Notas iniciais
Curiosas pra saber se Sara vai topar ir passar a noite com o Grissom? Então segue a baixo a resposta.

É o que você faz
É o que você vê
Eu sei que se estou te assombrando
Você deve estar me assombrando

É onde vamos
É onde estaremos
Eu sei que se eu estou em você, eu estou em você
Em você, você deve estar em mim

( Haunted— Beyoncé)

****

Foi aos beijos nós entramos no quarto de hotel que o Sr.Gostoso alugou para pernoitarmos.

É, eu sei que disse que não ia mais ceder, mas... Pelo jeito resistir aos "encantos" e o alto charme do Sr.Gostoso não é para mim.

Aquela praga deliciosa de homem me jogou um feitiço só pode! Porque por mais que eu diga a mim mesma para resistir e não cair nas suas investidas, não consigo. Eu cedo! Eu caio! E eu me entrego fácil à ele como para nenhum outro antes.

Sem desgrudar nossas bocas seguimos até a cama, comigo já trabalhando na tarefa de abrir com urgência os botões da camisa de Gil. Necessitava tocar e sentir sua pele quente e seu peitoral grande e forte.

Por um segundo interrompemos nosso beijo para eu livrá-lo da camisa. Já sem a peça eu deslizei as mãos por onde eu queria e pude senti-lo quente de desejo.

Gil pegou uma das minhas mãos e colocou-a sobre o centro de seu quadril e pude senti-lo já duro e grande.

— Senti o que você faz comigo, Sara?... Você tem o poder de me deixar assim em milésimos de segundos, querida. — ele confidenciava durante as pausas nas lambia que dava em minha orelha.

Me senti a tal.

A poderosa!

A incrível!

Pressionei e massageei-o por cima do tecido da calça. Gil gemeu.

— Você me deixa louco, garota!

Sua boca reivindicou a minha boca num beijo selvagem que teve curta duração. Aí, não perdi tempo e já parti para desafivelar seu cinto, enquanto Grissom tirava os sapatos com os próprios pés mesmo.

Com cuidado desci o zíper de sua calça para não lhe causar acidente, pois o volume em seu quadril já era grande. A calça escorreu por suas pernas e se amontoou em seus pés. Eu o tinha deliciosamente e irresistivelmente só de cueca preta diante de mim.

Mordi o canto dos lábios ao lhe lançar um olhar de cima a baixo.

Ô, danado de homem mais gostoso é esse, meu Deus!

— Gostando do quê vê?

— Muito! — fitei em seus olhos e pude ver o orgulho dele diante de minha resposta.

— Pois eu também quero ter uma visão melhor de você sem esse vestido indecente.

— Meu vestido não é indecente. — contra-argumentei com ele.

— É, sim. — ele teimou comigo. — Muito indecente. Agora vira!

— Ele não tem zíper nas costas.

— Melhor então!

Segurando pela barra do vestido com as duas mãos, Gil foi puxando a peça para cima. Até tirá-la por cima da minha cabeça e lançá-la de qualquer jeito ao chão do quarto.

— Sem sutiã. — Gil tinha um sorriso malicioso. Suas mãos foram ambas parar em cada seio meu e ele apertou-os na intensidade certa de causar prazer e não dor. O vestido não necessitava de sutiã, porque tinha um bojo embutido nele, por isso a ausência da peça de cima da lingerie. — Bom! Assim me poupou o trabalho de tirar mais uma peça.

Assim que terminou de murmurar tais palavras, Gil se agachou um pouco e tomou um dos meus seios em sua boca sugando e usando os dedos de uma mão para estimular o outro seio. Entre chupadas e lambidas, ele me faz inspirar fundo e gemer algumas vezes agarrada à seus cabelos. Depois ele alternou o seio e repetiu no segundo tudo o que sua boca havia feito no primeiro.

Eu tinha que tirar o chapéu para o bom uso que ele sabia fazer da boca nos meus seios. Era uma coisa louca.

Dando-se por satisfeito em meus seios, Gil foi descendo com a boca até alcançar minha barriga e beijá-la por algumas vezes. Ajoelhando-se no chão, ele então desceu mais com sua boca e só parou quando chegou ao centro do meu quadril ainda coberto pela micro calcinha que eu usava. Por cima mesmo do tecido dela, ele distribui três beijos por ali e me provocou ao deslizar a ponta do nariz pela minha fenda.

Suas mãos que até então repousavam ambas em cada coxa minha, subiram até encontrar a alça da calcinha. Segurando na fina tira, Gil foi descendo devagar a peça por toda a extensão das minhas pernas até chegar aos tornozelos e por fim, sacar-me a peça de renda pelos pés.

Como uma cena de filme em slow motion, eu o vi se erguer do chão. Seu olhar felino, sensual e cheio das piores intenções, me fez engolir a seco. Já de pé, ele envolveu os braços em minha cintura e eu fiz o mesmo em seu pescoço.

Partiu de mim a iniciativa de um novo beijo. E sem nos desgrudarmos, nós fomos deitando na cama. Estranhei de início que Gil acomodou-se ao meu lado e não sobre mim. Mas no instante seguinte já descobria a intenção dele por trás disto, quando enquanto seguíamos nos beijando, senti uma de suas mãos deslizar por minha barriga e parar sobre meu centro. Instintivamente abri as pernas para lhe dar um melhor acesso ao local.

Aí, o Sr.Gostoso, MEU Sr.Gostoso começou a massagear-me e estimular-me com seus dedos. Ele deslizava ora a ponta do dedo indicador, ora a ponta do dedo médio pela extensão da fenda entre minhas pernas, subindo e descendo por toda ela, lubrificando os dedos com o líquido da minha excitação. E ao mesmo tempo também, com o polegar fazia movimentos circulares por cima do clitóris. Aquilo estava sendo uma delícia e ainda tinha sua língua dentro minha boca fazendo maravilhas. E a coisa só ficou melhor, quando ele me penetrou com um desses dedos e iniciou lentos movimentos de vaivém dentro de mim.

Gemi em sua boca e ele tratou de interromper nosso beijo, porque queria escutar meus gemidos enquanto seus dedos trabalhavam em me proporcionar prazer.

Um segundo dedo acompanhou o outro e Gil acelerou os movimentos de enfiar e tirar quase que por inteiro seus dedos de mim, levando-me a loucura e fazendo-me gemer mais e mais. Eu já podia sentir-me chegando ao primeiro orgasmo.

— Gil... — chamei seu nome jogando a cabeça para trás nos travesseiros.

— Não é pra gozar ainda!

Ouço Gil sussurrar rente à meu ouvido.

O quê?! Não gozar? Ele só pode estar de sacanagem comigo.

— Não dá. — choraminguei. — Eu já tô quase...

— Segura e aguenta mais um pouco. — o autoritarismo em seu modo de falar, deixou claro que ele não estava brincando em dar aquele comando.

Deus! Aquele homem só podia estar querendo me torturar ou punir com aquele "pedido".

Eu estava próxima, muito próxima do meu limite. E com seus dedos trabalhando mais aceleradamente em entrar e sair de mim, estava chegando mais ainda no meu limite. Continuar me segurando para não gozar estava tornando-se mais impossível de suportar.

— Gil... Por favor, eu não tô mais suportando. — supliquei, olhando em seus olhos.

Vi surgir nele um sorriso que era uma mistura de malvado com sacana. Filho da mãe! Ele estava se divertindo com a minha agonia. Já ia lhe suplicar outra vez, mas Gil tirou os dedos de dentro de mim e me beijou de maneira rápida.

— Vira! Quero você de quatro na cama. — mandou com autoridade e firmeza.

Daquele jeito não foi preciso de segunda ordem para pôr-me na posição que ele disse. Devo confessar que gosto desta posição. E o bom que ali naquele quarto, bem na parede de frente para mim, havia um espelho. Por ele, eu fiquei vendo Gil se colocar de joelhos ao meu lado na cama e só então fui observar direito, que o volume em sua cueca já era grande. Ele baixou a peça e seu membro saltou pronto para se abrigar em mim.

Assim que tirou a cueca por completo, Gil jogou-a no chão. Sem perder tempo, ele foi se postar atrás de mim. Pelo espelho nós trocamos olhares e o vi sorrir todo safado. Senti quando a cabeça do seu membro tocou a minha entrada e no segundo seguinte, ele já havia me invadido numa única investida, que me arrancou um gemido alto.

— Te machuquei, Sara?

Pelo espelho seu olhar buscou o meu e vislumbrei dentro daqueles robes azuis certa preocupação. Tratei de tranquilizá-lo, negando aquilo.

— Não! Agora, por favor, se mexe logo, Grissom.

Ele sorriu.

— Tenta não gozar tão rápido. — sua mão direita desferiu um tapa na minha bunda.

— Impossível! — contra-argumentei. Do jeito que eu estava não ia durar muito.

Com as mãos me segurando firme pelos quadris, Grissom começou a se mexer atrás de mim num entre e sai.

Dentro e fora.

Rápido e forte.

Ele gemia.

Eu gemia.

Uma sinfonia perfeita.

Ele ia me possuindo e pelo espelho, eu conseguia ver sua cara de prazer e ele a minha.

Não tardou quase nada para eu ser sucumbia pelo prazer e gozar, já que estava a menos de meio caminho disto mesmo. Gil ainda levou só um pouco mais para gozar e depois que isso aconteceu, nós desabamos suados na cama, com ele sobre minhas costas.

— Eu gosto de você, Sara!

Tal confissão roucamente sussurrada em meu ouvido, fez meu coração involuntariamente, bater um tom mais forte.

Não ousei responder a ele. E em poucos instantes fomos tragados pelo sono.

****

Eu não tinha qualquer noção de que horas eram quando despertei, sentindo uma enorme vontade de ir ao banheiro.

Será que ainda era madrugada ou manhã?

Merda! Minha cabeça latejou. Consequência de tantos brinques. Minhas entranhas doíam, mas isto não tinha nada a ver com os brinques. O responsável por isso estava bem atrás de mim. Podia sentir sua respiração regular e quente batendo de encontro à meu pescoço. Diferentemente, da outra vez que ao despertar o encontrei dormindo de costas para mim, desta ele estava dormindo agarrado à mim.

A vontade de fazer xixi se intensificou. Eu precisava ir ao banheiro logo senão um acidente estava na iminência de ocorrer ali.

Com cuidado consegui me desvencilhar do braço possessivo, que Gil mantinha sobre minha cintura e saí da cama sem acordar o Sr.Gostoso.

Nua como estava, fui rápido ao banheiro anexo ao quarto. Fiz xixi e senti um alívio enorme, chegando até a sorrir depois de ter esvaziado a bexiga.

De volta ao quarto após lavar as mãos, eu me aproximei da cama, porem não tornei a me acomodar nela. Fiquei de pé diante do móvel observando na quase penumbra do quarto um Gil à sono profundo.

"Eu gosto de você, Sara!"

Sua confissão ecoou em minha mente enquanto o fitava adormecido.

Será que ele havia falado aquilo apenas pelo calor do momento? Ou na verdade falou sério?

Vai ver que ele não gostava de mim da forma como eu interpretei aquelas palavras. Talvez o que ele quis dizer com aquilo, era que gostava de transar comigo. O sexo entre a gente era bom, mais que bom... Era muito bom. Nós temos uma química formidável na cama, que não tinha como negar. E, decerto, deve ter sido à isso que ele talvez tenha tentado se referir com aquela fala.

Não era de mim, era de transar comigo que ele provavelmente, estava se referindo.

Uma pontada fez doer meu peito. Eu gosto de Grissom. Me apaixonei por ele. Admito isto à mim mesma, porque não sou mais capaz de continuar negando-me isto. Não consigo mais esconder tal sentimento. Bastaram três oportunidades apenas para ficarmos juntos e algumas transas para lá de ardentes, para eu gamar por completo naquele sujeito. O modo rápido com que isso aconteceu, chega até a me surpreender. Nunca me senti assim por alguém antes. Nem mesmo por Elliot.

Só para se ter ideia levou um mês para eu me descobri apaixonada por Elliot. E com Grissom apenas alguns poucos dias.

Mas as coisas entre o Sr.Gostoso e eu não creio serem possíveis ou terem algum futuro. Ele se casaria com minha prima e pelas condições e motivações que aquele enlace se daria, dificilmente ele não deixaria de ser realizado.

Grissom casaria com Maryane. E eu não ia me submeter a ser a outra na vida dele. Não mesmo!

Com dor no coração, comecei a me vestir com cuidado para os ruídos disso não fazem Grissom despertar.

Assim como na primeira vez em que saí do quarto e deixei aquele homem sozinho à sono profundo, outra vez fazia isso. Terminei de me vestir e saí do quarto, não sem antes lançar um último olhar ao Sr.Gostoso dormindo de costas para mim.

Adeus!

Na frente do hotel mesmo peguei um táxi, que acabava de deixar um passageiro ali. Disse o endereço ao taxista e ele partiu dali.

Ainda era madrugada, as ruas estavam desertas naquele horário. Com a cabeça apoiada a janela do carro, eu via a paisagem ir passando veloz enquanto tentava não me deixar ser consumida pela enorme vontade de chorar por causa de Gil.

Aquela nossa transa tinha sido a derradeira, a nossa despedida. A minha última vez com Gil Grissom, vulgo Sr.Gostoso!

De verdade, não tinha mais intenção alguma de repetir a dose com ele. Chega! Se eu não der um basta nessa coisa enquanto é cedo, depois ficará mais difícil e pior. Sem contar que alguém da minha família ou principalmente, minha prima poderia descobrir isso alguma hora e assim a confusão estaria armada.

Portanto, eu não podia deixar aquela maluquice toda com Grissom continuar ou eu iria me machucar mais ainda do que começava a me machucar.

— Chegamos, moça.

Paguei pela corrida e entrei em casa com o máximo de cuidado possível. Subindo sorrateiramente as escadas, eu me perguntei se meus pais tinham visto Dayse chegar sem mim. E se viram, que mentira minha amiga deve ter contado para justificar à eles sua volta sozinha?

Dayse deve estar puta comigo por ter sumido sem avisar. E mais ainda por tê-la largado só lá na boate.

Entrei no meu quarto com cuidado e largando os sapatos no chão, eu fui direto para a cama, onde minha amiga dormia.

—Dayse! — comecei a chamá-la assim que me sentei ao lado de seu corpo na cama. — Acorda, por favor, amiga.

Aos poucos e com certa dificuldade, ela foi abrindo os olhos.

— Sara? Chegou agora?

— Sim!

Ao ouvir meu tom de voz embargado, ela ligou o abajur e descobriu que aquela altura eu chorava. No carro havia conseguido me segurar, mas ali e naquele momento já não era mais capaz de continuar me segurando.

— Sara o que houve? — alarmada Dayse sentou-se na cama e segurou minhas mãos.

— Vamos embora agora pra casa? Eu não quero mais ficar aqui, Dayse. — mais lágrimas começaram a escorrer dos meus olhos.

Eu não queria estar ali para encarar Grissom quando ele voltasse pela manhã para casa dos meus pais. Não teria coragem de olhar para ele. Temia não conseguir fingir na frente dos outros e acabar me traindo perante minha família.

— Sara são... quatro da manhã. -ela checou as horas em seu celular descansando ao lado do abajur.

— Por favor, eu tô pedindo.

— E os seu pais?

— Eu deixo um bilhete à eles inventando uma desculpa para justificar nossa repentina ida. Mas vamos voltar pra casa agora. Antes que amanheça ou que alguém acorde.

Queria sair sem ser vista por ninguém dali.

— Sara o que foi que houve? O que aquele bastardo do Grissom fez com você? Porque imagino que deva ter saído da boate com ele, não?

— Sim. Nós saímos juntos e...

— Aquele cara te pegou a força? — ela indagou diante da minha pausa em virtude de novas lágrimas que me visitaram. — Eu vou matar aquele filho da...

— Não, Dayse! — a interrompi. — Ele não fez nada que eu não tenha consentido, amiga. E é por isso mesmo, que eu estou assim e quero ir embora. Vamos?

Ela por fim concordou já levantando da cama. Com certa pressa, mas tomando o devido cuidado de não sermos barulhentas, nós fomos jogando nossos pertences dentro da mala que cada uma trouxe. Em minutos já tínhamos tudo pronto para partir.

Eu havia trocado meu vestido por outra roupa mais confortável e rabisquei um bilhete aos meus pais, que deixei sobre o móvel ao lado da cama. Em seguida, saímos do quarto.

Descemos as escadas com o máximo de cuidado e fomos para o lado de fora da casa. Em poucos minutos já estávamos na portaria do residencial, aguardando o táxi que Dayse havia pedido num aplicativo enquanto vínhamos para onde estávamos. Não tardou mais que cinco minutos e o táxi chegou.

O trajeto para o aeroporto não demorou mais que dez minutos. Demos sorte de conseguir passagens para o voo das seis. E enquanto não dava o horário do nosso voo ser chamado, nós fomos porcurar comer algo numa lanchonete por ali.

— Eu não gosto de te ver assim, Sara. Você se apaixonou de verdade por ele, não foi?

— Eu não queria. Mas isso aconteceu.

Depois de ter admitido a mim mesma sobre os sentimentos que nutria por Grissom, eu achei que não havia mais necessidade alguma de ficar negando aquilo à Dayse. Ainda mais, porque ela já imaginava que aquela fosse a verdade mesmo.

— Isso acontece sem a gente querer mesmo, amiga. Quem dera se pudéssemos escolher por quem se apaixonar.

— Sabe o que ele me disse logo que terminamos de transar?

— O quê?

— Que gostava de mim.

— Assim com essas palavras mesmo? — confirmei com a cabeça. — Acho que ele pode ter se apaixonado por você, não?

— Não creio nisso.

— Por que não?

— Maryane me disse que ele falou pra ela certa vez, que não é de se apaixonar. Além do mais, ele também não é pra mim, Dayse. Eu quero distância dele para não me machucar mais ainda.

Notas finais
O próximo capítulo reserva grandes acontecimentos. Esperem só! Até breve.