One to Rule Them All.
19 I'll Fly Away
Bran
Chegara a altura de a comitiva real se despedir do actual Ducado da Trânsilvania. Os rumores da revolta de Maria aumentavam, porém esta já aparecia publicamente com os Condes. Mas mantinha-se afastada de Abraham. Já para não falar do seu plano de se afastar durante um tempo de Abraham e de toda a sua real comitiva, ela até já tinha falado com Angelicca antes de ela ido com Nyx para Portugal.
Portugal, um país que cada vez mais parecia distante da mente de Maria era afinal, a única esperança dela. Abraham iria para a Grécia reunir-se com os Conde Gregos, e iriam deixar Bran em direcção a Mt.Ratezat para ir a Belgrado e depois Atenas.
Maria sabia que se alguma vez teria uma hipotese era se inicialmente se juntasse á comitiva de forma a não levantar suspeitas e na primeira noite em Pàltinis ela seguiria o caminho para Bucareste de modo a apanhar um avião para Faro, onde Angelinna a iria buscar.
Mas antes disso vinha as preparações.
" — Qual de voçês vem comigo?" — perguntava Abraham a Olena.
" — Em príncipio deverei ser eu pois os vampiros toleram mais a presença de Vlad que a minha." — respondera ela.
" — Muito bem." — dissera ele.Nesse momento passava Maria por eles.
" — Minha Senhora." — dissera Olena e Abraham enquanto curvaram-se perante Maria.
Mas o que queria Abraham, neste momento qualquer coisa que ele fizesse era encarado como provocação para com Maria. Mas ela não se rebaixaria ao nível dele.
" — Duquessa." — dissera secamente e continuara o seu caminho em direcção ás criptas.
Lá estava o corpo lívido de Morgan, com seus cabelos rubros e os seus lábios carnudos, deitado sobre uma mesa de pedra sienito.
" — Prometo-te que não morrerás!" — disse Maria com lágrimas nos seus olhos.
Dois vampiros entraram nas criptas prestaram homenagem a Morgan. Mas quando viram Maria fizeram uma breve vénia.
" — Lady Angelicca mandou-nos vir buscar o corpo para ir junto consigo na limosine, estas ordens temos mesmo de cumprir, ou Lady Angelicca irá mandar matar-nos, por decreto real de Sua Magestade." — respondeu um deles.
" — Façam isso mas com cuidado!" — respondeu ela.
Ela saiu das criptas, olhando para a tumba de Vlad Dráculea, um túmulo do mais belo mármore italiano, esculpido de forma real o corpo dele, e por encostado á parede, ali estava um quadro em que Vlad, o adolescente Mihnea e a suposta mãe dele apareciam juntos. Abraham era inquestionávelmente parecido com Vlad, o cabelo, a cara de linhas rectas, mas ao mesmo tempo apresentava a vivacidade de Nyx, que era transmitida pelo olhos de um azul profundo. A moldura do quadro era prateada, com inscrições gregas e romenas, e numa dessas Maria observou a letra de Abraham num inglês perfeito. Desculpa-me pai.
O anoitecer chegara Maria entrou na sua limosine acompanhada por Olena.
" — Minha senhora, a sua aparência é muito apreciada pelos vampiros, assim como a sua atitude em relação ao que ocorreu no Salão." — dissera ela.
" — Antes de Morgan está Abraham, a quem devo a minha vida e o meu poder, e é mesmo por isso que nada fiz, isso e o facto de eu ser a única Sheyde que é tratada com respeito neste mundo, não vou voltar Abraham contra mim, isso seria um acto de suicídio. Não se queiram meter na raiva dele, a fome que ele tem de vingança é maior que a fome de amor que ele tem."
Olena olhava muito fixamente para Maria, enquanto esta fixava a paisagem de Bran.
A viagem até fora rápida, num espaço de duas horas estavam em Pàltinis, num casarão velho mas grandioso. Os actuais condes receberam Abraham de braços abertos, mas olhavam com suspeita Maria, que se manteve ao lado de Abraham, mas ao mesmo tempo distante.
Todos se recolheram, Maria tinha guardas na porta, mas isso não impediu nada. Um simples saco de sangue esborrachado contra a parede os atraiu.
Maria correu para a limusine, gritou, pois se esquecera das chaves, mas assim que gritou o carro ligou, Maria começou a manobrar a limosine em direcção á estrada quando olhou para trás reparou numa janela que tinha a luz acesa e muito claramente viu que era Olena quem estava a observar. Ela acelerou e no caminho coisas estranhas apareceram, árvores cujos ramos se mexiam sem vento, chuva sem nuvens, e vozes a ecoarem pelas escarpas das montanhas. Maria chorava de medo, pois sabia que era Abraham a chamar-la, mas ela afundou mais o pé no acelarador e passado mais três horas estava na bela cidade de Bucareste, e foi logo em direcção ao aeroporto onde comprara o bilhete. Porém havia um problema, o corpo de Morgan.
Foi apenas neste momento que ela usou magia, algo que não fazia desde a morte de Morgan. Maria sempre preferira não praticar, a não ser que fosse necessário.
Voltou para a limosine, e lançou um feitiço sobre o caixão para que não podesse ser aberto, e para que se pareçesse com uma caixa de mercadorias. E materializou-se no porão de cargas onde sem que ningúem visse. Sentou-se na sala de espera, faltavam ainda trinta minutos para que começasem a chamar as pessoas. Começou novamente a rever as coisas, a sua infância, a sua criação como Sheyde, a Renascença com Abraham e Angelicca, os Estados Unidos e o ter conhecido Morgan, as suas gargalhadas.
Havia algo que Abraham não soubera, Maria e Morgan tinham tido um caso amoroso á anos atrás, porém Maria nunca se esqueçera dela, e acima de tudo tinha sido a única pessoa que tinha realmente amado nesta vida.
Fale com o autor