Only One Survivor
12 Capítulo 11 - Panem
Notas iniciais
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Resolvi fazer esse capítulo fora do ponto de vista deles para mostrar o que está acontecendo nos Distritos e na Capital, o que acham? =D
Espero que gostem!
Assim que os cartazes e anúncios dizendo que Chace Morrison era perigoso e procurado foram divulgados, os Distritos começaram a desconfiar. Na colheita, sem sorteio de nomes e o aviso do cancelamento das semanas de treinamento na Capital e a colheita do 4 não ter sido mostrada os questionamentos aumentaram. E quando os Jogos começaram, sem um tributo do 4, do 7 e nenhum do 12, as coisas ficaram fora de controle novamente. E usavam um tridente como símbolo.
A Capital não conseguiu encobrir nada disso, é claro. Nenhuma desculpa foi dada dessa vez, apenas o número de Pacificadores aumentando mais ainda. O Distrito 2, vizinho da Capital e produtor de armas, trabalhava arduamente, querendo ou não.
Os Distritos finalmente estavam começando a se rebelar. Saques à armazéns, ataques aos trilhos dos trens, passeatas em frente aos Edifícios da Justiça. Mesmo assim, os Jogos continuavam.
Uma parte dos Pacificadores estava atrás de Chace Morrison, Samwell Odair e Jill Mason. O presidente acreditava que Allan Everdeen, como os outros três do Distrito 12, estava morto.
Mais uma vez, Henry Poison andava de um lado para o outro em sua sala. Ia e voltava, ia e voltava. Pensando, planejando, bufando de raiva. A televisão estava ligada e vez ou outra ele lançava olhares a ela para ver como estava o quarto dia dos Jogos Vorazes.
Restavam vinte e cinco na Arena, que hoje era um deserto. O número estaria bem mais reduzido amanhã. Vaughn, chefe dos Idealizadores, entrou na sala pela terceira vez naquele dia.
– Como estão as coisas? – Henry perguntou no mesmo momento.
– Nada bem. – Vaughn não mentiu. – Creio que o senhor saiba quais distritos são o foco das revoltas.
– 4, 7 e 12 – resmungou Henry de volta. – Era só o que faltava.
– O que quer que façamos? Os Pacificadores podem matar quem está se rebelando. Podemos alegar vazamento de gás ou algo parecido.
– Não. – Henry deu as costas à TV, onde uma garota do 3 alucinava pelo calor, e olhou para Vaughn. – Isso só pioraria mais as coisas. Confirmaria que há um motim prestes a acontecer e daria a impressão de que estamos com medo.
– Então como quer resolver isso? – Vaughn perguntou, temeroso. As ideias do presidente não eram gentis.
– Avise a todos que todos os tributos que não apareceram ainda estão participando dos Jogos Vorazes, portanto as regras são as mesmas para eles – disse Henry. – Espalhe que Morrison está contra o país e matando qualquer rebelde sem dizer o motivo e nós estamos tentando ajudar.
– Certo, senhor. Mas acha que vão acreditar?
– Será melhor para eles mesmos se acreditarem. Caso contrário, pode dar ordem para matar. E não se esqueça de não deixar mais ninguém passar dos portões da Capital, nem para entrar nem para sair.
Vaughn anotou tudo em um papel.
– Também vigie os aerodeslizadores – completou Henry, e Vaughn acrescentou na lista. – Pode ir agora.
Vaughn assentiu. Estava com a mão na maçaneta quando o presidente o chamou de novo, uma nova ideia lhe ocorrendo.
– Os deuses estão bem presos? Nenhum deles tentou nada? – perguntou.
– Não, senhor. Estão nas celas abaixo do chão e não há meios de sair de lá sem ser pego antes.
– Armou a bomba que eu disse?
– Sim. Qualquer um que tentar libertá-los não irá conseguir.
– Ótimo. Bom trabalho.
Quando o chefe dos Idealizadores foi embora, Henry voltou sua atenção para a televisão, mais tranquilo depois das notícias. A imagem da garota que estava alucinando morta mudou para uma luta entre um garoto do 1 e um do 9. O garoto do 9 enfiou uma faca no olho do outro. Ele levou a mão ao rosto pingando sangue e se encolheu. O do 9 agarrou-o pelo pescoço e bateu sua cabeça em uma pedra pontiaguda. O do 1 ficou imóvel e logo depois ouviu-se o tiro do canhão.
Henry sorriu, se divertindo.
Notas finais
Não deixe de dizer o que achou :D
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