One to Rule Them All.

13 Simply Forget Who or What You Are.


Notas iniciais
Just Enjoy
:D

In Portimão

Nunca me sentira tão só! Tão desprovido de amor e carinho! Parecia que todos me abandonaram.

Três dias se passaram desde a minha tão assustadora visão.

Para que entendam como sou estranho leiam o que vos escrevo.

Nasci depois do tempo de gestação, minha mãe tivera gémeos verdadeiros, dois rapazes. No entanto sempre fora fácil para eles distinguir-nos, eu sempre fora o mais gordinho de todos.

Crescémos rápido e aos cinco anos, era um dos rapazinhos mais inteligentes da minha idade, e não me estou a gabar, apenas digo o que me era dito, sabia dizer as marcas de todos os carros, por muito estranhos que os nomes fossem. Meus primos liam-me histórias como a «Branca de Neve e os Sete Anões» ou «A Bela Adormecida». E logo conseguia ler decorado, o que para uma criança da minha idade era bastante raro.

Enquanto eu apreciava mais a vida da solidão, do enriqucimento da minha mente. O meu querido irmão era mais virado para os desportos e o enriquecimento do seu corpo, os meus pais o educaram para seguir o velho ditado «Mente Sã, Corpo São». Porém acho que se desiludiram, quando ele era mais o "Corpo São" e eu a "Mente Sã".

Desde de sempre que sentia que o meu irmão era o preferido. Meu pai se orgulhava quando Marcos marcáva um golo. Mas desprezava quando eu lia um novo livro e dizia-me : "Quando é que deixas de ser um menino anormal? O teu lugar é na terra a sujar-te como os outros, a socializar com outros meninos da tua idade, a jogar na rua futebol ou berlinde!"

Seguira o conselho de meu pai, ou melhor em parte, nessa altura sonhava em ser arqueólogo ou paleontologista e então escavava a terra na esperança de encontar algo valioso (não era ingénuo). Depressa as ciências me chamavam. Os céus chamavam a minha atenção. Conseguia identificar muitas das constelações do céu. Aprendera a viver com a "bicharada" toda. Achava imensa piada aos bichos-da-conta e aos bichos da seda, as borboletas, as joaninhas, as centopeias.

Aos meus sete anos estáva em Lisboa, a sair de um cinema, naquela altura os cinemas eram em edíficios e não exclusivos de um centro comercial como hoje.

Passávamos na passadeira. Meus pais á frente e eu e Marcos atrás a falar do filme que tinhamos visto.

Nisto um carro passava a alta velocidade. Eu apenas reagira no sentido que me era esperado! Desviei-me mas Marcos fora atropelado e morreu mesmo na rua. Vira o seu sangue a esvair-se-lhe do corpo. Por momentos jurava que sentia as últimas batidas do coração do meu irmão. (Olhem como eu, um puto de sete anos reagia a isto).

Meus pais perderam seu menino prodígio. Eu vivia com a culpa do que acontecera, apenas os meus primos me apoiavam. Meus pais apenas ignoravam-me. Passei-os a odiar. Como podiam fazer aquilo comigo? Apesar da minha pequena existência nesta Terra eu sabia que eles não me podiam culpar da morte de Marcos.

Depressa soube de toda a verdade, a verdade era que eu não conseguia conviver com os meus pais porque o "fantasma" de Marcos estava sempre a pairar sobre as nossas vidas.

Não bastava isso como as minhas visões começaram nos meses seguintes. Muito turvas no ínicio mas depressa mais límpidas e claras como tudo o que percepcionava.

Nunca contei nada aos meus pais, pois isso seria apenas mais uma desculpa para me internarem num asilo. Nas minhas visões via o meu irmão numa terra onde havia muitas fortificações com basílicas com os sinos a tocarem e nisto ele me falou: "Meu querido irmão sei que sofres imenso desde a minha partida, não foi nada que eu tivesse planeado, mas no hospital, um homem apareçeu e me levou para aqui. Eu nem sei onde estou, mas eu tenho poderes especiais, sou óptimo a curar tanto a mim como outras pessoas, apenas com o simples toque das minhas mãos e tu pelo que pareçe és um vidente!"

Acreditei no que ouvira da boca de Marcos e depressa aprendi a viver com o meu destino. Nunca sabendo o que me estava reservado.

Apenas há dois dias atrás eu tinha tido mais uma visão, onde as estátuas se tinham quebrado e libertado umas mulheres neste mundo.

Pois bem no dia a seguir peguei no meu carro e dirigi-me para Faro, onde depois segui para Estoí. Foi necessário muitas mentirinhas para poder entrar nas "supostas" obras que estavam lá ocorrer. Assim que pus os pés no Salão, um arrepio passou-me pela espinha. Sim, tinha sido ali que a minha visão ocorrera. Nesse momento atrás de mim apareçeu a mulher que tinha gritado.

-//-

A mulher estava vestindo umas calças de ganga, uma blusa branca e uns saltos altos pretos.

- Olá Filipe! Como estás desde a última vez que te vi? — perguntou-lhe ela.

- Oi...desculpa mas eu te conheço-te? — respondeu-lhe ele.

- Talvez não, mas tu foste o que me libertaste, a mim e ás outras. Mas que mal criada eu sou, o meu nome é Nyx!

Mais mulheres apareçeram.

- Esta é Freyja,( apontando para uma mulher de cabelos loiros), aquela é Afrodite, (apontando para uma mulher de cabelos loiros mas esta tinha o porte mais feminino)

- Mas...esses são nomes de deusas?! Nínguem hoje em dia tem esses nomes! Quem são voçês? — perguntou-lhe Filipe.

- Já dizemos quem somos, mas mesmo assim tu desconfias do que dissémos, será que ver-te estátuas com fechaduras, a suposta morte do teu irmão, as tuas visões e mesmo assim tu duvidas de tudo. Esqueçe quem és! Esqueçe que és Filipe! Eu estou aqui para fazer o que tem de ser feito, os primeiros passos estão dados, e tu ajudar-me-ás e em troca serás o que nunca pensaste que alguma poderias ser, e conhecerás coisas que sempre pensaste impossível.


Notas finais
Reviews :D
Alguma dúvida perguntem!