Only One Survivor
10 Capítulo 9
Notas iniciais
Rapidinho momento propaganda hehe: eu e minha amiga temos uma história aqui no site (As Crônicas dos Grandes Reis) e estamos querendo transformar em livro. Se vocês pudessem dar uma olhadinha e comentar se está bom ou não e o que acharam, eu ficaria muito agradecida e ajudaria muito *.*
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Espero que gostem e não deixem de comentar depois :D
Jill's POV
A área da fogueira era meio isolada por um círculo de troncos caídos. Diana, Chace, Sam e eu nos abaixamos e olhamos o que estava acontecendo.
Um garoto estava com uma mordaça e os pés e as mãos amarrados por uma corda ao lado do fogo. Uma mulher estava colocando mais lenha, aparentemente sem se importar se alguém os acharia. Ela parecia ter uma deformidade nas costas, como calombos que a faziam parecer corcunda. Era cheia de rugas e sinais de velhice no rosto. Murmurava algumas coisas ininteligíveis enquanto mexia no fogo.
– Que diabos ela está fazendo? — eu perguntei.
Diana tampou minha boca com a mão, embora eu não achasse que tinha falado tão alto. Olhei para os rostos dela, Chace e Sam e os três tinham uma expressão assustada. Certo, a mulher era estranha e estava com uma fogueira acesa à noite com um garoto amarrado aos pés. Mas eu não via o porquê de tudo isso, não deles.
– O que você vê? — Diana me perguntou, baixo.
Eu olhei para o centro de tudo e voltei a olhar para ela.
– Uma mulher bem feia falando coisas ao redor de uma fogueira – respondi, no mesmo tom. — Por quê? O que eu deveria estar vendo?
– Olhe de novo. Concentre-se – Diana ordenou.
Eu olhei. Por uns segundos, nada mudou. Porém, quando pisquei, a imagem da mulher começou a embaçar. De repente, eu estava vendo uma criatura totalmente diferente. Os calombos nas costas dela se transformaram em asas parecidas com as de morcego, mas gigantes. Da cintura para cima, continuava com o corpo de mulher. Mas a parte de baixo era de dragão – com pelo menos seis metros de comprimento, preto e coberto por escamas, com garras enormes e cauda serrilhada. Cobras germinavam de suas pernas e o cabelo também era feito de víboras. Na altura da cintura, onde a parte mulher encontrava a parte dragão, a pele borbulhava e se transformava, produzindo ocasionalmente cabeças de animais.
Levei um susto tão grande que quase me desequilibrei e caí sentada.
– Mas o que...?
– Campe – Sam falou, antes que eu terminasse. — Da mitologia grega. É um dos monstros mais antigos e perigosos.
– Aquele menino precisa de ajuda – Diana disse e todos nós olhamos. Ele tinha cabelos lisos castanhos e olhos da mesma cor. Ainda não tinha nos visto.
– O-o que ela... Campe... vai fazer com ele? — eu perguntei, sem conseguir evitar o tremor na voz.
– Quem sabe comer o coração dele ou o cérebro – sugeriu Chace. — Ou algum membro, como...
– Chace! — Diana o repreendeu. Chace ergueu as mãos em um gesto de rendição nada convincente. Eu sei que não deveria, mas me arrepiei com o comentário dele.
– Certo. O que vamos fazer? — perguntou Sam.
– Você nos trouxe até aqui – disse Chace. — Você é o inteligente. Você pensa em uma solução. Além do mais, se salvarmos esse garoto, o que vamos fazer com ele? Levar com a gente? Não precisamos de mais ninguém para atrapalhar.
Senti que essa última parte foi direcionada a mim, mas não respondi. Eu tinha a leve sensação de que Chace não gostava de mim.
– E o que você quer fazer? Dá-lo de volta à Capital? — perguntou Sam.
– Chega disso – disse Diana. Os dois pararam. — Primeiro temos que ajudar. Você vai ser um péssimo líder da rebelião se não fizer nada agora, Chace.
– Não sabia nada dessa parte sobre ser líder – Chace resmungou, baixo suficiente para não ser levado em conta.
Eu e Diana olhávamos para Sam.
– Jill solta o garoto enquanto eu, Diana e Chace tentamos distrair Campe.
– E se não funcionar? — perguntei.
Sam não tinha uma resposta.
– Vamos lá.
Chace, Diana e Sam se levantaram, ficando completamente visíveis.
– Sabe, eu estava me perguntando que tipo de criatura idiota acenderia um fogo à noite – Chace disse alto, chamando a atenção do monstro. — Não uma muito esperta, devo dizer.
Campe abriu a boca e eu ouvi um rugido – era mais provável que fosse um dos animais em sua cintura. Fui engatinhando atrás dos troncos caídos e dando a volta na fogueira para chegar até o garoto.
– Mais filhotes de deuses para eu me divertir – cantarolou Campe. — Tinha conseguido só um mortal dessa vez.
Bati os olhos no uniforme do garoto e vi o número 12 costurado. Se ele já estava com uniforme, deveria ter estado na Capital antes daqui. Me perguntei de quem ele seria descendente e como Campe o havia trazido.
Voltei a olhar para ela. Agora segurava duas cimitarras de bronze no alto, e alguma coisa fumegante saía delas. Não precisava de ninguém para me dizer que aquilo era veneno. Achei melhor ficar longe dela.
Campe levantou voo e foi para cima de Sam, Chace e Diana. Uma cabeça enorme de urso saltou de sua cintura e atacou Sam, e ele a decapitou. Isso só serviu para deixá-la mais furiosa. Infelizmente ela não virou poeira de monstro como eu já tinha visto nos Jogos, o que era minha esperança. Campe brandiu as espadas pingando veneno contra Chace.
– Abaixe! — gritou Diana. Chace se abaixou, voluntariamente ou não. Eu sabia que Diana podia fazer com que as pessoas a obedecessem na hora, mas duvidava que funcionasse com monstros.
Eu estava tão distraída com a luta que me esqueci do garoto que devia soltar. O bom é que ele havia me visto. Soltou um grunhido na minha direção, como se me chamasse para lembrar que ele ainda estava ali. Balancei a cabeça para clarear os pensamentos e corri até ele, agora sem me importar de ser vista. Campe dificilmente me notaria com os três na frente dela.
Me ajoelhei ao lado do garoto do Distrito 12 e desamarrei a mordaça. Ele murmurou alguma coisa que imaginei ser um agradecimento mas que foi abafada por um grito de dor. Olhei para o lado e paralisei. Eu não sabia se ia ajudar, se terminava de soltar o garoto ou saia correndo e gritando como uma garotinha assustada.
O tridente de Chace fumegava, encostado em uma das espadas de Campe para se defender. Um coiote da cintura dela havia o mordido na altura das costelas. Campe levantou a outra cimitarra para matá-lo, mas Sam interferiu. Diana cortou a mão do monstro, que berrou, e Chace se livrou.
– Rápido, nós temos que ajudar – o garoto do 12 me chamou. Usei meu machado para cortar as cordas que prendiam suas mãos e tornozelos. Ouvi mais alguns gritos e chiados, mas não parei para ver de novo.
Nós dois nos levantamos. Ouvimos uma pancada. Mal tive tempo de me virar para ver o que estava acontecendo quando Sam se chocou contra mim. Nós quase caímos, mas ele me puxou pelo braço e me arrastou. Diana fez o mesmo com o outro garoto. Chace veio atrás de nós, mancando. Todos estavam com as armas, e eu fiquei feliz por isso.
Campe se debatia para sair debaixo de um dos troncos de árvore caídos. Ela gritava alguma coisa em uma língua antiga que ninguém entendeu, e eu suspeitei de que fossem várias pragas. Reparei que ela não tinha mais uma mão. De qualquer forma, aquilo não a seguraria por muito tempo.
Corremos por uns cinco minutos, até que Chace virou numa direção e não podíamos fazer outra coisa que não segui-lo. Ele estava com uma mão ao lado do corpo empapado de sangue e deixava uma trilha do líquido por onde passava. Saímos numa clareira onde havia um lago.
– Mergulhem – Chace disse fracamente.
Nós obedecemos. Antes de entrar na água, ouvi um bater de asas atrás de nós. Ficamos alguns segundos submersos com a respiração presa, até que eu comecei a pensar que ia me afogar e Chace se deu conta de que não respirávamos embaixo d'água. Ele fez uma bolha de ar gigante e ficamos todos lá dentro.
Campe ficou voando acima do lago, impaciente.
– Ela não vai entrar aqui – garantiu Chace. — Eu espero – acrescentou mais baixo.
Diana foi até ele.
– Você está bem?
– Estou.
Os dois se encararam como se lembrassem de alguma coisa e achei que iriam se agarrar ali mesmo. Felizmente isso não aconteceu. Resolvi desviar o olhar e vi que a mordida espirrando sangue nas costelas de Chace estava curada. Ele e Diana olharam para o garoto.
– Qual o seu nome? — Chace perguntou.
– Allan – ele respondeu. — Allan Everdeen.
Nós quatro ficamos sem fala por um tempo. Allan deve ter ficado nervoso com o silêncio, porque disse:
– Obrigado por me salvarem.
– Como chegou até aqui? — perguntou Diana.
– Fui sorteado para os Jogos. No caminho para a Arena, aquele monstro destruiu o trem e levou os tributos. Os outros três do 12 estão mortos – Allan parecia se lamentar.
– Pode ficar com a gente se quiser – soltei sem pensar. Eu e minha boca grande. Sam e Diana me encararam e Chace me olhou como se fosse me estrangular.
– Não quero incomodar mais – disse Allan.
– Você não tem para onde ir – disse Sam, trocando um olhar com Chace. — A Capital deve estar mais furiosa do que nunca. E nós queremos fazer algo contra isso.
– Como o quê? — perguntou Allan curioso.
Sam olhou novamente para Chace, que deu de ombros como se dissesse Você vai contar de qualquer jeito, por que dizer não? E Sam contou tudo em que haviam pensado. Digo “haviam” porque eu na verdade não fiz parte disso desde o começo.
Quando terminou, Allan aceitou se juntar a nós. Chace não pareceu muito feliz com a decisão. Campe havia parado de voar acima do lago, mas eu não acreditava que ela não fosse mais voltar. Não quando tinha perdido uma mão e a refeição para nós.
– Você sabe lutar com alguma arma? — Chace perguntou.
Allan pensou.
– Sou razoável com facas.
– Ótimo. Porque é a única coisa que temos sobrando.
Diana tirou uma faca da mochila e a entregou a Allan. Ele agradeceu.
– Vamos indo – anunciou Chace.
Ele passou um dos braços ao redor de Diana e desfez o resto da bolha, sem se importar se tínhamos ou não prendido a respiração. Me debati por um momento antes de nadar até a superfície, seguida de Sam e Allan.
– Nunca mais faça isso, cara – disse Sam.
Chace ergueu as sobrancelhas, com uma cara de É claro que vou fazer.
– Vamos achar esse oráculo de uma vez por todas.
Notas finais
Então, agora vou fazer a votação que tinha dito antes. Mandem POR MENSAGEM DIRETA qual o seu personagem favorito: Diana, Chace, Sam, Jill ou Allan (sei que ele ainda não apareceu muito, então depois se quiserem podem mudar). No próximo capítulo vocês vão entender por que eu estou fazendo isso, e o resultado não vou divulgar. Votos por comentários serão anulados; eu preciso mesmo saber de quem vocês gostam mais, então mesmo se você não está comentando, me mande uma mensagem com a resposta, por favor :3 Não vou postar o próximo até todos responderem isso.
Então não esqueça de comentar, responder e quem sabe recomendar? *-*
PS: e talvez atender meu pedido ali de cima kkkkkk
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