Opm - para Salvar e Resgatar!
4 Primeira aventura:Dragões na Cordilheira dos Andes
Notas iniciais
OPM – Para salvar e resgatar!
- Vamos para os equipamentos. – falou Roger apertando um botão no teclado do computador e fazendo com que aparecesse uma mesa branca saída do chão que continha vários equipamentos um pouco estranhos. Luly e Anne se aproximaram da mesa impressionadas com cada equipamento que tinha no mesmo, com as mãos formigando para poder usar algum deles.- Não podíamos mandar nossos agentes para missões tão perigosas de mãos vazias.
Na mesa tinham dois óculos estranhos, com partes de metal para tampar completamente as orelhas e lentes presas neles transparentes, parecendo aqueles óculos de proteção que algumas pessoas usavam. Tinha também o que pareia dois celulares com as bordas arredondadas e da cor negra que abriam formando uma espécie de mini computador, do lado delas tinham também dois braceletes negros que deviam tampar praticamente todo o pulso. Tinham também botas negras sendo que em sua sola tinham alguns pequenos propulsores que provavelmente ajudariam a deslizar mais rapidamente em qualquer superfície. Tinham também duas bolsas de um preto com vermelho e azul marinho que se colocava nas costas e eram cheias de bolsos, não pareciam muito grandes, mas mesmo assim davam a impressão de que cabia muita coisa.
— São equipamentos básicos para um agente, mas com o passar do tempo vocês podem ir adquirindo equipamentos mais modernos vai depender muito do seu Ranckin. – falou o homem vendo como as duas já não perdiam tempo e colocavam suas coisa, os braceletes no pulso, os óculos no rosto e tirando os sapatos para colocar as botas sendo que analisavam cada detalhe dos equipamentos. – São bem simples de usar. O óculos é um comunicador bem eficaz e discreto capaz também de analisar coisas que chegam até mesmo ao tamanho microscópico e te dá todos os dados, eles também tem infravermelho, raio x entre outras coisinhas – apertando um botão o óculos que Anne usava ficou com sua lente escuro revelando varias informações sobre as coisas na sala. – As botas são como botas ajatos, te fazem deslizar por qualquer superfície e caso caia de alguma coisa de metros de altura ela amortece sua queda lançando pequenos jatos de propulsão que diminuem sua velocidade no ar. – Luly batel levemente os calcanhares fazendo com que nas solas da bota os propulsores se acendessem e soltassem pequenas rajadas de ar que a mantivessem ligeiramente elevada do solo, como se fosse um patins do futuro. – Os braceletes tem pequenos acessórios a mais, como chaves mestras, canivetes, raios lazer, entre outras coisas, sem falar do fato de poder se transformar em uma arma potente de raios gama. – Anne apertava vários botões fazendo com que aparecessem como as que o homem havia falado enquanto Luly apertava um pequeno botão azul quase imperceptível fazendo o bracelete cobrir toda sua mão e formar bem na frente a boca de um canhão. – As bolsas podem parecer pequenas, mas cabem mais de duas toneladas de materiais já qe possuem um fundo expansivo como se fosse um buraco negro. Elas também viram barracas ou sacos de dormir se caso precisem acampar. – as duas colocaram as mochilas nas costas sentindo o quão leves eram, mas ao abrirem viram como se fosse uma enorme caverna onde não desse para ver o fundo. – E por ultimo temos os celulares. São como aparelhos normais, mas tem comunicador via vídeo, inteligência artificial e...
- E ai rapaziada!- de repente uma voz feminina meio mecanizada apareceu do celular de Luly que ao abrir o mesmo projetou uma imagem de uma garota perfeitamente igual a ela só que com o rosto contorcido em maldade e travessura e os olhos de um dourado brilhante com a parte branca de um vermelho potente. – É bom finalmente sair da imaginação dessa daí.
- Serio, você poderia ter se apresentado de outra maneira. – disse mais uma voz, só que essa vinha do aparelho de Anne que abriu o mesmo temerosa, projetando uma imagem de uma garota igualzinha a ela, só que com o rosto cheio de malicia e crueldade e os olhos de um dourado reluzente e a parte branca negra como o breu.
- Não ligo para o jeito que me apresento. – respondeu a garota parecida com Luly cruzando os braços e deixando as pernas um pouco abertas, fazendo uma pose de garota rebelde com um sorriso do mesmo estilo no rosto. As duas garotas suspiraram tristonhas vendo como seus piores medos tinham se realizado, as duas criaturas que suas loucas cabeças tinham criado agora estavam na realidade para infernizar ainda mais a vida das duas.
— Felizes em nós ver? – perguntou a garota parecida com Anne a mirando de maneira burlona enquanto tinha um sorriso de deboche na cara.
— Para a sua informação, Inner, não. – disse Anne mirando ameaçadoramente a garota que sorriu ainda mais. O pequeno gato que havia caído junto com as duas começou a tentar tocar na garota parecida com Luly, mas o mesmo apenas a atravessava como devia acontecer como uma ilusão. A mesma apenas sorria e caçoava do pobre que continuava tentando acertá-la e tudo o que conseguia era atravessa aquele maldito holograma.
— Esquece Kioro, ela é apenas um holograma. – disse Luly pegando o gato e o segurando com força para que ele não pulasse, mas mesmo assim se mantendo afastada das poderosas garras do felino. O mesmo estava furioso por não conseguir arranhar nem uma vez aquela imagem tão parecida com sua atual “dona”. – É apenas um chato e irritante holograma que não se deve prestar atenção.
— Não devia reclamar de sua própria criação. Afinal dizem que quando se cria alguma coisa se deixa uma parte de se mesmo. – disse a garota não deixando de lado o sorriso divertido do rosto também carregado de sarcasmo e ironia.
— Vou te mostrar quem faz parte de quem. – falou Luly pegando o celular e procurando algum programa que pudesse ajudá-la. Logo que encontrou começou a danificar a forma do holograma a sua frente que pedia quase a gritos que parasse. Luly sorriu malevolamente, mas antes que pudesse fazer algo pior, uma onda de eletricidade saiu do celular e passou por todo seu corpo fazendo com que seus cabelos se arrepiassem um pouco e que ela caísse no chão atordoada.
Anne foi ajudar a amiga enquanto os dois hologramas riam sem parar da cara da garota que se encontrava no chão. Os outros três apenas observavam estranhados a cena se perguntando se tinham mesmo escolhido as pessoas certas. Logo o homem pigarreou um pouco chamando a atenção das garotas que logo apertaram um pequeno botão que haviam acabado de descobrir fazendo os hologramas desaparecerem do lugar. As duas foram até os outros e sorriram sem graça pelo o que havia acontecido.
Roger levou os quatro garotos até uma área bem parecida com a que as garotas haviam aparecida no lugar. Aquela pequena sala onde só tinha uma parede de vidro e um chão cheio de esferas azuis. Os garotos se colocaram encima de alguns enquanto as meninas apenas imitaram o gesto enquanto isso Roger se colocava perto de um painel de controle do lado de fora da parede de vidro.
— Garotas não precisam se preocupar, a missão inicial é fácil e os meninos estão ai para ajudar vocês. – falou por um microfone que ecoou por todo o lugar. Como a porta estava fechada e ao parecer o vidro era aprova de som. – Para vocês irem para o lugar desejada basta clicar na imagem que estou enviando para vocês depois é só relaxar e deixar que a tecnologia faça o resto.
As duas clicaram na pequena imagem de um campo aberto cheio de flores e mais ao longe uma cadeia de montanhas vasta e bela. Ela um lugar bem bonito e talvez, se não estivesse falhando nos cálculos fosse na Argentina.
— Boa sorte. – disse pela ultima vez Roger antes de apertar algum botão que fez com que o corpo dos quatro garotos virassem apenas pontinhos roxos e logo depois desaparecessem em pequenos receptores no teto. Logo depois que saíram o sorriso no rosto de Roger se desmanchou para logo uma expressão pensativa se pousar em seu lugar. – Só espero que não se metam em problemas.
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Em uma parte mais distante, perto do oceano pacifico, bem no fundo do mar existia uma base marinha rodeada por um enorme vidro que não deixava os animais marinhos entrar nem qualquer cripto sair. Na área mais alta existia uma sala que dava vista para todos os locais daquela vasta base. Nessa mesma sala tinha um homem que mirava todo seu domínio com olhos atentos, tudo o que se podia ver era uma sombra masculina posicionada na frente da enorme janela, não dava para ver mais nada dessa pessoa.
— Conseguiram achar? – perguntou o homem para a pessoa que havia acabado de entrar na sala. Uma mulher alta com longos cabelos vermelho vinho, usando um óculos que ocultava seus olhos, uma blusa branca social, uma saia negra e sapatos de salto alto negros, a pele pálida que tinha era ressaltada com a fraca luz que tinha no lugar, mas mesmo assim era uma bela mulher de trinta e poucos anos.
— Não senhor. – respondeu a mulher em um tom firme, mas se notava um pouco o temor em sua voz, coisa que para o homem não passou despercebido. – As montanhas são muito grandes e complicadas de se passar, mesmo com nosso equipamento avançado. Nossos homens têm dificuldade para penetrar nas áreas que tem suspeita de estar o cripto.
— Então mandaremos quem tem mais facilidade e conhecimento nessas montanhas. – disse o homem sem se virar. Podia se ver esboçando-se em seu rosto um leve sorriso. – Mande os dragões para buscar a área e se voltarem sem o cripto, já sabe o que fazer.
- Certo. – disse a mulher para logo sair da sala fazendo um leve som com seus saltos indicando a distancia que estava da sala. O homem voltou a prestar atenção em seu domínio só que dessa vez tinha um enorme sorriso no rosto. Logo todos os criptos seriam seus.
Enquanto uma forte gargalhada saía de sua garganta um broxe prata com um E ao contrario vermelho brilhava com a luz que entrava na sala. As coisas estavam indo como o planejado para aquele homem, mas talvez não continuem assim...
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Tinham aparecido a pouco tempo naquele belo campo que ficava a apenas alguns quilômetros da cordilheira dos Andes. Se as duas pudessem descrever nesse instante o que haviam sentido no momento em que viram aquela magnífica elas diriam que seria indescritível, mas agora que estavam de frente para o problema mais chato de todos elas nunca se sentiram mais entediadas. Serio, o único problema era que as fadas e os duendes do lugar queria esse campo para que possam fazer suas coisas, mas não suportavam um ao outro e isso gerava uma briga que só vendo.
As duas garotas estavam entediadas vendo como os meninos tentavam fazer os duendes e as fadas entrarem em um acordo, mas nada parecia dar certo. Para se distrair Luly pegou uma pequena pedrinha e começou a tentar acertar o pescoço de Deimos, fechava um olho para mirar e logo tacava, acertando constantemente a cabeça e as costas, raramente acertava o pescoço e quando acontecia a pedra escorregava para dentro da blusa do garoto que sentia vários calafrios e tentava a todo custo tirar a pedra das roupas, fazendo as duas garotas rirem.
Mais uma tentativa. Pegou uma pedrinha no chão e a colocou presa entre dois dedos, fechou um dos olhos e mirou no pescoço do garoto que novamente se encontrava de costas para ela. Mordeu o lábio em sinal de concentração e tacou a pedra que por um instante desapareceu no ar e logo depois reapareceu batendo no pescoço do demônio e escorregando para dentro de sua roupa, fazendo o mesmo levantar os ombros e empurrá-lo para trás em sinal de calafrios. Logo depois as mãos dele passaram frenéticas pelas costas procurando a pedra que havia ficado presa dentro da blusa.
As garotas riam até não poder mais vendo como o garoto tirava com desespero a pedra de dentro da roupa e se virava raivoso para encarar as duas. Ele se aproximou de Luly que ainda tinha os olhos molhados de tanto rir e se colocou frente a frente com ela a mirando de maneira reprovativa.
— Não poderia parar de fazer isso? – perguntou o garoto coisa que a menina apenas negou com a cabeça levando uma mão até o estomago e limpando uma lagrima com a outra. Ver a cara dele fora tão engraçado que não conseguia mais parar. – Deixe de ser infantil garota!
— Estou apenas aproveitando a vida. – disse com a voz entrecortada por causa da respiração acelerada e as risadas que de vez em quando saiam de sua boca.
- Pois taque as pedras no Nick não em mim! – exclamou o garoto enquanto ela apenas o mirava com um sorriso de orelha a orelha no rosto. Ah! Mas não tinha coisa mais engraçada que ver essa cara de bravo que ele fazia naquele instante.
— Com ele não tem graça, ele não sente as pedras. – disse Luly pegando uma pedrinha e tacando em Nick, acertando ligeiramente sua cabeça, mas o mesmo continuava conversando com as fadas e os duendes sem nenhuma alteração, como se não tivesse sentido a ligeira pancada na cabeça. – Viu? Com você é mais engraçado.
— Pois vai deixar de ser engraçado nesse instante! – exclamou o garoto colocando um dedo perto do rosto da garota como se a estivesse acusando de algo. – Se não pararem eu vou mandar vocês para o submundo.
— Meu pai me manda pra lá quase todo dia obrigada. – disse ela ainda brincando o mirando como se tivesse falado a piada mais engraçada do mundo. O menino grunhiu em resposta e Luly viu que as coisas estavam passando do controle. – Ta bom estressadinho. Eu paro de tacar as pedras.
— Ótimo. – disse ela para logo se virar e ir na direção do amigo que ainda não tinha conseguido nenhum progresso. As garotas suspiraram entediadas mais uma vez, sua única diversão tinha sido cortada quando mal, mal começara.
— Ótimo – repetiu Luly imitando a voz de Deimos de uma maneira bem mais idiota fazendo as duas rirem novamente e se deixarem cair na grama verde e macia enquanto continuavam rindo e se acalmavam lentamente. Quando pararam de rir ficaram mirando o céu azul claro que pairava sobre suas cabeças com nuvens brancas e ao parecer macias, dando até vontade de pular nelas.
— O que faremos agora? – perguntou Anne olhando para a amiga que respirava o doce ar da natureza. Adorava ficar ao ar livre, sempre tinha uma sensação tão boa de liberdade que não podia agüentar a vontade de gritar.
— Podemos ver qual é a forma das nuvens. – sugeriu a garota enquanto o pequeno gatinho dormia a seu lado. Seu atual parceiro podia se dizer. Sem mais opção Anne concordo com a idéia e começaram as duas a observar as nuvens e falar que formato tinham. De vez em quando, quando aparecia uma nuvem de formato engraçado ou curioso as duas riam tentando imaginar o que poderia ser exatamente.
Não sabiam quanto tempo estavam ali apenas observando o céu, mas nem se importavam, o fato de estarem juntas já era satisfatório para ambas. Depois de muito tempo apenas conversando a distancia conhecer pessoalmente uma a outra era mais que animador. A única coisa que não a agradavam era ter que esperar os dois garotos terminarem de firmar um acordo entre as duas espécie de criptos.
De repente duas criaturas saíram rasgando os céus fazendo as garotas se sentarem em um salto, fazendo o pobre gato que dormia despertar. Não eram criaturas normais que voavam velozmente encima de suas cabeças, eram na verdade genuínos dragões da cor avermelhada com, ao que tudo indicava, detalhes azuis. Eles passavam pelas nuvens rapidamente rasgando-as no meio ou em alguma outra parte. Suas escamas pareciam reluzir com o sol e suas enormes asas nem pareciam bater, com uma só batida os dragões já eram impulsionados quilômetros a frente. Só quando as duas criaturas desapareceram as duas puderam voltar a realidade.
— Você viu o que eu vi? – perguntou Anne ainda de queixo caído pelo o que acabara de acontecer. Luly assentiu, as duas se miraram e um enorme sorriso apareceu em seus rostos.
— Kioro, pode segui-los? – perguntou Luly a seu gato que mirou determinadamente o céu analisando o caminho pelo qual os dois grandes repteis tinham ido.
— Estão um pouco longe, mas posso tentar. – falou o gato para logo se transformar em um falcão e logo sair em disparada atrás dos dois dragões desaparecendo em poucos instantes perto das montanhas. Luly olhou para o lado e viu como Anne a mirava com a boca aberta sem entender como ela tinha falado com um animal. – Não pergunte. Eu também não faço a mínima idéia de como isso acontece.
— Agora é só esperar que ele volte certo? – perguntou Anne se deixando cair novamente na grama macia do campo. Luly assenti e fez o mesmo, voltando a mirar os céus. O problema era sempre esse, esperar.
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Era complicado seguir dois dragões, mas sua velocidade também era muito alta e estava a apenas alguns metros atrás deles. Não que gostasse de seguir ordens, mas aquela garota lhe caia bem e tinha a impressão que ela poderia ser uma grande agente da OPM junto com sua amiga. Bom agora tinha que se concentrar em seguir esses dragões que ao parecer carregavam alguma coisa em suas patas.
Estava sobrevoando as cordilheiras nesse exato instante, mas não sentia frio mesmo estando a uma altitude quase inacreditável. De repente viu como os dragões perdiam lentamente altitude se dirigindo para uma bem escondida caverna a alguns metros de distancia. Quando pousou na frente da caverna se transformou em um pequeno coelho branco se camuflando na neve macia e fofa que tinha acumulada no chão.
Agora podia ver o que os dragões traziam em suas patas, eram duas ninfas pequenas muito parecidas, deviam ser irmãs, que choravam e suplicavam para ser liberadas. Se aproximou um pouco mais e pode ver que mais a dentro da caverna e não pode acreditar no que via. Nunca imaginaria que os Dragões do Sul trabalhariam para eles.
Transformou-se rapidamente em um falcão novamente e saiu voando dali indo o mais rápido que podia. Tinha que avisar as garotas, quem saber elas poderiam ajudar a todos que estavam presos naquele covil da empresa Evil.
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Isso estava ficando mais que irritante. Enquanto Kioro ainda não voltava as duas agora tinham que ficar ouvindo os gritos das fadas e dos duendes xingando um ao outro, não como os humanos faziam, mas mesmo assim de uma maneira bem hostil. Luly estava quase implorando para sair uma briga de magia ai para que pelo menos tivesse ao bom para ver, Anne estava na mesma situação. As duas começavam a ter dor de cabeça que piorava cada vez que ouviam uma fada ou duende gritando. A qualquer momento as duas explodiriam e sairiam derrubando tudo o que vissem pela frente.
Quando Luly estava prestes a gritar para calarem a boca um grito de falcão fez as duas olharem para cima ao mesmo tempo que as fadas gritavam de medo. Kioro pousou no braço de Luly, cansado de tanto que voara e da velocidade que havia usado, ele voltou a sua forma original como gato e se deixou relaxar nos braços da garota que não pode segurar o forte desejo de acariciá-lo, passando os dedos em leves coçadinhas no pescoço do gato que se sentia satisfeito com aquilo.
— Tudo bem Kioro? – perguntou a garota coisa que o gato apenas assentiu. A discussão entre fadas e duendes havia voltado a seu auge enquanto Nick e Deimos tentavam controlar a situação. Anne se aproximou da amiga e fez um ligeiro cafuné no gato que também não reclamou nem um pouco ao sentir a garota passar a mão em sua cabeça, entre suas orelhas.
— Vocês precisam ir até aquele lugar urgente. – disse o gato depois de recuperar o fôlego. As duas garotas se entreolharam e assentiram levemente, primeiro resolveriam essa questão do campo depois iriam ver o que era tão importante. Ambas se levantaram e foram na direção de onde ocorria a briga, mas como eram muitas vozes falando ao mesmo tempo as duas não encontravam espaço para falar. Luly tomou fôlego e gritou.
- Calem a boca!! – o grito ultrapassara todas as vozes fazendo com que todos se calassem e a mirassem confusos. A garota suspirou e olhou para a amiga indicando que podia começar a falar.
— Vejamos se eu entendi o motivo da discussão. – começou mesmo já sabendo de cor o que estava acontecendo. – As fadas querem o campo para brincar. – disse apontando para as pequenas fadinhas que assentiram todas juntas. – Os duendes querem o campo para descansar. – os duendes assentiram e resmungaram alguma coisa. – Mas os dois grupos não podem ficar juntos por que não se dão bem. – agora era tanto duendes como fadas assentindo – Então por que não estipulamos dias para cada um?
Todos se entreolharam sem entender enquanto Deimos e Nick se miravam surpresos. Como não haviam pensado nisso antes?
— É simples galera. – disse Luly sorrindo para as fadinhas e duendes como fazia antigamente para seu irmão mais novo quando iria ensiná-lo alguma coisa. – Uma semana tem sete dias, certo? Digamos então que os duendes fiquem de segunda a quarta nesse campo, na quinta eles ficam aqui só até meio dia e depois passam o lugar para as fadas que fiam aqui até domingo, para segunda feira os duendes voltarem para cá e assim por diante.
As fadas e os duendes soltaram um sonoro “Ah” e assentiram com sorrisos nos rostos. O problema estava resolvido só faltava fazer algo concreto para que tudo fosse respeitado como devia e essa parte ficava com os dois garotos que se afastaram com os lideres de cada grupo para assinar uma espécie de acordo. Aproveitando esse momento as garotas correram na direção da floresta desaparecendo na mesma sem que ninguém percebesse e indo na direção das cordilheiras.
Enquanto caminhavam Anne verificava se tinha comida, água e alguns instrumentos de primeiro socorros dentro da mochila para caso acontecesse alguma coisa na montanhas. Depois de já ter tudo conferido a caminhada começou, com as duas tentando o máximo possível se distrair para que as coisas não ficassem entediantes. Não era uma boa idéia andar por esses lugares sozinho, principalmente quando não se conhecia nada, mas no celular de cada uma tinha um mapa da região que indicava exatamente aonde estavam como se fosse um GPS, só que mais modernizado.
No caminho Kioro contou tudo a Luly que logo passou o que sabia para Anne. Tratava-se que os dois dragões aparentemente trabalhavam para a malvada empresa Evil que tinham uma de suas bases em uma caverna em uma das montanhas da vasta cordilheira e que tinha como presidiários vários criptos da região sul da America. O que o gato tinha em mente era que os dragões estavam sendo obrigados já que nenhum cripto aceitaria em circunstâncias normais trabalhar para aquela empresa.
Então o plano seria o seguinte: chegar até o esconderijo da Evil, se infiltrar na mesma, saber por que os dragões estavam trabalhando para ela e libertar todos os criptos. Essa sim seria uma primeira aventura e o melhor era que eram só as duas, nenhum garoto chato e serio para estragar a diversão e a emoção das coisas.
— Isso tá demorando muito! – reclamou Luly já sentindo suas pernas doerem por causa da caminhada. Nunca fora de andar, pelo menos não seguido como estavam fazendo, suas caminhadas se baseavam mais em divertimento, com pausas regulares para admirar as coisa a sua volta.
— Também estou começando a ficar cansada. – disse Anne também sentindo suas pernas doerem um pouco. Olhou para baixo para marcar o ritmo de seus passos e assim se distrair, mas quando viu as botas que usava uma idéia passou por sua cabeça, e sua vontade foi de meter um tapa na mesma por ser tão lerda. – E por que estamos andando se temos as botas para nos ajudar a ir mais rápido?
— Merda! – disse Luly realmente dando um tapa em sua testa, como costumava fazer quando se sentia uma completa idiota. – Nem havia me lembrado delas.
As duas bateram os calcanhares acionando os propulsores, demorou um pouco para as duas conseguirem se equilibrar corretamente e começar a pegar o jeito de patinar com aquelas botas, mas logo estavam passando rapidamente pelas arvores do lugar e chegando cada vez mais perto das montanhas que pareciam duplicar seu tamanho cada vez que olhavam. Em poucos instantes já se encontrava ao pé de uma das enormes montanhas do lugar.
Ambas olharam para cima tentando ver se encontrava o tomo da enorme montanha, mas de onde estavam isso era impossível. Um forte vento saiu cortando a área da cordilheira e se chocou com o corpo das duas fazendo com que tremessem ligeiramente. Não seria nada bom andar sem roupas adequadas nesse lugar e Anne era uma das menos propícias por estar usando um short curto.
— É muito longe daqui Kioro? – perguntou Luly ao gato que saíra de dentro de sua bolsa e mirava o lugar. Lembrava de ter passado por ali e não ter demorado muito para chegar no local que estava a caverna. Estavam bastante perto.
— Não, fica bem pertinho daqui, só mais alguns quilômetros e chegamos. – o gato não sentia tanto frio, afinal estava dentro de uma mochila de couro bem aquecida e espaçosa. Sem falar de ser acolchoada por dentro!
— Poderia passar as roupas de frio que tem ai. Não vai ser uma boa idéia andarmos por ai sem estarmos bem agasalhadas. – disse novamente Luly. O gato entrou novamente na mochila e pegou uma calça de algodão bem quente para Anne e duas blusas de frio de couro com algodão dentro.
Rapidamente as duas se aprontaram e beberam um pouco de água para logo depois voltar a acionar as botas e deslizar rapidamente pelos caminhos das montanhas. A paisagem que podiam admirar era simplesmente encantadora! De vez em quando viam algum lago ou parte florida dando a impressão que estavam em um local mágico. Anne se segurava para não gritar por aquelas montanhas para ver se sua voz ecoava pelo local, não poderiam chamar atenção o que significava que gritar estava fora de cogitação.
Algumas vezes paravam para descansar e comer alguma coisa, enquanto isso o tempo passava e já estava quase anoitecendo. Parecia que nunca chegariam a tal caverna que Kioro tinha mencionado, mas quando o sol estava prestes a se esconder atrás das varias montanhas que reinavam na paisagem as duas tiveram que desligar rapidamente suas botas e se esconderem atrás de uma pedra. Saindo de uma caverna muito bem escondida estavam duas pessoas com roupas bem acolchoadas e quentes sendo que preso em seus casacos tinham broxes prata com um E ao contrario da cor vermelha. Não cabia duvidas, eram alguns dos agentes da empresa Evil.
— E agora o que faremos? – pergunto Luly analisando o que seriam os dois guardas. Os dois eram robustos, tanto por causa da roupa quanto por causa dos músculos e carregavam armas grandes e ao parecer potentes, armas que ela nunca tinha visto na vida. Com o cabo grande sendo mais largo na ponta, e tendo uma pequena parte onde ficava o gatilho. – Não dá para encarar os caras.
— Faremos isso aqui. – disse Anne pegando uma pequena pedra no chão que antes estava oculta pela leve neve que havia se acumulado por causa da altura que se encontravam. Rapidamente Anne saiu um pouco do esconderijo de uma maneira que os guardas não poderiam vê-la e tacou a pedra para um lugar distante de onde estavam, fazendo com que ela batesse em algumas rochas e fizesse um barulho surdo que ecoou por todos os lados.
Os homens rapidamente prepararam suas armas e foram ver o que havia ocorrido enquanto isso as duas saíram do esconderijo e correram até a parte de dentro da caverna se escondendo atrás de mais algumas rochas. Olharam mais para dentro da caverna e viram varias gaiolas sendo levadas por esteiras de metal para uma sala que já não dava para ver mais. Haviam vários guardas da Evil por todos os lados junto com alguns criptos que eram severamente castigados quando faziam alguma coisa, não importava se era acidental ou ocasional, nem se era errada ou não. Os que cuidavam dos criptos tinham longos bastões que na ponta se encontrava uma parte arredondada e grande que soltava faíscas elétricas e machucavam as pobres criaturas.
— Temos que tirar esses criptos daqui. – sussurrou Anne vendo surpreso como os criptos eram maltratados com tanta brutalidade. – Acho que já achei o controle que os libera, mas o problema vai se chegar lá.
— Vamos esperar até a noite cair completamente para que assim fique escuro e eles não esperem um ataque. – falou Luly também observando as coisas em volta. – Podemos nos esgueirar pelas rochas ai entrar naquela pequena sala. – disse apontando para a sala onde a esteira de metal desaparecia com as gaiolas. – Libertamos os criptos que vão causar a maior confusão dando a chance para sairmos daqui sem sermos vistas e junto com eles. Quanto tempo falta para anoitecer?
— Só mais alguns minutos. – respondeu Anne olhando no relógio de seu celular para logo depois voltar a observar as coisa que aconteciam a sua volta. – Já esta bem escuro não? Por que esperar isso tudo?
— Tudo bem, mas faça silencio. – disse Luly andando sorrateiramente pelas pedras que dava para se esconder, com Anne logo a seu encalço. Era complicado andar agachada e tomando cuidado para não pisar em falso nenhuma vez, mas logo as duas chegaram perto da porta. Esperaram os guardas se distraírem olhando para outro lado e entraram.
Dentro daquela sala tinham varias gaiolas, algumas empilhadas uma encima da outra. Todas elas cheias de criptos das mais variadas espécies que faziam uma bagunça pedindo, suplicando para saírem daquelas coisas. Eram uma cena lamentável de se ver, mas as duas não tiveram muito tempo para sentir dó. Logo que haviam caminhado só um pouco ouviram como a porta de metal da sala se abria lentamente. Anne rapidamente puxou Luly para dentro de outra porta que tinha no lugar.
Dessa vez elas haviam parado em uma enorme área da caverna que estava praticamente livre das maquinas, era uma área tão grande que elas pareciam apenas um pontinho naquela imensidão. Tinha que ser uma criatura muito grande para ficar ali e realmente era criaturas grandes, mas não eram só uma e sim duas. Dois enormes dragões de cores vermelhas vinho com alguns detalhes em azul marinho, os olhos brilhantes na escuridão de um amarelo intenso, suas asas eram imensas e mal cabiam juntas naquele lugar, seus pescoços um pouco alongados e o tronco robusto. Os dois estavam deitados no chão um perto do outro, mas logo que as ouviram entrar levantaram a cabeça e aproximaram as mesmas das garotas, grunhindo fortemente para elas enquanto elas apenas se apertavam contra a porta sem saber o que fazer.
Elas podiam sentir o hálito quente e potente dos dragões enquanto fechavam os olhos levemente virando o rosto para o lado. Estavam paralisadas na porta e imaginavam cada coisa que poderia acontecer com elas encurraladas por aqueles dragões. Abrindo uma brecha do olho Luly viu como um dos dragões tomava fôlego e começava a abrir a boca para, ao que tudo indicava, soar um alarme.
— Não, espera! – disse rapidamente fazendo os dragões grunhirem novamente para elas e a apertando ainda mais na porta. Luly respirou fundo, tinha que começar a falar antes que as coisas piorassem. – Somos da OPM, viemos aqui ajudar vocês.
— Como saberemos que está falando a verdade? – perguntou um dos dragões. Era uma voz masculina forte e potente que praticamente ecoou por todo o lugar e as duas temeram chamar a atenção de alguém com isso, já que apesar de Anne não conseguir entender o que falavam ela podia ouvir os fortes grasnados que ele lançava como se estivesse falando.
De repente Kioro pulou de dentro da mochila de Luly onde estava confortavelmente posicionado e se colocou diante duas e dos dragões mirando os mesmos com determinação. Os dragões do Sul não confiavam em humanos, muito raramente acreditavam na palavra de um, mas na de um cripto eles acreditavam.
— Elas são amigas e falam a verdade. – disse fazendo os dois dragões se aquietarem um pouco, movendo suas asas e suas cabeças rapidamente enquanto miravam o gato com determinação. – Eu as trouxe aqui para ajudar vocês e aos outros criptos.
— Se você diz transmorfo, confiaremos. – disse o outro dragão, essa com a voz feminina, mas ao mesmo tempo potente. Também ecoando por todas as partes daquela imensa sala.
- O que eles disseram? – sussurrou Anne para sua amiga de uma maneira que nenhum dos criptos que estavam ali poderiam escutar.
- Kioro convenceu os dois que viemos ajudar. – respondeu Luly no mesmo tom de voz para sua amiga. Logo depois deu um passo a frente e se dirigiu aos dragões. – Meu nome é Luana, essa é minha amiga Anne. E queríamos saber por que estão trabalhando para a empresa Evil se vocês são criptos.
— Não queremos trabalhar para eles. – disse o dragão macho mirando discretamente sua parceira que voltava a se deitar com um semblante meio tristonho. Anne e Luly se sentaram para ouvir a historia que eles tinham, já sabendo que o motivo devia ser um dos grandes para eles concordarem em trair os da própria espécie.
— Estava tudo tranqüilo nas montanhas, vivemos em um esconderijo aqui perto e tínhamos acabado de ter um pequeno filhote. – disse a fêmea esboçando no rosto o que seria um sorriso tristonho enquanto seus olhos reluziam ainda mais, um brilho cristalino e triste. – Por enquanto estava tudo certo, vivíamos como qualquer família de dragões do sul, mas um dia os agentes da Evil chegaram e tentaram nos prender em gaiolas de metal como faziam com os outros criptos. Tentamos fugir, mas nosso pequeno ainda era muito novo para voar e acabou sendo preso. Na distração de tentar salvá-lo eles nos pegaram também e agora estamos aqui.
— Como os dragões do sul têm mais experiências nas montanhas eles disseram que se nós ajudassem eles a conseguir outros criptos eles não fariam mal nenhum a nosso pequeno. – disse o macho deitando do lado de sua parceira e colocando a cabeça encima do pescoço da mesma como um carinho. – Desde então fazemos essas coisas para eles e não podemos fazer nada para impedir.
— Pois está decidido! – disse Luly se levantando em um salto. Ela havia traduzido toda historia para sua parceira e agora estava mais que animada em ajudar os dragões. – Encontraremos seu filhote e tiraremos a todos daqui.
— Perdem seu tempo. – disse a dragão fêmea sem olhar para as duas. – Isso é como se fosse uma fortaleza. Não tem como alguém sair daqui sem ser visto.
— Nós conseguimos entrar não foi? – perguntou Luly com um grande sorriso no rosto chamando a atenção dos dois dragões. – Se entramos podemos sair, só precisamos do plano certo.
— Primeiro temos que saber onde está o filhote. – disse Anne animada também, apoiando com fervor a idéia da amiga que sorriu para ela em agradecimento.
— Isso você pode lidar – falou o gato para Anne que não entendeu absolutamente nada logo depois se virou para Luly e voltou a dizer. – Ela tem o poder de entrar na mente dos criptos, pode saber onde está o filhote.
— Que máximo! – exclamou Luly para logo se virar para a amiga que a miravam sem entender nada. – Você tem a capacidade de entrar na mente dos criptos. Pode achar o local que o filhote está!
— Tá, mas eu nem sei como fazer isso e depois como faremos para chegar lá? – perguntou Anne, Luly sorriu novamente e ainda mais e deu uma ligeira piscadinha para a amiga.
— Deixa isso comigo, você por enquanto só se concentra em entrar na mente do filhote de dragão e achá-lo. – Luly colocou as mãos nos ombros da amiga e a fez sentar no chão. – Fica ai e relaxa e deixa que eu penso no resto.
Anne ainda ficou um pouco insegura com aquilo, mas respirou fundo e fechou os olhos se concentrando o máximo que podia. Luly já passou a observar o que poderia fazer. Foi até a porta e abriu uma ligeira brecha para ver o lado de fora onde dois guardas da Evil vigiavam os criptos presos nas gaiolas. Eles usavam um óculos que parecia ter um ligeiro brilho verde no centro, o que devia ser para permitir que eles vissem as criaturas que tinham capturado. Se pudesse arrumar uma maneira de distraí-los para assim poder passar...
De repente seu óculos começou a vibrar, fazendo com que quase saltasse de susto. Fechou levemente a porta e clicou em um botão fazendo com que na parte esquerda do óculos aparecesse a imagem de um Deimos furioso com a pele morena praticamente avermelhada de fúria.
— Onde vocês se meteram?! – esbravejou ele fazendo a garota se encolher de dor, já que aquele grito retumbara lá dentro de seus ouvidos machucando muito os mesmos.
- Poderia falar um pouco mais baixo, por favor? – pediu um pouco desconcertada. – Estamos em uma das montanhas da Cordilheira dos Andes em uma das bases da Evil.
- Vocês ficaram malucas?! – gritou ele novamente fazendo com que ela se encolhesse mais uma vez. – Isso é coisa para pessoas de ranckins mais altos! Vocês não deviam estar ai sem permissão!
— Fica calmo ok? Meu ouvido não agüenta mais. – resmungou Luly, queria muito desligar aquilo, mas sabia que talvez precisassem da ajuda deles. – Não poderíamos deixar esses criptos sem ajuda e alem do mais está tudo sobe controle. Mas talvez seja melhor que vocês já comecem a entrar na montanha, ainda não temos um plano concreto para sair daqui e talvez precisemos de ajuda.
- Vocês se metem em encrenca e é a gente que tem que livrar a barra de vocês? – perguntou o garoto com uma voz divertida enquanto um sorriso presunçoso aparecia em seus lábios. Isso irritou muito a garota que teve que contar até dez mentalmente para se acalmar e não gritar, apesar de ele merecer.
— Se não querem tudo bem, nos viramos sozinhas. – falou e antes que ele pudesse replicar alguma coisa desligou o comunicador. Voltando a sua tarefa...
Anne já estava em um estado mais do que meditação. Sua mente caminhava por cada sala daquela caverna procurando na mente de cada cripto o que estava procurando. Depois de passar pela sala central onde haviam estado quando entraram passou para outra sala, um pouco mais escondida, onde tudo o que havia era uma cela com feno dentro, e alguns agentes da Evil que andavam de um lado para o outro. Percebeu que estava dentro da jaula e que observava temerosa cada pessoa que passava por ali enquanto soltava pequenos guinchados que pareciam com o choro de algum animal. Era isso que estava procurando!
— Achei! – exclamou abrindo os olhos e se levantando. Luly já tinha um sorriso no rosto e mirava atentamente o teto da caverna. – Ele está em uma sala que também é conectada com a parte principal. A porta para entrar está no fundo do lugar.
— Ótimo. Eu vou atrás do filhote, você liberta os outros criptos e sai com os dragões daqui. – falou Luly tirando do bracelete um pequeno canivete e andando até a parede, na direção de alguns fios que estavam presos praticamente no alto do lugar. – Se prepara para usar a visão noturna desse óculos. Isso se eu conseguir chegar até lá encima. – disse tentando escalar a parede da caverna, mas a mesma era muito lisa para conseguir. De repente sentiu como algo se colocava debaixo de suas pernas a fazendo ficar sentada encima do mesmo e a erguia até o alto. Olhou para baixo e viu que era um dos dragões que a havia sentado encima de sua cabeça e a levantado. – Obrigada.
Rapidamente pegou todos os quatro fios que tinham ali, um de cada cor, e cortou todos com o canivete fazendo a luz se apagar, e como estava de noite o lugar ficou completamente banhado nas sombras. Luly e Anne ligaram seus olhos e rapidamente as duas se esgueiraram para fora do lugar, andando com cuidado para não esbarrar nos homens ou pisar em falso. Luly saiu dessas sala e foi para a principal enquanto Anne andou até uma alavanca que tinha ali perto e a puxou fazendo todas as jaulas se abrirem liberando todos os criptos que não perderam tempo em sair correndo de lá.
A garota se esgueirou de volta para a sala onde estava os dragões e Kioro que também havia ficado e os chamou para fora. Os dragões rapidamente apertaram um pequeno botão que tinha no chão e fez praticamente toda a parede da caverna se abrir permitindo que eles saíssem sem problema. A dragão fêmea pegou Anne pela camisa usando sua boca e a colocou em suas costas para logo depois correr para fora do local junto com os outros criptos que se espalhavam para voltar a suas casas.
Rapidamente os dois dragões levantaram vôo, um pouco depois de Kioro pular nas costas dos mesmos bem no colo de Anne. A mesma se segurou fortemente nas costas deles, mas logo que estavam no ar não pode evitar sorrir de emoção. Não podia acreditar que estava voando em um dragão, uma coisa que sempre sonhara fazer e sempre considerava impossível. Eles eram rápidos, o vento passava cortando em seu rosto e podia ver como a paisagem logo abaixo passava rapidamente por eles. Escrever e imaginar isso era uma coisa, agora sentir era uma completamente diferente!
Mas ainda tinha uma preocupação em mente o que a impedia de aproveitar totalmente aquela sensação tão boa. Sua amiga ainda estava dentro daquela base cheia de agentes do mal que poderiam machucá-la, será que conseguiria sair de lá sozinha?
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Andar por aquele lugar devagar e sem que ninguém perceba era algo um pouco complicado, mas já tinha esse costume. Normalmente quando acordava em um fim de semana e não queria que ninguém soubesse, se levantava e andava rapidamente até a cozinha sem fazer nenhum barulho e assim pegava seu café da manhã e voltava para o quarto sem ninguém saber. Tentava o máximo possível não fazer barulho, até prendia a respiração sem querer.
Passou por alguns guardas que praticamente estavam sem saber o que fazer em toda aquela escuridão. Entrou na sala que Anne havia dito e antes que os alarmes tocassem e uma luz vermelha acendesse entrou em uma espécie de jaula e se escondeu na mesma suspirando de alivio ao ouvir as passadas dos homens correndo para fora do lugar. Mas logo ouviu um pequeno choro de animal a fazendo virar para frente e ver um pequeno dragão vermelho de olhos dourados reluzentes. Ele a mirava com medo e tremia em um canto se encolhendo cada vez mais.
— Não precisa ter medo. – disse sorrindo para ele e se agachando no feno que tinha no chão, levando uma mão na direção dele. – Estou aqui para te ajudar e te levar de volta para seus pais.
O dragão andou lentamente até ela enquanto a mesma apenas sorria e lhe acariciava levemente a cabeça mostrando que não o faria mal. Ele fechou os olhos alegre e se aproximou mais dela, parecia estar com frio e com fome, não deviam tratá-lo muito bem naquele lugar.
— Andem rápido estão fugindo! – disse uma voz do lado de fora a fazendo ficar alerta. Era hora se sair dali, antes que acabasse sendo descoberta.
— Entre aqui. – disse mostrando a mochila aberta para o pequeno dragão, como só tinha alguns dias de vida não era tão grande nem muito pesado, dando muito bem para a mochila suportar. Cuidadosamente a garota colocou a mochila nas costas e ligou suas botas. Era hora de sair correndo de lá. – Se segura.
Rapidamente abriu a porta da sela e correu sala por sala, desviando dos guardas e se colocando no meio da confusão de criptos que corriam para fora da caverna. Em poucos instantes já estava fora da mesma deslizando montanha abaixo em alta velocidade. Atrás de todos os criptos estavam indo algumas motos especializadas para aquele tipo de lugar, algumas foram atrás dela a obrigando ir mais rápido do que antes.
Em alguma parte do trecho se lembrou do canhão de raios gama que a pulseira virava. Seria uma manobra arriscada a que faria, mas pelo menos estariam a salvo. Transformou seu bracelete em um canhão e logo ficou de costas erguendo seu celular para ver o que passava atrás de se. Atirou uma vez e não conseguiu acertar nada, atirou mais uma vez e só conseguira acertar a neve, mais uma e nada ainda. Se não acertasse essa ela desistia. Mirou em uma das rodas das motos que a seguiam e atirou acertando um pouco acima do seu alvo desejado, mas já era um começo. A moto que acertara ficou sem utilidade e parou no meio da decida fazendo seu ocupante ser mandado para frente.
Mal teve tempo de comemorar quando viu o reflexo de uma arvores pelo vidro de seu celular. Virou-se a tempo de desviar da arvores e do resto que apareciam a sua frente, mas um lago se aproximava e não tinha como parar. Fechou os olhos esperando o impacto com a água fria, mas ao invés disso só ouviu o barulho da água sendo movida levemente. Abriu os olhos e viu que suas botas a mantinham em cima da água como se estivesse andando em uma pista de patinação. Sorriu e olhou para trás vendo como os a gentes paravam por não poderem andar na água e como as beiradas do lado eram muito próximas de montanhas as motos não passavam. Riu alto e continuou sua patinação.
Depois que saiu do lago e chegou a uma distancia aceitável decidiu descansar um pouco. Sentou em uma parte gramada e tirou a mochila das costas deixando o pequeno dragão sair da mesma e se acomodar do seu lado. Tirou um pouco de água e comida de dentro da mochila e entregou um pouco para o pequeno que aceitou com satisfação. Sua comida estava acabando, mas o pequeno tinha que se alimentar depois de tanto tempo preso, afinal ainda era um bebê.
— Anne. – chamou pelo comunicador, a imagem da mesma aparece na parte esquerda do óculos. – Consegui encontrar o pequeno dragão e já estamos fora daquela base. Só precisamos ir até onde vocês estão.
— Que ótimo! – exclamou Anne e logo se ouviu um forte rugido atrás dela. – Acho que os pais dele querem ver como ele está.
— Ok, vou mandar uma foto para você pelo celular e você mostra para eles tudo bem? – falou e Anne confirmou. Tirou o celular do bolso e tirou uma pequena foto do dragão que agora estava adormecido perto dela. Enviou a imagem para o celular de Anne e logo se deixou cair no chão suspirando de cansaço e olhando para o céu estrelado. Será que seus pais sabiam que ela havia sumido? Haviam percebido a ausência dela?
Seja como for, agora tinha que completar essa missão, uma missão que ela mesma colocara para ela junto com sua amiga. Virou de lado e fechou os olhos para descansar dormindo minutos depois.
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- Como assim escaparam?! – gritou enfurecido um homem batendo na mesa de seu escritório enquanto sua secretaria se encolhia logo a frente. Presa nas roupas desse homem tinha um broxe prata com a letra E ao contrario da cor vermelha, não era nada mais nada menos que o líder da empresa evil que acabara de ser informado do acontecimento nas Cordilheiras dos Andes.
— Sinto muito mesmo senhor! – disse a secretaria tremendo dos pés a cabeça e abaixando a cabeça em sinal de arrependimento. – Não prevíamos que nossa base fora descoberta. Foi um ataque surpresa!
— Quem fez isso?! – perguntou o homem ainda furioso a secretaria apertou um botão e, na janela atrás do homem apareceram duas fotos gravadas pelas câmeras de segurança do lugar. Uma era uma garota de cabelos longos castanhos com algumas mechas aloiradas e os olhos castanhos quase dourados, com a pele café com leite bem clara parecendo estar patinando no chão enquanto a outra era uma morena, de cabelos negros meio ondulados e os olhos negros como a noite que estava encima de um dos dragões que havia capturado.
— Elas apareceram de repente lá. Ao parecer conseguiram enganar a segurança e libertaram todos os criptos. – respondeu a secretaria um pouco mais calma vendo que seu patrão mirava atentamente as garotas. – Temos suspeitas que elas fazem parte da OPM.
— Interessante. – sussurrou o homem um pouco mais calmo enquanto um ligeiro sorriso aparecia em seu rosto. Uma idéia se formava em sua mente, uma idéia não muito sana. – Chamem meus espiões. Quero ter uma palavrinha com eles.
A secretaria assentiu e saiu da sala deixando o homem sozinho ainda mirando as duas fotos com determinação. Garotas novas na OPM, e ao parecer cheias de talentos... Isso poderia ser útil para ele.
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Começou a abrir os olhos ligeiramente sentindo como algo um pouco quente e úmido passava em seu rosto. Olhou para o lado e viu o rosto daquele pequeno dragão que parecia estar muito animado. Se sentou fazendo o pequeno se afastar e coçou um dos olhos para tirar o sono, então nada foi um sonho, era tudo real. Espreguiçou-se e se levantou com um grande sorriso no rosto.
— Hoje é o dia que encontraremos seus pais, não é garoto? – falou coisa que o dragão apenas assentiu e ficou saltando a sua volta. Riu divertida e tentou ligar as botas, mas as mesmas apenas faziam um ligeiro barulho de estarem ligando e logo depois voltavam a ficar da mesma maneira. Suspirou irritada, ao parecer a umidade do ar havia danificado as botas. – Tenho que lembrar a Roger de fazer botas impermeáveis da próxima vez. Uma umidadezinha e essas daqui já estragam.
Luly pegou sua mochila e a colocou nas costas começando a andar com o dragão do seu lado pulando de um lado para o outro com uma empolgação de criança. Era impossível não sorrir com aquilo e não conseguia imaginar uma pessoa que pudesse fazer mal a uma criatura tão linda como aquela.
— E qual é o seu nome? – perguntou para o pequeno dragão que parou de pular e a mirou com curiosidade.
— Thunder. – respondeu com uma voz fina de menino de mais ou menos três anos.
- E por que tem esse nome? – perguntou fazendo o dragão se assustar. Ele não esperava que ela compreendesse o que havia dito. Luly fez um pequeno movimento com a mão indicando que não queria falar sobre o assunto.
— Por causa disso. – disse o dragão para logo fazer seu corpo ficar rodeado de faíscas elétricas, como se fosse uma enguia.
— Wow! Realmente incrível! – exclamou Luly realmente impressionada com aquilo. – E voar? Consegue?
— Bom... – Thunder pareceu ficar um pouco constrangido e desviou o olhar. – Ainda não sei voar. Sou muito novo.
— Nunca se é novo de mais para aprender. – falou Luly sorrindo e piscando para ele como para dar confiança. – Vamos! Tente, aposto que vai conseguir se não tente mais uma vez e depois outra, depois outra e mais outra até conseguir!
O dragão ficou um pouco sem jeito, mas logo começou a bater as asas tentando sair do chão, mas por mais que fizesse esforço só conseguia sair alguns poucos milímetros do mesmo. Luly o observou com um pouco de pena e logo teve uma idéia. O carregou ligeiramente e pediu para ele continuar batendo as asas.
Ela lentamente começava a correr se acostumando ao peso do dragão que pouco a pouco parecia ficar mais leve saindo ligeiramente de sua mão. Em mais alguns passos desajeitados Thunder saiu de sua mão e começou a voar um pouco acima de sua cabeça e depois de um tempo já estava planando com naturalidade no ar. Luly pegou rapidamente seu celular e ligou a filmadora que ele tinha gravando cada parte do vôo do pequeno dragão que parecia estar muito feliz com sua conquista.
Ligou rapidamente o comunicador e logo apareceu o rosto de Anne do lado esquerdo.
— Anne você não vai acreditar no que ta acontecendo! – exclamou feliz ainda filmando o dragão no ar. – O pequeno dragão, aquele pequeno... Ta voando!!
- Kya! Luly me diz que tem como você me mostrar! – exclamou Anne quase pulando de emoção do outro lado da linha.
— Estou filmando Anne! Quando nos encontrarmos eu te mostro! – falou ainda gravando cada passo do dragão. Já tinha parado de correr e agora apenas se concentrava no pequeno encima de sua cabeça. Sorriu ainda mais, era como ver um bebê dar seus primeiros passos só que de uma maneira mais emocionante.
— Luana!! – parou de filmar e olhou para trás se encontrando com Deimos e Nick que se aproximavam rapidamente. Acenou para eles mostrando onde estava, mas por isso não prestou atenção quando Thunder se aproximou e atingiu suas costas com força fazendo cair de cara no chão enquanto o dragão ficava encima de suas costas. – HAHAHAH! Isso que eu chamo de pegar desprevenida!
— Não enche Deimos! – falou a garota tirando a cara de um pequeno monte de terra e se levantando cuidadosamente.
— E onde está a Anne? – perguntou Nick olhando para todos os lados. Não via a garota em lugar nenhum o que devia ser uma enorme preocupação.
— Ela tá no esconderijo dos dragões, estava localizando ela com isso. – disse mostrando o celular que tinha o mapa de toda a área e com um pontinho vermelho piscando a poucos metros a frente. – Essa coisinha tem muitos equipamentos legais.
— Como descobriu o localizador? – perguntou Deimos pegando o celular de sua mão e o mirando atentamente.
— Fuçando o celular idiota! – rebateu Luly pegando o celular da mão do garoto – Quando se fica entediado procura todo o tipo de coisa para fazer. E vocês dois falando com aqueles duendes e fadas não é uma coisa divertida!
— E quem é o pequeno? – perguntou Nick apontando para o pequeno dragão atrás de Luly.
— Esse é o Thunder, ele é o pequeno dragão que resgatei lá na base da Evil. Anne esta com os pais dele. – falou sorrindo ligeiramente e se abaixando para acariciar a cabeça do pequeno. – É melhor irmos e levarmos ele de volta para os pais.
— Certo, ele vai voando e você vem com a gente. – disse Deimos carregando Luly estilo noiva enquanto sua mochila abria dois propulsores ajato que serviriam para fazer ambos voarem.
— Como vocês tem essas coisas e eu e Anne não?! – perguntou Luly resignada mirando os equipamentos dos dois. Nick e Thunder já tinha alcançado vôo e os dois estavam poucos metros atrás deles. – Não é justo!
— Claro que é baixinha. – disse fazendo a garota se irritar ao ouvir aquele apelido. Nunca gostara de ser chamada daquele jeito apesar de estar mais contentada com o fato recentemente. – Somos de ranckins maiores, por isso temos equipamentos melhores.
Luly cruzou os braços em sinal de desgosto e ficou emburrada até o final da viajem. Em poucos instantes já podiam visualizar a caverna que os dragões estavam escondidos e bem na porta da mesma estava Anne acenando na direção deles com animo e do lado dela estava Kioro só que como um pequeno coelho branco todo peludo. Os pais do pequeno dragão ao ver seu filhote voando não puderam ficar mais felizes. Uma reunião de família comovente, mas nosso grupo tinha que ir embora.
— Não podem ficar mais um pouco? – perguntou o pequeno dragão mirando Luly com um pouco de tristeza.
— Desculpa. Realmente não podemos ficar. – respondeu a garota sorrindo tristemente. – Você tem que passar mais tempo com sua família e eu tenho que ir para a minha.
— Mas vocês vão voltar não vão? – perguntou novamente Thunder. Luly olhou para os garotos que também não tinham a menor idéia se iam poder voltar ou não.
— Pode ser que algum dia voltemos. – Luly estava meio insegura. Não sabia mentir, a verdade simplesmente saía de sua boca. – Mas espero que possa te ver mais uma vez.
O pequeno ficou com uma cara tristonha e logo que a menina ficou em pé, já que estava agachada perto dele, ele mordeu levemente sua blusa e a puxou como para chamar sua atenção. A garota se virou ligeiramente e o dragão deixou cair de suas asas um pequeno pingente que parecia ser um dragão dourado bem pequeno encolhido e com as asas ligeiramente abertas.
— É pra você. – disse ele enquanto a garota pegava o pequeno pingente e o analisava admirada. – É para você nunca se esquecer de nós.
- Obrigada. – sussurrou sorrindo para ele e se levantando novamente. Foi até seus amigos e preparou seu celular para a mandar de volta.
- Desde quando entende a língua dos criptos? – perguntou Deimos a mirando estranhado.
— Desde que cheguei naquela sede esquisita. – falou e apertou um botão qualquer que achou. – Agora tudo o que quero é ir para casa e me jogar na cama para dormir.
- Duas. – respondeu Anne também apertando um botão qualquer em seu celular. Quando as duas desapareceram elas não se viram mais nas montanhas na Cordilheira dos Andes, mas também não estavam na sede da OPM. Estava cada uma em seu próprio quarto como se nada tivesse acontecido.
As duas miraram seus quartos sem entender, mas logo deram de ombros e vestiram seus pijamas se preparando para dormir finalmente. Em suas casas devia ser uma manhã de domingo, mas não se importavam, tudo o que queriam era descansar de sua aventura, mas sabendo que logo viriam outras pela frente e talvez até mais emocionantes.
Notas finais
Bjsss
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