One Shot (One Dead)
5 Reflexo da hipocrisia
Notas iniciais
Bom nesse capítulo tentei demonstrar como e o universo em que Bulma vive, relatando alguns aspectos da sociedade. Não se preocupem, Bulma vai quebrar alguns desses paradigmas ao longo da fic;)
Boa leitura, espero que gostem
O encontro se deu entre gemidos e sussurros. A medida que o prazer aumentava, Yancha esquecia a tarde que tivera. E ,por alguns instantes, se esquecia das suas mais sombrias lembranças.
Uma onda de arrepios percorreu seu corpo, amortecendo as suas magoas. O prazer se intensificava, assim como seus movimentos. Gemidos baixos invadiam seus ouvidos. Sons naturais. Algo doce e sincero.
Fechou os olhos e jogou a cabeça para traz ao sentir o gozo percorrer seu corpo. Jogou- se para o lado, sentindo sua boca seca. Precisava de água. Estava suado.
Permaneceu de olhos fechados esperando sua respiração se acalmar, sentia-se leve. Abriu os olhos de repente ao sentir alguém pegar a sua mão e encostar a cabeça em seu ombro. Droga, como era mesmo o nome dela?
Virou- se para o lado a fim de visualizar o rosto de sua acompanhante. Soltou om suspiro cansado. Não se lembrava... Porém, continuou a vislumbra-la. Sorriu orgulhoso de si. Ela era linda. E sem duvida alguma, uma das mais gostosas que ela já havia pegado. Sua pele era tão alva quanto a de Bulma, seus olhos verdes como um lago e no rosto havia sardas que a davam um ar sexy e romântico ao mesmo tempo.
A viu sorrir de volta e inclinar-se para dar-lhe um beijo. Soltou mais um longo suspiro. Já era tarde, tinha que ir embora. Ele só havia pago por 2 horas no motel. Levantou-se e foi tomar uma banho rápido, sem molhar os cabelos. Não iria ter um boa justificativa para chegar de cabelos molhados em casa. Saiu do banho, logo em seguida a garota entrou. Pode ouvi-la cantar um melodia triste sobre um casal apaixonado. Ele começou a procurar sua roupas espalhadas pelo chão, assim que as vestiu olhou para o relógio. Quase meia noite. Amanhã teria que acordar cedo, iria a uma escola regular fazer uma apresentação para os alunos do ensino fundamental. Esperou sua acompanhante sair do banho e se vestir. Quando estava pronta a pegou pela mão e a conduziu até o carro. Ele, apesar de tudo, era um cavalheiro, e como ela valera a pena, iria deixa-la em casa.
O trajeto foi silencioso. Yancha pensava em como essa menina era muito melhor que a ultima que tinha pego. Com uma beleza discreta e sensual mas sem ser vulgar. Embora, a última, Mitsy, também parecia não ser vulgar, no entanto, assim que chegaram ao motel, ela se revelou uma perfeita vagabunda. Ele já tinha pego vagabundas antes e, apesar de gostar muito da liberdade e falta de pudores, na maioria das vezes, elas eram mulheres desesperadas por um relacionamento e impunham dificuldades enormes na hora de terminar o breve envolvimento.
Com Mitsy não foi diferente, a mulher era uma louca. Ameaçou contar para Bulma. O chantageava para ele ir encontra-la , e, quando conseguia, sempre acabavam trasando mais uma vez. Mitsy fazia coisas que , para quase todas as mulheres, era muito difícil de conseguir: sexo anal. Ele sempre teve muita vontade de fazer, mas nunca conseguiu convencer ninguém que o fizesse. Já era tão difícil encontrar mulheres para fazer sexo sem ter que pagar. Todas as mocinhas de boa família tinham que se manter virgens para seus futuros maridos. Porém, o que as boas famílias não poderiam contar , eram com as românticas. Bastava ter boa lábia e promete-lhes casamente que elas se entregavam. Um dia para um , na semana que vem para outro, e assim ia. Uma pontada de remórcio tocou seu coração, será queessa mocinha romântica que estava sentada em seu carro um dia encontraria alguém que a levasse a sério e se casasse? Ainda mais agora que estava ,mais uma vez, desonrada?
Analisando a situação, ele não se casaria com uma menina como ela que já havia sido de outros. Como ela poderia, um dia ser a mãe se seus filhos? Além do mais, ele já tinha sua virgem futura esposa: a linda Bulma, a mais linda de todas e sem duvida alguma a mais gostosa que ele provaria em sua vida. Uma onda de desejo percorreu seu corpo ao se imaginar rompendo o frágil hímen de sua amada, imaginou a expressão de surpresa e dor que ela faria quando descobrisse o que um homem de verdade faz.
Perdido em seus pensamentos, mal se deu conta quando chegou na casa da moça. Estacionou em frente a ela e quando a visualizou. Teve certeza, ela era uma moça de boa família. Dessas que iam à igreja aos domingos, e sonhavam com o dia do casamento da filha. Mas, ela se casaria? Não... Se tornaria mais uma desesperada, como a Mitsy.
Bulma tinha sorte de tê-lo em sua vida, assim não correria o risco de se tornar mais uma vadia. Bulma se casaria em breve, quando ele se sentisse cansado dessa vida de pegador, ou quando o seu desejo por ela se tornasse insuportável.
Antes de sair do carro, Melissa lhe lançou um último olhar. Nesse momento Yancha pode ver: ela estava apaixonada. Era melhor não voltar a vê-la.
Melissa abriu a porta do carro mas voltou a fecha-la. O olhou com certa dúvida , tomou coragem e perguntou:
- Aquela garota era a sua namorada? Sabe, a de hoje mais cedo?
Yancha ajustou-se desconfortavelmente no banco de couro italiano. Somente um encontro mais sério e a futura vadia já estava fazendo perguntas inconvenientes?
-Sim, mas não se preocupe, ela não lhe trará problemas- respondeu um pouco mais rude.
-Mas e nós?
- O que tem nós?- Aquelas perguntas estavam começando a irritar.
- O que nós somos? Você vai contar a ela?
Yancha soltou um suspiro cansado. Vadias são sempre burras, por que ele contaria a Bulma?
- Agora não. Sabe, toda vez que falo em terminar ela surta. Tenho medo que ela faça alguma coisa com você...
Respondeu um pouco mais calmo. A lembrança de Bulma o fez lembrar que ainda estava excitado.
Ao ouvir a resposta de Yancha o coração de Melissa se encheu de alegria. Ele se importava com ela. Diferente de Henry que a deixou a esposa agredi-la. Yancha se preocupava. Melissa mais uma vez esboçou um sorriso tímido e puxou alguns fios de cabelo para traz da orelha.
Naquele ato Yancha lembrou-se mais uma vez de Bulma, ela costumava repetir aquele mesmo ato quando ele a elogiava de uma forma mais erótica. Sem se conter ele a puxou para um beijo ávido.
Retirou o cinto de segurança e, antes de puxa-la para mais perto, desabotoou a calça com certo desespero. Afastou o banco o máximo que pode e a puxou para seu colo. Ela estava de saia, portanto foi fácil, apenas teve que afastar a calcinha para o lado.Em um breve momento de sanidade pediu para a doce Melissa pegar uma camisinha que estava dentro do porta luvas. Assim estava protegido futurosde problemas. Segurou o quadril de Melissa e a fez se encaixar nele. Tudo foi tão rápido que ela não estava suficientemente lubrificada, mesmo com a lubrificação da camisinha, a penetração feita de maneira quase agressiva a deixou extremamente tensa. Inicialmente ela quis interromper sob protestos, alegando que estava doendo. Mas ele conhecia essas vadias, não iria parar por frescuras. A fim de a calar, lhe deu um longo beijo, a medida que ia intensificando seus movimentos . Como previsto ela parou de reclamar. Não por que havia parado de doer, mas sim por que tinha a falsa ideia que ele a amava, e ela tinha que fazer sacríficos pelo homem queela amava. Lembrou-se de sua mãe uma vez comentando com uma amiga. Mulheres poderiam ser boas em tudo, para os homens se não fossem boas na cama não era boas em mais nada.
Com essa verdade universal feminina, proporcionou 15 minutos de prazer para seu amante. No outro dia estaria dolorida mas valeria a pena. Ele não a esqueceria.
Depois de acalmar seus corpos, permaneceram em silêncio. Melissa, lhe deu mais um longo beijo, em quanto saia do colo de Yancha. No final das contas, não fora tão terrível, mais cedo, no motel, tinha tido um orgasmo fantástico, esse pequeno momento de dor não era tão ruim assim. Em comparação com Henri, Yancha era muito gentil. E sem dúvida alguma, nada se compararia com a sua dor na primeira vez com aquele cavalo do Richard.
Melissa se arrumou um pouco no espelhinho. Olhou no relógio do painel do carro.Saco, já eram 2;20 da manhã, e daqui a algumas horas teria aula na universidade.
Olhou mais uma vez para Yancha e lhe deu mais um beijo. Abriu a porta do carro para sair quando:
- Espere, jogue isso fora, não posso deixar aqui... -Disse Yancha, estendendo a camisinha amarrada dentro do pacotinho.
No primeiro momento Melissa quis dizer não, mas ficou com medo dele não aprovar sua atitude, então, simplesmente pegou o pacotinho da mão dele e saiu do carro.
Yancha abriu a janela e ficou vendo-a entrar em casa. Antes de fechar a porta ela se virou para ele e lhe lançou um beijo que foi retribuído sem muito animo, porém, seguido de sorriso.
Assim que Melissa entrou ouviu Yancha dar partida no carro e sair. Sorriu satisfeita com aquela noite. Rezou para seus pais não terem chegodo e subiu para seu quarto. Estava ansiosa para o dia seguinte. Iria contar as amigas a noite maravilhosa que teve com seu príncipe encantado.
Notas finais
Beijo e ate a próxima =D
Fale com o autor