Orgulho E Sedução.
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Cap. 18
Edward Cullen.
Quando ouvi a intimidade com que ela disse “Jazz” ao telefone, uma onda quente vermelha e poderosa de ciúmes me dominou completamente. Bella estava rindo toda derretida por um homem com quem estava falando. “Outro Homem”, minha mente gritou como um bombardeio. Dizer que fiquei irado era pouco. Minha vontade na hora foi arrancar o celular de sua mão e arremessá-lo longe, quabrando-o em mil pedaços. Será que ela não enxergava que era minha?! Só Minha! Relaxei apenas quando ela disse que o tal do “Jazz” era namorado da Alice. Eu nunca havia me importado tanto com uma mulher. Nenhuma jamais me deixara nesse estado e sinceramente eu não sei se estava gostando daquilo. Bella era minha vida e ao mesmo tempo minha maior fraqueza. Se algo ruim acontecesse a ela eu também seria destruído. Cerrei meu punho livre com força para que ela não percebesse a minha tensão. Charlie, Emmett e eu varreríamos a fazenda de cabeça para baixo até encontramos o filho da puta que a estava ameaçando. E eu mataria o infeliz com minhas próprias mãos se pudesse. De súbito ela estacou o que também me fez parar.
-Tudo bem?
-Sim. Podemos parar cinco minutos?
Perguntou-me ansiosa. Sorri de sua expressão.
-Claro. O que quer? Ir ao banheiro?
-Não, eu quero ir ali naquela livraria, respondeu soltando minha mão e praticamente correndo para a loja. Fiquei onde estava, observando seu movimento. Ela aproximou-se da vitrine, chamou a vendedora e apontou para um livro especificamente. A vendedora assentiu e afastou-se voltando minutos depois com um exemplar. Bella sorriu, agradeceu, pegou o livro e foi até o caixa pagar. Em menos de dez minutos ela estava de volta, ao meu lado.
-Pronto, podemos ir.
Disse com um lindo sorriso iluminando o rosto em formato de coração.
-Que livro é esse que despertou tanto o seu interresse. Posso saber?
-“Entre A Nobreza e O Crime”.
-Não conheço. É bom?
-Não. Bom é uma palavra muito banal para descrever este livro. Ele é simplesmente fantástico. É de uma conhecida minha a autora Jane Hermann. Ela começou escrevendo uma fafiction sobre uma Saga onde existe uma famíla de vampiros que não tomam sangue humano e fez tanto sucesso na internet que foi convidada a publicar seu livro.
-Nossa!
-Fiquei muito feliz por ela.
-E você já leu, constatei diante do entusiasmo dela.
-Sim e...
-E?
-Tem algumas cenas que nós podemos fazer, disse dando um tímido sorriso. Minha pulsação acelerou, meu pau agitou-se dentro da boxer escura.
-“Nós podemos fazer?”
Insisti.
-Sim, isso se você quiser, é claro.
-Tipo realizar fantasias?
Salivei louco para pôr em prática tudo que a cabecinha dela estivesse maquinando.
-Exato.
-Fiu!
Assobiei adorando de antemão aquele livro.
-Vamos embora daqui logo ou eu não respondo por mim, gatinha.
-Espero que goste do que eu tenho em mente, falou mordendo o lábio inferior entre os dentes.
Aproximei-me perigosamente louco para jogá-la numa cama e arrancar suas roupas em seguida.
-Pressinto que vou adorar, mas depois que a fera é solta Bella, não há mais como fazê-la retornar à jaula, disse referindo-me aos meus instintos sexuais.
-A fera seria... Você?
-Com certeza, respondi passando a língua lentamente pelos meus lábios, movimento que ela acompanhou fixamente.
-Então acho que eu não tenho o que temer, respondeu sorrindo.
Algum tempo depois...
-Você parece tão pensativa, falei. –Não quer falar o que a está preocupando? Acho que lhe faria muito bem.
-Não é nada, desconversou.
-Todos nós precisamos conversar sobre o que nos aflige Bella. Eu respeito e admiro você. Me conte quais são as suas preocupações, pedi.
-Além de um maluco psicopata a solta na fazenda?!
-Bella...
Ela deu um longo suspiro.
-Nós vamos proteger você, não fique assim...
-Sei disso, Edward, mas não queria que todos vocês estivessem envolvidos nisso. Tenho medo.
-O medo faz parte da existência do ser humano, como outros sentimentos. Lidaremos com ele, respondi na esperança de acalmá-la.
-Eu sei.
Captei uma nota de desânimo na voz dela e isso me fez prender a respiração ao mesmo tempo em que à minha esquerda, avistei a pista de pouso da fazenda, quilômetros abaixo de nós. Ela estava comigo, mas seus pensamentos continuavam na cidade grande. Disfarcei minha perturbação perguntando:
-Qual o problema?
-Estava pensando na minha carreira. O tempo em que ficar aqui na fazenda eu não poderei ir a Congressos, Eventos Esportivos, Feiras, etc.
Bella falava casualmente, mas eu enrijeci. Então ela não havia cogitado a possibilidade de fixar residência de forma definitiva na fazenda. Aquilo doeu profundamente. A idéia dela indo embora outra vez era insuportável. Era quease como não poder respirar. “Idiota”, minha consciência gritou. E pensar que cogitei a possibilidade de me abrir nmeu coração e me declarar...
-Entendo.
Falei com a garganta apertada.
-Claro que poderei fazer trabalhos à distância, como traduções de livros, pesquisas e textos para estrangeiros.
-Mas ficaria limitada a isso.
-Exatamente.
Foi a minha vez de suspirar com pesar. Desapontamento, frustração, raiva contida, uma sensação desagradável de impotência... Era difícil descrever o que senti nesse instante. Precisei de alguns minutos para encontrar as palavras certas.
-Nem tudo na vida acontece da forma que nós gostamos. Vai ter que passar por isso, Bella. Estamos falando da sua vida.
-Eu sei e espero que tudo isso termine logo.
Foi a gota d’água. Apertei o manche com força.
-Então pretende ir embora.
Minha voz saiu amarga. Ela notou.
-Eu não disse isso, rebateu.
-Não diretamente.
-Edward, olhe, eu não quero brigar com você.
Preguejei alto.
-Não quer brigar, mas quer ir embora! Grande diferença!
Esbravejei furioso! Eu queria conversar sobre o assunto, tentar ser racional, mas não conseguia. Quando o assunto era Isabella eu agia primeiro e pensava depois. Maldição! O inferno em que vivi quando ela foi embora passou como um filme em minha cabeça.
-Eu não falei que ia embora! Nunca disse isso. Não ponha palavras na minha boca!
-Pensei que o fato de estarmos juntos significasse alguma coisa para você!
-Claro que significa! O que acha que eu sou?
Ri com escárnio.
-Eu não sei! Por que não me diz?! Uma mulher mimada e agoísta que vai embora sempre que surge um problema ou uma situação ineperada?! Alguém que foge dos problemas para não ter que encará-lo ou por não saber lidar com eles?! Cresça bella! Você não é mais uma criança!
-Pare! Você está me ofedendo, Edward!
-A verdade dói, não é?!
- Vocênão sabe o que está dizendo!
Ela me olhava chocada com a rispidez das minhas palavras.
-Sei sim, eu estava aqui da última vez, lembra?!
-Pela milésima vez, Edward, eu não fugi, eu fui para Universidade! Tudo o que eu sempre quis foi ir para a faculdade, era o meu sonho!
-Sim, claro... Tudo o que você queria era ir para a Faculdade e sabe o que eu queria Bella?! Tudo o que eu queria era você!
Esbravejei segurando o manche com força, pois o avião estava se aproxiomando do chão, rápido demais.
-Edward...
Sibilou baixinho.
-Inferno! Vou dar mais uma volta sobrevoando o terreno. Com essa velocidade não vai dar para aterrissar, falei tenso atraindo a atenção dela que engoliu em seco. Quinze minutos depois conseguimos pousar em segurança. Charlie, Emm, Rose, papai, mamãe e cinco peões nos aguardavam no final da pista de pouso. Descemos em silêncio.
-Comitê de recepção?!
Falei quando todos aproximaram-se para ajudar a descarregar a carga. Bella recuou alguns passos e eu decidi ignorar. Ao menos por enquanto.
-Temos um problema Edward, disse Charlie um tanto sombrio depois de dar um forte abraço na filha.
-Caralho! O que foi desta vez?!
Gritei tentando aplacar a raiva que pulsava em minhas veias.
-Ou pumas. Entraram na fazenda, ele disse diretamente. Meus olhos quase slataram das órbitas. Duas feras soltas em Breaking Dawn?! Puta merda! O que nmais faltava acontecer?!
-Como isso aconteceu?!
-Boa pergunta, disse Emmett.
Meu pai aproximou-se segurando em meu ombro.
-Chamei dois peões para nos ajudar. Eles devem chegar amanhã, falou fitando-me fixamente. Entendi a mensagem. Eram policiais que ajudariam no caso do maníaco.
-Ok. Qual o estrago?
-Duas vacas, James respondeu.
-Por enquato, completou Laurent.
-Fiho, sua mãe, Rose e Bella estarão seguras em nossa casa. Nós vamos nos dividir e sair a procura dos animais.
Olhei em volta. Estávamos em oito, mas para capturar duas fera selvagens este número era insuficiente.
-Onde estão os outros?
-Acha que será preciso mais homens?!
Charlie questionou.
-Pode apostar nisso, respondi.
-Ok. Vamos convocar todos os que estão na fazenda então.
-Certo.
-Esme, vocês podem ir, dise Carlisle beijando a testa de sua esposa.
-Prometa que vai tomar cuidado.
-Sempre.
Emmett e Rosálie despedirem-se com acenos e eu e Bella de forma proposital ignoramos um a presença do outro. Charlie e papai franziram o cenho com aquela atitude estranha, mas não disseram nada. Minutos depois as mulheres partima rumo a casa dos meus pais e nós na direção do novo celeiro.
Isabella Swan.
Meu coração martelava loucamente. As palavras de Edward pareciam ter sido amplificadas em minha mente. O eco ressoava sem parar nos meus ouvidos: “Tudo o que eu queria era você!”.
Música do momento: Velha Infância (Tribalistas)
Você é assim
Um sonho pra mim
E quando eu não te vejo
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito...
Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor...
E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância...
Seus olhos meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só...
Você é assim
Um sonho pra mim
Quero te encher de beijos
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito...
Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor...
E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância...
Seus olhos meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só...
Você é assim
Um sonho pra mim
Você é assim...
Você é assim...
Você é assim...
-"Você é assim
Um sonho pra mim
E quando eu não te vejo
Penso em você
Desde o amanhecer
Até quando me deito
Eu gosto de você
Eu gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor"
A música brasileira que havia ma encantado e que tinha traduzido tempos atrás encheu minha mente sem que eu quisesse ou pudesse evitar... Ele me queria. Cinco anos atrás ele me queria. Oh, céus... Como eu poderia explicar a ele?! Vasculhei a mente tentando encontrar as palavras certas, mas fracassei. Engoli em seco fitando-o assustada. Uma outra hora nós conversaríamos sobre aquilo. E eu faria com que ele entendesse, ou melhor, eu tentaria fazer com que ele entendesse. A aterrissagem foi tensa, mas deu tudio certo, graças a DEUS. Notei que muitas pessoas estavam a nossa espera e aquilo só poderia significar uma coisa: Problemas. Quando todos a proximaram-se um rapaz loiro, estranho a mim com os cabelos presos num rabo de cavalo me fitou com curiosidade. Um arrepio sinistro desceu por minha coluna gerando gotas de um frio suor. Recuei alguns passoe e Emmett percebeu. Rapidamente ele venceu a distãncia que nos separava ficando ligeiramente atrás de mim sussurrando baixinho para que ninguém além de mim pudesse ouvi-lo:
-O que foi, Bella? Você viu alguma coisa?
-Não. Eu senti, falei no mesmo tom. Os outros estavam entretidos falando sobre os pumas.
-Fale, pediu.
-Quem é o rapaz de rabo de cavalo?
Sussurrei.
-James, disse ele.
-Hum...
-Por que?
-Senti uma coisa meio sinistra vindo dele. Desculpe, eu não sei explicar Emmett.
-Vou ficar de olho, não se preocupe.
-Obrigada.
-Apenas destacando um fato...
Sim, eu sabia. Foi à primeira coisa que vi quando o olhar do peão cruzou com o meu olhar...
-Ele tem olhos castanhos.
Asenti. Emmett então colocou a mão no meio das minhas costas, afagando levemente num gesto de solidariedade. Apesar das besteiras que ele havia feito, fiquei muito agradecida. Emmett era imaturo às vezes e agia por impulso, mas ele sabia a gravidade do problema com que estávamos lidando e faria o que pudesse para ajudar.Terminada a reunião nós nos despedimos de forma breve, Edward fazendo de conta que eu simplesmente não existia e saímos em direção a nossos destinos, nós mulheres na direção oposta a que os nossos homens tomaram.
Emmet Cullen.
A caminhonete começou a mover-se. Edward estava com uma cara horrível e um trtemendo mal humor. Das duas uma: Ou a viagem havia sido estressante ou ele e Bella tinham brigado. Achei melhor ficar quieto e pensar com cuidado que atitude deveria tomar. A reação de Bella me deixou intrigado. Ela parecia aborrecida, mas cumprimentou a todos no grupo e... Recuou subitamente como se estivesse com medo de alguma coisa. Eu sabia que tinha alguma coisa errada. Desviando dos homens em meu caminho, andei até ela discretamente e conversamos baixinho. Ela expôs suas dúvidas e estas apenas serviram para confirmar minhas suspeitas: James estava envolvido naquela história até o pescoço. Eu andava intrigado com os sumiços dele, assim como Erick. Mais uma vez o nosso peão líder comentara hoje logo cedo, que James sumia de vez em quando, desaparecendo das vistas de todos. Não que ele não fizesse o seu trabalho, ao contrário. Em algumas vezes estava justamente fazendo a ronda pela fazenda, oportunidade excelente para facilitar a entrada do maldito psicopata em Breaking Dawn. Pegeui o celular no bolso da calça tentando mandar um torpedo para o nosso escritório. Eu queira todas as informações sobre o peão, mas para variar aquela porra não estava pegando. Sinal fraco. Como eu não tinha nenhuma prova, decidi silenciar e começar a observá-lo de perto. Dentro de alguns dias eu conversaria com Edward, papai e Charlie, expondo as minhas desconfianças. Por enquanto seria mais prudente não contar nada a ninguém.
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