Orehalion

9 Batalha Real


Notas iniciais
A Chama Bicentenária - Capítulo IX

Presley viu o juíz desaparecer em um teleporte. Syn olhou para ele. Presley fez um cafuné em Louis.

—Vamos sair daqui. Essa montanha vai explodir, muito provavelmente.

—Explodir?

Presley olhou em volta. Pedro já não estava mais ali. Sanders e Pointers estavam caídos no chão, derrotados.

Ao centro da arena, Luganno segurava sua Katana dos Ventos Navalha, com a lâmina somente um pouco descoberta. Uma aura de ventania o circundava.

No céu acima, a enorme esfera se aproximava cada vez mais. Alfilopp não era mais visível.

—Luganno!

—Vão! Andem! — e desembainhou a espada até a metade. Uma imensa ventania! Cortou a bochecha de Presley!

—Você me paga! — e se virou, começou a descer a escada correndo. Louis o seguiu. Syn olhou mais uma vez para a arena. Seguiu Louis.

—Por Almatec...

BOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM

—Está bem?

—Acho que... Louis!

O céu já estava escuro.

O moleque estava caído em cima de uma pilha de paralelepípedos. Se mexia lentamente. Syn havia sido empurrado com tanta força pela explosão que bateu em um carro, destruindo-o. Estavam no estacionamento.

—Mano.. — disse Louis. — você não tá sentindo uma aura...

—Ãh?

A atmosfera estava pesada. Começavam a se levantar no ar, pressionados por um campo de força gravitacional..

—Gh.. Pedro...

—Vocês pareciam promissores. — uma voz robótica, por tras de um capacete negro. Suas vestes negras quase não apareciam no escuro.

Um barulho se ouvia, no fundo. Parecia vir do alto da montanha, explosões e vultos de ar que esbanjavam e de vez em quando empurravam algumas árvores.

—Isso é a luta do Luganno..

—Destroy.

—Ghaaaaaar!

A aura dos três rapazes repeliam o poder de reduzimento ao nada de Pedro.

—Vou usar... o poder do Brahma!

—Não vai conseguir.. estamos fracos!

—Vai lá.. você consegue – disse Louis.

—Gwwwar... GWAAAAAAAAAH!!

A aura dourada circundava Presley..

—Julgamento Final!

Uma enorme luz emanou.. clareou o cenário por 3 segundos.. ao retorno, estava Presley transformado em Brahma. Não se sentia mais oprimido pela atmosfera. Alongou seu braço direito e apontou para Pedro, que estava agachado.

A luz que antes iluminava o cenário todo novamente se expandiu.

—Last resort — A voz mecânica de Pedro ecoou no local.

Pouco a pouco, o clarão ia perdendo a sua intensidade.

Em um piscar de olhos, eis o que a visão do pequeno garoto, Louis, encontrou ao recuperar a consciência:

À sua esquerda, estavam as escadas que levavam à Montanha Âmbar. À sua direita, aonde também estava Sinneus e alguns carros que haviam sido destruídos pelas rajadas de vento que vieram anteriormente do alto do monte (aonde ocorria a batalha entre Luganno e o gorila Alfilopp).

À sua frente, Pedro, ajoelhado, imobilizado por uma espécie de campo dourado.

No lugar aonde seu irmão deveria se encontrar, nada se encontrava.

—Quê? Irmão! Irmão!

Piscou os olhos. Percebeu que, no chão aonde seu irmão levitava, se encontrava um objeto. O garoto correu para o local. Olhou para baixo.

—A adaga... — pegou a adaga., segurou com as duas mãos. — Virou-se para Pedro e correu em sua direção – Iáaáááááááá!

Uma luz piscou, na adaga, e pareceu desligar a proteção de Pedro.

Levantou-se, e levantou o braço esquerdo. O garoto já estava caído no chão.

—Você vai morrer, moleque...

VUASHHHHHHHHHHHHHHHHHHH...

CLAAAAACK!!!!!!!

—ARGH..

—Eh?

—Ah, aí estão vocês.. ué, cadê o Presley?

Louis olhou para o lado e viu Luganno, descendo da escada carregando Alfilopp em seus ombros.

—Mas...

Piscou de novo. Olhou para frente. Viu Pedro, caído ao chão, inconsciente. Viu também a espada, Ventos Navalha. Havia golpeado com o cabo da espada o elmo de Pedro, que se rachou.

—Fim. -

—Baralho! O que foi isso!?

—Está bem, moleque?

—Sim, mas... o irmão! Irmão!

—Presley?

Olhou em volta mas não havia nenhum resquício de seu irmão ali por perto.

—O poder do Pedro.. que também levou o Onii-san... — disse Luganno

—Onii-san? O garoto? — Louis se lembrou do garoto de sua idade, de cabelos brancos, com o qual Pedro havia lutado anteriormente. Lembrou-se que ele havia sido reduzido ao nada. Cogitou que ele pudesse ter sido levado para uma outra dimensão. — Ele era... seu irmão?

—De alguma forma, sim... Mas seu tamanho estava reduzido.. Ele é mais velho do que eu!

—Ah.. mas então... talvez.. talvez ele tenha sido...

—Talvez eles estejam na mesma dimensão.. de qualquer maneira, é provável que se encontrem.. Ah... — ouviu passos.

O juiz descia as escadas, com o aparelho na mão.

—Está encerrado. É o vencedor e, por isso, merece a chama de Orehalion.

—Não... ghr... — Pedro recuperou a consciência. Queria dizer algo, que logo veio, através de sua voz computadorizada — Ainda estou vivo... e eles estão vivos.. não foram derrotados... — referia-se a Presley e Caldus.

—E como poderão receber a chama?

Pedro se levantou pouco a pouco. Ia se aproximar de sua espada, mas, ao mesmo tempo, os ventos a levaram de volta à mão de Luganno.

—Parece que ainda tenho que acabar com você. — disse o samurai.

—DARK MATTER. — esferas de energia negra foram lançadas das mãos de Pedro em direção ao rapaz.

Uma cortina de fumaça logo cobriu o local, deixando os espectadores em dúvida se ele havia conseguido ou não se esquivar ou se defender. Ao se dissipar, a poeira revelou o semblante de Luganno, em pé, acima de uma cratera que havia se criado entre os degraus da escadaria. Suas vestes, que antes estavam sujas, agora também estavam rasgadas. Sua espada totalmente desembainhada em sua mão direita.

Pedro, em contrapartida, já estava caído ao chão. Havia usado suas últimas forças naquelas esferas de poder.

—Bom, então... — disse o juíz. — O aparelho em sua mão piscou e revelou uma enorme chama, de massa extraordinária, que flutuava sobre o campo. Os carros que estavam ali próximo começaram a pegar fogo e alguns explodiram. — A chama de Orehalion. A chama bicentenária!

Louis estava impressionado.

Luganno a contemplou. Levantou os braços, alegre.

—Sim, é minha! Venci! Sou o dono da chama!

Ao dizer estas palavras, o fogo pareceu pulsar, e se dirigir em direção à Luganno.

—Iniciar o processo de canalização... — uma onda de choque saiu do aparelho do juíz. Luganno também se eletrocutou. A chama agora estava rodeada de carga elétrica.

—Ghhhhaaaaaaaaaaaaaarrrrr!

Pouco a pouco, a energia ia se transferindo para o corpo do rapaz. Seus olhos estavam brancos.

—Isso é...

A chama terminou de se transferir. Luganno estava ajoelhado. Seu corpo imerso em energia.

Um trovão caiu em cima dele.

—Tanto.... tanto poder... grhg... esse choque.... não estava...

—É o preço por sua ambição. — disse o juiz.

—Gaaaahhh! — se teleportou.

—Hã? — o garoto.

—Acabou.. agora, você, garoto. Suma daqui, o quanto conseguir.

—Hã?

Louis estava sentado, sozinho, no meio de toda aquela destruição. Olhou para o lado e viu carros em chamas, para o outro, uma montanha em crateras. Ele mesmo estava acima de uma cratera. Olhou para o seu lado, viu a adaga de seu irmão.

Olhou para frente.

Uma pequena chama.

—O-rehalion...

Pegou o pequeno fogo que ali flutuava, lentamente, com a mão. Um ardente sentimento lhe correu pelo corpo.

—Ahh...

—Louis!

Ouviu a voz, olhou em sua direção. Era Sinneus, que corria por meio dos carros em chamas. Saltou por um e pelo outro e saiu, com um pulo, de todo aquele caos.

—Syn! Todo mundo sumiu!

—Que bom que está bem! Essa batalha foi um caos! Ei, mas... ué? Eu nem lutei direito!

—Cara... não é que é verdade?

—Vem. Eu vou arranjar um jeito de te tirar daqui. Vamos voltar pela Estrada Aera! Achei um carro ali que tá funcionando!

(...)

—Mas... a chama de Orehalion... eu...

—Cara, sem problema. Esse torneio foi a maior babação! Eu não preciso de Orehalion, eu tenho os poderosos punhos de Almatec!

—Eu estou com a adaga de meu irmão! Será que ele vai voltar?

—Não sei. Mas espero que volte....Não, ele irá aparecer. Tenho certeza.

—Esse tal de Luganno... aonde ele foi parar? Não consigo acreditar no que ele fez todo mundo se meter!

—Louis... tenho certeza de que ele está bem. Agora estamos indo para o centro da Vila Yurek, a uns quinhentos quilômetros de Arzia. Então, fica frio aí e pensa na situação. Cuidado com a adaga.

—Tudo bem!

—

Os dois, então, seguiram pela estrada Aera, em direção à Vila Yurek. Cenário da entidade Almatec, de onde Sinneus havia conseguido seus poderes.