Only One Survivor
16 Capítulo 15
Notas iniciais
Bem, tive um surto de inspiração e acabei de terminar de escrever o capítulo 18. Então vou voltar a postar mais frequentemente, um dia sim e um dia não :D
Agora a parte boa começou meeesmo e eu acho que estou mais empolgada que vocês por isso kkkkkkkkk
Leiam as notas lá no fim ok? São uns avisos importantes.
Sem mais demora, espero que gostem e comentem bastante agora que eu estou animada!
Boa leitura ♥
Sam’s POV
Empurramos as pessoas que estavam falando alto, discutindo as probabilidade de quais tributos poderiam ganhar. Ouvi alguém apostando no tributo feminino do Distrito 4: Jules Cresta, que eu conhecia.
Andamos com a cabeça baixa e em um ritmo normal, para não levantar suspeitas dos vigias. Seguimos a fila de Pacificadores um atrás do outro para longe dali. Caminhamos um pouco separados para não nos verem e nos misturamos entre as pessoas que passavam. Eles não olharam por cima dos ombros para ver o que acontecia.
Senti alguns olhares curiosos em mim, mas se eu olhasse de volta seria muito arriscado. Continuei com a cabeça baixa e olhando para os pés dos Pacificadores. Foram por ruas abertas, então imaginei que o assunto não era secreto.
Os Pacificadores se dividiram em duas partes depois de meia hora. Uma parte foi para a direita e a outra seguiu em frente. Diana, Allan, Chace e eu paramos.
— O que fazemos agora? – Diana perguntou.
— Vamos ter que nos dividir também – eu disse. – Mas pode ser que uma metade deles não vá para onde a gente quer.
— Temos que fazer alguma coisa logo – disse Allan. – Ou vamos perdê-los de vista.
Ficamos em silêncio, nos encarando.
— Vamos nos separar – disse Chace. Ele franziu os lábios como se não gostasse nem um pouco do que estava prestes a dizer. – Diana e Sam vão em frente. Fiquem juntos por causa da bomba da profecia. Eu e Allan vamos para a direita.
— Certo – eu concordei. – Se conseguirmos, nos encontramos na mesma casa de ontem à noite. Se não... bem...
— Entendemos – disse Allan. – Então vamos lá.
— Boa sorte – Diana desejou a ele e Chace. Os dois se aproximaram e se beijaram rapidamente.
Trocamos mais um olhar e então seguimos para direções diferentes. Diana e eu corremos para tentar alcançar os Pacificadores. Incrível que eles estão indo devagar até nós começarmos a procurá-los. Andamos o que pareceu serem muitas ruas largas e compridas até voltarmos a ouvir o barulho dos passos deles.
Paramos um pouco para respirar, apoiando as mãos nos joelhos e com uma pontada de dor na barriga. Eu ainda estava puxando o ar com força quando Diana me puxou com um tranco pelo braço e saímos do meio da rua para entrar em uma paralela que na verdade era um beco.
— O que foi? – perguntei.
— Um deles se virou e nos viu – explicou ela.
Espiamos novamente a rua que os Pacificadores estavam. Nenhum deles parecia ter percebido nossa presença, ou pelo menos não se importou. Eu realmente não achava que eles ligariam para duas pessoas andando atrás deles, ainda mais se uma delas fosse uma adolescente vestida de homem e cabelos azuis e um garoto com roupas duas vezes mais largas que ele mesmo com cabelos verdes e um cachecol cobrindo o rosto.
Considerando o que eles já deviam ter visto ali na Capital, nossa aparência devia ser a menos assustadora para eles.
Eles estavam parados ainda em fila em frente a um prédio maior que as outras construções, feita de pedra cinza, mas que brilhava. A insígnia da Capital estava incrustada no topo. O lugar era bem alto e largo e ocupava praticamente toda aquela parte da rua. Acima da porta dupla de ferro, estavam as palavras em letras maiúsculas “Edifício da Justiça”.
— Acha que estão lá dentro? – Diana perguntou baixo, apesar de não haver mais ninguém ali perto de nós.
— Acho – respondi, olhando fixamente para o edifício.
Voltamos a nos encostar nas paredes do beco.
— Como vamos entrar? — disse ela.
— Não faço ideia. Há muitos pacificadores, não podemos passar por eles – eu disse, dando de ombros.
Então nós dois viramos as cabeças e nos encaramos ao mesmo tempo, Eu pude ver nos olhos dela que Diana pensava o mesmo que eu. Um sorriso se formou em seus lábios.
— Espero que a gente encontre rápido dois Pacificadores desatentos – ela disse.
Eu a acompanhei no sorriso.
****
Uma hora depois, nós dois estávamos vestidos com roupas brancas, também bem maiores do que nós, mas dobradas ligeiramente, botas e capacetes com visores escuros. Os corpos dos dois Pacificadores que matamos para conseguir isso estavam escondidos no beco, embaixo de um monte de lixo no escuro. Eu esperava que ninguém fosse até lá, até porque não via motivo para isso.
Diana e eu pegamos as armas deles. Ela continuou com sua adaga por dentro da blusa, mas não havia como levar uma espada sem ser descoberto, por isso a deixei junto aos corpos.
Fomos até as portas do Edifício da Justiça. Não perguntaram nossos nomes e simplesmente abriram as portas. Entramos e tentamos parecer o mais natural possível.
O interior era completo metal, nas paredes, no teto, no piso. Havia escadas dos lados e um corredor bem em frente a porta principal. Seguimos por ele, pois as escadas só subiam e, se as celas fossem realmente ali, estariam no subsolo, bem fundo.
Por causa dos capacetes e visores escuros, ninguém viu nossos rostos. Continuamos andando. Encontramos mais alguns Pacificadores no caminho quando já estávamos bem fundo. Ouvi o que eles conversavam e Diana e eu paramos para prestar atenção, fingindo conversar entre nós mesmos.
— ...sim, ele acabou de sair, é o seu turno agora – dizia o mais alto.
— Qual o andar? – perguntou o outro.
— Desça mais sete e é a única porta. Aconteça o que acontecer, não deixe ninguém mais passar por aquele corredor, entendeu?
— Claro. Já vou indo então. – Ele começou a andar, mas se virou para o outro de novo. – Tem certeza que eles não podem sair sozinhos?
— Absoluta.
O outro assentiu e voltou a andar. Passou por mim e Diana e nos cumprimentou com um aceno de cabeça. Fizemos o mesmo e não falamos nada. Depois que ele virou o corredor em que nos encontrávamos, me virei para Diana.
— Parece que já sabemos aonde ir agora – eu disse, suspirando.
— Parece que sim – ela concordou, com uma voz vaga.
Os deuses estavam ali e nós iríamos libertá-los. Uma esperança começou a crescer dentro de mim. Se os libertássemos antes que mais algum de nós morresse, a profecia estaria acabada, não é? Poderíamos sobreviver.
Notas finais
Como está chegando ao final, bem, pessoas tem que morrer, então não fiquem bravos comigo. Nem tudo está perdido.
Então, reviews? Recomendações? *-* Façam uma escritora feliz =D
Digam o que estão achando e o que acham que vai acontecer agora que a profecia está realmente andando.
Até o próximo :D Se eu ficar muito ansiosa e receber bastante reviews posto amanhã mesmo *-*
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