não.
–Só uma perguntinha mais... Vocês estão ficando?
–Com certeza, respondi.
–Se você me conhece bem e eu acredito que sim sabe que esta sua amiga aqui vai ficar morrendo de curiosidade não sabe?!
–Sei sim e prometo que iremos conversar na primeira oportunidade, Alice, mas agora preciso de um favor seu.
–Ok, mas como nesse fim de mundo em que você está celulares quase não funcionam isso vai lhe custar um longo email ou um longo telefonema da casa do seu pai, contendo todos os detalhes sórdidos que você está fazendo questão de me esconder da sua relação com o “gostoso” Cullen, disse divertida.
–Tudo bem, respondi sentindo o meu rosto pegar fogo.
–Pode falar.
–Preciso do nome telefone e endereço do médico que operou o seu fibroma uterino. É para Rose.
–Claro. O médico é o Dr. Demetri Volterra. O telefone e o endereço eu não tenho aqui agora, pois ele mudou o consultório, mas é aqui mesmo em Washington, no centro.
–Manda pra mim assim que tiver isso em mãos?
–Mando sim, Bella, pode deixar.
–Obrigada, Alice. Vou ter que desligar agora, nós vamos voltar para Breaking Dawn. Estamos atrasados. Beijo.
–Beijo.
Desliguei o aparelho e guardei na bolsa vendo que já passava das quatro da tarde. Edward estendeu sua mão e eu segurei-a sentindo os arrepios carregados de eletricidade atingirem nossa pele. Sorrimos e caminhamos juntos na direção do hangar. Em breve estaríamos em casa e poderíamos extravasar a paixão que nesse momento nos consumia. O momento era tão especial que parecia mágico. Nesse instante meu coração apertou de leve como que se antecipando num murmúrio de lamento... Engoli em seco. Eu estava tão feliz que tinha medo de que algo pudesse dar errado.
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