Only One Survivor

11 Capítulo 10


Notas iniciais
Música do capítulo: It Makes No Difference Who We Are - Celldweller http://www.youtube.com/watch?v=I3k5-nuSvp8
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Então, nem todo mundo respondeu o que eu perguntei no capítulo anterior =( mas eu resolvi postar mesmo assim, querendo avisar que até o 12 ainda dá para mudar/escolher o personagem preferido e me dizer por mensagem direta.
Como eu disse, nesse capítulo vocês vão entender por que eu fiz essa pergunta :D
Espero que gostem e não deixem de comentar!

Chace's POV

Nós estávamos em marcha novamente. Sam ia na frente, é claro, olhando o mapa. Diana e eu íamos na retaguarda e Jill e Allan no meio. Eu não estava contente por eles estarem ali. Não me entenda mal. Não é que eu não gostasse dos dois. Eles pareciam ser bons amigos e tudo o mais. Mas se algo acontecesse com um deles, eu me sentiria culpado. Já bastava ter Sam e Diana para me sentir responsável. E agora nosso grupo era composto por um suposto criminoso, três tributos procurados e uma pessoa que todos achavam estar morta.

Diana me chamara de líder lá atrás. Eu não queria ser um líder. Mais uma vez, isso significava que eu era responsável por todos ali e se qualquer coisa desse errado a culpa seria minha. Sam praticamente me pedira permissão para contar a Allan sobre nossos planos, e eu não gostei daquilo.

Eu me curei instantaneamente dos machucados que consegui na luta com Campe quando entrei no lago, mas Diana e Sam ainda tinham alguns arranhões e cortes, nada muito grave.

Ainda era noite e a floresta estava numa escuridão total. Nós cinco tropeçávamos praticamente a cada passo e esbarrávamos em galhos soltos. Dei uma cabeçada numa árvore que me deixou atordoado, mas só Diana percebeu e segurou o riso. Decidimos continuar à noite porque chegamos à conclusão de que era mais seguro, já que éramos menos visíveis.

Eu ouvia Allan conversando, perguntando detalhes das coisas. Depois de dizer todos os nossos nomes, Jill explicou a ele como Diana havia voltado e blá blá blá. Allan contou que também havia sonhado coisas estranhas, como se alguém o estivesse chamando ao estilo deusa grega.

— Você está bem? — Diana me perguntou. Eu sabia que ela não se referia aos machucados.

— Estou ótimo – respondi. Diana me encarou. — Só estou preocupado.

— Eu sei. Mas nós vamos conseguir.

Eu encarei Jill e Allan conversando e Sam estudando o mapa. Imaginei se todos voltaríamos para casa.

— Confia em mim, não confia? — disse Diana.

Eu me perdi um pouco em seus olhos multicoloridos.

— Claro que confio – eu disse. Ela era a pessoa em que eu mais confiava agora. A próxima coisa que eu disse não passou pelo cérebro antes de chegar à boca. — Diana, eu não posso te perder de novo. Você não vai me abandonar, vai?

— É claro que não – Diana assegurou. — Eu nunca faria isso.

Às vezes eu me pegava olhando para ela só para ter certeza de que continuava ali. Tinha medo de que ela fosse desaparecer a qualquer momento e me deixar novamente, como se tudo houvesse sido e estivesse sendo uma ilusão.

— Gente – Sam chamou, me tirando de meus pensamentos.

Ele havia parado. Seguimos seu olhar e vimos uma fumaça verde surgindo no chão ao redor das árvores. Era tão clara que iluminou um círculo em volta de nós. Diana e eu nos aproximamos. Uma mulher apareceu andando calmamente em nossa direção. Estranhamente, nenhum de nós pegou as armas.

A mulher era bem magra, tinha cabelos lisos pretos e olhos cinzas. A fumaça saía de sua boca, e logo depois seus olhos também mudaram para verdes claros brilhantes.

— Achamos – sussurrou Sam, maravilhado. O oráculo.

Nenhum de nós precisou dizer nada antes de a mulher recitar os versos da profecia, com uma voz rouca e profunda:

Com os deuses aprisionados

Cinco foram selecionados

Mas quando a rebelião nascer

Somente um deles irá sobreviver

A coruja e a pomba deverão desarmar a bomba

No final, um irá se sacrificar

E tudo irá acabar

A mulher desabou depois de proferir a última palavra. A fumaça se dissipou e nós ficamos envoltos em escuridão de novo.

Nenhum de nós se mexeu ou falou nada. Nem para ajudar a mulher, nem para sair correndo, nem querendo continuar o caminho. Nós havíamos achado o oráculo. Mas ele não nos dera a melhor notícia.

Somente um deles irá sobreviver. Não, não era possível. Não era justo. Cinco de nós, e quatro iriam morrer. E no final um teria que se sacrificar. O pior disso é que percebi que eu provavelmente perderia Diana, de um jeito ou de outro. Se um de nós sobrevivesse, o outro estaria morto.

Eu conseguia quase ouvir a respiração dos outros tamanho era o silêncio. Olhei para Diana. Na pouca luz, só consegui saber que ela também me olhava porque seus olhos estavam brilhando e voltados para mim. Nós não precisamos dizer nada.

— N-nós... — começou Sam, gaguejando. — Devíamos ir...

— Não – eu disse, tentando controlar a voz e o tremor. — Já está tarde demais. Vamos passar a noite aqui. Amanhã de manhã, com a luz do dia, podemos continuar. Todos estamos cansados, precisamos recuperar as forças antes de ir para a Capital. Eu fico com a primeira vigia.

Todos concordaram. Ninguém mais estava animado para andar – não que estivéssemos antes. Nos deitamos ali onde estávamos mesmo, cada um se encostando em uma árvore e se ajeitando do melhor jeito que podia. Sentei-me ao lado de Diana, encostado ao tronco da árvore. Em poucos minutos, eu já podia ouvir as respirações pesadas de Sam, Jill e Allan.

— É melhor você dormir agora – Diana me disse.

— Não, tudo bem. Eu vigio primeiro – respondi.

— Estou falando sério, Chace. Você é o que mais tem dado duro. Merece um descanso. Eu fico de vigia por um tempo.

— Não, eu... — tentei argumentar, mas ela me interrompeu.

— Vá dormir, Chace – Diana ordenou. Imediatamente, meus olhos começaram a pesar e eu senti o cansaço chegando. Droga, era injusto ela usar o charme contra mim.

Mesmo assim, apoiei a cabeça nas pernas dela como um travesseiro. Ela não reclamou. Fez carinho em meus cabelos e eu adormeci assim. No dia seguinte, nós possivelmente chegaríamos na Capital. Eu não estava nem um pouco animado.

Não fazia mais diferença quem nós éramos, se é que já fizemos alguma. Estávamos caminhando para a morte mais uma vez e ninguém além de nós mesmos ligava. Não fazíamos diferença quem nós éramos.

Notas finais
Reviews? Recomendações? *-*
Lembrando que o que quer que aconteça a partir daqui foi escolha de vocês, então não fiquem bravos comigo e por favor não parem de ler e comentar =D