One Night - Livro 1
34 Capítulo XXXIV
Notas iniciais
Terminamos de comer a torta e eu fiz questão de arrumar e limpar tudo, mesmo Grissom dizendo que não era preciso, porque depois Hellen se encarregaria daquilo antes dela ir embora. Argumentei com ele que não me custaria nada aquilo. E então me dirigi com as louças até a pia.
Vendo que não ia me convencer do contrário, Grissom resolveu me ajudar enxugando e guardando o que eu lavava. Em questão de poucos minutos nós terminamos e deixamos tudo limpo.
— Viu como não custou nada?!
— O que você quer fazer agora? Ainda temos umas horas até eu te levar pra casa. — ele me puxou pela cintura para si, colando seu corpo ao meu. Minhas mãos repousaram em seus ombros.
— Não sei. O que você faz quando está em casa?
— Malho, trabalho, assisto TV, leio um livro, jogo bilhar...
Na mesma hora em que ele mencionou este último, eu me animei.
— Gosto de jogar bilhar! E modéstia à parte, jogo muito bem, viu? — me gabei porque podia já que jogava bem mesmo.
— Ah, é? Joga bem mesmo? — Gil arqueou uma das sobrancelhas e deixou escapar um sorriso irônico.
— Sim! — bati de leve em seu peito. — Aprendi na faculdade com um ex-namorado. Ele me ensinou tudo. E depois que aprendi este passou a ser o nosso passatempo preferido entre as folgas das aulas.
Era divertido jogar bilhar e me relaxava, além de distrair. Vivia jogando com meus amigos de turma. Dayse era a única do nosso grupo que não curtia bilhar.
No começo do aprendizado, eu apanhei um bocado dos rapazes, mas depois que peguei o jeito do jogo e aprendi a jogar bem com Jeremy, nossos amigos todos é que passaram a apanhar feio para mim e olha que eles eram tudo fera no jogo, e ainda jogavam apostando.
— Então quero tirar a prova se é assim tão boa quanto diz. Te desafio pra uma partida. Topa?
— Topo! — aceitei sem pestanejar.
— E te aviso de uma coisa, eu sou excelente nesse jogo.
Eu ri. Ele e seus "excelentes" em tudo que diz que faz.
— Mas eu sou mais que você!
— Será mesmo?
Ele fez uma careta fazendo pouco caso de mim. Pois aquele cretino ia quebrar a cara e engolir sua desconfiança, quando eu lhe ganhasse no jogo.
— Com certeza. — afirmei com convicção de quem sabia que era boa e confiava em seu taco.
Gil gargalhou, jogando a cabeça para trás e eu só lhe observei tentando não rir dele, mesmo que o sujeito estivesse zombando de mim e minhas habilidades no bilhar.
Quero ver você continuar rindo assim depois do jogo, meu bem!
— Essa eu quero vê! Vem.
Gil tomou minha mão e me levou para fora da cozinha. Seguimos por um corredor após passar pela sala. E ao dobrar para a direita chegamos à porta da sala de jogos, situada próxima a biblioteca.
Dentro do cômodo de paredes cor de café havia duas estantes com porta-retratos, alguns livros e um moderno aparelho de som na parede da direita. Na da esquerda três quadros cada um com um nome de cidade e algum ponto turístico dela: Nova York, Munique e Berlim. Além deles ainda havia preso também em suportes uma fileira com seis tacos distintos de bilhar.
No canto mais ao fundo da sala ficava um bar todo em madeira escura, com quatro baquetas. No teto, bem no centro do espaço havia junto cinco luminárias pendentes em formato de tulipa e na cor preta, iluminando o ambiente. Sob ela estava posicionada a mesa de bilhar. À direita desta também tinha uma mesa de paintball; à esquerda a de pebolim e ao lado desta uma menor com um tabuleiro de xadrez. Senti falta de jogos eletrônicos, mas vai ver Gil não era amante de vídeo game como meu último ex-namorado, o idiota do Elliot.
— Vou deixar que escolha seu taco primeiro. — Gil apontou com o queixo os tacos enquanto apanhava as bolas do jogo e as colocava sobre a mesa.
— Quanta gentileza. — sorri e fui até a parede onde estavam presos os tacos.
Segundo Gil todos ali eram profissionais. Dos que tinham ali, eu apanhei um de cor grafite que sabia ser o melhor e me pus a passar giz em sua ponta enquanto observava Gil ajeitar as 14 bolas de forma triangular com o equipamento específico para isso. Assim que o Sr.Gostoso terminou de deixar ajeitada as bolas na mesa, ele veio apanhar um taco para si e me imitou passando giz.
— Pronta pra perder?
Soltei uma sonora gargalhada que fez Gil sorrir.
— Eu é que te pergunto se está pronto pra perder? — pisquei para ele.
— Não vou perder, querida.
— Muito menos eu! — naquele instante me ocorreu a ideia de tornar o jogo mais empolgante adicionando uma aposta. — E pra ficar mais interessante e mais instigante a nossa brincadeira, vamos jogar apostando, mas não dinheiro. — a intenção era fazer uma aposta que envolvesse algum tipo de passeio nosso para algum lugar.
— Tem certeza que quer apostar?
— Absoluta!
Eu estava apostando porque tinha certeza que ia ganhar, ou do contrário, não me meteria a propor isto. Ele podia ser bom ou excelente como disse, mas eu também era boa e confiava bastante no meu taco. Não foi à toa que ganhei dos caras mais feras da minha turma.
— E o que quer apostar? — Gil largou o cubinho de giz preto na ponta da mesa escura e me encarou.
— Se eu ganhar, você me leva pra jantar num excelente restaurante, já que está me devendo isso.
O nosso jantar em Manhattan até hoje ainda não rolou, portanto eu o estava colocando na aposta para ver se assim ele sai.
Grissom aceitou na hora a minha aposta.
— Feito! Agora se eu ganhar... — sorrindo muito safadamente para o meu gosto, Gil deu dois passos até ficar próximo de mim o bastante. Algo me diz que ele vai sair com algo pervertido como aposta. — Você vira o meu jantar antecipado nessa mesa de bilhar depois do jogo, Sara. E eu vou te comer como eu quiser aqui. — ele deu uma batidinha na mesa e sorriu maliciosamente para mim.
Eu engoli a seco e senti uma fisgada daquelas entre as pernas com essa sua proposta. Era um safado pervertido mesmo aquele homem diante de mim.
— Eu faço uma aposta inocente e você vem com essa indecência?
Ele riu descaradamente.
— Quer mudar sua aposta pra algo mais indecente? Eu deixo sem problema. E até prefiro que mude.
— Ah, é? Então vou mudar.
— Sinta-se a vontade.
Se ele queria ir para o lado da safadeza, então vamos. Decidi embarcar nessa de aposta indecente. Pensei rápido em algo e tive uma ótima idéia, na verdade era uma excelente ideia como diria Gil.
— Se eu ganhar, você me faz um striptease. — Gil na mesma hora franziu a testa. — Mas é um striptease bom, nada de meia boca. Com direito a música e dança sensual sua lá no meu quarto amanhã à noite.
Só de imaginá-lo fazendo algo assim para mim já me batia um calor. Ia ser um espetáculo magnífico assistir aquele pecado de homem fazer um strip para mim. Eu teria que ganhar essa merda de aposta.
— Você está falando sério mesmo?
— Sim!
Gil sorriu nervosamente ante a minha confirmação. Era óbvio que eu estava falando sério. Vi aquela tentação de homem respirar bem fundo e coçar o queixo liso. Acho que alguém ali não quer ou nunca fez striptease antes.
— Ok! — ele concordou após uns cinco segundos. — Mas, você vai ficar só na vontade desse striptease, porque eu não vou perder e fazer isso.
Sua confiança em cravar que não ia perder, me deixou com um pé atrás e pensando no quão bom no bilhar Gil poderia ser para ter toda aquela certeza que demonstrou ter ao falar.
Mas independente do quão bom ele seja, eu sei que sou melhor!
— Olha que eu acho que vai sim me fazer. — provoquei o homem ali comigo.
— No seu sonho.
— Então aposta feita? — estendi a mão para Gil e ele apertou-a selando nossa aposta.
— Mais que feita! Vamos ao jogo?
— Agora!
— Damas primeiro. Dê a saída no jogo.
Fui para o lado oposto da mesa ao qual as bolas estavam colocadas e ajeitei a bola branca sobre a marcação que havia na mesa. Em seguida me posicionei, dê uma tacada forte e precisa que fez as bolas se espalharem sobre a mesa. E já consegui nessa primeira tacada encaçapar uma bola lisa.
— Olha, não é que ela sabe mesmo jogar?!
Olhei para Gil sentindo seu tom debochado e provocativo. Minha resposta a isso foi lhe mandar um grande e irônico sorriso.
Dei a volta na mesa estudando qual bola estava mais fácil de encaçapar e encontrei a azul na mira exata da caçapa. Debrucei-me um pouco a mesa e ouvi um assovio de Gil atrás de mim.
— Uau! Que bela visão que estou tendo nesse momento. — ele comentou e eu virei o rosto para o lado esquerdo para encontrar o safado do meu oponente de jogo, olhando descaradamente a minha bunda. Eu estava usando um curto e justo short jeans de lavagem clara.
— Ei! — chamei sua atenção e ele me olhou com um sorriso sacana. — Está me desconcentrando com seu comentário safado.
— Perdão! Mas é que não resisti em ver tal paisagem e ficar calado.
Eu ri.
— Você não vale nada! — foi a vez dele de rir. — Será que posso dar minha tacada em paz e você ficar caladinho?
— Vai em frente!
Ajeitei minha postura e encarei a bola que estava em minha mira de caçapa. Três segundos depois de uma tacada certeira... Voilà! Bola na caçapa novamente. Após esta ainda encaçapei mais uma.
— Alguém aqui vai me fazer um striptease. — cantarolei após encaçapar a quarta seguida. Eu estava indo bem até demais. Aquele jogo seria vencido mais facilmente do que pensei.
— Não cante vitória antes do tempo, querida!
Sorri para Gil que estava há dois passos de distância de mim. Já podia ver certa tensão e até preocupação em sua expressão.
— Acho que vou encaçapar todas e você não terá a chance de sequer encaçapar uma.
Do jeito que eu estava jogando bem ali, ele não teria qualquer chance.
— Você está se achando demais. O peixe morre pela boca. Quer ver como essa agora você erra?
Ele estava me agourando no jogo, mas não ia funcionar.
— Não vou errar!
Fui até o lado extremo de onde Gil estava e me posicionei para tentar encaçapar minha quinta bola. Quando eu ensaiava a batida do taco na bola, Grissom achou de tirar a camisa e jogou sobre a mesa de pebolim. O efeito de sua ação em vê-lo sem a camisa já me desconcentrou brevemente.
— Você está fazendo isso só pra me distrair, não é seu cretino? — meu olhar o enquadrou parado e de braços cruzados sobre seu peito.
— Não! — Gil riu cinicamente. — Só estou com calor. Você não?
Estreitei meu olhar nele e o cretino riu mais.
— Cafajeste!
Gil gargalhou.
Desviando o olhar do meu oponente gostoso e agora descamisado, eu respirei fundo e tentei me concentrar de novo em minha jogada, só que estava sendo impossível conseguir isto tendo aquela tentação de homem sem camisa bem na minha frente. Aquele peitoral e abdômen firmes e fortes, definidos e altamente mordiscáveis, estavam me tirando o foco do jogo.
"Concentra, Sara!"
Dê a tacada e acabei errando. Pude ver Gil comemorar meu infortúnio com um sorriso satisfeito. Aquele ordinário conseguiu me fazer errar. Tirou a camisa de propósito para me tirar o foco do jogo e conseguiu.
— Eu errei por sua culpa.
— Que nada! Agora é a minha vez! — ele disse todo empolgado. — Assista o que é um bom jogador em ação, querida! — piscou Gil.
Ele veio todo convencido se posicionar do meu lado e com uma tacada certeira já encaçapou duas de uma vez.
É parece que ele é bom mesmo.
Gil encaçapou mais duas e o jogo ficou empatado.
— Estou vendo já um ar derrotado e preocupado em minha oponente? — ele comentou antes de ir para sua quinta tacada.
— Está vendo demais. Joga logo, vai!
Eu não queria, mas no fundo já começava a me preocupar com a possível derrota. Se bem que perder aquela partida para Gil, não seria de todo mal, muito pelo contrário. Contudo, eu ainda queria seu striptease lá no meu quarto amanhã a noite. Portanto perder, estava fora de cogitação para mim.
Gil se armou para fazer sua tacada, porem assim como eu, ele também errou sua jogada.
Aí, foi a minha vez, só que outra vez não consegui encaçapar a bola.
— Merda! — xinguei com raiva pelo novo erro e ouvi Gil rir.
— Sou eu!
E lá foi ele para sua tacada. Esta Gil acertou e com isto passou a frente no jogo.
Eu não vou perder para ele. Ah, não mesmo! A Sara competitiva que habita em mim, não vai deixar. Além do mais, quero aquele homem fazendo um striptease para mim. E ele vai me fazer!
A próxima tacada dele foi errada e Gil não conseguiu encaçapar a bola.
Era a minha vez. Fui para uma tacada extremamente arriscada. As outras duas opções que eu tinha também eram arriscadas já que se eu as errasse podia calhar de acabar encaçapando a dele junto com a minha e aí, o jogo ia complicar bastante para mim. Então fugi destas duas e optei pela extremamente difícil de ser encaçapada.
— Vai mesmo nessa? É a mais complicada de todas.
— Não me atrapalha, Grissom. Ou eu vou começar a te atrapalhar também. — concentrada lhe resmunguei, olhando fixamente a bola.
Eu já nem me arriscava em olhar para aquele ser gostoso do meu oponente senão era tacada errada na certa. Evitava qualquer contato visual com ele quando era minha tacada.
Dei a tacada e vi a bola bater na borda da mesa, depois na oposta e cruzar a mesa até ir lentamente correndo e cair certinho dentro da caçapa contrária ao posicionamento da bola.
— Ah! — gritei de alegria por ter acertado. — Viu só? Às vezes o que parece difícil, não é tão difícil assim.
— Pelo visto não mesmo!
Fui para outra bola e apenas dei um toque nela aproximando-a mais da beira da caçapa e consegui não mexer na bola de Gil que estava do lado da minha.
Não sei como, mas aquele sujeito, conseguiu a façanha de encaçapar a sua bola sem encaçapar a minha junto.
Jogo empatado de novo!
Ele foi para a bola seis e a colocou na caçapa. Só faltava apenas mais uma sua para o jogo terminar. E eu comecei a enxergar a derrota de pertinho.
— Se eu conseguir encaçapar essa sem levar junto a sua, eu vou pra bola 8 e ganho o jogo, e você vai ser minha nessa mesa, querida.
— Mas se você não conseguir eu tenho a chance de encaçapar a minha e vencer o jogo, ganhando assim um striptease seu amanhã no meu quarto.
Ainda me restava um pingo de esperança. E eu estava rezando feito louca para Gil derrubar a minha bola junto com a sua e assim, eu teria minha chance de vencer o jogo.
Não que eu não quisesse ser sua ali sobre a mesa, sim, eu até adoraria isso, mas outro dia porque de verdade, eu queria muito era vê-lo fazer um striptease para mim.
— Preparada pra ser minha mais uma vez? — ele me encarava curvado a mesa e prestes a dar sua tacada, que poderia ser a penúltima do jogo.
— Dá essa tacada logo e erra de uma vez pra mim ganhar.
Ele sorriu e alguns segundos depois deu sua atacada que não finalizou o jogo, já que Gil não conseguiu encaçapar a bola apenas deixou-a atrás da minha e mais próxima ainda da borda da caçapa.
Como eu ainda tinha uma bola livre então encaçapei essa logo. E, agora tinha uma apenas para ir para a bola 8. Só que entre a caçapa e a minha bola estava a de Gil.
— Acho que você vai ter que encaçapar a bola pra mim, querida.
Não tinha saída para mim. Eu teria que fazer o que ele disse.
Merda!
— Você fez de propósito não é?
Ele apenas riu e deduzi que aquilo era um sim.
Agora, não tenho como fugir disso. Encaçapar a minha bola leva primeiramente a encaçapar a dele antes. Desgraçado! Ele me deixou sem qualquer saída de jogada.
É, perdi o jogo!
Fiz a única jogada que me restava e encaçapei as duas bolas, a dele e a minha juntas.
— Bola 8 pra mim. — ele pediu vitorioso.
Eu posicionei a bola em uma das cabeceiras da mesa e Gil "cantou" a jogada que faria.
— Caçapa do canto esquerdo. — ele olhou para mim e sorriu.
Pelo visto, eu ia perder e não teria o meu striptease dele. Mas seria sua ali naquela mesa, o que não seria nada ruim, pelo contrário. Tinha certeza de que Grissom faria daquela experiência nossa ali algo maravilhoso e inesquecível, como são todas as nossas transas desde que nos conhecemos.
O Sr.Gostoso deu sua tacada e a bola foi cruzando a mesa até "morrer" lentamente, certinho na caçapa que ele "cantou".
Fim de jogo!
O Sr.Gostoso ganhou de mim.
— Não disse que você ia ficar sem seu striptease?! Ganhei!
Poxa eu queria tanto aquele striptease. Mas paciência! Agora eu teria que me conformar em ser o jantar antecipado daquele cretino.
— Pois é ganhou!
Ele veio lentamente se aproximando de mim com cara safada e sorriso cheio das piores intenções. Não consegui resisti e também sorri.
— E agora seremos você e eu nessa mesa, querida!
Gil tirou da minha mão o taco que eu segurava e colocou encostado junto com o seu na mesa de pebolim. Em seguida o Sr.Gostoso me prensou na borda da mesa de bilhar e repousou suas mãos nas laterais do meu quadril.
— Esta será a primeira vez que uso essa mesa pra outros fins que não seja jogar bilhar.
Seu rosto estava a milímetros do meu. A ponta de nossos nariz se tocavam e eu sentia as mãos de Gil apertarem minha cintura.
— Ah, é? Vai ser sua primeira vez com uma mulher sobre esta mesa?
— Vai!... Estou até nervoso por isso!
A cara dele de quem se segurava para não rir do que acabava de dizer foi hilária e me fez explodir numa gargalhada que fora acompanhada por Gil logo em seguida. Quando nos recuperamos da risada, Gil avisou:
— Vou lá no quarto buscar uma camisinha pra gente. Já volto! — ele bicou rápido meus lábios e seguiu em direção a porta, cruzando-a em segundos e me deixando sozinha naquela sala, escorada a borda da mesa.
Lancei um olhar para a mesa atrás de mim e sorri. Nunca tinha transado sobre uma mesa, ainda mais, uma de bilhar. Mas em instantes teria essa experiêncie com Gil.
E por falar nele, poucos minutos depois o Sr.Gostoso retornava a sala de jogos com uma camisinha em mãos.
— Trancou a porta?
— Não!
— Mas e a Hellen? Se ela entrar aqui, Grissom?
Seria extremamente constrangedor se ela abrisse aquela porta sem querer e nos flagrasse transando naquela mesa. Tão cedo eu não teria coragem de olhar na cara da Helen se caso acontecesse isso.
— Ela não vai.
— Como sabe?
— Eu disse a ela que estávamos ocupados aqui jogando uma partida de bilhar e não queríamos ser incomodados em hipótese alguma. Então fica sossegada que ela não vai vir aqui.
— Tem certeza?
— Absoluta!
Ele puxou-me pela cintura para junto de seu corpo e me tascou um beijo na boca, não dando a mim mais qualquer oportunidade para contra-argumentações.
Senti suas mãos irem se insinuando para dentro da minha blusa durante nosso beijo. E não demorou mais que alguns segundos para Gil erguer a peça e me livrar dela após termos afastado nossas bocas momentaneamente.
Tornamos a nos beijar com desespero. Gil ergueu uma das minhas pernas encaixando-a em sua cintura. Senti sua evidente ereção pressionar meu centro sob o tecido do short que eu usava.
Os lábios de Gil abandonaram os meus e desceram para o meu pescoço. Suas mãos se instigaram para as minhas costas para abrir o feiche do sutiã que eu usava. Enquanto que as minhas estavam agarradas a seus cabelos.
De repente, sem que esperássemos a porta da sala foi aberta sem qualquer cerimônia nos assustando na hora.
— Gil???.... Sara???
Lewis nos encarava com visível espanto e logo atrás dele estava uma Hellen com cara de constrangimento e culpa.
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