Only One Survivor
21 Capítulo 20
Notas iniciais
Então me animei para postar esse antes do que o normal =D Sei que ficou pequeno, mas não tinha muito mais coisa para colocar nele =/ Ainda assim espero que gostem e comentem depois *-*
A descrição dos deuses eu peguei dos livros do tio Rick mesmo.
Boa leitura ♥
Sam’s POV
Senti o andar estremecer ao mesmo tempo em que ouvi a explosão, mesmo que abafada.
Quando eu saí correndo, mesmo pensando que queria parar, minhas pernas não obedeciam. Era o que eu tinha que fazer. Correr, ir embora e deixar Diana lá. Depois dizer a Chace que ela sentia muito e eu tinha que libertar os deuses e acabar de vez com a rebelião. Era isso, certo?
Não. Não. Não. Errado.
Eu não podia tê-la deixado lá. Era eu quem devia ter ficado e explodido a bomba e era ela quem deveria estar agora tendo que soltar os deuses.
Assim que a explosão aconteceu, os efeitos do charme passaram, e eu soube que Diana estava morta. Uma vontade incontrolável de gritar me atingiu, e foi o que fiz. Não me ouviriam ali embaixo ou ouviriam por causa da explosão.
Soquei a parede com os dois punhos cerrados e berrei de raiva. Me xinguei mentalmente por ter tido a ideia idiota de querer fazer uma revolução. O que é que eu estava pensando? Que seria fácil, só chegar na Capital e talvez matar o presidente? Chace tinha razão quando me disse que a ideia era impossível no dia em que nos conhecemos. Eu estava arriscando a vida de meus amigos e pelo menos dois já haviam morrido por minha causa.
Eu me controlei até o ponto de bufar com os olhos fechados, ainda com os punhos na parede.
Mesmo tendo usado o charme, Diana estava certa. Precisávamos continuar. Era isso o que Hestia dissera.
Respirei fundo e saí da parede. Voltei o corredor para onde estava a bomba minutos atrás. Agora havia um buraco fumegante na parede. Dentro dele, estava uma outra sala, só que esta cheia de celas com barras de chumbo. Nenhum Pacificador dentro.
Entrei passando pelo buraco e olhei lá dentro, cada uma das celas, somando doze, com um deus grego. A primeira da direita era uma mulher com cabelos pretos usando um vestido com desenhos de trigo. Não era tão difícil de saber quem cada um era. Essa era Deméter.
Na próxima cela estava um homem com uma perna de metal e tinha um rosto meio deformado, com uma barba negra e espessa; Hefesto. Ao lado, um homem com cabelo cortado rente, bem forte e aparência nervosa; Ares. Um homem loiro de olhos azuis e sorriso branco; Apolo. Um homem com cabelos cinza e barba parecendo severo; Zeus. E uma mulher com olhos cinza tempestuosos e cabelos escuros; Atena, minha mãe.
Do outro lado, uma mulher muito bonita, que parecia mudar de forma cada vez que eu tentava olhá-la atentamente; Afrodite. Um homem com olhos verde-mar e cabelos pretos com jeito de pescador; Poseidon. Uma garota que não parecia ter mais de treze anos com cabelos vermelhos e um arco prateado na cabeça; Ártemis. Um homem meio gordo com cabelos enrolados e camisa de leopardo; Dionísio. Uma mulher usando vestido branco com cabelos pretos e olhos da mesma cor; Hera. E um homem com cabelos cor de areia e olhos claros vestido parecendo um corredor; Hermes.
Passei por todos eles, que me observaram atravessar a sala para chegar à parede oposta, onde ficava o mecanismo para abrir as celas.
— Olá, Sam – alguém falou comigo e eu me virei para olhar somente por um segundo. Fora Atena. De qualquer forma, eu não respondi.
Olhei para o painel que destrancaria as celas e comecei a pensar. Havia mais ou menos dez botões de cada lado e eu não sabia para que cada um servia. Nenhum dos deuses deu alguma dica e eu fiquei pensando por vários minutos em silêncio. Apertei alguns números que pareciam fazer sentido para a Capital e ouviu-se um clic pouco antes de as grades se abrirem.
Olhei para trás e vi os doze deuses Olimpianos saindo. Eles pareceram mudar, ficar mais jovens e vivos ao invés de decadentes como quando eu entrara.
Zeus deu um passo à frente.
— Agradeço em nome de todos nós, Samwell Odair – disse ele em sua voz retumbante. – Boa sorte com sua missão.
Ele, assim como os outros, se mexeu como se estivesse indo embora.
— Espera aí – eu chamei, e todos pararam. – É só isso?
Eles franziram as sobrancelhas para mim, como se não entendessem o que eu queria dizer.
— Eu os libertei e em troca duas pessoas morreram para eu chegar até aqui – eu disse. – Façam alguma coisa.
— Não podemos, Sam – Atena respondeu. – Não podemos interferir em missões.
— É claro que podem! – exclamei. Acho que àquela altura eu já estava desesperado demais para me importar em ser educado. – Vocês são deuses, podem fazer o que quiserem. Danem-se as regras, vocês têm que fazer alguma coisa e trazê-las de volta!
— Olhe como fala, garoto – avisou Ares. – Você não nos dá ordem nenhuma.
Abri a boca para responder de novo, mas Poseidon falou antes.
— É impossível fazer o que nos pede agora. Mas podemos levá-lo de volta à superfície sem que o achem antes. Seu amigo precisa de ajuda.
Reparei que ele disse “amigo” no singular. Suspeitei que fosse Allan que havia morrido se fora o pai de Chace que me avisara. Isso não melhorava as coisas.
Eu simplesmente assenti e murmurei um agradecimento que não era real. Se eles não podiam me ajudar trazendo Jill, Diana e Allan de volta, não adiantava nada.
No segundo seguinte, o ar tremulou como se estivesse muito quente e ondas de calor se formassem e a visão dos deuses me encarando desapareceu e foi substituída.
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