Notas iniciais
Mil perdões por outra demora. Bateu um bloqueio com esse capítulo, aí nem pra frente e nem pra trás para escrever algo nele. Felizmente hoje consegui escrever o capítulo inteirinho. E sobre esse capítulo vai rolar uma treta aí entre o nosso casal. Mas vocês me perguntam: eles não acabaram de se acertar e já vão tretar? Sim, vão! Porém, não fiquem preocupadas que não vão se separar nem nada. Será uma divergência por causa de uma decisão do Grissom. Entretanto vai ser resolvida no próximo já, garanto. E Tinkerhell, eu achei super interessante suas teorias sobre o que vem. E te garanto que o que virá será tão interessante e surpreendente pra vocês quanto o que você comentou. Acredito até que nem passa pela cabeça de vocês o rumo que a história vai tomar em alguns capítulos. Aguardem Agora vamos a mais um novo capítulo.

Sozinha na cozinha pela manhã cedo, eu me aventurei em preparar uma bela bandeja de café da manhã para o homem delicioso que deixei dormindo em meu quarto há uns bons minutos. Mesmo não sendo muito — ou quase nada — boa na cozinha, eu levantei decidida a fazer um "mimo" para o meu cretino mais que gostoso. E eu até que me saí bem no preparo do dejejum. Nada como ter alguns eletrodomésticos que facilitam a nossa vida. No caso da minha, eles são uma tábua de salvação mesmo.

Olhei com orgulho para a bandeja apoiada sobre a mesa e sorri. Tinha feito um bom trabalho. Lá tinha café, leite, suco, torradas, geleia e disposta em uma cumbuca havia frutas cortadas em cubinhos. Acho que tá bom!

Apanhei da mesa a bandeja e equilibrando-a, saí caminhando com cuidado para saída da cozinha e posteriormente, em direção ao quarto. Torci para que Gil ainda não tivesse acordado para eu poder acordá-lo com beijos e mostrar a surpresa que lhe preparei.

— Merda! — reclamei baixo ao me desequilibrar de leve e com isso ver, derramar do copo um pouco do suco em cima da torrada.

Cheguei a porta do quarto e ainda bem que deixei a mesma encostada, porque do contrário nem sei como ia abrir aquela bendita.

Com um dos pés empurrei com cuidado a porta, e para a minha inteira frustração vi Gil de pé terminando de colocar a cueca.

Ai, que droga! Demorei tanto que ele já acordou!

— Ei! Você e essa mania de me largar sozinho na cama, né? — ele sorriu e eu fiz o mesmo. Não foi por mal dessa vez que o larguei ali. — Já estava indo atrás de você.

— Não diga?! — segui até Gil a passos cuidadosos enquanto equilibrava a bandeja.

— Sim. — ele confirmou assim que parei diante dele e logo em seguida, me beijou os lábios de maneira rápida. — Bom dia, meu amor.

Nossa, como amo quando ele me chama dessa forma carinhosa. Amei desde a primeira vez que escutei.

— Bom dia. — retruquei com um sorriso. — Era pra você ainda estar dormindo, sabia?

— Sem você aí do lado? Impossível!... Isso é pra mim? — Gil apontou a bandeja que eu segurava.

— Sim. Mas era uma surpresa. Eu primeiro pretendia te acordar com beijos e depois te mostrar a bandeja, só que você frustrou a minha surpresa, cretino. — mostrei a língua à ele.

Gil sorriu sem mostrar os dentes e pediu-me desculpas por ter frustrado minha surpresa.

— Fica pra uma próxima vez. Pode pegar pra mim? Tá pesado isso.

— Claro!

Ele tomou a bandeja da minha mão e depositou-a sobre a cama com cuidado.

— Nossa! É a primeira vez que recebo algo assim de uma mulher. — Gil me puxou pela cintura para perto dele.

— Sério? — enlacei o pescoço de Gil.

— Muito! Já fiz isso pra três mulheres apenas, mas receber algo assim de uma está sendo a primeira vez.

Não me agradou saber que ele já tinha feito bandejas de café da manhã para outras três, porém fazer o quê?! Ele teve uma vida antes de me conhecer, assim como eu tive uma antes dele surgir no meu caminho.

— Bom então essa vai ser a primeira de muitas bandejas de café da manhã, que vai ganhar de MIM. Só de mim e mais ninguém, entendeu? — puxei de leve seus cabelos da base da nuca e Gil gemeu de leve.

— Perfeitamente! — ele então sorriu-me e me deu um beijo um pouco mais demorado que o trocado instantes atrás. — Obrigado.

— De nada!

— Quer dividir essa bandeja comigo?

— Mas é claro que sim.

Nos acomodamos na cama, um ao lado do outro e começamos a degustar o que havia na bandeja.

— Pensei que tivesse dito que era uma negação na cozinha. — Gil disse-me antes de levar uma colherada com uma pequena porção de frutas à boca.

— E eu sou, mas não tem nada de outro mundo aí.

Ele sorriu.

Seguimos apreciando o café da manhã no maior clima de romance com Gil me servindo as coisas na boca e eu retribuindo a gentileza servindo-o também na boca. Entre uma degustação e outra, rolava alguns beijos. Experimentei beijos com vários sabores e todos deliciosos.

Quando acabamos de comer a bandeja foi parar no chão, e nos acomodamos abraçadinhos na cama.

— Que foi? — quis saber ao ouvi-lo suspirar alto enquanto estávamos em silêncio.

— Se eu não tivesse que ir falar com o velho Joseph, juro que passaria o dia inteiro aqui com você.

Eu também adoraria que ele passasse o dia ali comigo para matarmos ainda mais a saudade que em uma noite só não foi possível de ser matada por inteira. Mas ele tinha que resolver logo isso com o pai dele. No entanto, depois nada o impedia de vir para cá!

— Fala com ele e depois vem pra cá. — sugeri, deslizando a mão por seu peitoral enquanto dava beijos em seu pescoço.

— Posso mesmo?

— Deve!

Ele gargalhou, fazendo-me rir.

— Sendo assim pode deixar que venho na hora.

Sorrimos e trocamos outro beijo este mais demorado que o anterior. Após o beijo houve um breve instante de silêncio entre nós. Foi então que me lembrei de um assunto que Grissom e eu nem chegamos a conversar direito ontem durante o lanche que fizemos e posteriormente a isso. E eu confesso que agora estava cheia de curiosidades em saber dele sobre aquilo que lhe questionaria.

— Gil, eu queria falar com você sobre uma coisa que...

— Ah, não me diga que tem mais revelações sobre Maryane e Bryan que não me fez ontem? — ele me interrompeu.

—Não. — neguei e depois me sentando na cama, completei: — É sobre o bebê da minha prima.

— O quê é que tem?

Agora que ele sabe perfeitamente quem é o pai da criança, não vejo razão alguma para ele assumir esse filho.

— Você não vai mais assumi-lo, né? Essa criança tem um pai, que pode muito bem a assumir.

A cara que ele fez não me agradou nada. Ai, meu Deus! Ele que não venha com essa de assumir um filho que não é dele.

— Sara... — ele segurou uma das minhas mãos e menos ainda me agradou sua expressão e aquele jeito comedido de começar a falar. — Mesmo com o que me contou a respeito da Maryane, eu ... Ainda pretendo assumir o filho da sua prima como meu.

Juro que não estava preparada para ouvir aquilo. Depois de saber que Maryane não presta, Gil ainda vai assumir o filho da minha prima? Sendo que a criança nem é dele. Esse cara tá de brincadeira com a minha cara, só pode!

— Esse filho não é seu! — retruquei irritada e livrando minha mão do contato com a dele. — Deixa o verdadeiro pai assumir essa responsabilidade. Ou isso é pela condição que seu pai impôs?

— Não tem nada a ver com a condição pra eu assumir a frente dos negócios da família.

—É o quê então? — cruzei os braços e me pus a fitar Gil a espera de sua resposta.

Ele se sentou na cama como eu e meio sem jeito confessou que se apegou a ideia de ser pai desse bebê.

Não acredito no que tô ouvindo!

— Sei que pra você não deve ser fácil aceitar, mas tenta me entender. — ele pediu e tocou meu rosto.

— Juro que estou tentando, mas não consigo. — empurrei sua mão para longe de mim. Detesto estar discutindo e a pessoa vir com carinho.

— Quando a Maryane estava na Alemanha comigo, eu a levei ao médico e ao ver o bebê pelo ultrassom e escutar o coração dele, fiquei encantado. Eu nunca almejei casar e muito menos ser pai, não me via nesse papel antes. Mas admito que depois da consulta o lance de ser pai despertou em mim de uma maneira que não imaginava.

— Você vai querer ser pai de um bebê que nem é seu?

— Essa criança não tem culpa do que Maryane e Bryan aprontaram comigo. Ela não pediu pra nascer. Eu vou assumi-la como minha, Sara. Tá decidido.

Não gostei nenhum pouco desse tom com o qual ele se dirigiu a mim e muito menos, dessas suas últimas palavras ao finalizar o papo.

— Pelo visto, eu tenho só que aceitar calada sua decisão, não é isso?

Era​ só o que me faltava. Terei que ser conivente com o fato de ele assumir o filho da mau-caráter da minha prima.

— Não é assim também.

— Pois foi assim que entendi!

— Deixa eu te...

Nem esperei que ele concluísse e o interrompi.

— Se quer assumir esse bebê...Vai em frente! Mas não me peça pra aceitar isso na boa, porque não vou. Não sou obrigada a isso.

— Eu sei que não é, meu amor. E me desculpa se dê a entender que estava impondo minha decisão a você. Não era essa intenção. Apenas quis deixar você a par da minha decisão.

Eu me recostei a cabeceira da cama e me reservei o direito de não dizer nada em resposta a Gil. Par mim ele não tinha nada que assumir esse filho.

— Ei! — ele chegou mais para perto de mim. — Nós nem bem fez as pazes e já vamos ficar assim brigados?

Também nos me agradava isso.

— Você não precisava ter falado tão rispidamente comigo como falou há pouco. — comentei com raiva.

— Me desculpe por isso também. Realmente fui muito ríspido ao te comunicar minha decisão.

Eu estava possessa com a forma como ele me "comunicou" aquilo e principalmente, com aquela decisão dele. Se soubesse que a conversa iria descambar para isso nem teria começado. Eu e a minha curiosidade enorme! Olha no que ela me resultou?!

— Sara!... Olha pra mim vai. — atendi seu pedido alguns segundos depois. — Você não quer que eu assuma esse bebê, não é isso?

Não mesmo! Para quê assumir uma criança que nem é dele? Meu Deus! Ainda mais tendo a mãe que esse bebê têm! Sem necessidade. Gil ia estar ligado a Maryane pelo resto da vida por causa desse filho que nem o sangue dele terá.

— Suponho que a minha opinião não vá mudar sua decisão, vai? — não esperei por sua resposta e emendei: — Então não há o que discutir. Quer assumir? Vai lá e assume um filho que NÃO. É. SEU! — de maneira pausada frisei bem as três últimas palavras para ele.

Grissom ficou me encarando em silêncio e quando após uns segundos assim, ele ia se pronunciar, foi impedido pela voz de Dayse chamando meu nome enquanto batia na porta do quarto.

— Sara cheguei! Tá sozinha?

— Não! — respondi e saí da cama indo até a porta. — Oi! — saudei Dayse após abrir só um pouco a porta.

— Nossa que cara séria! Interrompi alguma coisa?

Interrompeu, mas dei graças a Deus por isso. O assunto que Gil e eu estávamos tratando já tinha dado para mim.

— Sim, mas depois te conto. — falei baixo para Gil não nos ouvir.

— Desculpa então. Só quis mesmo te avisar que já cheguei.

Assenti e minha amiga se despediu, dizendo que ia ficar na sala vendo TV. Mais uma vez apenas assenti em resposta. Dayse me deu as costas e se foi. Fechei a porta, me virei e encostei-me nela observando Grissom sentado na cama.

— Será que podemos continuar nossa conversa?

Suspirei.

— Acho melhor você ir.

— Está me expulsando?

— Grissom, você já está com a sua decisão tomada e não vejo o que temos mais pra falar a esse respeito. Olha, eu vou tentar entender essa sua decisão, mas bem depois que conseguir digeri-la. Agora, por favor, vai. Você não ia falar com o seu pai?

Eu precisava ficar um tempo sozinha e para como eu mesma disse antes, digerir aquela desagradável decisão dele. Tenho certeza que se nós prosseguirmos mais um pouco que seja com aquele assunto, vai acabar dando merda e nós brigaremos. E eu não queria isso! Já basta o desentendimento todo que aquele assunto já nos causou até ali.

Talvez vendo que insistir seria inútil, então Gil concordou com o meu pedido de ele ir embora.

— Tá bom, eu vou. Quero resolver o lance com o velho o quanto antes.

Apenas concordei com um assento de cabeça.

Vi Gil se levantar da cama e começar a se vestir sem emitir mais qualquer palavra. Muda e na minha não tirava os olhos dele, enquanto a mente remoía aquela história toda do Sr.Gostoso seguir com a decisão de assumir o filho de Maryane. Aquilo não entraria na minha cabeça tão cedo, pois para mim aquele fato não fazia qualquer sentido.

— Você me acompanha até a porta? — sua pergunta me tirou dos pensamentos aos quais eu vagava.

— Claro! Mas antes de você ir... não vai apanhar do chão a sua aliança?

Ele baixou o olhar na direção do chão e bem perto do seu pé direito estava aquela bendita jóia, que de longe eu conseguia enxergá-la brilhando.

Gil apenas se agachou e apanhou a jóia, guardando-a no bolso da calça ao mesmo tempo em que veio caminhando até mim.

— Vou devolver esse anel ao velho. Foi ele quem comprou. — anunciou, batendo de leve no bolso onde havia guardado a joia. Não ousei dizer nada em resposta. — Vamos? — ele me estendeu a mão.

Mesmo ainda chateada, aceitei o contato e segurei em sua mão. Aí, me desencostei da porta e saímos do quarto em silêncio até chegar na sala onde Gil cumprimentou a Dayse que estava deitada no sofá.

— Já vai? Não foi porque eu cheguei, né?

— Não, Dayse. Ele já está indo, porque pretende falar com o pai sobre nós dois. — me adiantei em responder.

— Ah, sim. Boa sorte então pra você, Grissom!

— Obrigado. Acho que vou precisar mesmo de sorte, Dayse! Tchau!

Minha amiga apenas acenou e eu segui com Gil até a porta, e com a mesma já aberta, ele me abraçou em despedida. Contudo não fui retribui com muita vontade.

— Vai ficar assim estranha comigo?

Como é que ele quer que eu fique depois de ouvir a decisão que ele tomou?

— Por enquanto eu não posso ficar diferente. — me afastei dele e cruzei os braços.

Nem se eu quisesse conseguiria agir contrária a forma como vinha agindo.

— Está bom então. — Gil buscou uma nova aproximação de mim e com ela beijou minha testa. — Nos falamos mais tarde?

Confirmei com um leve balançar positivo de cabeça. Diante da minha resposta não verbal vi Gil suspirar. Ele fez menção de me dizer algo mais, só que desistiu e apenas beijou-me outra vez à testa murmurando um "até logo, honey".

Fiquei observando-o até que ele entrou no elevador e as portas do mesmo se fecharam. Suspirei e fechei a porta do apê. Ao virar-me encontrei Dayse me fitando incisivamente.

— Senti um climão de treta entre vocês!

— Ai, Dayse. — resmunguei me aproximando do sofá onde minha amiga estava. — Acho que essa foi a reconciliação que durou menos tempo na minha vida.

— Ih! Qual foi a treta dessa vez? Acabaram de se acertar e já se desentenderam?

Acho que quando ela souber vai me dar razão.

— Gil quer assumir o filho da Maryane mesmo depois de tudo o que eu contei a respeito dessa sonsa e do canalha do amigo dele. — resumi a história.

— Fala sério?!

— Pois estou falando muito sério.

Comecei a lhe relatar direitinho todo o papo tenso que tivemos agora pela manhã no meu quarto. Eu acho que seria bem difícil engolir àquilo e principalmente, aceitar. Sei que aquela criança não tem a menor culpa dos pais que teria, mas Grissom não tem nada que assumi-la, deixasse isso ao verdadeiro pai do bebê, que no caso trata-se daquele asqueroso do Bryan.

Não foi esse canalha quem fez o filho na Maryane? Pois ele que assuma a responsabilidade dele e não o Grissom que tem que fazer isso.

— Sabe como eu acho que você resolve essa situação toda, amiga? — Dayse me indagou ao final do meu relato e das minhas insatisfações todas.

— Como? — no mesmo instante olhei toda esperançosa para Dayse.

— Ficando grávida do Grissom.

— Ah, Dayse. Estou pensando que você vai falar sério.

— Mas é sério, Sara. Por que não dá um filho pra ele? Acho que assim, talvez, o Sr.Gostoso desistiria dessa ideia de assumir o filho da vaca da Maryane.

— Não acho. Além do mais, acho cedo pra um filho. — contei, dando um suspiro.

Para mim parecia tão precipitada essa ideia, pois Gil e eu ainda tínhamos tão pouco tempo de relacionamento para já "encomendar" um bebê. Sem contar também que, eu não quero ser mãe por agora. Daqui há uns anos sim, no momento atual não.

— Amiga, mas você não gosta dele?

— Gosto. Na verdade o amo, Dayse e muito. Só que... — eu mesma me detive nas palavras por um segundo e então conclui o resto da fala: — Não quero ter um bebê agora.

— Posso saber por que não quer agora?

Nunca houve segredo entre nós e tampouco julgamentos, por isso mesmo eu sabia bem que podia contar sem medo algum o que eu quisesse a Dayse, e foi o que fiz.

— Vai parecer egoísmo da minha parte, sabe... mas... — encarei as minhas mãos que descansavam sobre a almofada em meu colo. — Eu não quero dividir ainda a atenção do Grissom entre mim e um filho! — olhei para Dayse e vi sua surpresa diante do que eu disse.

— Um filho que diga-se de passagem será seu também, amiga. — minha amiga lembrou-me bem.

— Eu sei. Só que Dayse, eu não estou preparada pra ser mãe nesse momento. Talvez daqui há tempo, quem sabe até anos, mas agora não. Eu ainda quero aproveitar ao máximo o lance de ser apenas o Grissom e eu juntos.

— Entendo. E é por isso também que não aceita o fato dele assumir o filho da sua prima?

— Não, não. Eu não aceito, porque não acho certo que ele tome pra si uma responsabilidade que não lhe compete. Sem contar que essa criança vai manter um laço entre o Grissom e a sonsa da minha prima. Eu não quero isso!

Por mim depois que o Gil terminasse esse compromisso com a Maryane, ele não se aproximaria mais dela. Só que com esse lance dele querer assumir essa criança isso vai ser impossível. Esse bebê seria um elo entre Gil e Maryane, um elo que eu não queria que eles tivessem.

— Você e nenhuma outra no seu lugar ia querer isso. Eu não ia querer e nem aceitar. Mas conversa com o Grissom sobre essa situação.

— E arranjar mais dor de cabeça? Acho melhor não. Ele já tomou a decisão dele e pelo visto não vai voltar atrás, então o que eu disser não vai fazer diferença.

— Vai aceitar então?

— Não. Aturar é tudo o que eu posso fazer. Mais que isso não consigo, Dayse.

Notas finais
Esse lance do Grissom ainda insistir em assumir o filho da Maryane deu uma azedada na reconciliação, mas como disse antes não há com que se preocuparem. E a Sara hein? Não quer dividir o Sr. Gostoso ainda, nem mesmo com um filho que possa a vir a ter com ele. Que coisa! Mas será que depois, mais lá pra frente, ela não muda de ideia? O que vocês acham? Até o próximo.