Notas iniciais
uhuuu o momento mais esperado kkkkk


Fazia um dia lindo, ao contrário de como ela se sentia por dentro, quando as aias chegaram para ajudar ela a se vestir, já estava acordada,mal conseguira dormir, como era de se esperar tivera pesadelos a noite toda, primeiramente com sua mãe, seus irmãos, mas também e principalmente com aquele que seria seu esposo.

As aias a banharam com perfumes e sabonetes de myr, e então vestiram na com o vestido do casamento, era de cor branca e possuía delicadas pedras e rendas, e não pode deixar de notar que eram muito simples, elas escovaram seu cabelo e prenderam no para que formasse uma cascata de cachos.

— Está linda senhora — disse uma das criadas e as outras concordaram, fazendo ruídos de aprovação.

Realmente tinha combinado muito com ela,a vestimenta realçava a cor de seus cabelos ruivos, o vermelho destacando-se contra o branco.

Porém, nada conseguiria arrancar alegrias dela,apenas conseguia pensar que não adiantava nada estar linda por fora e quebrada por dentro, seus olhos estavam tristes, e sua aparência cansada.

— De que adianta?- Ela perguntou em voz alta pra ninguém em especial.

— Senhora se me permite- disse a aia mais velha e prosseguiu sem realmente esperar permissão- os casamentos arranjados também são uma benção dos Sete, muitos acabam por ser feliz, uma boa esposa pode domar o espírito do marido, e quando a senhora tiver filhos, ah- a aia suspirou- os filhos são a melhor coisa deste mundo.

Sansa não respondeu, duvidava que aquele homem um dia pudesse amansar o espírito, e mais ainda assustava a idéia de ter filhos, visto que seu irmão e ele eram considerados grandes homens, "a montanha que cavalga" ela lembrou é assim que chamam o irmão dele.

Ela vislumbrou uma última vez no espelho e saiu, esperava que Sandor a levasse ao septo, quase desmaiou ao ver que era Joffrey quem a esperava.

—Vo...Vossa Graça?O que faz aqui?- gaguejou assustada

—Você não tem pai- sorriu insolente- então irei a acompanhar até o Septo.

Sansa queria o matar ali mesmo. Como ele ousava ser tão mal? Porque era tão ruim com ela?

" A Armadura de uma senhora é a cortesia" repetiu mentalmente o que a falecida septã lhe ensinara, não disse nada em resposta, todavia deixou se levar até o Grande septo, onde a distância já podia ver seu noivo, do lado em que estavam viam apenas a parte não queimada de seu rosto, e quem não o conhecesse julgaria que era um homem galante e bonito, mas ela o conhecia, e sabia que era apenas um homem amargurado,e com gosto por sangue, não era nenhum cavaleiro como costumava dizer, porém ao fim das contas era melhor que aquele que a conduzia até ele.

Quando se aproximaram Joffrey soltou seu braço , e Sansa pode observar seu futuro marido de perto, estava bonito realmente, o cabelo solto escondia um pouco do rosto marcado, e usava uma roupa que Sansa nunca vira nele, agora que pensava nisso, nunca vira ele sem armadura, eram completos estranhos, e ao mesmo tempo conheciam-se bem, sem conseguir evitar seus pensamentos correram para aquilo que iria acontecer naquele mesmo dia e ela corou.

Sandor a olhou com um tom avaliador,porém com certa empatia, não lhe retribuiu o olhar, sabia que aquele casamento não era culpa dele, mas culpava-o por não ter tentado evitar, podia ter tentado convencê-los a desistir disso, podia ter fugido novamente.

— Você está muito bonita.- falou baixo parecendo sincero, ao que ela agradeceu com um murmúrio :

— Obrigado, senhor.

O cão revirou os olhos, virando-se para o alto Septão que já pedia silêncio aos presentes.

As sete preces foram ditas, as canções e promessas também, e então Joffrey tirou seu manto Stark de donzela, e passou as mãos de Sandor que colocou em seus ombros, o manto da casa Clegane com os três cães em um fundo amarelo.

Então o homem á sua frente beijou-a um beijo rápido e seco, e nos mais sarcástico dos tons disse:

—Com esse beijo empenho meu amor- ela ouviu algumas risadinhas enquanto alguém gritava para esperarem a noite de núpcias, corou pela segunda vez naquele dia pensando no que a aguardava. Estava com medo, mas sabia que teria que cumprir suas obrigações de esposa, Sandor não era um homem gentil, e isso a deixava mais preocupada ainda.

—Nunca pensei que fosse fazer isso um dia-sussurrou em seu ouvido, assim que os rituais acabaram, e os presentes se aproximaram.

—Isso o que?- perguntou bruscamente de volta.

— Me casar- ele sorriu, e seu rosto se retorceu, Sansa se abrandou ao ver que ele não estava feliz, tanto quanto ela.

Sorriu de volta, um sorriso triste,percebeu então,que estava terminada agora não era mais uma Stark e sim Sansa Clegane, os convidados os cumprimentaram, e então se viu frente á frente com Tyrion Lannister, o duende.

— Senhora Sansa-fez uma reverência desajeitada-faço votos que seja feliz nesse casamento-olhou a de lado com seus olhos desiguais ao notar sua expressão triste gracejou-pense querida não seria pior que estivesse casando comigo?-ele riu com gosto e ela conseguiu rir em retorno, pela primeira vez espontaneamente naquele dia.

—Penso que um dia achará uma boa esposa, senhor, uma grande senhora. — disse ela sinceramente.

—Grande?Não, não é necessário que seja boa já é o suficiente-gracejou, e olhando por sobre os ombros saiu, deixando Sansa para os próximos convidados.

Seu esposo se aproximou:

— Vamos, passarinho?

— Agora?- perguntou olhando para as pessoas que já começavam a dançar.

—Não tenho paciência nenhuma para essas idiotices, e menos ainda, para essas pessoas, já mandei selar o Estranho, podemos ir se quiser?

—Quero- disse afoita, sair de Porto Real parecia ser um sonho, tinha medo de acordar com sor Meryn lhe batendo, obviamente era realidade e eles escaparam pelo canto do salão até os estábulos.

— Nunca mais terá que voltar aqui, meu passarinho.

Ela assentiu. E no seu íntimo gostou que tivesse dito "meu ".Clegane a pegou pela cintura e colocou em cima do cavalo subindo a seguir, com uma agilidade que julgara impossível para alguém do tamanho dele.

—Vamos para sua nova casa.

Sansa, engoliu em seco sua casa era Winterfell, não onde quer que ficasse a fortaleza Clegane.

— Mas antes passarinho, você precisa saber de algumas coisas, acho até que irá gostar.


Quando acabou de falar , ela corou, e ele soube que tinha entendido errado.

—Sansa,não é o que está pensando, tenho uma coisa muito importante para te contar que ninguém sabe, portanto estou confiando em minha esposa- disse parecendo experimentar a palavra.

— Sim, meu senhor pode contar- parecia um pouco curiosa, mas amedrontada.

— Não me chame de senhor- ele a repreendeu e depois continuou — já ouviu alguma coisa sobre minha família passarinho?

—Não só aquilo que me contou aquela noite.- baixou os olhos sem querer encará-lo.

"Aquela noite" lembrou-se de como ele bebera e acabara confessando a ela tudo sobre Gregor e como ele o queimou.

— Bem... então começarei do principio, meu pai teve três filhos, eu Gregor e Melanie.

— Ela morreu jovem não é?-interrompeu, e logo após ficou vermelha pela indiscrição-Me desculpe ouvi alguém contar nas cozinhas.

Sandor continuou ignorando o seu comentário.

—Meu pai morreu num acidente na mata com o cavalo, mas que com meus dez anos já sabia que tinha sido provocado por Gregor para receber a herança.

— Oh que horror!-ela parecia sinceramente chocada-não me diga que sua irmã. oh ela não...

— Não passarinho é sobre isso que quero falar, minha mãe chorou semanas,quando meu pai morreu, mas a essa altura nem ela conseguia controlar Gregor, ele já era visivelmente maior que as crianças normais, então ele começou a bater na minha irmã qualquer coisa era motivo, e minha mãe decidiu levar ela pra longe, e me entregar aos Lannister para ser escudeiro, ela disse para todos que a menina havia morrido, e deixou que Gregor ficasse com a herança, porque, acredite ele já era tão ruim quanto é hoje.

—Mas então? Onde ela está?

— Quando soube que iríamos nos casar e que eu iria ficar com a fortaleza, fui buscá-la, e a levei para lá, achei que iria gostar de uma companhia de mulher, para fazer essas coisas que vocês gosta- debochou fazendo uma carranca.

E então num gesto impulsivo ela o abraçou,um abraço de menina que fica feliz quando ganha um agrado, o gesto o deixou constrangido, ele não soube como retribuir, nunca fora abraçado? ou teria sido.

—Obrigado.- o passarinho disse com carinho.

— Posso saber por quê?

Sansa ficou encabulada, porém confessou:

—Eu... eu estava com medo de ficar sozinha com você, todos os dias, sem ninguém já que minha família me foi negada.

—Passarinho, eu não vou te fazer mal- ele disse notando que ela não o soltava-e ninguém mais vai também, nem a você nem a minha irmã, já fizeram muito mal a vocês nessa pequena vida.

Sansa o abraçou mais forte e ele esporou o cavalo, falar aquele monte de coisas o tinha deixado melancólico.

Notas finais
Como será Melanie????