Notas iniciais
Muito obrigado pelo feedback incrível pessoal. Aí está mais um capítulo emocionante desta história. Espero que gostem!

Depois de um sermão de seu avô por ter se esforçado, Edmund se despedia e agradecia seu amigo. Ao ver que a porta de sua casa não existia mais, Edmund surpreendeu-se.

— Nossa! O que aconteceu aqui?

— O que aconteceu não importa. – Veio dizendo seu avô Erick enquanto tentava arrancar aquela porta falsa do lugar – Se você já esta bem para treinar, vai estar bem para me ajudar a fazer uma porta nova.

Longe da casa de Edmund, um forasteiro entrou na cidade com seu cavalo. Cavalgando pela cidade com um manto marrom e com um capuz, as pessoas olhavam para ele, mas não sentiam uma sensação ruim perto dele. Logo acima do morro, um fazendeiro perdeu o controle de sua carroça que estava cheia de pedras, os cavalos se desprenderam e ela começou a descer a lomba completamente desgovernada. O fazendeiro, rapidamente se jogou de cima da carroça.

No caminho da carroça desgovernada, estava uma criança e uma mãe que não tinham visto o que estava acontecendo. O forasteiro viu tudo aquilo, e saltou rapidamente de seu cavalo para a direção da mãe e de seu filho. Antes que o acidente pudesse acontecer, o forasteiro apareceu na frente dos dois, e segurou a carroça com as suas mãos. Ele escorregou um pouco para trás, mas parou a carroça.

— Nossa! – Disse a mãe surpreendida, sem saber o que recém havia ocorrido – Eu...eu... nossa! Obrigado.

— Não foi nada senhora. Por acaso, você se feriu? – Indagou o forasteiro, mostrando preocupação com a senhora.

— Não, nem o meu filho. Graças a você, por ter parado aquilo.

— Que bom. – Disse o forasteiro, soltando um leve suspiro de alívio – Mas, eu tenho uma pergunta para você. Você sabe dizer-me onde fica a casa de Edmund?

— Eu sei! – Disse o filho da senhora eufórico, antes que ela pudesse dizer qualquer coisa. – Ele mora mais para o leste da cidade, próximo a uma escola e de uma estrada de pedra que se bifurca em dois caminhos: um leva para a casa dele e o outro vai para a escola. É só você seguir as placas.

— Muito obrigado rapaz.

— O senhor é muito forte. – Disse o garoto antes que o forasteiro fosse embora. – Nem um touro conseguiria parar aquela coisa.

O forasteiro deu uma risada com a mão na cabeça.

— É porque eu treino bastante. Agora, se me dão licença, eu tenho que ir. Um bom dia para vocês.

Após se despedir dos dois, o forasteiro montou em seu cavalo novamente, e se dirigiu até a casa de Edmund. Na casa de Edmund, Ed estava pegando alguns pregos no sótão para seu avô finalizar a porta de casa.

— Obrigado garoto. Agora me alcance o martelo, que está em cima da poltrona. – Ordenou Erick.

— Certo vovô.

Ao alcançar o martelo para seu avô, os dois ouviram o trote de um cavalo se aproximando de sua casa. Erick largou seu martelo, e chegou perto da porta, enquanto Ed pregava as tábuas de madeira no que seria uma nova porta. Erick ficou um pouco intrigado, pois o cavalo realmente vinha na direção da casa dele. Finalmente o cavalo parou, e o homem que estava montando no cavalo desceu.

— Com licença senhor. Está é a casa de Edmund? – Perguntou o forasteiro.

— Primeiro diga seu nome – Disse Erick, ainda desconfiado enquanto analisava de cima a baixo aquele sujeito. – E me diga o que quer com meu neto?

— A sim, me desculpe por não me apresentar. – O forasteiro retirou o capuz, e estendeu a mão para o velho. – Meu nome é Adebirion, e eu sou um paladino. Vim aqui para buscar seu neto, para levá-lo ao santuário dos paladinos para que inicie o seu treinamento.

— Mas meu neto não é um paladino.

— Será mesmo? Por acaso, o seu neto não tem uma força sobre-humana? Ou... – Pensou um pouco o paladino – Uma regeneração potente, que ele poderia ter quebrado algum osso e no dia seguinte estar se mexendo normalmente como se estivesse completamente curado?

Erick soltou uma bufada, e concordou com a cabeça.

— Sim, mas isso quer dizer que ele é um paladino também? – Perguntou Erick.

— Correto. – Afirmou Adebirion, e logo começou a explicar mais algumas coisas. – Eu estou aqui porque eu serei o tutor dele. O protegerei e o treinarei como se fosse meu filho.

— Eu realmente espero que você proteja meu neto. Porque se você não protegê-lo... – Erick serrou os punhos – Eu irei te caçar até os confins do inferno. Entendeu?

— É claro.

— Edmund! – Erick chamou Ed do lado de fora da casa – Arrume suas coisas. Você vai viajar.

Edmund foi até o lado de fora verificar o que estava acontecendo, e porque seu avô tinha dito que ele viajaria.

— Por que eu vou viajar vovô?

Erick olhou para o paladino e disse:

— Você pode explicar para ele agora. – Erick disse para Adebirion – Eu vou lá para dentro.

Edmund e Adebirion ficaram sem dizer uma palavra por um tempo, enquanto olhavam um para a cara do outro. Até que Adebirion começou a explicar tudo para Ed. No momento que o rapaz ficou sabendo que era um paladino, ele deixou escapar um grande sorriso de comemoração, e depois de toda a explicação, Ed correu para o seu quarto para arrumar as suas coisas para esta viagem.

Depois de preparar a sua bolsa, e correr para a porta, Erick pegou no ombro do menino, que parou naquele instante. Erick trouxe o garoto para perto si e o abraçou. Depois de um abraço de despedida, Erick pôs a mão na cabeça do menino.

— Agora, você é um homem. Agora, as suas atitudes e suas escolhas irão decidir quem você será. Você tem uma grande responsabilidade garoto, e eu sei do fundo do meu coração, que o peso que será posto nas suas costas você conseguirá suportar. – Os olhos de Erick começaram a lacrimejar, mas prosseguiu. – Se eu vou sentir sua falta? É claro que sim, mas é necessário para o mundo que você saia por está porta e vá com aquele homem que está ali fora. Tome cuidado meu neto, e saiba que, eu sempre vou estar com você não importando o quão longe você esteja de mim. Agora vá, adeus meu querido.

Com o rosto coberto de lágrimas, Ed se despediu de seu avô com alguns soluços por conta de seu singelo choro. Edmund nunca tinha visto um gesto tão grande de carinho vindo de seu avô, que geralmente era um pouco grosso e carrancudo. Ed montou no cavalo junto de Adebirion, e os dois partiram para fora daquela cidade, para fora do único mundo que Edmund conhecia, e para o início de uma nova jornada.