Orehalion
14 Monarca da Luz, da Terra e dos Mares
Notas iniciais
Pouco a pouco, a água se esvaziou do local, formando, no chão, grandes poças de lama. Pedaços da abóbada do salão haviam se soltado, deixando uma grande abertura no teto, pela qual entrava uma luz que iluminava o recinto.
Ajoelhado ao chão estava Robel, inconsciente. A poucos metros, Louis estava deitado sem seu uniforme. Seus longos cabelos loiros cobriam sua face. Não demorou para os dois ganharem consciência novamente.
–Ei, Robel... o que aconteceu? Que clima é esse? — Louis ainda estava com a visão um pouco ofuscada, mas conseguia sentir o clima úmido.
–Eu invoquei Ulmo... o protetor dos oceanos. Este é o poder da Safira, tanto cobiçada por Sanders... e, por falar nele...
Robel começou a andar na direção de Sanders, que estava deitado no chão, com sua coroa rachada ainda fixa em sua cabeça, contendo as duas jóias.
–Robel, não!
–Ele não vai fazer... o que?
A mão de Sanders segurou Robel pelo braço, enquanto ele se levantava.
–Me dê isso aqui — disse, enquanto retirava o pingente da Safira de Ulmo de seu pescoço e o encaixava em sua coroa.
O ambiente começou a tremer, cada vez mais. Os pedaços do teto do castelo caíam mais forte, e a água começava a encher o recinto novamente.
Dot crescia de tamanho a cada segundo. A cada leve balançar de seus braços, uma forte onda aquática era lançada em direção aos dois rapazes.
–Vamos fugir daqui, rápido! — disse Louis. Robel estava paralisado, sem ainda acreditar no que havia acontecido. Seu amigo o segurou pelo braço e o puxou até a saída do castelo.
Do lado de fora, conseguiam ver o que havia sobrado daquele lugar. Um enorme lago ao lado de fora e um palácio em ruínas. Mesmo a uma enorme distância, o chão ainda tremia, conseguiam sentir a presença de Sanders de onde estavam.
Parecia que a qualquer momento ele fosse aparecer e, assim foi: Os braços da enorme criatura destruiam as paredes da frente do castelo.
–Hahahahaha! E agora, formiguinhas? O que pretendem fazer?
–Ele tem razão, Louis. O que fazemos agora?
–Podemos esperar, e... hm? Senti alguma coisa aqui, na bochecha. Olha, está sangrando... algo me cortou.
–É mesmo, cara. Cadê seu capacete?
–Ele some quando não estou usando os poderes de Orehalion.
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