One Night - Livro 1

68 Capítulo LXVIII


Notas iniciais
Olá, meninas! E aqui vamos para o embate do Sr. Gostoso e seu "amigo" Bryan.

Mas o que é isso? — com a mão no queixo Bryan me encarou atônito.

— Isso, seu canalha, é por ter se atrevido a dar em cima da minha mulher! E eu não estou falando da Maryane com quem você teve ou ainda continua tendo um caso pelas minhas costas. Estou falando é da Sara, a quem você anda assediando. — expliquei em alto e bom som para ele entender bem a razão de ter apanhado.

Observei Bryan empalidecer ao ouvir-me.

Te peguei, canalha!

Mas apesar da sua reação lhe "incriminar", Bryan ainda teve a cara de pau de bancar o desentendido inocente após se recompor do golpe que lhe dei e do que disse a ele.

— Maryane? Que absurdo é esse, Gil? Você sabe que eu não a suporto. Como vou ter um caso com ela? E muito menos ia dar em cima da sua amiga Sara. Você e eu somos amigos, Gil.

Essas suas cínicas palavras me deram até ânsia e mais vontade ainda de arrebentar aquela sua cara de cínico mentiroso.

— Não mente pra mim! — agarrei-o pelo colarinho de sua fina camisa de mangas compridas. — Eu já sei de tudo... Amigo. — enfatizei com escárnio a última palavra. — Maryane mesma me confirmou o caso de vocês. E Sara que não é minha amiga e sim a mulher que amo e com quem vou me casar em breve, ela me contou sobre você ficar dando em cima dela quando a encontra. — despejei os fatos para ele estar ciente do que eu já sabia. Bryan não ia me enrolar se fazendo de inocente desentendido. Só omiti sobre o bebê que Maryane esperava dele, porque aquela criança não merecia Bryan como pai. Sem contar que aquele filho já era meu!

Diante das coisas que eu disse Bryan se viu sem saída para tentar mentir. Ele sabia que insistir nisso só ia deixar a situação para o lado dele pior do que já estava. Foi então que vi quem era de verdade o meu amigo.

— Se já sabe então dane-se! — ele me empurrou e com isso acabei soltando-o contra a minha vontade. — O que quer? Desculpas por meus atos? — usou de ironia enquanto suas mãos ajeitavam a camisa que havia ficado amassada por conta da forma rude com a qual eu o segurei.

Cara de pau!, Pensei comigo quando ouvi suas palavras.

— Guarde suas desculpas, porque não as quero. Achei que era meu amigo, como acabou de mencionar há pouco. Mas amigo não apronta o que você aprontou pelas minhas costas, Bryan.

— Ah, coitadinho dele, quanto drama por uma bobagem, Gil.

— Bobagem? — essa é boa! Até ri de pura raiva desse despautério que ele teve coragem de dizer.' Ter um caso com Maryane e depois ficar assediando a Sara te parecem bobagens? Pra mim não! Isso é canalhice sua! — esbravejei alto e apontando para Bryan. — Você se mostrou um mentiroso exemplar fingindo na minha frente que detestava Maryane. Mas pelas minhas costas andava transando com ela.

Não que aquilo de fato me incomodasse, mas um cara que se diz meu "amigo" não deveria nem se meter com a mulher que estava de relacionamento comigo (ainda que o relacionamento não fosse sério apesar do compromisso que firmamos).

— Eu fingia que a detestava pra não despertar suas suspeitas.

A naturalidade com a qual ele me respondeu isso me deixou enojado. Como ele podia falar daquela tal maneira? Parecia um assunto tão banal para ele.

— Que belo amigo está se mostrando né?

Ele revirou os olhos e alisou o queixo que lhe acertei. Devia está doendo o soco.

— Sinto muito se não resisti aos encantos da sua noiva.

O deboche dele me fez cerrar os punhos em ódio.

— Você me disse que a relação de vocês era aberta. Maryane me confirmou o mesmo. Não entendo agora o porquê dessa sua raiva com o meu envolvimento com ela, se você tinha também seus casos mesmo estando com Maryane.

— Se eu tinha ou não isso não está em discussão. E a minha raiva é pela "omissão" de vocês. E principalmente, pelo fato de não satisfeito em ter um caso com a mulher que era a minha noiva, você ainda teve o descaramento de dar em cima da Sara.

Isso era a situação principal que me irratava mais e a qual me trouxe aqui para esse "acerto de contas".

— Ah, então é por causa dela tudo isso? É por causa da... Sara!! — sorrindo, ele mencionou o nome dela de uma maneira que senti que era para me afrontar. — Você tem bom gosto. Ela é bem bonita!... E foi ela quem se insinuou pra mim lá na sua casa e quando veio aqui no meu escritório.

No que ele acabou de falar essa mentira absurda, eu lhe acertei outro soco, só que agora foi no nariz e esse golpe chegou a lhe arrancar sangue.

— Outra mentira como essa e eu te acerto outro golpe. — apontei para ele com indicador.

Não ia admitir que ele inventasse mentiras sobre Sara. Bastava as que meu pai já havia dito momentos atrás.

— E se me acertar outro soco como esse, eu te mando esfriar a cabeça na cadeia... Amigo! Lesão corporal é crime.

Ele pensa que me intimida com essa ameaça? Está muito enganado.

— Vai em frente e me manda pra cadeia... Bryan. — desafiei.

Estou cagando pra sua ameaça!

Bryan riu talvez achando que eu estivesse blefando. Mas eu não estava!

— Olha que eu ligo. — Pois que ligue mesmo. E quando eu ia lhe dizer isso, Bryan se pronunciou: — E só pra você saber, eu não menti quando disse que a tal Sara veio aqui. Ela realmente veio. — afirmou Bryan limpando com uma das mãos o filete de sangue que escorria do nariz enquanto que sua outra mão estava apoiada a mesa dele

Fiquei momentaneamente aturdido com aquela informação de que Sara esteve ali. Mas depois me recuperei e julguei aquilo dito por Bryan como mais uma mentira sua.

— Eu não acredito em você. Sara não viria aqui. Não tente me enrolar.

— Problema seu se não quer acreditar nisso. Pode perguntar a minha secretária se qui...

— Não vou perguntar nada!

Não ia me sujeitar a isso. Se eu fosse perguntar seria a Sara. E, com certeza, eu perguntaria isso a ela.

— Ela não te contou que veio aqui?

— Isso não é da sua conta!

— Pelo visto não contou! — havia um sorriso provocador nele.

— Cala a boca! — mandei, mas ele me ignorou e seguiu falando.

— Essa Sara virou a sua cabeça, né? Eu te entendo. Que cara não deixaria a cabeça virar por uma jovem como aquela.

— Cala a boca! — novamente mandei e mais uma vez Bryan me ignorou. Se era de propósito ou não isso, eu não sei. Mas estava me tirando do sério.

— Confesso que quando a vi saindo da piscina na sua casa, fiquei encantado. — seu modo de falar e o que falava, me fez trancar o queixo e fechar a mão apertando-a bem forte. — Até cheguei a dizer pra ela que parecia uma sereia. Acho até que ela gostou da comparação, pois sorriu. E então começou a se insinuar pra mim depois disso.

Foi mais forte que eu e quando vi já havia dado outro soco no Bryan.

— Eu te avisei.

Ele riu.

— Eu também te avisei, Grissom. — ele esticou a mão para apanhar o telefone em sua mesa.

Merda!

Antes que ele pudesse fazer qualquer ligação, eu lhe arranquei o telefone.

— Você não vai ligar pra ninguém. — devolvi o telefone ao seu lugar e puxei Bryan para afastá-lo da mesa.

— Me solta! Está com medo de ser preso?

Medo?? Ele só podia está tirando com a minha cara.

Está para nascer quem vai me botar medo com uma ameaça de merda como aquela dele. Até parece que eu ia ficar muito tempo preso por agredi-lo.

Se eu o impedi de fazer qualquer ligação, não foi por medo. Na verdade foi porquê ainda não havia terminado de falar tudo o que eu queria. Depois que eu falasse tudo o que tinha entalado na garganta, Bryan podia ligar até para a SWAT se quisesse.

— Desde quando ameaças me põem medo, Bryan? — eu o chacoalhava enquanto lhe segurava pela camisa. — Como bom conhecedor das leis, você sabe que eu não passaria mais que algumas horinhas detido.

— Me larga, Gil! — ele tentava se soltar, mas eu havia lhe segurado muito firme, que lhe impossibilitava de desfazer o contato entre nós.

— Fica calado e só escuta muito bem o que eu vou dizer. — ordenei. Não queria mais ouvir a voz dele, porque isso só me irritava mais e dava vontade de socar mais ainda esse cara. Ele parou de se debater e ficou me encarando calado como eu havia mandado. — Você se meteu com a Maryane, okay. Não estou nem aí pra isso. Quer continuar seu caso com ela? Pode continuar, porque ela está livre pra isso.

— Na verdade nós sabemos que ela sempre esteve...

— Mandei ficar calado e só ouvir. — vociferei quando Bryan me interrompeu. Ele fez o que mandei novamente. — Maryane é toda sua... Mas deixa a Sara em paz. Não quero saber de você de "gracinha" com ela. E se mandar flores pra ela como fez... — eu trouxe Bryan para bem próximo de mim de modo que nossas faces ficaram bem próximas. E só então prossegui na fala: — ... Eu venho aqui e te faço engolir o ramalhete inteiro, flor por flor. Me entendeu bem? Ou terei que desenhar... Amigo querido!

Eu podia ler em seu semblante que Bryan estava se cagando de medo. Ele sabia que eu não ficava só na ameaça. E que eu era muito capaz de cumprir o que acabei de dizer. Ele que não brincasse comigo.

— Entendi bem. Quer me soltar agora?

Atendendo as suas palavras, eu o soltei, empurrando-o de encontro a mesa onde ele escorou todo desajeitado.

— Ah, e tem mais uma coisa!

Eu tinha quase certeza que aquela minha decisão que estava prestes a lhe comunicar e a qual tomei ontem a noite, ia ser o pior golpe que poderia dar a Bryan. Nada melhor que mexer em seu bolso como vingança pelas atitudes deploráveis que Simons cometeu pelas minhas costas.

— A partir de hoje, você e seu escritório não me representam mais legalmente.

— Como é?

— Já contratei um novo escritório pra me representar. — nada como ter bons contatos para em questão de minutos já ter o número de um bom escritório. Te devo essa, Cath! — Amanhã o meu novo advogado vai entrar em contato com você pra recisão do seu contrato comigo.

— Grissom não acha que está levando muito ao extremo essa situação? Foi apenas...

— O que acharia se eu me metesse com alguma das suas amantes preferidas pelas suas costas?

Ele nada disse.

Eu não mencionei a sua esposa e sim as amantes que ele possuí, porque sei bem que Bryan tem mais interesse nas amantes dele do que na esposa. Ele na verdade está cagando para Dominique. Nem sei por qual razão ele ainda mantém esse casamento, se claramente não gosta da esposa.

— Meu novo advogado além de tratar da recisão do seu contrato Simons, ainda vai te entregar um documento estipulando um prazo pra que me pague tudo o que deve.

— Eu não te devo nada, Grissom.

— Ah, deve, sim! — balancei a cabeça positivamente ao falar. — Me deve uma grande quantia de dinheiro por sinal. Foi o MEU dinheiro que pagou a reforma desse prédio onde funciona o seu escritório, esqueceu? — com o dedo indicador bati de leve na testa de Bryan, que empurrou minha mão para longe dele.

As feições do sujeito a minha frente se tornaram mais rígidas diante do que eu disse.

— Achei que tivesse me dado a grana.

— Achou errado!

Na verdade na época, eu tinha dado mesmo. Porem, eu tinha dado ao meu amigo e como depois de tudo o que eu soube, já não considerava mais o Simons como tal. Desse modo, então iria cobrar a grana. Até porque esse é um direito meu.

E ainda bem que para minha sorte e por questão de pura burocracia, eu fui obrigado a fazer Bryan assinar umas notas de empréstimo por conta da grana que estava lhe disponibilizando. Se não fosse esse documento não seria tão fácil assim reaver meu dinheiro.

— E caso não efetue o pagamento, eu vou a juízo cobrar essa sua dívida.

Estava disposto a ir ao extremo para aquele canalha aprender a não mexer mais com a mulher de um amigo.

— Isso não é justo, Gil.

E ele ter um caso com Maryane pelas minhas costas e depois assediar a Sara, é justo por acaso?

— Você me deve. Tem que pagar ora.

— Está fazendo só por cau...

— Eu já terminei o que tinha pra dizer. — interrompi Bryan, porque não me interessava mais falar com ele. — Agora ligue pra quem ia ligar. Era a polícia né? Vai em frente.

Me sentei na cadeira e encarei Bryan. Ia esperar ali que ele efetuasse na minha frente a tal denúncia que falou que faria caso eu lhe acertasse outro soco como acertei. E ia também esperar ali a polícia vir para me conduzir. Não ia fugir. Até porque eu não fugia de nada.

— Anda, Bryan! O que está esperando? Liga!

— Vai embora antes que eu realmente ligue e te denuncie.

— O quê? Não vai ligar mais? Parecia tão decidido em fazer isso instantes atrás. — me pus de pé novamente e ajeitei meu terno.

— Se manda daqui, Gil.

— Que belo bosta covarde você acabou de se mostrar. Ameaça e não tem coragem de cumprir o que diz.

— Caí fora da minha sala agora, Grissom.

Já que pelo visto Bryan não ia cumprir sua ameaça de me denunciar por bater nele, então eu não tinha mais nada a fazer ali. Sem me dar o trabalho de pronunciar mais qualquer palavra a Bryan, eu lhe dê as costas, me dirigi a porta e após destrancá-la, saí da sala logo em seguida.

Notas finais
Até o próximo. Bjs.