Only One Survivor

13 Capítulo 12


Notas iniciais
Miiil desculpas pela demora. Eu tive um surto e achei que tava tudo um lixo, não sabia como continuar porque pensei que vocês não fossem gostar e pensei em parar =(. Mas como vocês podem ver, aqui está outro capítulo. Não aconteceu muita coisa nesse, mas mesmo assim espero que gostem. Prometo que a parte legal ainda vai chegar (pelo menos eu acho). E as coisas que ainda precisam de explicação podem ter certeza que serão explicadas mais pra frente.
Também queria avisar que eu mudei uma coisa no capítulo anterior, que o símbolo que as pessoas estão usando para os "ataques" nos Distritos é um tridente.
Boa leitura :D

Allan’s POV



Acordamos no outro dia com o sol já alto no céu. Parecia ser pouco antes do meio-dia. Diana já estava acordada, com uma mão na cabeça de Chace. Jill dormia ao lado de Sam, que estava praticamente desmaiado com a boca aberta.

Eu me sentei tentando não fazer barulho. Sonhara com o dia em que aquele monstro destruiu o trem que me levava à Capital e matava os outros de meu distrito. Por um lado, eu não fui para os Jogos e agora estava entre amigos e por outro havia a profecia, que dizia que quatro de nós iriam morrer.

Olhei para Diana. Ela estava tão linda. Uma faixa de sol cortava as árvores e iluminava o rosto dela, fazendo seus olhos brilharem ainda mais. Seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo e deixava o rosto descoberto. Eu vira como ela se saíra nos Jogos passados e a admirava desde então, mesmo sabendo de Chace. Aposto que ele arrancaria meu rim fora se soubesse o que eu sentia.

Pensei em falar alguma coisa, mas resolvi deixar para lá. Depois de mais ou menos meia hora, Sam, Jill e Chace também acordaram. Eles se espreguiçaram e sentaram.

Ficamos um tempo em silêncio até alguém fazer a pergunta em que todos pensávamos.

- O que fazemos agora? – perguntou Jill.

- Vamos para a Capital – disse Chace. – Alguém aqui quer voltar?

Todos balançamos as cabeças negativamente.

- Já sabemos o que fazer – ele continuou. – Temos que libertar os deuses para eles ajudarem.

- Por que não podem sair sozinhos? – eu perguntei.

- Uma vez presos, os poderes de um deus se tornam inúteis – explicou Sam entre um bocejo. – Vamos comer algo antes de continuar.

Ninguém discutiu. Como éramos cinco agora, Sam, Diana e Chace pegaram toda a comida que haviam trazido junto para agora. Ainda não havia me dado conta do quanto estava com fome com tudo o que estava acontecendo. Eu não comia fazia pelo menos três dias e minha barriga doeu.

Antes que nos déssemos conta, a comida havia acabado e nós suspiramos. Não havia muita, só três pacotes de biscoitos, alguns lanches e quatro garrafas d’água. Arrumamos as poucas coisas que tínhamos, pegamos as armas e nos levantamos.

- Para que direção agora, Sam? – Diana perguntou.

Sam pegou o mapa e olhou-o apenas por um instante antes de apontar para a esquerda e dizer:

- Ali.

Nós os seguimos com as pernas doendo. Jill e eu fomos os últimos. Não havia quase nenhum som na floresta, como se tudo estivesse morto. Andamos até anoitecer e não chegamos a nenhuma cidade. Eu não tinha ideia de que a Capital era tão longe.

- O que é aquilo? – eu disse, olhando para uma luz alaranjada bem visível alguns metros a nossa frente.

- Outra fogueira? – disse Jill.

- Vamos ver o que é – concluiu Diana.

Nós fomos até lá. Não sei o que eu esperava, talvez algum outro monstro querendo nos comer, mas com certeza não era o que encontramos. Uma garota estava sentada ao redor do fogo com uma expressão inocente. Ela parecia não ter mais de oito anos. Usava um vestido marrom e estava descalça. Quando ela virou o rosto para nos olhar, vi que seus olhos eram vermelhos, como se o fogo fosse parte deles.

Chace, Diana e Sam imediatamente se curvaram. Eu e Jill nos entreolhamos.

- Olá, minha senhora – disseram eles.

- Olá – a garota respondeu. Olhou para nós todos e disse: — Sejam bem-vindos, heróis.

Eu não entendi por que eles a haviam chamado de “senhora” sendo que ela tinha aparência de criança e muito menos por que nos chamou de heróis. Abri a boca para perguntar alguma coisa, mas Sam interrompeu:

- Jill, Allan, esta é Hestia – disse ele. – Deusa do lar e da lareira.

Ah, pensei. Nós dois a cumprimentamos, envergonhados com a ignorância.

- Sentem-se – a deusa ordenou e nós cinco obedecemos. Ela abriu os braços e um banquete apareceu.

Atacamos a comida na mesma hora, sem nos lembrarmos de agradecer. Hestia nos observou com curiosidade até terminarmos de comer.

- Obrigada, senhora – disse Diana.

Hestia sorriu.

- Soube da missão que vocês receberam – ela disse. – É raro os deuses pedirem ajuda a mortais. Tenham certeza de que são especiais. – Ela olhou para mim e Jill.

- É, mas não foi bem a melhor missão do mundo, não é? – disse Chace.

- Não, não foi – concordou Hestia. – Mas saibam que não é obrigatório fazer isso. Vocês podem voltar atrás.

- Não vamos fazer isso.

- A senhora mesma não pode libertar os deuses? – Sam indagou.

- Eu adoraria, mas creio que não. Não podemos interferir em missões diretamente, e agora é oficialmente uma missão. Eu vim apenas ajudá-los.

A deusa fez uma pausa e nós esperamos.

- Vocês disseram que não vão voltar atrás e sabem que quatro vão morrer. Queria avisar que cada um saberá o que tiver que fazer na hora certa. Não haverá por que se ressentir quando alguém partir. – Achei ser impressão, mas me pareceu que ela olhou para Chace ao dizer isso. — Haja o que houver, terão que continuar com isso já que resolveram começar. Tenho certeza de que conseguirão.

Nós ficamos em silêncio mais uma vez. Hestia abriu as mãos novamente e os pratos vazios desapareceram. O fogo ficou mais forte e ela nos encarou.

- Boa sorte.

O ar pareceu rodar e tremular e eu fiquei tonto. Senti um puxão na barriga e como se estivesse flutuando e tudo ficou escuro.

Notas finais
Ficou muito ruim? Não deixe de comentar sua opinião aí embaixo, é muito importante para mim saber o que vocês acham. Mais uma vez me desculpem pelo atraso e por ter desanimado =/ espero que ainda estejam aí *-*
Ah, mais uma coisa: as músicas que eu coloco vocês acham que são boas e que combinaram?