Notas iniciais
Maus me enganei. A aventura começa no proximo ^/////^. Mas esse cap tambem é legal. Aproveitem

OPM – Para salvar e resgatar!

Não sabia o que estava acontecendo. Uma hora estava na frente do computador clicando no quadradinho que dizia aceito e logo depois tudo o que se lembrava era da tela ter ficado toda branca e logo depois sentiu seu corpo sendo sugado por alguma coisa e como tinha fechado os olhos por causa da luz não tinha conseguido ver o que era. Agora sentia como se viajasse a uma velocidade tremenda fazendo um forte vendo balançar suas roupas e seu cabelo.

O que estava acontecendo? Queria abrir os olhos, mas algo parecia prende-los no lugar. Talvez fosse a alta velocidade que estava, mas mesmo assim forçou um de seus olhos a se abrirem e assim pode ver como varias luzes de cores variadas passavam velozmente a sua volta enquanto se aproximava de uma luz mais forte e brilhante se concentrando bem a sua frente uma luz branca. De novo fora obrigada a fechar os olhos para assim não ficar sega quando chegou a luz a sua frente e penetrou na mesma.

O próximo que aconteceu foi sentir um frio chão debaixo de se. Abriu os olhos lentamente e de novo se encontrara com mais luzes, só que essas eram um pouco mais fracas dividias em vários pontinhas redondos que ao seu ver eram lâmpadas. Lentamente se levantou ficando sentada naquele estranho chão branco onde existiam vários círculos azuis, sendo que estava sentada em um. Essa área onde estava era rodeada em sua parte da frente e única saída por um vidro grosso que mostrava um corredor onde passavam varias pessoas, algumas até com aparências meio azuladas, com tentáculos, asas, outras nem formas humanas tinham. Eram tudo inacreditável.

— Ola. – olhou para o lado e se encontrou com um garoto de cabelos um pouco longos arrepiados em um topete estranho e muito unido da cor de bronze, os olhos eram de um penetrante prata que reluzia com as varias luzes que tinha no local, sua pele era pálida quase de uma maneira doentia, mas ao mesmo tempo bela e reluzente, tinha um corpo bem formado com músculos bem distribuídos pelo o que podia ver com ele usando aquela blusa cinza suja um pouco justa, a calça negra e o sapato também negro. Seu rosto tinha feições um pouco duras, marcando cada detalhe principalmente do maxilar. Ele era alto e devia ter seus dezenove anos. – Bem vinda a base de comando da OPM, é sempre bom ter novos recrutas.

Ele ofereceu uma das mãos para ajudá-la a se levantar coisa que aceitou sem pensar duas vezes sendo puxada com facilidade e colocada de pé. Olhou novamente envolta. O lugar tinha as paredes de metal completamente brancas da mesma maneira que o chão. Não se via mais nada além de branco para todos os lados e ao parecer seções de alta tecnologia já que via algumas pessoas mexendo em uma pagina azul que aparecia na frente deles como um holograma muito bem feito. Era incrível tudo o que via e ao mesmo tempo inacreditável.

— Venha. – falou o garoto a puxando levemente para fora daquele cubículo onde havia surgido. Nem percebera que haviam permanecido de mãos dadas até então, e só agora que percebera também que a pele dele era fria e dura como se estivesse encostando em mármore. Isso a fazia se lembrar de alguma coisa, mas sua mente estava muito bagunçada com tudo o que estava acontecendo para prestar atenção nisso.

Enquanto andavam pelos largos corredores observava cada pessoa e cada coisa que passava a sua volta, vendo a variedade de equipamentos eletrônicos modernos indo de robôs a computadores de ultima geração que apenas via em filmes de ficção enquanto as pessoas variavam de humanos para criaturas com corpos humanos só que com cores de peles diferentes e esquisitas ou até mesmo animais bizarros que tinham até três ou mais olhos ou até mesmo com mais de um membro. Era assustador e emocionante ao mesmo tempo, tudo o que conseguia fazer era mirar aquelas coisas bizarras e seguir o garoto para sabe se lá a onde.

Em um dos vários corredores viu uma parede de metal que tinha um extenso vidro preso no mesmo mostrando nada menos que a imagem do próprio planeta terra bem abaixo, tão grande como imaginara, enquanto envolta do mesmo tinha a imensidão negra do universo sendo recheada com algumas pequenas coisas como pontinhos brilhantes ao longe, o cinturão de asteróides que tinha entre Marte e Jupiter, os planetas do sistema solar, a lua, entre outras coisas que era até impossível de descrever de tão incríveis que eram. Parou em seco e logo se dirigiu para aquele enorme vidro encostando as mãos no mesmo e olhando tudo o que podia. Não sabia se gritava de emoção ou de susto ao ver que estava a vários quilômetros de sua casa e junto com criaturas estranhas e inacreditáveis.

Será que era um sonho? Se fosse queria acordar ou continuar dormindo? Bom do jeito que sua mente era provavelmente queria ficar dormindo e ver o que rolava nessa sua aventura maluca que nunca pensara em ocorrer. Se aproximou mais do vidro e olhou mais atentamente para aquela vasta imensidão negra que rodeava seu planeta, que para ela era grande, mas que comparado ao universo era apenas um minúsculo grão.

— A sede da OPM fica no espaço então acho melhor não ter problemas com altura. – falou o garoto que estava a alguns passos de distancia de onde se encontrava. Olhou para ele como se tivesse falado a coisa mais idiota do mundo. Claro que sabia que estavam no espaço! E quem disse que tinha problemas com altura?! Isso não lhe incomodava nem um minuto. – Agora vamos antes que nos atrasemos.

Voltou a seguir aquele garoto mal humorado que até agora não dera nem um minúsculo sorriso, se mantendo serio e sombrio o tempo todo. Bem que não podia evitar pensar nos personagens sombrios que ela e sua amiga criavam, que tinham praticamente essas mesmas características mesmo sendo do lado do bem. Afinal nem todo personagem do bem precisava ser aqueles meninos certinhos e alegres que sempre faziam tudo de bom. Não, isso já saíra de moda.

Chegaram a um salão enorme onde bem no topo tinham mosaicos representando todos os continentes da Terra e mais alguns que não sabia decifrar de onde poderiam ser, mas que eram partes de terra tinha certeza que era. O chão era uma mistura de azul claro com branco enquanto em alguns cantos das paredes brancas tinham uma espécie de capsula de vidro que quando se entrava o corpo se transformava em pontinhos roxos e logo depois desapareciam em um piscar de olhos. Algumas pessoas andavam pelo lugar que era bastante iluminado por causa das cores claras, todas as pessoas que passavam não deviam passar de seus vinte e dois anos ou teriam menos de quatorze. Todos jovens e sérios, alguns até faziam brincadeiras e se divertiam mas sua grande maioria parecia não ter um censo de humor muito grande. Os que mais se destacavam era um garoto de mais ou menos dezenove anos de olhos roxos intensos, a pele morena, os cabelos lisos negros um pouco bagunçados e que deixavam uma franja na parte da frente que de fez em quando caia em seus olhos, o corpo bem moldado e musculoso usando apenas uma blusa negra de mangas compridas um pouco justa, uma calça jeans também negra e tênis negros enquanto seu rosto tinha toques orientais bem bonitos. Na frente dele tinha um homem que era o mais velho do lugar, devia ter seus cinqüenta ou sessenta anos com a pele pálida cheia de rugas, os olhos sempre se mantendo fechados com pequenas olheiras embaixo, o corpo magro e praticamente sem vida sendo tampado por um terno negro com uma blusa branca dentro do palito e uma gravata vermelha. E atrás do garoto se encontrava uma garota mais ou menos da sua idade, pequena, não devia passar dos um metro e cinqüenta e cinco, os olhos castanhos quase dourados miravam de um lado para o outro com suma curiosidade, a pele de um café com leite bem claro, o corpo bem desenvolvido parecendo uma garota mais velha e que apenas estava tampado com um short azul curto e uma camiseta branca com o desenho de uma menina segurando um ursinho de pelúcia bege, tinha os cabelos de um castanho escuro com algumas mechas aloiradas principalmente a franja, e eram lisos indo até o inicio do quadril.

Ela era ligeiramente familiar, mas não conseguia se lembrar da onde a viu. Fechou um pouco os olhos se focando apenas na garota e forçando para identificar da onde vira seu rosto. Será que poderia ser... Mas não era possível, ela não poderia estar ali também. Mas era ela mesma! Não podia acreditar, mas ali estava ela olhando de um lado para o outro com animação e o rosto um pouco corado por estar no meio de tantas pessoas usando apenas um simples pijama.

— Luly!! – gritou saindo correndo até ela, deixando o garoto que a havia acompanhado um pouco atordoado pela velocidade que ela tinha ido. Não podia acreditar que depois de tanto tempo sonhando com o momento que se veriam iriam se encontrar exatamente ali! Agora sim, se isso fosse um sonho não queria mais acordar!

Estava tão distraída mirando as coisas a sua volta que quando alguém lhe gritou não pode evitar se sobressaltar. Em um momento estava em seu quarto e no outro estava naquela estação espacial maluca sendo puxada quase com brutalidade por aquele garoto estranho, sem falar que o gato que havia pulado em seus braços quando a tela do computador ficara branca havia desaparecido desde que o garoto começara a lhe puxar. E agora que se virara para o lado e vira uma garota de mais ou menos da sua idade, alta comparado a se mesma, a pele morena, os olhos negros como a noite, mas reluzentes e animados, os cabelos negros indo até a cintura meio ondulados, o corpo com curvas belas, mas discretas sendo tampado apenas por um pequeno short justo negro e uma blusa branca também um pouco justa correndo até sua direção não podia pensar em mais nada que não pudesse acontecer.

— Não acredito que estou te vendo aqui! – disse a garota logo depois de abraçá-la com força e quase derrubando a ambas. Como um alto reflexo passou os braços também envolta da garota para assim se manter equilibrada no chão, mas por mais estranho que tudo isso pudesse parecer tinha a ligeira impressão de já ter visto essa garota. Não pessoalmente, mas talvez em uma foto ou em um vídeo... Não podia ser a...

— A-anne? – perguntou meio sem voz se distanciando um pouco da garota e a mirando um pouco surpresa. Não podia acreditar no que estava diante dos seus próprios olhos e cada vez se sentia mais convencida de que tudo aquilo não passava de um simples sonho. – Como chegou até aqui? Ou melhor, como chegamos até aqui?

— Creio que essa pergunta eu poderei responder. – disse o homem mais velho com uma voz fraca e bem formal. As duas se entreolharam e novamente miraram o homem que apenas se virou e começou a andar com os dois garotos que as haviam levado até lá os seguindo. – Venham comigo que primeiro vocês devem colocar roupas mais confortáveis.

As garotas seguiram os três por mais alguns corredores só que dessa vez as coisas já não eram mais tão desconfortáveis como eram antes, na verdade com o papo trivial que tinham no momento a viagem fora até mais rápida chegando enfrente de uma porta branca de metal tão rápido que quando elas perceberam já tinham chegado.

— Essa vai ser o quarto de vocês enquanto fizerem parte de nossa organização. – falou o homem enquanto mexia em uma parte da parede do lado da porta onde devia-se digitar um senha para que assim a porta abrisse. Anne e Luly perceberam rapidamente qual era a simples seqüência de números que era 1425 e pronto a porta se abria. – Tem roupas novas nos armários e podem tomar um banho se quiserem, esperaremos o quanto for preciso.

As garotas entraram assombradas no quarto enquanto a porta se fechava logo atrás. O quarto que ficariam era imenso! Tinha uma enorme área na frente perto da porta com dois sofás para duas pessoas na frente de uma mesa, mais atrás tinham duas camas de solteiro grandes com lençóis brancos, atrás das camas tinha um enorme vidro que dava vista direta para a terra e bem mais para frente o imenso sol que parecia se realçar e ficar maior olhando de onde estavam, do lado da cama que estava do lado direito tinha um enorme armário branco arredondado e do lado dele tinha uma porta que supunha ser para o banheiro. Entre as camas também tinha uma mesinha para colocar algumas coisas pessoais como cadernos ou caixinhas de jóias. Um pouco mais distante de tudo tinha uma porta saliente e pequena que devia ser a geladeira.

— Tomo banho primeiro! – disse Luly correndo e abrindo o armário, mas antes que pudesse pegar uma roupa seus olhos se arregalaram com o que viu. O armário era maior do que parecia, tinha varias galerias de roupas futurísticas e bonitas e apostaria que se entrasse ali acabaria se perdendo de tão grande que o armário era. – Meu deus! Que lugar incrível!

Pegou uma roupa qualquer lá dentro já que não se importava como se vestia e entrou no banheiro deixando sua amiga sozinha explorando mais o quarto. Luly tomou um rápido banho em uma gloriosa banheira enorme que colocava espuma automaticamente e reciclava a água usada, fazendo assim que ela tivesse um banho tranqüilo e não praticamente nadando em sua própria sujeira.

Depois que saiu vestiu a roupa que havia pego e se mirou no espelho de corpo inteiro que tinha em uma das paredes. Usava uma calça que tinha uma parte de uma perna indo até o tornozelo enquanto a outro apenas chegava a um terço da perna, tinha a cor azul marinho e era bem justa, uma blusa negra sem mangas com um casaco de mangas curtas com capuz que deixara aberto das cores azul marinho e branco e um tênis negro com branco. Decidira deixar o cabelo solto e apenas colocar uma tiara azul que encontrara por ali e que ressaltava ainda mais suas mechas aloiradas. Dava voltas e mais voltas em se mesma fazendo caretas para seu reflexo sem saber se realmente a roupa havia lhe caído bem.

De repente ouviu um ligeiro miado que a levou virar o rosto na direção da banheira agora vazia se encontrando com aqueles olhos coloridos do gato negro que se encontrava sentado comodamente na beira da banheira a mirando curiosamente enquanto balançava a cauda com graça.

— E então? O que acha? – perguntou sorrindo ligeiramente e dando a volta em se mesma para que o gato visse tudo. Era costume seu falar com os animais, sempre se sentira mais segura com eles do que com qualquer outro ser humano, sem contar com Anne claro, ela era uma das poucas que lhe fazia se sentir bem.

— Se quer saber mesmo minha opinião acho que ficou uma mistura bem interessante de cores. – falou o garoto com um voz um pouco grossa e rouca fazendo a garota arregalar os olhos de surpresa e se afastar alguns passos. Tinha ouvido direito? O gato havia mesmo falado?

— Você fala? – perguntou com um fio de voz enquanto ainda mirava surpresa o gato, sendo que o mesmo estava neutro a mirando com a mesma cara de sempre.

— Mas é claro. A questão é: como você consegue me entender? – rebateu o gato levantando uma de suas sobrancelhas quase imperceptíveis pulando de onde estava e indo até a garota que ainda não conseguia compreender o que estava acontecendo. – São poucos os humanos que podem entender o que falo. Então o que é você?

A garota já não sabia mais o que dizer. Devia estar maluca, devia ter batido a cabeça com força e agora estava tendo alucinações. Respirou fundo e se agachou pegando o gato com cuidado e o levando para fora do banheiro para mostrar a Anne e ver se estava maluca ou não. Chegou perto da garota que a mirou confusa e quase meteu o gato em sua cara.

— Esse gato fala. – afirmou mostrando o gato negro, mas tudo o que a menina pode ouvir era miados e mais miados como se fosse um gato normal. Se não contasse com os olhos aquele gato era mais um simples felino entre vários outros.

— Acho que tudo isso está te afetando Luly. – disse colocando levemente a mão no topo da cabeça da garota que trouxe o gato para perto de seu corpo e o ajeitou em seus braços. – Esse gato apenas mia, mas não fala nossa língua. Agora se me dá licença vou tomar um banho.

Luly viu como Anne pegava uma roupa no armário e logo entrava no banheiro a deixando sozinha no quarto. Não podia acreditar que Anne não ouvira o gato falando, ele tinha até comentado o fato que ela estava de pijama! O que estava acontecendo? Por que apenas ela conseguia entender aquele gato? Deixou-se cair em um dos sofás brancos que tinham ali e deixou o gato se sentar a seu lado a mirando como costumava fazer quando se encontravam.

— Não entendo. – disse em voz alta enquanto o gato a mirava sem parar. – Por que eu te entendo e ela não? Por acaso isso tudo é um sonho ou eu sou algum tipo de aberração? Isso nunca tinha acontecido antes!

— Não se olhe como uma aberração. – disse o gato fazendo ela dirigir seu olhar para ele ligeiramente. – Apenas pense que é uma coisa que ninguém nunca viu ou ouviu falar.

- Nossa isso ajudou muito! – exclamou irônica rodando os olhos ligeiramente. Suspirou e olhou para o grande vidro que tinha atrás das camas vendo como o imenso universo era mais belo do que imaginava. No ano passado ela lera alguns livros sobre astronomia para fazer uma pequena prova que tinha todo ano para algumas escolas e depois disso sempre teve um interesse muito grande sobre o que teria nessa imensidão.

— Pronto. – falou Anne saindo do banheiro. Ela usava um short curto negro com um cinto vermelho, uma blusa vermelha justa com um casaco negro por cima e tênis negro. Seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo alto a deixando com ar daquelas esportistas famosas. Anne ouviu o gato miar novamente e logo Luly apontou para ele e disse.

— Ele achou sua roupa interessante também. – falou apoiando um lado do rosto em uma mão e mirando de canto o gato. – Mas ele ainda não sabe como conseguimos viver usando essas peças de tecido.

— O que deu em você? – perguntou Anne se sentando do lado da amiga, fazendo o gato pular para o colo da mesma. – Começou a falar com os animais?

Luly deu de ombros e ficou olhando distraidamente para o grande vidro enquanto acariciava mecanicamente a cabeça do gato que não reclamava nem um pouco. Anne preferiu não falar nada e apenas se dedicou a observar que parecia estar muito confortável onde estava. De repente sentiu como se sua mente se transportasse para outro lugar e de repente era como se estivesse vendo a se mesma , sentindo como algo passava suavemente em sua cabeça, mas os pensamentos não eram seus. Em sua cabeça apenas passava as coisas tipo: Fui esperto em escolher essa garota como parceira.

Balançou a cabeça com força saindo daquele estado tão estranho. Podia jurar que estava dentro da cabeça daquele gato e que ouvira o que ele pensara e sentira o que ele estava sentindo. Afinal o que havia acontecido? Talvez estivesse tempo de mais acordada e precisasse de um bom descanso. Mas quando ia fechar os olhos para relaxar um enorme alçapão apareceu debaixo do sofá que caiu quase que imediatamente para dentro levando as duas junto e o gato.

Depois de alguns segundos o sofá caiu bruscamente no chão, mas agora elas estavam completamente emboladas encima do mesmo. Luly acabou ficando com as pernas jogadas desajeitadamente na parte onde deviam estar encostada as costas e o resto do corpo na parte onde se devia se sentar, tendo a cabeça para fora deixando o cabelo solto encostar no chão. Anne já estava com a cabeça no braço do sofá, as pernas encima do tronco de Luly e o corpo praticamente deitado. Enquanto isso o gato estava no braço do sofá do lado de Luly lambendo sua pata direita como se nada tivesse acontecido.

— Me sinto como se estivesse dentro de Três espiãs de mais. – falou Luly ainda se sentindo tonta por causa da queda repentina e do forte tranco que dera quando se chocaram com o chão. – Só que com apenas duas pessoas e no espaço ao invés de Bebelireiuse no espaço.

— Você também? – perguntou Anne colocando a mão na cabeça tentando fazer a sala que estavam parar de girar. – Pensei que fosse só eu que tinha essa impressão.

As duas se ajeitaram no sofá e olharam ainda um pouco atordoadas para frente onde tinha aquele estranho homem velho e os dois garotos perto de um enorme computador. O homem sorriu ligeiramente e se levantou da cadeira que estava sentado, fazendo uma pequena reverencia na direção das duas.

— Bem vindas a Organização de Proteção a Magia. – disse o homem enquanto as duas garotas se entreolhavam sem poder acreditar no que ouviam. – Meu nome é Mike Roger de Vangost, mas podem me chamar apenas de Roger. Esses são Deimos e Nick. – disse apontando para o garoto de cabelos negros e para o garoto de cabelos cor bronze, respectivamente, na mesma ordem que falava os nomes. – E eles serão seus parceiros nas missões que receberam daqui para frente.

— Que tipo de missões? E... – antes que pudesse continuar Luly passou na sua frente.

— Por acaso você disse Magia? – perguntou no lugar da amiga já que sabia muito bem que ela iria dizer isso.

— Exatamente senhoritas. – disse o homem sentando-se novamente na cadeira e mirando ambas com um pequeno sorriso divertido. – Depois da segunda grande guerra foram descobertos uma nova espécie de animais, criaturas que eram consideradas irreais viviam do nosso lado o tempo todo só que não eram vistas. Então foi criada essa organização para que assim pudéssemos aprender mais sobre essas tais criaturas conhecidas a partir daí como Criptos.

— E por que nós duas fomos escolhidas para fazer parte dessa organização? – perguntou Anne apontando para ela e para a amiga.

— Simples. Algumas poucas pessoas nascem com a capacidade de enxergar os criptos e terem certos dons que os ajudem a se comunicar com eles. E vocês tem essa capacidade. – respondeu o homem.

— Sendo que nunca antes na vida tínhamos visto criaturas como essas. – comentou Luly por ela e sua amiga. – Por que só agora?

— Algumas pessoas demoram mais tempo para liberar seus dons. Vocês demoraram até praticamente os dezesseis para passar a barreira do pólen. Mas agora já estão preparadas para enfrentar a malvada empresa Evil.

— Pode explicar isso direito, por favor. A única coisa que entendi é que estou me sentindo dentro de A vida e Aventuras de Juniper Li. – falou Luly colocando uma mão na testa. Uma explicação mais obvia ela agradeceria ter.

— É o seguinte. Existe pequenas partículas lançadas no ar que ao entrar em contato com nossos olhos nos impedem de ver os criptos, mas tem pessoas que conseguem não ser afetadas por essas partículas e podem assim ver os criptos. Normalmente se tratam de adolescentes e como os criptos só se sentem bem perto de humanos contratamos algumas pessoas que vemos que tem potencial para nos ajudar. – começou o homem digitando alguma coisa no teclado. – Nossa organização ajuda os criptos e faz pesquisas sobre eles, apesar de também termos criptos em nossas agencias, mas nossa maior preocupação atualmente é impedir que o dono de uma famosa empresa capture os criptos e os exponha para todo o mundo. Ele arrumou uma maneira de burlar o pólen e assim ver esses incríveis animais, mas suas idéias estão voltadas para o dinheiro que ganharia com essas criaturas e procura o mundo todo por elas. Além de estar envolvido com varias atividades ilegais ele vem nos causando vários problemas.

— E quem é ele? – perguntou Anne se levantando do sofá e se aproximando do monitor que tinha varias imagens de animais estranhos e que ouvira muito em historias infantis ou até mesmo de terror.

— Não sabemos seu nome, mas ele se identifica sempre com a letra “E”. – disse Roger mostrando uma gravação de uma mensagem que esse tal homem havia enviado.

— Cara OPM. Sim conheço sua existência e quero apenas dizer que não irão conseguir me impedir de conseguir os criptos. – enquanto o tal homem continuava com seu discurso e na tela apenas tinha a letra E negra em uma tela completamente branca Luly se levantou e se aproximou. Era impressão sua ou estava dando eco na voz?

— Agora me sinto dentro de Death Note. – sussurrou para logo depois falar mais alto. – Ele está engrossando ou afinando a voz. Tem eco na gravação o que significa que ele quer esconder sua idade. Pode ser tanto um velho como um garoto, ou até mesmo um adulto normal.

- Então, vocês aceitam fazer parte disso tudo? – perguntou o homem fazendo as duas garotas se entreolharem e sorrirem um para a outra.

— Claro! – exclamaram emocionadas e com grandes sorrisos no rosto.

— Ótimo! A primeira missão de vocês é resolver um problema que esta acontecendo entre dois grupos de fadas perto da Cordilheira dos Andes. – falou o homem voltando a digitar no computador e fazendo aparecer uma área plana perto da região da cordilheira dos Andes onde tinha um campo bem grande com a grama verdinha e cheio de flores. – Deimos e Nick as ajudaram com o que precisarem, já que eles tem mais experiências por serem um demônio e um vampiro.

— Um demônio e um vampiro! – gritaram emocionadas as duas garotas que tinham os olhos brilhando e observando os dois que não se sentiam muito cômodos com a situação. A aventura iria começar.

Notas finais
Gostaram? É eu sei, um gato falante ta meio fora de moda, mas é meu gatinho então não empliquem com ele. Se bem que ele não é só um gato... Ah, mas deixa! Espero quer tenham gostado!

Bjsss