Opm - para Salvar e Resgatar!
5 Segunda aventura:O labirinto do minotauro!
Notas iniciais
OPM – Para salvar e resgatar!
Só foi acordar do dia seguinte, dormira o domingo inteiro e mais um pouco e por milagre nem dera bola para o computador. Era torturante pensar que não havia escrito nem uma parte de suas fics, mas pelo menos tinha o consolo de ter participado de uma grande aventura e ao mesmo tempo poder descansar da mesma. Nossa! Nunca se sentia tão acabada como estava agora.
Levantou-se preguiçosamente da cama e foi para o banho que poderia ou não lhe acordar. O único ruim de ir a escola era acordar sedo como gostava de dizer, mas ao mesmo tempo tinha que ir para assim conseguir o que queria apesar de tecnicamente já ter ao participar da OPM. Tomou um banho rápido e se aprontou rapidamente e se sentou na cama, lembrando de toda sua aventura. Havia voado em uma dragão, encontrara sua amiga que nunca vira pessoalmente, resgatara um monte de criaturas mágicas, conhecera um vampiro apesar desse ser muito serio e calado, ganhara equipamentos super maneiros que poderia usar até mesmo quando estava em casa e por ultimo e não menos importante conhecera a cordilheira dos Andes praticamente toda!
- Anne você vai se atrasar! – disse sua mãe fazendo a garota voltar a realidade e se levantar rapidamente da cama. Por mais estranho que parecesse sua mãe não lembrava de nada que tinha acontecido no sábado, como se tivesse ficado dormindo esse dia inteiro. Não duvidou em acreditar que Roger tinha algo haver com isso, mas decidiu não pensar muito nesse assunto e correu até o ponto onde pegaria o ônibus para ir até seu colégio.
Era uma viagem um tanto sem graça já que ficava sozinha no ônibus vendo como a paisagem mudava até chegar em sua escola. De novo voltara a devagar em pensamentos imaginando qual seria sua próxima aventura, podiam ajudar uma sereia dessa vez, ou uma fada, ou até mesmo algum ser de outro planeta!
De repente algo em seu bolso começou a vibrar fazendo com que quase desse um salto do banco do ônibus. Tirou seu celular do bolso e viu uma pequena mensagem nele que dizia.
Aqui esta o vídeo que gravei do primeiro vôo do Thunde. Espero que goste já que não deu tempo de te mostrar ontem.
Abriu o vídeo como se fosse em um computador e logo o vídeo começou a passar em seu celular, sorte que não havia ninguém sentado junto com ela para assim não ter o risco de alguém ver apesar de poder dar a desculpa de que é uma montagem ou o filme de um jogo ou algo do tipo. Era tão bonitinho ver aquele pequeno dragão aprendendo a voar que se arrependia de não poder estar lá naquele momento, mas mesmo assim se sentia feliz por ele.
Muito fofo!
Respondeu enviando uma mensagem para Luly que ao parecer estava com tempo para mexer no celular. Esperou pacientemente a resposta voltar e enquanto isso mexia distraidamente em alguns utensílios do celular que era pequeno, mas ao mesmo tempo de um tamanho razoável para ter um mini teclado. Poucos minutos depois seu celular vibrou novamente indicando a chegada da mensagem.
Mais lindo foi quando ele aprendeu a voar, é uma pena que você não estivesse lá para ver. Mas aqui, sabia que esse treco dá para colocar nossas fics e escrever por ele?
Opa! Como é que esse celular podia fazer isso e ela não sabia?! Podia ficar escrevendo na escola assim, mas claro tinha que ficar sabendo disso só agora para sua grande sorte. Ah! Mas como isso era extremamente irritante!
E só agora que você me avisa?!
Desculpe, descobri isso ontem e pensei que você também havia descoberto.
Suspirou, não podia culpá-la por isso sabia que foi culpa sua por não ter olhado o celular antes, mas ficou tão cansada no dia anterior que não teve tempo e era mais um dos motivos que odiava dormir. Impressionava-lhe o fato de Luly não ter dormido ainda mais sabendo que era uma das coisas que ela mais gostava de fazer principalmente pelo fato de ser o momento que ela tem mais idéias. Mas isso não vinha ao caso nesse momento, já tinha chegado no seu ponto perto da escola, desceu do ônibus e se encaminhou até a mesma ainda sem poder acreditar no que havia acontecido no fim de semana.
Pena que era uma coisa que não poderia falar para ninguém, nem mesmo para seu amigo Dave que sempre lhe divertia nos dias de aula. Para falar a verdade as coisas passaram praticamente normal comparado ao fim de semana que teve, apesar de poder ver um que outro cripto passando pela região da escola ou voando nos céus. Era incrível como todas essas criaturas viviam bem debaixo dos narizes de todos e ninguém nunca os viu, a exceção de certas pessoas como ela e Luly que tinha a capacidade de burlar o tal pólen e assim se inteirar sobre essas criaturas.
Sem falar dos maneiros equipamentos que ganhara. Tinha trocado sua mochila velha pela que ganhara da OPM e tinha sempre suas coisas como a bota e os óculos guardados nela, sem falar de não tirar o celular do bolso e nem mesmo tirar o bracelete do pulso que tinha varias utilidades. Eram simplesmente incríveis e bem uteis para o dia a dia e bem camuflados também.
Já estava no final das aulas, na verdade em sua penúltima aula quando seu celular começou a vibrar. O pegou rapidamente do bolso e de maneira discreta olhou para o visor do mesmo onde indicava uma mensagem, mas diferente da que Luly tinha lhe mandado essa era especial. Ela tinha um brilho meio avermelhado e parecia piscar constantemente para assim chamar a atenção. Olhou para seu professor de geografia que na sua opinião não era nada amigável e logo depois clicou para abrir a mensagem e logo viu:
Uma nova missão surgiu. Aceita participar?
Em baixo tinha um botão de aceitar do lado direito e um de recusar no lado esquerdo. Ah, mas essa mensagem não poderia ter chegado em hora melhor. Estava doida para matar aula desse chato que adorava implicar com seus colegas. No meio da explicação dele levantou fortemente a mão fazendo ele parar de explicar e mirar em sua direção. Em sua mente caia na gargalhada por causa disso e tentava conter o máximo que conseguia o sorriso.
— O que foi Anne? – perguntou a mirando com um pouco de irritação. Anne sorriu um pouco e abaixou a mão, agora era arrumar um boa desculpa para sair de sala.
— Não estou me sentindo muito bem. Posso ir ao banheiro? – perguntou de uma maneira convincente fazendo uma cara de mal estar. O professor assentiu e rapidamente pegou suas coisas e saiu da sala, claro que teve que pegar as coisas discretamente para não parecer que ia embora.
Entrou no banheiro feminino e olho para ver se não tinha ninguém e apertou o botão de aceitar. Logo um forte brilho apareceu da tela de seu celular e logo sentiu como se seu corpo fosse tele-transportado para outro lugar. Quando voltou a abrir os olhos já estava de volta a aquela sala branca com círculos azuis no chão, a sua frente, atrás do vidro estavam Deimos e Nick apenas esperando. Sorriu e poucos instantes depois do seu lado apareceu Luly que se espreguiçava ligeiramente.
— Bem quando ia tirar um cochilo. – falou ela movendo seu corpo levemente para ajeitar as juntas. Anne sorriu para ela e as duas saíram da sala indo até os garotos. Nick a cumprimentou como se fossem amigos já, mas Deimos começou a implicar com Luly a chamando de baixinha e bagunçando seus longos cabelos presos em um rabo de cavalo. Os quatro estavam caminhando calmamente pelos corredores do lugar, com Anne e Nick conversando de uma maneira normal apesar da garota o lotar de perguntas sobre os vampiros e com Luly fazendo de tudo para fazer Deimos parar com sua implicância por causa de seu tamanho.
Em uma parte do corredor um grupo de duas garotas e três garotos passou por eles, esbarrando em Anne e Luly que por pouco não perdem o equilíbrio, na verdade, Luly fora empurrada com tanta força que Deimos precisou segurar seu braço para que não caísse fortemente de cara no chão enquanto Anne tudo o que fez foi segurar no braço de Nick que estava duro como uma rocha e não se movia mesmo com ela o segurando.
— Saiam da frente escoria. – falou a garota mais alta do grupo que parecia ser a líder. Ela tinha os cabelos longos loiros meio ondulados indo até a metade da cintura, os olhos de um verde musgo brilhante e malicioso, a pele pálida e o corpo de uma mulher de uns vinte e poucos anos, devia ter seus vinte um e olha lá. Ela usava uma saia curta negra, uma blusa branca de botões que tinha os primeiros botões abertos e um salto alto bem grande.
— Olha quem fala baranga. – respondeu Luly se colocando de pé. Praticamente todo o corredor parou ao ouvir aquilo. Deimos engoliu em seco e Nick negou levemente com a cabeça. Luly e Anne não estavam nem ligando para o que os outros pensavam, tudo o que não podiam aceitar é que uma mulher como essa passasse derrubando a todos e ainda falasse algo desse tipo.
— Como me chamou? – perguntou a garota se virando lentamente para mirar Luly que não dava o braço a torcer e a mirava da mesma maneira. A garota já era alta por natureza e ainda usava salto alto, isso apenas faziam com que Luly parecesse uma insignificância perto dela. Mas não dizem que baixinho tem pavio curto?
— B-a-r-a-n-g-a. – falou Luly pausadamente esticando seu corpo para que ficasse mais ou menos cara a cara com a mulher que estava com cara de poucos amigos. Anne estava perto de sua amiga de braços cruzadas mirando a garota que esbarrara nela, uma menina quase do tamanho de Luly só que um pouco maior, os cabelos avermelhados curtos e arrepiados para trás, os olhos de um negro intenso, com o corpo de criança e feições animadas de criança parecendo até mesmo um gato com aquele sorriso sinistro no rosto. – Alem de mal vestida é surda? Ou é só sem educação mesmo? Porque pelo que eu saiba quando se esbarra em alguém se pede desculpas.
— E do que você sabe garota? Você é apenas uma novata a mais, ainda nem faz parte direito dessa organização. – falou a mulher cruzando os braços e mirando Luly com superioridade, uma coisa que ela odiava que fizessem. – Se eu fosse você começaria a aprender qual é o seu lugar.
— Mas como você não é então fique longe de mim! Pois comigo ninguém mexe sem levar algo de volta para casa! – rebateu Luly levantando um punho. Sua voz começava a elevar de tom, era um mal que tinha de ter a voz muito alta e quando se estressava ou ficava animada, seu tom de voz ficava quase estrondoso e perigoso. Sua maneira desafiante e até mesmo um pouco grosseira de falar aumentava mais as investidas de sua voz.
— Nya! E o que pode fazer garota? É apenas um tuquinho de gente! Não vale nem chamar de pessoa. – falou a outra garota com aquele sorriso de gato no rosto.
— E você também é muito alta né? – intrometeu Anne defendendo a amiga que estava muito concentrada em mirar a garota loira a sua frente. – Não fale dos outros se não pode ser melhor então fica quieta que ninguém te chamou na conversa.
— E quem disse que eu tenho medo de uma garotinha chorona como você? – disse a garota colocando as mãos no quadril as mãos na cintura e mirando divertidamente Anne que serrou os punhos com força.
— Quem você chamou de chorona?! – gritou Anne se preparando para pular encima da garota, mas sentiu como uma mão pesada era colocada em seu ombro e a prendia no lugar. Olhou para trás e viu Nick mirando de maneira reprovativa a garota de sorriso de gato, mas se mantendo serio no lugar.
— É melhor irmos. – disse Nick ainda segurando Anne pelo ombro. – Temos uma missão a cumprir e é melhor não nos atrasarmos.
— Seu amigo é mais esperto do que pensei. Deviam ouvir ele mais. – disse a garota loira sorrindo maliciosamente para Luly que ainda se mantinha imóvel no lugar observando a garota com fúria e se controlando de não dar um bom golpe nela. Ela e Anne faziam Taekendo o que significava que não era totalmente indefesas.
— Vamos. – demos segurou Luly pelo braço e começou a afastá-la de lá indo para a sala principal onde tinha o enorme computador. Luly foi sem dizer nada, mas não significava que deixava o assunto de lado.
Um pequeno miado foi ouvido por todos que para Luly e os outros criptos era um pedido de espera. A garota parou um pouco mais animada e se virou para ver como Kioro se aproximava correndo, mas antes que pudesse chegar perto dela a garota loira segurou o gato pela cauda e o levantou o deixando de cabeça para baixo. Mesmo que o pequeno tentasse arranhá-la ela o mantinha distante do corpo.
— Como um transmorfo quer ficar com criaturas tão patéticas como vocês? – perguntou a garota mirando atentamente. O pobre gato se contorcia o máximo que podia, mas ao parecer não poderia escapar com aquela forma.
— Me solta antes que eu me transforme em... – mas antes que ele pudesse terminar um forte murro foi dirigido para o rosto da garota, acertando em cheio no meio da cara e fazendo com que ela soltasse Kioro e o mesmo caísse entro dois braços finos, mas fortes. A garota loira tinha a mão no nariz e os olhos lacrimejando, sendo que o primeiro já começara a sangrar fazendo Deimos e Nick tamparem desesperadamente a respiração.
— Se tocar em meus amigos mais uma vez juro que acabo mais do que só com o nariz. – falou Luly de maneira ameaçadora para logo dar as costas para a mesma e sair andando com Kioro em sues braços. Os outros três a seguiram enquanto ela continuava murmurando algumas coisas sobre a garota que havia golpeado a pouco tempo atrás. – Quem ela pensa que é para tratar a gente assim?
— Líder da equipe mais prestigiada de toda a OPM. – respondeu Nick com calma respirando profundamente e um pouco mais relaxado já que tinha saído de perto do sangue. – Arg! Que cheiro asqueroso o sangue dela tinha.
— Eu que o diga. – respondeu Deimos respirando da mesma maneira para logo depois mirar Luly que saia batendo o pé pelos corredores a frente. – E você não devia ter feito aquilo. Clariza tem muitos contatos, principalmente sendo uma lincantropo.
— Não ligo para o que ela é, os estatos que tem ou o quão famosa é dentro dessa organização, tudo o que não suporto é que mecham com meus amigos! – respondeu Luly ainda raivosa. Anne preferia não falar nada, também estava com raiva e se abrisse a boca seria para falar uns trinta palavrões de uma vez. – Aquela garota estava mais para uma piruá. Só a saia já mostra que deve sair rodando bolsinha por ai!
— Rodando bolsinha? – perguntou Nick e Deimos ao mesmo tempo se entreolhando sem entender. Luly e Anne se miraram sem poder acreditar. Os dois pareciam ser tão espertos, como não sabem o que era Rodar bolsinha? Bem, devia se levar em conta que eles eram criptos e não deviam ter um contato muito direto com os humanos que não fosse os que viviam aqui.
— É o seguinte. As garotas que “rodam bolsinha” são aquelas que em outras palavras “doam” o corpo para conseguir grana. – respondeu Anne mirando os dois que ainda pareciam um pouco alienados sobre o assunto.
— Não queria dizer essa palavra, mas são garotas que se prostituem. – falou de em um tom de asco e mordendo a língua logo em seguida. Odiava falar esse tipo de coisas e preferia usar gírias para demonstrá-las de maneira que ficasse menos marcante, mas como os garotos não entendiam as gírias usava a linguagem incomoda mesmo. – Garotas que não tem um pingo de honra em seus corpo nem dignidade!
— Não vamos mais falar sobre isso ok? – pediu Anne mirando como sua amiga quase quebrava o chão de tanta raiva. – É melhor você se acalmar antes que acabe tendo um derrame ou algo pior.
— Vou tentar. – disse a garota enquanto mirava Kioro em seus braços. O mesmo havia acabado dormindo por causa das caricias que estava fazendo nele a algum tempo e nem percebera. Respirou fundo tentando acalmar a raiva que estava e logo soltou um gemido de dor, sua mão latejava por causa do murro que dera, mas mesmo assim não se arrependia de ter dado. – Minha mão ta doendo, mas acho que nunca me senti tão bem em toda minha fida. Devo esmurrar mais caras quando estiver com raiva.
— Devia ter deixado isso para mim. Adoraria fazer isso. – disse Anne sorrindo malevolamente. Os dois garotos que estavam um pouco atrás se miraram assustados e seguiram com um pouco mais de distancia das garotas que não paravam de falar sobre suas fics ou sobre qual seria a nova missão.
Quando entraram na sala do enorme computador que tinha caído com o sofá da outra vez não viram inicialmente ninguém, mas ao ficarem mais ou menos no meio da sala Roger apareceu atrás das duas garotas dando um ligeiro tapa na cabeça delas fazendo as mesmas se inclinaram um pouco para frente e levaram as mãos até as costas delas esfregando ligeiramente.
— As noticias correm rápido. Como ficou sabendo da briga? – perguntou Deimos mirando Roger um pouco surpreso. O mesmo ergueu uma sobrancelha e voltou a mirar as garotas.
— Assim que brigaram... – murmurou Roger dando mais um tapa na cabeça das garotas que novamente inclinaram as mesmas para frente e colocando novamente a mão no mesmo lugar.
— Muito obrigada Deimos. – sussurrou Luly mirando irritada a Deimos que sorriu um pouco constrangido para a garota. Os cinco se dirigiram para perto do computador enquanto Anne e Luly ainda sentiam uma leve dor na cabeça. – Tinha que bater com tanta força?
— Isso foi apenas um pequeno castigo por terem se intrometido em coisas acima de seu ranckin. – respondeu Roger digitando os códigos necessários no computador. Mas mesmo assim deu uma ligeira olhada nas garotas. – Mas não significa que não esteja orgulhoso do que fizeram apesar de não concordar com a briga que Deimos falou. Com quem foi?
— Com Clariza e seu grupo. – falou Nick mirando seriamente a tela que primeiramente mostrou todo o planeta terra e depois aproximou lentamente de uma certa região da Europa.
— Por que brigaram com eles? São garotos tão gentis. – comentou Roger mirando as duas garotas. Elas se entreolharam e suspiraram.
— Puxa sacos. – falaram as duas desanimadas enquanto os outros que estavam ali as miravam, estranhados.
— Mas que droga, se já não fosse rodar bolsinha ela ainda puxa saco. – reclamou Luly batendo uma mão na testa e negando com a cabeça. Não suportaria isso por muito tempo. Por causa dessa ação Kioro acabou acordando e pulou para seu ombro.
— Perdi alguma coisa? – perguntou o gato, a garota apenas negou com a cabeça e voltou a suspirar.
— Não admito que fale assim da Clariza senhorita Rodrigues. – falou severamente Roger mirando a garota que não estava nem ai para o que ele falava. – Ela é uma garota respeitável e que conserva bem seu corpo.
— Fale isso depois que ver a saia curta que ela estava usando – rebateu Anne defendendo sua amiga que estava com toda a razão. – se aquilo for conservar o corpo eu estou sendo paranóica com o meu.
Luly assentiu levemente enquanto Roger negou com a cabeça. Essas garotas podia ser quanto corajosas que fossem, mas sua teimosia era simplesmente inacreditável. E o pior de tudo é que uma sempre apoiava a outra, ai era juntar a fome com a vontade de comer. Voltou a olhar para o computador querendo deixar o assunto de lado, não discutiria mais com elas já que sabia que elas não desistiriam de sua idéia, depois olharia quem estava certo.
— Qual é a próxima missão? – perguntou Nick ficando do lado do homem que continuava digitando enquanto a câmera se aproximava de uma área da Grécia que mais parecia um enorme labirinto. – Um minotauro?
— Ao parecer de uns dias para cá ele tem ficado mais agitado e agressivo. Não sabemos o que esta acontecendo e é por isso que vamos enviar vocês para lá e pesquisar a fundo essa historia. – falou Roger mostrando vários ângulos do lugar. Era um labirinto bem grande com varias partes fechadas e caminhos traiçoeiros. Não era um lugar que você gostaria de se perder.
Os quatro se dirigiram para o local do tele-transporte e se preparam para partir. No celular de Luly e Anne apareceu a imagem do grande labirinto, Luly engoliu em seco, era boa em desvendar os labirintos, mas quando ela estava fora deles e eles em um papel. Isso seria uma experiência e tanto.
— Cuidado garotos, esse labirinto é mais perigoso do que imaginam. – falou Roger se colocando no painel de controle do lado de fora da parede de vidro. – Fiquei sabendo que a Evil esta atrás desse minotauro a muito tempo e que agora organizou um grande plano para capturá-lo.
— Pera! Se a Evil esta envolvida por que esta mandando a gente? – perguntou Anne. Não haviam tomado uma bronca por causa disso mesmo?
— Digamos que por causa do seu incrível trabalho na Cordilheira dos Andes seu ranckin foi aumentado para o nível B. – respondeu Roger com um grande sorriso no rosto. Anne e Luly gritaram de emoção e chocaram as mãos no mesmo instante que seus corpos viravam pontinhos roxos e logo desapareciam. Roger suspirou e deixou o olhar perdido na sala. – Essas garotas tem mais talento do que eu previa, e não creio que seja o único a notar isso.
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— Eles estão indo para lá? – perguntou aquele mesmo homem líder da malvada empresa e que novamente se encontrava em sua sala, só que dessa vez sua companhia não era a secretaria e sim uma jovem mulher de aparência jovem e com curvas bem elegantes. Ambos tinham sorrisos maliciosos no rosto que brilhavam com a pouca luz do lugar.
— Sim meu senhor. – respondeu a mulher com uma voz doce e harmoniosa, mas cheia de malicia e maldade. Seus olhos verdes reluziam no lugar e mostravam a luxuria e o ódio que sentia. – Eu mesmo confirmei essa informação.
— Ótimo, mandei a fera para o lugar e ordene a ela que capture o Minotauro e pegue as garotas, mas apenas elas. – disse o homem colocando as mãos no bolso e voltando a mirar a enorme janela que tinha do lado atrás de sua mesa e que dava vista para toda sua base submarina.
— Desculpe a insolência meu senhor, mas por que quer tanto elas? – perguntou a mulher mirando curiosa o homem que apenas esboçou um sorriso ainda maior.
— Elas tem um talento muito alem do que qualquer um poderia ter. Até maior que o seu. – falou o homem mirando de relance a mulher que rangeu os dentes em fúria e saiu da sala com seus passos de salto alto ecoando pelo lugar. O homem sorriu ainda mais, isso só impulsionaria mais conflitos entre ela e as garotas que queria e isso poderia lhe dar mais vantagem.
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Já haviam chegado ao labirinto e estavam exatamente em sua porta olhando para dentro daquela imensidão de pedras cheias de arbustos verdes subindo por elas. Dava até medo pensar que logo entrariam ali e procurariam uma criatura da mitologia grega que era considerada uma das mais perigosas. Luly engoliu em seco mais uma vez e colocou um, quase microscópico, objeto na parede do lugar.
— O que esta fazendo baixinha? – perguntou Deimos enquanto Luly colocava o objeto e logo ajeitava algo em seu celular.
— Não quero me perder ai dentro se é que me entendem. – falou e logo depois colocou alguma coisa em Anne com cuidado, uma em Nick e a ultima em Deimos, dando um forte tapa em suas costas que o fez perder um pouco o ar. – E nem a vocês. Se for para entrar ai dentro e nos separar como vocês estão falando quero ter certeza que encontrarei vocês de novo e o caminho de volta.
— Paranóica. – sussurrou Deimos ainda sentindo as costas arderem. Luly por acaso havia ouvido e dera mais um tapa forte no mesmo lugar que antes fazendo o ardor piorar.
— Só estou me precavendo. – respondeu e logo entrou no labirinto. Ela já não usava a mesma roupa da escola igual a antes, nem Anne. Ao apertar um botão no celular suas roupas mudaram virando uma calça negra de malha, uma blusa branca de mangas cumpridas e as botas de propulsão que tinham usado na outra missão. Os óculos também já estavam em seus rostos preparados para analisar qualquer coisa.
— Não precisa se preocupar tanto Luly. – disse Anne colocando uma mão no ombro da amiga, sentindo como a mesma estava tensa e preocupada. – É só mais uma missão. Lembre que somos de nível B agora e teremos que encarar esse tipo de aventura quase sempre.
— Anne, você sabe melhor do que eu que se separar nunca é uma coisa boa. – falou Luly em um suspiro tentando não mirar sua amiga e demonstrar o medo que sentia. Não gostava que os outros vissem que estava com medo, isso era um coisa que tentava evitar o máximo possível. – E me sinto como se estivessem em Scooby do, e falando serio, não quero ser o Salsicha nem o Scooby.
— Calma garota, tudo vai sair bem. – voltou a dizer Anne sorrindo para a amiga que sorriu também, mas mesmo assim não se sentia muito segura com aquilo tudo.
Quanto mais se adentravam no labirinto, mais se separavam. Primeiro foi Deimos que pegou um caminho que levava para a direita, depois foi Nick que foi para um caminho que levava para a esquerda e por fim foi Anne que se separou de Luly em uma encruzilhada. Agora a garota estava sozinha, sem contar com Kioro que permanecia em seu ombro comodamente.
— Se esse minotauro for igual ao da lenda grega, não quero me encontrar com ele. – disse Luly olhando para todos os lados enquanto caminhava, em sua mão ela levava o celular fortemente segurado enquanto o mesmo mostrava a posição de cada um de seus amigos e da saída. Kioro pulou de seu ombro e caminhou ao seu lado.
— Na verdade o Minotauro é um cara até que bem legal. Pode não ter uma conversa muito inteligente, mas mesmo assim é bem amistoso. – falou o gato sorrindo para a garota que ainda não parecia se acalmar.
— Me alegro. – falou abraçando a se mesma e continuando a mirar para todos os lados. Kioro sorriu e logo se transformou em um pastor alemão de pelo marrom com manchas negras pelo corpo e uma cólera azul com uma plaquinha dourada. – Isso não tem graça Kioro!!
O agora cachorro riu e voltou a ser um gato negro enquanto a menina saltava gritos e mais gritos falando que aquilo era serio e que não queria ser o Salsicha entre outras coisas mais.
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Na frente do enorme labirinto aparecia uma enorme criatura que tinha os olhos vermelhos brilhosos e perigosos. Essa criatura era simplesmente imensa e quase do tamanho das enormes paredes que tinha formando o labirinto. Sua aparência selvagem era de certo modo feminina e parecia estar com muita fúria.
Ela soltou um forte rugido que ecoou por todo o lugar e logo, junto com seu rugido uma enorme onda eletromagnética foi lançada no labirinto, desabilitando qualquer equipamento eletrônico. A criatura então entrou, com passos pesados e potentes em busca de suas presas.
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Estava continuando com sua caminhada quando de repente ouviu um rugido e com ele todos os equipamentos que usava começaram a dar interferência. Primeiro as imagens que mostravam o labirinto e a localização de cada um que estava em seu celular desapareceram ficando apenas estática, logo depois quando voltou as imagens já não tinha a localização de nada. Desesperada tentou se comunicar com alguém, mas tudo o que conseguia era estática.
— É Kioro parece que perdemos sinal... – mas quando olhou para os lados procurando o pequeno gato não o encontrou. Estava sozinha definitivamente naquele labirinto, e isso não era uma coisa que lhe agradava muito. Respirou fundo uma vez, duas, três, quatro, cinco vezes só tentando se acalmar. – Vamos lá Luana. Você já ficou sozinha antes e pode ficar agora. Claro que tem um enorme minotauro por ai, mas as chances dele encontrar exatamente você são mínimas.
De repente ouviu um forte grunhido atrás de se a fazendo congelar no lugar e virar lentamente para trás, com as pernas tremendo e o medo recorrendo suas veias. Bem atrás dela estava um enorme homem, de mais ou menos dois metros para mais, com o corpo bem musculoso tampado apenas um pequeno short curto e botas negras, a pele morena animalesca e a cabeça temerosamente de um touro bem raivoso com chifres grandes e pontiagudos, o focinho meio úmido e bufando e seus olhos negros como a noite a miravam com fúria descontrolada passando calafrios por seu corpo.
Lentamente começou a se afastar, dando passos para trás, mas cada passo que dava ele dava um em sua direção ameaçando atacá-la. Bateu levemente os calcanhares para poder acionar as botas e sair deslizando rapidamente dali, mas as mesmas não ligavam. Se amaldiçoou mentalmente, havia esquecido de informar a Roger sobre o defeito de suas botas e agora não tinha nada que a ajudasse.
— O-oi. O-olha, e-eu não v-vim a-aqui t-t-te machucar. – disse nervosa se afastando lentamente do minotaura que se aproximava com passos pesados e ameaçadores. – Eu só quero saber por que esta tão irritado esses últimos tempos. Será que não podemos sentar e conversar? – o minotauro soltou um alto grunhido a fazendo se estremecer. – É to vendo que não.
Luly logo deu as costas para o minotauro e começou a correr o máximo que conseguia tendo o mesmo bem a seu encalço. Olhou para trás vendo como ele se aproximava lentamente e correu ainda mais rápido, fazendo uma forte virada para direita um pouco mais a frente coisa que o minotauro não pode acompanhar e deslizou para frente tentando parar, dando tempo da garota tomar distancia. Mas ele logo voltou a persegui-la com seus passos longos e pesados, grunhindo ferozmente.
— Da próxima vez não deixo o grupo de separar! – gritou correndo o máximo que conseguia tentando escapar dos chifres brancos e pontiagudos daquela cabeça de touro. De repente de seu bolso apareceu um clarão fazendo uma garota igual só que com olhos amarelos com a parte branca vermelha aparecer como um holograma a seguindo sem nem mesmo encostar no chão. – Não é uma boa hora para você aparecer!
— O que posso fazer se você só se mete em encrenca? – perguntou a garota sorrindo maliciosamente para a menina que continuava a correr. – Afinal não sou eu que vou ser destroçada por uma minotauro.
— Ora sua... – Luly não pode continuar já que um forte grunhido foi ouvido atrás dela e um pouco antes de fazer mais uma curva pode sentir o hálito quente e mal cheiroso do minotauro em seu pescoço fazendo os pelos do mesmo se arrepiarem, mas graças a sua virada rápida pode escapar do homem touro. – Essa foi quase...
— Se eu fosse você parava de discutir e corria. – disse a diabinha sorrindo malevolamente enquanto a garota tinha novamente aquela terrível criatura a seu encalço.
— E O QUE VOCÊ ACHA QUE EU TO FAZENDO!!! – gritou Luly apressando mais o passo para escapar do minotauro enquanto soltava um forte grito que ecoou por todo o lugar.
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Tinha ouvido o grito e isso não lhe agradava nem um pouco. Sabia que era Luly, mas o que temia era que ela tivesse encontrado o minotauro e agora estivesse em problemas. Correu pelos grandes corredores do labirinto, mas quando foi virar uma das passagens que tinha acabou trombando com alguém fazendo com que caísse no chão um pouco atordoada. Balançou levemente a cabeça e levantou o olhar se encontrando com Nick a mirando preocupado, mas com a mesma expressão seria que costumava ter.
— Tudo bem? – perguntou estendendo a mão para ela e a ajudando a se levantar. Anne assentiu levemente com a cabeça e tentou se equilibrar, mas como ainda estava um pouco atordoada teve que se apoiar um pouco em Nick até manter o equilíbrio.
— Só um pouco tonta, mas estava procurando Luly. Ouvi como gritava e fiquei preocupada. – disse mirando diretamente aqueles olhos prateados cheios de brilho que a encantavam fortemente. – Não ouviu?
— Ouvi, também a estava procurando quando trombei com você. – respondeu o garoto se afastando um pouco dela e mirando a outro lado. Tinha algo diferente nele, algo que não conseguia identificar o que era. – Tentei me comunicar com ela e com Deimos, mas parece que tem alguma interferência nas comunicações.
— Acho melhor procurá-los. Se estão em perigo não vão poder se defender bem sem ajuda. – disse Anne começando a andar com Nick logo a seu lado. Estava tão preocupada com sua amiga que não conseguia prestar atenção no vampiro que tinha bem do seu lado que a miravam com os olhos brilhantes e parecendo ficar vermelhos lentamente. – Só espero que ela esteja bem.
— Pode ficar tranqüila. – disse Nick colocando uma mão em seu ombro para tranqüilizá-la. – Luly não deve ser uma garota que se entrega fácil. Duvido que ela tenha problemas.
— Eu sei que ela é forte, mas mesmo assim me preocupo. – falou Anne abaixando o olhar. – Ela estava muito assustada quando chegamos e acho que é porque teve um mal pressentimento. Talvez não devêssemos nos separar.
— Te prometo que ela vai ficar bem tá? Mas tente se acalmar um pouco. – falou Nick colocando um braço ao redor do ombro dela e fazendo se surpreender um pouco por causa da proximidade e corar um pouco. – A encontraremos e assim resolveremos essa missão, mas tudo a seu tempo. Primeiro temos que arrumar uma maneira de encontrar cada um sem usar nossos equipamentos.
Anne assentiu ainda um pouco constrangida. Ele ainda a tinha pressionada contra seu corpo e isso a causava ligeiros calafrios por todo o corpo. Ele era maior que ela a dando uma sensação de segurança e conforto estando em seus braços e por alguma razão não queria sair de perto dele. Talvez estivesse se apaixonando por ele, coisa que não era muito difícil já que ele era um vampiro e os vampiros tem esse tipo de poder, mas não sabia se isso era bom o ruim. Afinal tecnicamente ele era um cripto e seus mundos eram completamente diferentes. Sorriu, ao parecer as historias que tanto sonhava estavam se realizando.
— Ai que lindo! – disse uma voz muito parecida com a sua, mas que sabia muito bem de quem que era. Grunhiu ligeiramente enquanto uma luz aparecia de seu celular e se colocava entre os dois, fazendo-os se separarem. Lá estava Inner sorrindo maliciosamente para Anne que tudo o que queria fazer era socar a cara daquela garota muito parecida com ela só que com olhos vermelhos e com a parte branca negra. – Finalmente encontrou alguém alem daquele seu namorado chiclete Anne?
- Cai fora Inner! Ninguém te chamou aqui. – respondeu a garota rudemente mirando de maneira assassina seu incomodo que já não era mais interno.
— Isso não é jeito de tratar suas próprias criações. – respondeu Inner negando com o dedo e colocando uma mão na cintura a mirando de maneira divertida. Logo se aproximou dela e colocou suas mãos no ombro da garota e sorriu maliciosamente. – Afinal não sou eu que estou com um garoto aqui e outro na escola.
- Não sou esse tipo de garota! – gritou Anne mirando raivosa a Inner, mas por dentro morria de preocupação do que Nick poderia pensar dela se acreditasse no que aquela porcaria estava falando. Tinha que acabar com aquilo já. – Não tenho ninguém na escola.
— Mas claro que tem! – disse Inner se divertindo com o sofrimento da garota. Podia ver o quanto ela estava preocupada com o que o garoto vampiro pensava e ao parecer ele estava interessado no assunto. – Lembra do Dave?
— Ele é só um amigo sua porcaria! – falou tentando dar um murro na garota, mas como era apenas um holograma tudo o que conseguiu foi atravessá-la. E começou a discussão entre as duas, Nick não sabia em que acreditar apesar de estar um pouco inquieto com aquilo tudo. Essa seria uma longa busca.
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Em uma certa parte da corrida conseguira escapar do minotauro, despistando-o e se escondendo atrás de uma das enormes paredes. Sua respiração estava muito rápida e suas pernas tremiam do esforço que tinha feito para correr tão rápido. Seu coração parecia querer saltar para fora e seu corpo parecia não suportar mais nada. Isso que tinha sido uma corrida, e não queria fazer nunca mais isso de novo, era seu limite.
— Ora vamos! Não correu tanto! – falou a diabinha sorrindo zombeteiramente para ela que ainda tentava recuperar o fôlego.
— E-então t-tenta f-f-fazer isso v-v-você. – respondeu com a voz entrecortada e se deixando cair sentada no chão. Não discutiria mais com essa peste, estava muito cansada para isso. Tudo o que queria era que essa missão terminasse logo para tirar um cochilo.
— O que aconteceu com você? – virou o rosto para o lado só para se encontrar com Deimos que tinha a mirada curiosa e cheia de duvida enquanto os braços estavam cruzados na frente do corpo. Luly sorriu ao vê-lo, não estava mais sozinha, agora pelo menos tinha alguém para ajudá-la.
— Deimos! Nunca fiquei tão feliz em ver uma pessoa! – falou Se levantando e pulando em sua direção, abraçando-o com força e quase o fazendo cair. O garoto ficou atordoado pela ação repentina e teve o reflexo de passar seus braços envolta dela e ajeitar seus pés no chão para não cair.
— Quer dizer que ficou feliz em me ver? – perguntou divertido sorrindo levemente, mas logo um forte punho foi na direção de sua cabeça acertando bem encima da mesma e a fazendo doer mais do que nunca.
— Não abuse. – disse a garota irritada, mas mesmo assim com um ligeiro vermelho no rosto. Não cometeria o mesmo erro de sentir essas coisa por alguém que sabia que era a coisa errada. Ah! Isso nunca! Da ultima vez acabara sofrendo e tendo que enfrentar a rejeição, mas dessa vez não levaria o mesmo. Não se apaixonaria por um idiota novamente! Se é que aquilo fosse se apaixonar, tava mais para um gostar no caso do primeiro, mas esse era um pouco diferente...
— O que deu em você?! – gritou o garoto irritado mirando a menina com fúria sendo que a mesma continuava de braços cruzados sem se importar muito. – Foi só uma brincadeira?!
— Pois da próxima vez não mexa com quem acabou de ser perseguido por um minotauro que é praticamente o dobro do tamanho dele! – gritou a garota o mirando com raiva. Nem percebera que a diabinha estava bem ali apenas mirando tudo divertida.
— Quem mandou ser tão pequena?! – gritou o garoto de volta se esticando um pouco como se quisesse mostrar que era superior, mas a garota apenas se irritou ainda mais.
— Se quer mesmo saber essa não foi uma escolha! Então se puder parar de bancar o metido e me ajudar a achar uma maneira de escapar daquele bicho enorme eu agradeço! – gritou ela de volta esticando um pouco seu corpo para fazer com que seu rosto ficasse da altura do dele.
— Eu? Metido?! Pois a única metida aqui é você que quis bancar a forte enfrentando a garota mais popular e perigosa da organização. – rebateu ele ainda mais furioso. Ficara preocupado quando ela disse que tinha sido perseguida, mas não admitiria isso nunca!
— Para a sua informação quem começou foi ela e pela ao parecer o que eu pensava dos demônios estava completamente errado! – não conseguia mais suportar, era como se brigasse com um de seus melhores amigos e podia sentir já aquele nó na garganta e podia sentir as lagrimas se preparando para sair. Não chorava com facilidade, era muito difícil fazer aquelas horríveis lagrimas se derramarem, mas nesse caso elas pareciam brotar em seus olhos.
— E o que somos então?! – perguntou ele cruzando os braços na frente do peito e a mirando de maneira critica e superior. Ela odiava que a mirassem dessa maneira, odiava que a mirassem como se ela não fosse nada, como se não pudesse fazer nada! Engoliu aquele nó na garganta e gritou o mais alto que conseguiu esculpido aquelas palavras com força.
— Pensei que eles eram fortes e que podiam enfrentar qualquer briga, defendendo o que achavam certo, mas vejo que são apenas uns covardes que se escondem atrás de uma imagem e quando encontram alguém com um titulo superior encolhem a cabeça e saem de perto! – fechou os olhos com força não vendo como os olhos do garoto se arregalavam ao ouvir aquelas palavras e a miravam com surpresa. – Por que foi exatamente isso que vi! Você correndo de Clariza como se fosse um gato assustado e não defendendo sua própria dignidade!! Tudo o que eu queria naquela hora era acabar com a cara dela por ter chamando a gente daquilo, mas você fugiu com medo, fugiu como se ela fosse mais forte que você! E eu sei que isso não é verdade!
Se sentia tão bem depois de gritar aquilo, como se tivesse tirado um peso das costas, mas não tinha coragem de abrir os olhos e ver a reação dele. Provavelmente ele estaria com raiva, devia levar um tapa ou algo parecido dele e não queria ver aqueles olhos roxos faiscando de raiva como via de vez em quando. Mas diferente do que ela pensava Deimos a mirava surpreso, era primeira vez que alguém tinha sido tão sincero com ele, falado tudo aquilo que pensava dele sem recuar nem um passo. Podia não ter seus poderes, mas mesmo assim muitos lhe temiam o que fazia que todos tentassem agradá-lo e não dizer a verdade.
— Desculpe atrapalhar o momento, mas temos problemas –disse a diabinha se afastando lentamente de onde estava e olhando temerosa para o lugar. Os dois viraram o rosto para ver o que era e se encontraram com o enorme minotauro que continuava furioso. Ele bufava algumas vezes e arrastava suas patas no chão se preparando para correr atrás deles.
— Acho melhor corrermos! – disse Deimos pegando o pulso de Luly e a puxando para mais uma corrida pelo labirinto com o minotauro logo atrás.
— De novo não! – gritou Luly correndo a tropeções atrás de Deimos que continuava puxando e fazendo as curvas pelo labirinto. Tentou apressar o passo, mas suas pernas ainda doíam da ultima corrida que tivera. Isso seria um problema serio.
— Vamos Luana! Corre mais rápido! – gritou o garoto a puxando com mais força, mas a menina já estava ao borde do desmaio de tão cansada que se encontrava.
— Não consigo! – gritou de volta tentando o máximo que conseguia forçar suas pernas a se apressarem pelo menos mais um pouco para assim fugir do minotauro que estava bem ao seu encalço. – Estou muito cansada! Não agüento correr mais nenhum passo! Por que não usa nenhum truque de demônio ou algo parecido?!
- Não posso! Meus poderes estão selados por causa da quantidade! – gritou ele fazendo mais uma curva e apertando mais o pulso dela. Sentia sua mão escorregando lentamente e se a soltasse o minotauro a pegaria com certeza.
— Que ótimo um demônio sem poderes! Isso é tão útil quanto ter um celular que não funciona! – falou ela sarcástica sentindo os pulmões doerem e as pernas prontas para desmoronar no chão.
- Parem de brigar e corram mais rápido! – gritou a diabinha do lado de Luly a fazendo dar um salto e apressar um pouco mais o passo. O minotauro estava a centímetros de alcançá-los e para a sorte dos dois acabaram entrando em um corredor sem saída.
Deimos parou bem perto da parede fazendo Luly cambalear para frente e cair em seus braços, exausta. Ela era tão pequena comparada a ele, mas não tinha tempo de pensar nisso agora. O minotaura estava a poucos passos de onde estavam e se aproximava lentamente. Estavam encurralados e pela cara do minotauro ele não ia poupar esforços para eliminá-los.
— A-a-a-algum p-p-plano? – perguntou Luly tentando se levantar dos braços de Deimos. Estavam praticamente pregados na parede tentando dar a maior distancia possível do minotauro que já se aproximavam com os chifres apontados.
— Se tivesse não estaríamos nessa situação agora. – respondeu ele olhando para todos os lados em busca de uma saída, mas a única que tinha era por cima dos altos muros, mas nenhum dos dois conseguiriam alcançar a ponta para subir. – Pelo menos ele pode ficar indeciso em atacar nós três.
— Três? Sinto muito mais eu estou fora! – disse a diabinha desaparecendo logo em seguida. Luly ia falar alguma coisa quando de repente um enorme grunhido a fez calar e mirar temerosa o minotauro a sua frente.
O minotauro então começou a correr na direção dos dois que se abraçaram com força e fecharam os olhos esperando o impacto, mas ao invés disso ouviram uma voz familiar chamando Luly que abriu os olhos lentamente e mirou como o minotauro olhavam para trás onde estavam Anne e Nick.
— O que está acontecendo aqui? – perguntou Anne mirando estranhado o enorme minotauro que não parava de dar voltas e mais voltas ao seu redor e a Luly e Deimos que continuavam abraçados mirando sem entender a criatura. Quando os dois perceberam como estavam se separam rapidamente dando as coisas um para o outro e cruzando os braços.
— Linda, linda. – dizia o minotauro rodeando a Anne, mas a mesma só podia entender leves grasnados sem sentido e logo se virou para sua amiga que continuava de costas para o demônio.
— Luly o que ele tá dizendo? – perguntou fazendo sua amiga virar para ver onde estava e prestar atenção no que o minotauro dizia enquanto rodeava sua amiga e fazendo ficar nervosa.
— Falando serio Anne, é melhor você não saber. – respondeu para logo se deixar cair no chão. Suas pernas não suportavam mais nada e podia agora ter pelo menos um tempo para descansar. – Por favor descubram logo o que ele tem para sairmos logo daqui e eu poder tirar um cochilo ou um sono bem pesado!
Mas antes que qualquer um pudesse dizer se quer uma palavra um enorme estronde ecoou por todo o lugar fazendo cada um estremecer. Poucos instantes depois uma das paredes que os rodeavam fora destruída aparecendo outro minotauro, só que esse tinha um corpo com curvas femininas apesar de serem bem musculosas, tendo a cabeça de touro um pouco menos ameaçadora apesar de seus olhos também faiscarem em fúria e usava um toper bem apertado tampando o que deviam ser os seios, com um pequeno short também justo e botas negras. “Ela” bufou e logo foi na direção de Nick que ficara um pouco mais afastado.
Ele rapidamente desviou fazendo a fêmea minotauro atingir outra parede. A mesma se afastou um pouco e sacudiu a cabeça e logo mirou em volta. Seus alvos estavam um pouco distante de onde estava, apesar de uma estar sozinha. Essa seria sua escolhida. Andou lentamente até Luly que tinha sido deixada sentada perto daquela parede sendo que Deimos fora olhar se seu amigo estava bem. Por alguma razão a garota não conseguia mover as pernas, talvez por que as tinha forçado muito ou por que as havia machucado só sabia que não podia se levantar e tudo o que podia fazer era mirar como aquela coisa se aproximavam de uma maneira ameaçadora.
De repente Anne se colocou na sua frente com os braços erguidos e preparando para tomar qualquer golpe que a minotauro queria causar. Mas antes que a mesma pudesse abaixar a mão que tinha levantado o minotauro entrou na frente e segurou sua mão a empurrando para trás e a derrubando no chão. Anne percebeu que o minotauro cuidaria da fêmea que os havia atacado e se dirigiu para Luly que ainda permanecia sentada no chão.
— Você é maluca! Aquela minotauro ia acabar com você! – gritou a garota repreendendo a amiga que se ajoelhou a seu lado para ver o que tinha acontecido. – Nunca mais faça uma coisa dessas Anne!
— Mas se não tivesse feito você provavelmente estaria morta agora! – exclamou a garota de volta coisa que sua amiga apenas negou com a cabeça.
— Não importa se vou morrer ou não, você não pode se colocar em perigo! É uma coisa fora de cogitação, me entendeu princesa?! – um minuto! O que tinha dito? Acabou de chamar a Anne de princesa? O que passava com sua cabeça? Negou fortemente a mesma tentando recuperar o foco e logo voltar a prestar atenção no que acontecia. – Deixa pra lá o que eu falei, temos que arrumar uma maneira de parar com essa briga antes que alguém se machuque.
— Concordo, mas como faremos isso? Esse bicho parece estar fora de controle! – as duas miraram atentamente a criatura que os havia atacado e rapidamente Luly percebeu alguma coisa no pescoço da minotauros. Parecia algum tipo de colar de metal onde tinham vários pontinhos brilhantes. – Você esta vendo o que eu to vendo? – perguntou Anne parecendo estar mirando a mesma coisa que ela, assentiu levemente. – Será que aquilo tem alguma coisa haver?
— Não sei, mas vamos descobrir. – disse Luly tentando se levantar. – Temos que pular nas costas dela e tirar aquela coisa do pescoço dela.
— Nós não, eu vou fazer isso com a ajuda de Deimos e Nick. – disse Anne fazendo Luly sentar mais uma vez e a mirar sem entender. – Você vai descansar, já correu por esses labirinto todo e não pode mais forçar tanto suas pernas.
— Eu estou bem! – disse, mas quanto tentou se levantar novamente sentiu um forte estralo na perna que a fez voltar para o lugar. Anne a mirou de uma maneira significativa e correu até os meninos dizendo tudo o que tinham que fazer.
Rapidamente Luly viu como eles se colocavam ao redor da criatura. Deimos chamava sua atenção, dando a oportunidade para o minotauro macho acertar alguns golpes na fêmea, enquanto isso Nick e Anne se preparavam para pular nas costas dele. Quando a criatura se inclinou um pouco para frente os dois correndo em sua direção e em um salto se colocaram nas costas dela segurando por seu forte pescoço.
A criatura se contorceu de todas as maneiras possíveis e em um certo momento conseguiu mandar Nick para fora de suas costas fazendo com que Anne tivesse que se virar sozinha lá em cima. Luly se amaldiçoou fortemente por dentro e se levantou com um pouco de dificuldade. Viu como Deimos ficava indeciso entre ajudar seu amigo ou ajudar a Anne, então aproveitou que a minotauro deu as costas para ele correu em sua direção meio cambaleante e o chamou em um grito.
— Se prepara para me lançar! – gritou e por sorte o garoto conseguiu entender e juntou as mãos inclinando seu corpo um pouco para frente dando para Luly pisar nas mesmas e ser lançada na direção das costas da criatura ficando lado a lado com Anne.
— O que esta fazendo aqui? – perguntou a garota surpresa por ver sua amiga também pendurada no pescoço do minotauro.
— Trabalhamos melhor juntas, agora use sua pulsei para tirar essa coisa do pescoço dela! – disse Luly sorrindo ligeiramente e tampando os olhos do cripto com seu braço fazendo com que ele parasse um pouco de se concentrar em Anne se prestasse mais atenção nela enquanto a garota podia ligar seu bracelete e assim ativar o lazer que tinha nele cortando o metal da coleira.
Quando o objeto de metal caiu do pescoço do animal o mesmo parou de se mover, parecendo estar mais calmo. Luly sentia seus braços tremendo e logo soltou o cripto fazendo seu corpo cair na direção do chão, sorte que Deimos fora rápido o bastante para chegar perto e segurá-la antes de se chocar com o solo. Anne desceu com a ajuda de Nick e logo os quatro voltaram a ver a criatura que mirava a todos os lados, confundida.
— T-t-t-tudo bem. – sussurrou Luly com um sorriso no rosto. – Agora tudo voltou ao normal.
Pouco tempo depois o grupo descobriu que a cólera que a minotauro tinha era o que a tornava tão agressiva, sendo controlada por nada mais nada menos que a famosa empresa Evil que tinha sua assinatura na cólera. No inicio o minotauro macho não aceitou muito bem sua nova companheira, mas pelo o que tudo indicava seu estresse se causava a falta de companhia já que pouco tempo depois os dois criptos estavam se dando muito bem.
Um pouco antes de irem embora o minotauro que havia gostado tanto de Anne lhe entregou um pequeno pingente quase igual o que Luly tinha ganhado do dragão, só que esse tinha o formato de um touro com enormes chifres e de olhos penetrantes. A garota agradeceu com um sorriso apesar de não saber o que o mesmo dizia já que Luly preferia não traduzir. Logo depois os quatro foram embora se encontrando novamente bem no quarto das garotas.
Deimos que ainda segurava Luly no colo deixou ela descer para que fosse cambaleando até o banheiro para tomar um bom banho. Em pouco tempo todos já estavam reunidos juntos no quarto, Luly deitada comodamente no sofá, Anne sentada na cama que lhe pertencia, Nick estava sentando em uma cadeira qualquer que havia encontrado e Deimos sentado no sofá que ficava na frente de Luly.
— AH! Minha pernas estão moídas! – reclamou a garota se deixando relaxar no sofá. Logo que olhou envolta. – Onde está Kioro? Naquela confusão toda nem me lembrei dele.
- Bem aqui. – disse uma voz conhecida fazendo a garota se virar e ver o gato sentado na poltrona bem onde se recostava. Ele balançava o rabo ritmicamente enquanto observava a garota com atenção. – Acabei me perdendo naquele enorme labirinto e tive que pedir para Roger me trazer de volta. Estou andando por ai a algum tempo antes de vocês chegarem, mas soube que a missão foi um sucesso.
— A custo de minhas pernas. – disse Luly reclamando novamente e se movendo incomodamente no sofá.
— Isso que dá não me escutar. – disse Anne se deixando cair na cama ficando com a cabeça na direção de onde estavam os sofás e a levantando um pouco. – Eu te falei para não forçá-las, mas você não me escutou.
— Se tivesse feito o que você disse não teríamos conseguido. – rebateu Luly obrigando Anne a concordar. – Só sei que quando voltar para casa vou tirar um belo cochilo.
— Só se for de alguns minutos porque ta quase na hora de você ir para a escola. – disse Deimos com um ligeiro sorriso enquanto via a garota cair do sofá por causa do susto e tirando o celular do bolso quase com desespero.
— Que droga! É verdade!! – gritou se preparando para apertar o botão para ir para casa.
— Só mais uma coisa, para vocês quatro. – disse Kioro mirando seriamente a todos, Luly traduziu para Anne o que o gato dizia e a mesma também tomou uma feição seria. – Clariza não esta muito feliz com vocês avançando tão rápido nas missões. Ela fará de tudo para que as coisas piorem, não importa o que seja.
— Não tem importância. – falou Luly logo depois de traduzir as coisas para Anne. Sorriu para seu pequeno gato e deu uma ligeira piscada. – Essa garota não pode nos afetar em nada. Além do mais somos uma equipe e não deixaremos que ela faça nada para arruinar o que temos.
Todos assentiram e logo Anne e Luly voltaram para casa, mas nenhum deles percebeu que alguém os escutava do lado de fora, sorrindo extensamente e logo depois caminhando para longe com o Toc Toc dos saltos batendo levemente contra o chão. As coisa poderiam se complicar um pouco mais daqui para frente.
Notas finais
bom o proximo provavelmente vai demorar um pouco mais já que ele vai ficar muito grande mesmo!
Bjsss
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