Only One Survivor

18 Capítulo 17


Notas iniciais
Estava ansiosa pra postar esse capítulo kkkkk
Ele estava pronto desde o começo e acho que foi um dos melhores que já escrevi, mas aí depende de vocês. Eu adorei ele, mas acho que vocês não vão gostar muito '-'
Por favor, todos comentem nesse? Vai gente, não custa nada =D
Sem mais enrolações, boa leitura pra vocês ♥

Diana’s POV



Fomos atrás do Pacificador que estava indo vigiar os deuses. O seguimos como se não estivéssemos fazendo nada além do que ir trabalhar em algum lugar mais fundo no prédio. No entanto, no caminho fui percebendo que as celas diminuíram de quantidade e já estavam sendo vigiadas. O Pacificador também deveria ter percebido nossa presença, pois se virou para nós em um corredor vazio.

- Querem alguma coisa? O turno de agora já é meu – disse ele, parando de andar.

Sam e eu puxamos as armas.

- Na verdade, queremos – eu respondi.

Ele abriu a boca para falar mais alguma coisa – talvez perguntar por que minha voz era de mulher -, mas sua voz se perdeu quando atirei em seu coração. A arma tinha silenciador, portanto ninguém mais ouvira.

- O que fazemos com ele? – perguntei.

- Vamos levar junto. Alguém pode encontrar o corpo dele aqui e ele pode ser útil se precisarmos destrancar alguma coisa ou jogar primeiro numa armadilha.

- Isso se soubermos onde a armadilha está antes de cairmos nela – resmunguei, mas mesmo assim já estava abaixando para levantar o homem.

Sam e eu o agarramos pelos braços e pernas, torcendo para que ninguém mais tivesse ouvido o barulho dele desabando no chão. Eu fiquei com os braços e fomos de lado para os nós dois vermos onde estávamos indo e não escorregar, bater ou cair em alguma escada. Andamos inclinados com o peso dele e cambaleamos na hora de virar pelos corredores.

Como eu suspeitara, não havia mais nenhuma cela, nem sala, nem guardas nem qualquer outra coisa naquela parte. Eu me sentia sufocada ali embaixo, sentindo que o teto ia desmoronar a qualquer minuto e nos transformar em sopa de semideuses. Eu sempre tive medo de lugares muito fechados, e aquele me dava calafrios.

O ar estava quente, e ainda mais ruim de se respirar por causa do esforço de carregar o Pacificador. Minha respiração acelerou e ficou mais pesada à medida que avançávamos e chegávamos mais perto de onde os deuses estavam. Minha cabeça pareceu ficar meio enevoada e eu pensei vagamente que já poderíamos ter atingido alguma armadilha. Não tinha alguma caixa trancada enfiada na parede alguns metros atrás? Quem sabe...

- Vamos parar um pouco, por favor – pedi, esquecendo-me completamente do que havia acabado de passar por minha cabeça.

Sam simplesmente assentiu, e nós nos largamos no chão do corredor, que parecia mais estreito que anteriormente. Deixamos o Pacificador à nossa frente e nos sentamos lado a lado. Comecei a olhar para o corpo. Ele poderia ter uma família, filhos, até um cachorro. Agora nunca mais os veria nem eles o veriam.

Meus olhos começaram a pesar e eu senti vontade de dormir.

Estava quase fazendo isso quando Sam arregalou os olhos e pulou ainda sentado, como se tivesse levado um choque.

- Diana! – ele me chamou. – Tampe o nariz e a boca, agora!

Eu fiz o que ele disse. Tossi e minha respiração voltou ao normal, embora eu ainda sentisse sono. Entendi por que Sam disse aquilo e me senti uma idiota. Realmente tínhamos chegado perto dos deuses, pois ele gesticulou para dizer que era gás tóxico.

Balancei a cabeça com força, apontando para o Pacificador e depois para o resto do corredor para continuarmos caminho. Sam assentiu mais uma vez e fizemos diferente. Com as mãos que não estavam segurando as roupas na altura do rosto para proteger a respiração, puxamos o homem pelo colarinho e o puxamos com o corpo arrastando no chão.

Assim que viramos para a esquerda, pude sentir que o ar voltava ao normal. Descobrimos os rostos e tiramos os capacetes porque já estávamos suando.

- Essa foi por pouco – Sam disse.

Meneei a cabeça em concordância.

- Mas não podemos mesmo descansar? – perguntei, e ele riu.

- Vamos.

Deixamos os capacetes jogados ali mesmo, pois eu desconfiava de que ninguém iria até ali tão rápido. Pegamos de novo o homem e o levamos conosco pelo corredor, que agora parecia ser somente um, mas ainda com curvas.

Prestamos mais atenção às armadilhas e Sam desarmou todas elas. Lasers, mais gases, espinhos de ferro, o chão que disparava um alarme e provavelmente chamaria todo o esquadrão de Pacificadores. Viramos para a direita e eu agradeci por Sam dizer para levarmos o corpo do morto junto. Precisamos de suas digitais para entrar em um corredor. As portas deslizaram para os lados e passamos.

Dava para perceber que era o último corredor. Era o maior e não tinha continuação. Sam e eu nos olhamos antes de recomeçar a andar. Meu coração acelerou, mas dessa vez não por causa de algum gás e sim por pensar que tínhamos chegado.

Paramos em frente à única porta no meio do corredor. Como as outras armadilhas, havia um modo de desarmá-la. Eu não tinha a mínima ideia do que estava escrito então é claro que Sam fez isso por mim.

- Diana? – ele me chamou, baixo.

- Sim.

- Acho que encontramos a bomba.

Eu me aproximei.

- Como a desarmamos? – perguntei.

Sam franziu a testa.

- Está dentro dessa porta, que... hum... fica destrancada, pelo que diz aqui – ele respondeu.

- Tem certeza?

- Tenho.

Coloquei a mão na maçaneta devagar e ele observou. Girei-a, e a porta se abriu normalmente. Eu a empurrei mais um pouco e dei um passo a frente.

Nada.

Sam entrou logo atrás de mim. A “sala”, se é que posso chamar assim, era um cubículo apertado e escuro, com não mais de 2m². Olhei para baixo e vi uma porta quadrada de metal. Eu e Sam nos agachamos. Abri a porta e vi o que chamavam de bomba. Na verdade eram só centenas de fios emaranhados, de mil cores diferentes ligados à outra caixa preta.

Sam e eu não cabíamos lado a lado, então ele estava atrás de mim, também agachado.

- Qual fio? – perguntei.

Ele inclinou a cabeça.

- O verde mais grosso com listras amarelas e depois aperte o único botão – Sam respondeu. Antes que eu abrisse a boca mais uma vez para perguntar, ele adicionou: — Tenho certeza.

Balancei a cabeça em confirmação. Fácil assim? Achei que haveria muito mais coisa, como explosões a cada passo, um código de desarmamento, algo do tipo. Meu estômago revirou com o nervosismo. Sam continuava me olhando, alternando o olhar com a bomba.

Tirei a adaga do cinto, segurei o fio propriamente dito e a encostei para cortá-lo.

De repente, Sam exclamou:

- Diana, não! Para!

Só pelo pulo do susto que ele me deu, eu poderia ter cortado o fio, mas me controlei. Olhei para ele, que me fitava horrorizado, com os olhos verdes mais arregalados do que nunca.

- O que foi, Sam? – eu perguntei, assustada com a reação dele.

- Diana, solta o fio. Não o corte de jeito nenhum – ele disse, nervoso.

- Por que não, Sam? – eu repeti o nome dele para que entendesse que eu não tinha o mesmo raciocínio que ele.

Sam respirou fundo, trêmulo.

- A bomba não é uma bomba comum – ele tentou explicar. – Estudei sobre ela uma vez por curiosidade. Ela foi feita para impedir de qualquer forma que a pessoa consiga o que quer.

- E?

- E que ela vai explodir de qualquer jeito. Se passarmos sem desarmá-la ou cortar o fio. Só que se cortamos o fio, a explosão só acontece dentro dessa sala e não deixa escapativa para a pessoa.

Senti o gosto de bile na boca e comecei a gaguejar.

- O-o que isso significa?

Sam me olhou fundo nos olhos.

- Um de nós tem que ficar.

Notas finais
Acalmem-se. Não venham me matar ou me xingar ainda ok? Como eu disse, nem tudo está perdido para sempre. E quem quer que morra nos próximos a culpa não é minha se não foi o personagem mais votado.
E aí? Quem morre, quem sobrevive? Sam ou Diana? Deixe seu comentário dizendo o que acha e até o próximo (que já está prontinho)!