One to Rule Them All.
14 Extasia
Notas iniciais
Enjoy :D
In Extasia
Extasia, o novo bar de sucesso da Praia da Rocha, em Portimão, era tudo o que estava a necessitar agora.
Estava cheio de homens e apenas algumas mulheres, todos vestidos de preto ou vermelho e só ai é que eu me apercebi que estava num bar de vampiros, mas não quis saber.
Cocktails passavam-me pelas mãos, shots de absinto e tequila, vodka on the rocks, tudo. Bebia imenso, apenas queria estar num estado de dormência.
Mas nisto uma bebida que não paguei apareçeu na minha frente.
" — Desculpe, mas eu não pedi isto!" — disse eu ao bartender.
" — Sim eu sei, foi aquele rapaz que está ali que pagou!" — respondeu-me ele.
Bebi a bebida num trago, olhei para o rapaz (era da minha idade aparentemente), todo ele transmitia um ar sexual, o cabelo preto, os olhos azuis, a pele branca como a neve e na mão dele estava um copo cheio de um líquido vermelho.
Eu também não sou nada mal, mas sou tipicamente português, cabelos castanhos, olhos castanhos e pele morena, mas comparado com ele eu era nada. Ele estava rodeado por mulheres, mas era para mim que ele olhava, e assim decidi eu ir ter com ele.
Sentia-me confiante e contente, e assim que cheguei ao pé dele perdi todo esse contentamento e confiança. Mas assim que estava em pensar desistir ele puxou-me para um canto e beijou-me. Foi um dos melhores beijos que algumas recebi, e eu assim que isto aconteceu começei a retribuir-lhe. Depressa as coisas se adiantaram-se e quando dou por mim estava na praia com ele, ele mergulhou na água fria e veio para mim e beijou-me, no ínício apenas sentia o frio da pele dele e dos lábios, ele já estava de tronco-nu mas na escuridão nada conseguia ver, apenas sentia que era musculado.
Aí os beijos começaram a ficar intensos e ele começava a tirar-me as calças e eu apenas suspirava de prazer, aquilo apenas sabia tão bem, e era aquilo que estava a precisar, sexo sem compromissos. Ele começava a beijar o pescoço, depois o ombro, o peito, o mamilo, e depois passou para o meu membro que já estava teso, e começou com os movimentos vai-e-vem e pensei que ia gozar, na boca dele e isso era um pouco embaraçoso.
Chegara a minha vez de retribuir, e fiz-lhe o mesmo, porém quando ele se exitou-se, os seus caninos ficaram proeminentes, não liguei, mas ele levantou-me.
" — Não tens medo do que possa acontecer?" — perguntou-me ele.
Ao que eu respondi:
" — Tanto posso morrer aqui, como amanha posso ser atropelado por um carro, mas acho que não me vais matar, senão não estávamos a ter esta conversa...
Mas nisto ele mordeu-me o pescoço, a sensação era estranha, era um misto de prazer e dor, mas nada fiz, pensei como se fosse preliminares. Mas ele ergueu a cabeça e olhou-me muito seriamente.
" — O que és tu? O teu sangue é diferente de todos que já bebi! Diz-me o que és! Já!" — falava ele num tom zangado.
Mas nisto luzes saiam dos céus e atingiam a areia da praia e corpos se materializaram-se. As passadas eram pesadas mas abafadas pela areia.
" — Pela autoridade de Sua Graça, o Regius Secularis, Abraham da Casa Nyx, o primeiro de seu nome. Eu, Fredrika Vänner, Negociadora da Morte de Portimão, ordeno-te que largues o humano, sob a pena da verdadeira morte." — dizia a mulher.
Ao lado dela, estavam mais pessoas todos vestidos de preto, uma espécie de gabardines, execepto ela, ela usava um corpete preto com umas pessadas calças de cabedal pretas, a vestimenta oficial dos altos níveis dos Negociadores.
" — Com que então, o bastardo de Nyx subiu ao trono Secularis, como é que deixaram isso acontecer, e desde quando é que Negociadores da Morte ameaçam a paz do Duque do Algarve?" — perguntava ele num tom de troça.
" — Desde que passaste a ser conde! Pensavas que manterias o teu título uma vez que ele subisse ao trono? Será que nos teus quase dois mil anos de existência nada aprendeste Godric?" — respondeu ela, nas suas palavras o tom da vitória. — " Mas o que temos aqui? O cheiro é diferente, levem o humano para Estoí, sob interrogação.
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