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5 A noite - Pov Sansa
Notas iniciais
Sua nova casa era austera, e muito menor que Winterfell, mas mesmo assim era muito melhor do que estar presa no castelo Lannister.
– Esse será nosso quarto, passarinho- disse um pouco debochado.
– Sim. – concordou,era um quarto pequeno,mas o achou aconchegante.Sentou sobre a cama e sorriu desde que ele contara aquelas coisas ela tinha se permitido ter um pouco de esperança, afinal talvez ele não fosse de todo mal.
Sandor deu um olhar curioso á ela, e perguntou divertido:
–A senhora Sansa vai querer um banho agora?
Ela nunca tinha visto aquele sorriso nele, e achou a nova faceta do marido interessante, apesar de retorcer ainda mais seu rosto queimado.
–Não senhor meu marido- ela falou em tom de deboche também — agora quero conhecer a vossa irmã.
Ele olhou a com suspeita, e assentiu.
– Venha por aqui, espero que goste dela, ela é tudo que tenho do meu sangue.
Estranhou o modo que ele se comportava tão diferente de tudo que ela tinha visto nele, se levantou e pôs se ao seu lado caminharam por seu novo lar, lado a lado como fizeram diversas vezes em Porto Real, pararam em frente a uma porta de carvalho entalhada, e ele bateu na porta, se afastando em seguida, e avisando que as deixaria sozinhas, para que pudessem conversar.Sansa bateu na porta novamente e uma voz doce disse que entrasse, quando adentrou o cômodo, ficou surpresa ao ver o quanto ela era linda. Tinha altura como os irmãos, mas ao contrário deles possuía olhos verdes, tinha o cabelo solto que lhe caia até a cintura um cabelo negro e volumoso, seu corpo era bonito também, e acima de tudo um rosto doce, ,Sansa gostou dela de imediato.
– Melanie Clegane? Eu sou Sansa Stark... Sansa Clegane- se atrapalhou por estar um pouco nervosa diante da moça.
Ela deu um sorriso pela confusão e a abraçou, um abraço sincero, e quando a soltou deu um beijo em seu rosto.
– Minha querida, não sabe como estou feliz que meu irmão tenha se casado, e você... você é tão linda.
–Obrigado- ficou um pouco constrangida – Você também é muito bonita, querida.- Retribuiu o elogio, como a Septã havia ensinado.
–Meu irmão ainda não me contou tudo, porém me disse que não foi um casamento por amor, e que você era maltratada pelos Leões na fortaleza.
–Sim- respondeu, e desabou em um choro convulsivo, não pode evitar, não tinha chorado o casamento todo, e estava tão nervosa, tudo tinha acontecido tão rápido talvez nunca mais visse sua família, sua mãe era quem mais lhe fazia falta, mas as vezes chegava a pensar até na pequena Arya, passou as mãos pelo rosto para tentar se recompor– Desculpe Melanie, mas tem sido tempos horríveis, eu ia voltar para minha casa, em Winterfell e eles fizeram eu me casar com seu irmão, oh eu sinto tanta falta deles...
– Sei como se sente, pequena, passei muitos anos sem meus familiares, era terrível pensar que talvez nunca mais pudesse abraçar meu irmão, que ele morresse em uma guerra estúpida assim como aconteceu com nossos pais, também fui muito maltratada quando criança, mas agora tudo vai ficar bem.
Ela segurou as mãos dela e suavemente a confortou:
– Meu irmão não é quem você pensa, ele é amargurado, e muito grosseiro na maioria das vezes, mas você vai aprender a lidar com ele, entenda que ele nunca foi amado, nem pelo pai, um pouco pela mãe, nem uma mulher, nem uma donzela em sua vida, e também nunca amou ninguém, eu ele só tínhamos um ao outro, mas agora ganhei uma irmã- Melanie sorriu.
Sorriu de volta se sentindo um pouco esperançosa, talvez sua vida não fosse ser tão infeliz afinal.– Tenho tanto medo...- murmurou.
– Não tema, meu amor, eu também estarei aqui. Se precisar de ajuda com meu irmão.
– Obrigada-Sansa a abraçou.
Conversaram mais um pouco e Sansa percebeu que já anoitecera, pediu licença para se retirar, mas Mel segurou seu braço:
–Querida, quer ajuda para se lavar, você sabe... Para a noite...
Sansa corou violentamente, ficando da cor de seus cabelos.
–Claro – concordou..
Se dirigiram até o quarto de banho e a cunhada ajudou-se a despir,e conversaram enquanto ela se banhava e se livrando da areia da viagem, escovou seus cabelos ainda molhados, e colocou nela uma camisola, bonita, e vermelha.
– Tem que ficar bonita para seu marido- disse rindo agradavelmente, e por um momento se sentiu em paz.
–Eu... eu estou nervosa, não sei o que devo fazer...
– Vai dar tudo certo, minha pequena, ele já deve estar chegando- avisou e em seguda se despediu — então vou para o meu quarto.- Boa sorte, que os Deuses lhe ajudem e logo façam seu ventre florescer.Uma criança seria uma benção.
Quando ela colocou a mão na porta sua manga subiu um pouco e Sansa pode ver cicatrizes, ela realmente sabia o que era ser maltratada, tinha Gregor Clegane como irmão, não precisava de nada pior da vida, "Sandor também" ela pensou, ele também tinha as marcas da ira do irmão, Sansa quis chorar, mas já tinha chorado tanto que não tinha lágrimas.
–Logo ele vai chegar- ela falou para si mesma, quando a cunhada se retirou.
Sentou se na cama e esperou,tanto que chegou a cochilar,muito mais tarde o homem chegou, estava embriagado ela percebeu, e concluiu que tinha passado a tarde toda bebendo á julgar pelo estado que estava.
– Sansa... – murmurou, então a olhou com um olhar de luxúria que a menina entendeu na mesma hora.
–Eu... eu nunca fiz isso não sei o que devo fazer...eu...- tentava formar frases, porém elas ficavam presas na garganta.
Sandor caminhou até ela e a beijou, não o beijo do casamento, mas um beijo de verdade com desejo o beijo tinha gosto de vinho e ela correspondeu estranhamente,aquele toque a deixava com sensações desconhecidas e ela não tentou impedir quando a colocou em cima da cama, beijando seu pescoço, passou a mão em seus cabelos, podia sentir a parte queimada de seu rosto roçando em seu pescoço, mas já não se importava, suas mão ásperas tocavam em suas costas tentando desamarrar seu justilho,o que ele parecia estar habituado, mas talvez por estar bêbado não conseguiu, se impacientando, então rasgou, ela se assustou, mas ele prosseguiu, baixou as alças do que restou dele e se afastou para olhar.
– Você é tão linda!- ele disse e se colocou sobre ela novamente passava a mão sobre os seus seios, e os beijava rodeando o mamilo com a língua, e um gemido escapou por seus lábios, como era bom, como ela nunca soube disso, por isso as criadas se esfregavam com os moços dos estábulos em sua casa.
Sandor puxou seu vestido mais abaixo deixando a totalmente nua, e colocou uma mão entre suas pernas enquanto a beijava, agora ela gemia alto.
– Está gostando passarinho?
Ela não conseguia responder, ele mexia os dedos dentro dela e a beijava pelo corpo todo. Dando leves mordidinhas
– Ah — ela disse- eu não agüento
Ele sorriu mesmo no escuro podia saber que estava sorrindo
–Quanta vez imaginei isso, quantas vezes te desejei passarinho...
E então ele a possuiu, a primeira dor foi quase insuportável, mas cada vez que ele se mexia dentro dela,se abrandava, e depois de algum tempo, começou a gostar, dos movimentos que ele fazia, o marido parecia gostar também, pois gemia e murmurava coisas desconexas, até que sentiu um liquido viscoso escorrer por suas pernas.
Ele saiu de dento dela, e rolou para o lado
– Agora é mesmo minha esposa.
– Sou- e ela sorriu,sentia os olhos se inudarem, não pensara nem um minuto que poderia ser bom estar com ele como homem e mulher ,uma lágrima rolou de seus olhos, talvez realmente pudesse ser feliz com ele.
–Está chorando?- seu rosto se transtornou- Eu te machuquei?
– Não. eu — ela começou, mas Sandor a interrompeu exaltado.
–É claro que sim, como sou estúpido, você é uma Senhora bem nascida, e eu te possui como se fosse uma prostituta da baixada das pulgas.
Aquelas palavras foram pior do que uma agressão física, achara tudo tão especial, e ele estragara o momento que tiveram, o rebaixando a nada.
– Porque precisa sempre ser tão grosso, seu idiota!- ele não tinha machucado, mas a ofendera falando desse jeito, ela tinha gostado de tudo aquilo.
Ele a fitou duramente.
– Se fosse um homem já estava morto, Sansa, vá dormir eu já volto.
A loba obedeceu,e muito mais tarde um Sandor ainda mais bêbado voltou para sua cama deitando-se ao seu lado. E quando ela o chamou ele já dormia e ressonava baixinho.
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