Orehalion
13 A Safira de Ulmo
Notas iniciais
—Orehalion! — Gritou Louis quando ergueu a adaga que herdou de seu irmão, que brilhava em cor dourada.
O brilho seguiu, fino, até a abóbada do salão, aonde, em seu centro, ricocheteou em várias direções.
—O que é isso? Alguma forma de me confundir?
—Eu... não sei!
—Não importa, o que quer que seja isso, não será o suficiente para me derrotar. — Neste momento, Sanders emanava energia negra pelos Punhos de Almatec. Eram as chamas de Exerion.
Em instantes, estava de frente ao rapaz. — O que pode fazer contra meu poder, Ranger Amarelo?
E segurou Louis pelo pescoço.
—Ghhh..!
—Louis! — gritou Robel, que estava próximo ao portão de entrada.
As chamas douradas pouco a pouco se extinguiram. Tudo o que era possivel ver no salão era o breu e o brilho de uma gema, nas mãos do rei Sanders.
—Observe o Âmbar de Orehalion.
Ao encaixá-lo em sua fenda, Sanders se transformava, pouco a pouco, em uma enorme criatura. Seus músculos aumentavam, mas o tom de sua pele cada vez mais se tornava dourado, assim como os seus enormes punhos de pedra. Neste momento, parecia que a coroa fazia parte de sua cabeça, aonde as duas joias, verde e amarela, resplandeciam. Louis se encontrava caído ao chão.
—E agora.. só sobrou você, Robel.
—Venha, Ulmo! — gritou, deixando Sanders sem entender o que acontecia.
O salão começou a tremer. Uma canção profunda ecoava forte e rebombava nas paredes. O corpo de Robel cobria-se de água, gigantificando-se em um imponte elemental aquático. Em suas mãos, um enorme tridente.
—Por essa eu não esperava.
—Sucumba, entidade inferior. — uma voz extremamente potente saiu da boca de Ulmo. Somente este falar fez com que Sanders voasse longe, atingindo um quadro espelhado, no centro do hall de escadas. Ondas e mais ondas saiam de seu tridente, alagando o recinto. A quantidade de água no local fez com que o mesmo ficasse cheio de musgo, nos degraus e nas paredes.
Em instantes, a agua encheu o local, que mais parecia uma ruína submersa.
—Você está no salão de Ulmo, pequeno Sanders. — A voz era espantadora.
—Dê-me... a Safira... glub... glub... — chamas negras saíram de seus punhos em câmera lenta, visando atingir o deus aquático, mas sem sucesso.
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