Notas iniciais
Olá, meninas! Desculpa pela demora na atualização, mas enfim estou com um capítulo novo. Boa leitura!

Nem bem entramos no quarto, Gil já foi logo me agarrando por trás e "enterrando" seu rosto em meu pescoço, fazendo-me arrepiar inteira ao deslizar sua língua pela minha pele. E assim com o Sr.Gostoso agarrado a mim seguimos em direção a cama com.

— Uma noite vai ser pouco pra saudade que estou de você. — escuto Gil murmurar-me ao pararmos do lado da cama e aí, sinto uma leve mordida sua em meu ombro direito enquanto as mãos dele apertaram minha cintura.

— Compartilho dessa sua mesma opinião. — ergui um dos braços e a minha mão esquerda tocou a nuca de Gil.

As mãos do Sr.Gostoso subiram da minha cintura até cada seio meu. Gil os apertou na medida certa para me arrancar um gemido de prazer.

Sabe aquela gana desacerbada que você sente por algo?

Era, exatamente, essa a gana que me consumia em relação a Gil. Acho que desde que nos conhecemos, esta agora está sendo a vez que mais eu estou querendo-o com toda a minha latente vontade.

— Queria ir bem devagar com você, mas a vontade que estou de te possuir rápido é muito maior. Se importa de pularmos as preliminares, querida? — Gil sugou minha orelha e suas mãos apertaram pela segunda vez meus seios e não satisfeito em só me provocar com isso, o Sr.Gostoso ainda se esfregou em mim fazendo-me sentir sua já eminente excitação em minha bunda.

— Não me importo nenhum pouco! — respondi após um novo e mais audível gemido.

Se ele tinha pressa em me possuir, eu também tinha pressa em ser possuída por ele; de senti-lo dentro de mim de novo, fazendo-me sua como nas outras vezes em que já estivemos juntos.

Gil me beijou o pescoço uma última vez e suas mãos largaram meus seios para irem às minhas costas. Sem demora o zíper da peça de roupa que eu usava foi descendo com rapidez, mas ao mesmo tempo de maneira cuidadosa. Com o auxílio do Sr.Gostoso fui baixando o macacão. Ao deslizar a peça pelos quadris e assim ter exposta minha bunda, senti nela um tapa dado por Gil.

— Ai! — exclamei já rindo.

— Eu sei que gostou e que até sentiu saudades disso.

E ele não estava errado nisso. Senti mesmo saudades de seus tapinhas!

O macacão se amontoou em minhas pernas. Eu precisaria agora me livrar das sandálias para tirar a peça de roupa por completo. Gil me fez sentar na cama e ao se ajoelhar diante de mim, pegou um dos meus pés e colocou-o sobre sua coxa direita. Em segundos e sem qualquer problema a sandália alta já era tirada do meu pé. O mesmo processo foi repetido com o outro pé e eu já me encontrava sem os sapatos. Ia me levantar da cama para terminar de tirar o macacão, mas o Sr.Gostoso sinalizou um "não" com a cabeça. Ele me pediu que deitasse, porque ELE mesmo tiraria a peça que eu usava. Fiz o que Gil pediu e ele puxou o macacão pelas minhas pernas, me sacando a peça por completo e deixando-me apenas de calcinha, já que eu não usava a parte de cima da lingerie por não ser preciso.

Me lançando um olhar nada inocente senti suas mãos deslizarem pelas minhas pernas em direção a calcinha. No entanto algo me incomodou naquilo. Era o metal frio daquela maldita aliança roçando em minha pele. E quando as mãos de Gil seguraram no elástico da lingerie, eu segurei em seus pulsos impedindo que ele me livrasse da peça. O Sr.Gostoso me olhou sem entender nada. Então pedi:

— Por favor, tira essa aliança!

Me incomodou assim que vi no carro aquela jóia enfeitando o dedo dele enquanto Gil dirigia. Todavia não comentei nada e tentei ignorar aquele adereço. Só que agora que nós tínhamos enfim nos acertado, não ia aceitar aquela aliança no dedo dele quando estivesse comigo. Não mesmo!

— Te incomoda?

— Muito! — admiti com sinceridade.

Sem dizer mais nada, ele tirou aquela aliança do dedo e jogou no chão.

— Pronto... Sem aliança! Posso continuar o meu "serviço"? — seu sorriso cafajeste me arrancou um sorriso em retribuição.

— Não só pode como deve!

Foi questão de frações de segundos para a calcinha ser tirada de mim por Gil e jogada em alguma parte do chão do quarto. Nua sobre a cama,eu fiquei me deliciando com aquele espetáculo de homem se despir diante de mim com demasiada rapidez e pressa. Assisti-lo fazendo aquilo me pareceu até um déjà vu da nossa primeira vez juntos, quando fiquei bem assim vendo-o livrar-se das roupas.

— Espero que você ainda tenha preservativos no banheiro, porque eu vim desprevenido. — comentou Gil apoiando as mãos no colchão após ficar como veio ao mundo diante de mim.

Sorri e com o dedo indicador o chamei. Gil se inclinou a frente e eu o puxei pelos braços, fazendo-o cair deitado sobre mim.

— Au, Sara! Te machuquei? — ele se preocupou em perguntar ao bater cair e bater de leve sua testa na minha.

— Não! — neguei, sorrindo. — E não vamos precisar de preservativo. — revelei baixo com a boca a milímetros da dele. — Voltei a tomar meus anticoncepcionais.

Ele enrugou a testa e só após um breve instante, foi que eu acho que se deu conta do que aquilo significava.

— Se voltou a tomar isso... Então o lance do bebê...

— Não tem bebê por enquanto! — contei lhe agarrando pelo pescoço.

Vi um pequeno feiche de decepção tomar conta da expressão de Gil.

— Que pena! — lamentou o Sr.Gostoso. Contudo, rapidamente, ele mudou de expressão e dando um sorriso, completou: — Mas em breve me encarregou de colocar um bebê aí dentro da sua barriga.

Nem tive tempo de contestar aquelas suas palavras, pois Gil tomou minha boca na sua e enquanto nós trocávamos um beijo desesperado, urgente e lascivo, o Sr.Gostoso ergueu uma das minhas pernas com sua mão e com a mesma mão guiou seu membro para minha entrada, me penetrando num único movimento, que me fez arquejar as costas da cama e gemer em sua boca enquanto agarrava seus cabelos com ambas as mãos. Com pressa e urgência, ele começou a se movimentar sobre mim de maneira firme.

Nossos corpos se chocavam um ao outro mais rápido a cada nova estocada de Gil em mim. Da minha boca e da dele saíam gemidos altos que se misturavam o quarto, assim como, se misturavam também os suores dos nossos corpos aquela altura da nossa intensa transa. Tínhamos começado aquela "atividade" atravessados na cama, mas a intensidade da nossa transa era tanta que já estávamos com os pés para cabeceira da cama e nossas cabeças ondem deveriam estar nossos pés.

Àquela altura eu já podia sentir a minha libertação mais perto. E em mais algumas investidas fundas de Gil, eu cheguei ao gozo. O Sr.Gostoso chegou logo em seguida e desabou sobre mim ofegante, suado e com o coração batendo aceleradamente contra o meu peito.

Um instante de silêncio, não absoluto, tomou conta do quarto. Podia sentir próximo ao meu ouvido a respiração desregular de Gil. Com uma das mãos toquei carinhosamente a base de sua nuca e beijei seu ombro.

— Sara!

— Sim!

— Não fui muito rude com você enquanto transamos, fui? — ainda ofegante pela intensa "atividade" que terminamos de fazer, Gil quis saber enquanto ainda se encontrava sobre mim, quase inerte.

— Não! Você foi ótimo!

A forma intensa com a qual fizemos amor foi algo maravilhoso, animal! E eu tinha adorado a forma como foi!

— Estava tão... desesperado por você que... Acho que acabei me excedendo na...

— Ei! Está tudo bem! — o interrompi e Gil me encarou após levantar a cabeça do meu pescoço. Seus cabelos desalinhados o deixavam uma tentação ainda maior. Como um homem pode ser assim tão lindo e tentador dessa forma? — Foi incrível do jeito que foi. — confirmei ao segurar seu rosto corado e suado.

Gil esboçou um sorriso e virando o rosto beijou a palma de uma das minhas mãos.

— Vamos tomar um banho? Suados desse jeito estamos precisando.

— Só se me levar no colo até o banheiro! — brinquei e ele gargalhou fazendo-me sorrir. — Tô falando sério!

— Okay! Mas me dê uns minutinhos para recuperar as forças e aí, te levo sem problemas.

Nós sorrimos e pelos cincos minutos seguintes ficamos na cama trocando apenas beijos inocentes e carinhos. Quando Gil já se sentia recuperado o bastante, ele se levantou da cama e me pegando no colo, nós seguimos para o banheiro anexo ao quarto.

Foi um banho longo regado a mais beijos molhados (e nada inocentes desta vez) e carícias íntimas, muito íntimas, que nos levaram a uma nova e agora calma, sessão de amor sob água morna que caía do chuveiro. Quase meia hora depois, nós saíamos do banheiro com Gil enrolado numa toalha e eu em outra.

— Tô com fome. E você? — questionei ao apanhar de uma gaveta um pijama para mim.

— Também. Não comi nada no coquetel da festa do Lewis.

— Nem eu. Nós podemos preparar um lanche juntos.

Ele concordou com a minha sugestão.

Terminei de me vesti com uma camisola curta, passei uma escova no cabelo e minutos depois já estava na cozinha com Gil preparando algo para nós.

— Tem certeza que não corro o risco da Dayse chegar do nada e me pegar só de cueca na cozinha de vocês?

Lancei um olhar para Grissom que se encontrava há uns três passos de distância de mim, lavando na pia uns morangos para fazermos suco. Tinha sido sugestão minha que ele ficasse só com aquela peça íntima escura. Gil pretendia colocar a calça, mas pedi que ele ficasse só com a cueca porque adorava vê-lo só nessa peça e sabia que não havia 'riscos' em ele ficar zanzando ali só com aquela roupa.

— Certeza absoluta. Ela não vem dormir em casa, pode ficar tranquilo. — contei enquanto admirava de cima a baixo aquela tentação louca de homem só de cueca na minha cozinha. Acho que nunca estive tão bem acompanhada ali como naquele momento, tendo Gil e seu belo porte para babar. E ainda mais, aquela companhia tendo toda a importância que tinha na minha vida e para mim.

— Ei! Que foi? — ele tinha um sorriso presunçoso nos lábios.

Mordi os lábios e sorriso antes de lhe responder:

— Você é um espetáculo delicioso de se vê!

— Uau! — Gil sorriu. — Mas sabe de uma coisa... você é mil vezes mais um espetáculo delicioso para os meus olhos! Ainda mais, com essa camisola curtinha que está me tirando o juízo e dando ideias nada inocentes.

— Pode ficar aí, senhor tarado. — com o braço esticado brequei sua aproximação de mim.

— Depois que fizermos esse lanche você não me escapa.

Abri um sorriso e balancei a cabeça, voltando minha atenção a preparação dos nossos sanduíches naturais que eram por minha conta já que o suco ficou a cargo de Gil.

Pouco tempo depois estávamos os dois acomodados à mesa, saboreando nossos sucos e os sanduíches.

— Essa marca no seu braço é do tiro que levou na Alemanha? — meus dedos deslizaram por cima da cicatriz situada uns quadro dedos antes de alcançar os ombros dele. Só agora, com mais calma e atenção que fui notar aquela marca em Gil enquanto fazíamos o lanche.

— É, sim.

Era um risco de uns quatro centímetros que só de ver me apertou o peito.

— Doeu muito isso?

— Um pouco. A arma era de calibre grosso e eu dei sorte de ter sido só de raspão, senão o estrago seria bem grave.

Só de pensar nisso meu estômago se embrulhou e meu coração vacilou uma batida. Imaginá-lo ferido ainda que de raspão e pensar que algo pior que isso ainda podia ter lhe acontecido, me causou um pavor.

— Fiquei tão desesperada quando Lewis me contou sobre esse atentado.

Na ocasião pareceu que o chão me foi arrancado dos pés. Foi a pior notícia que recebi. Não consigo cogitar ou dimensionar o que seria de mim se o pior tivesse acontecido com ele. Acho que eu morreria junto.

— Ei, já passou. Eu tô aqui bem e o cara tá lá preso. Fica tranquila, tá bom? — assenti positivamente enquanto o via levar minha mão até seus lábios para depositar um beijo delicado no dorso dela.

— Espero que esse cair move na cadeia.

— Eu também, honey. Agora mudando desse assunto. Pretendo falar com o meu pai amanhã mesmo sobre você e eu.

— Algo me diz que ele não vai gostar nada de saber sobre a gente.

Pela forma como aquele senhor me tratou, estava na cara que ele não ia me aceitar como nora nem aqui e nem na China.

— Eu não estou nem aí, se ele não gostar. E quando Maryane chegar no domingo abro o jogo com ela e termino esse noivado com a sua prima.

Acho que era chegado o momento de EU abrir o jogo com ele e contar o que há tempos já devia ter lhe contado.

— Gil, a Maryane já sabe sobre a gente. — revelei a seco e sem fazer enrolação.

— Sabe??? — ele me encarou confuso e espantado. — Como? Você contou?

— Não. Outra pessoa fez isso.

— Que outra pessoa? Se as que sabiam são da minha inteira confiança.

Nem todas, meu amor!

Aquele desprezível do Bryan não podia ser taxado de confiável.

E ignorando as ameaças da Maryane, eu resolvi contar tudo para Grissom desde o caso da minha prima com aquele nojento do amigo dele, até às ameaças da Maryane e as cantadas baratas do Bryan para cima de mim.

— Foi o seu amigo Bryan quem contou pra ela.

— Espera.... Bryan? Por que ele faria isso? — ele exibia uma cara de descrença.

Não faço ideia de como ele vai reagir quando souber da verdade, mas descobrirei em breve. E como ficar de rodeio não é muito a minha resolvi contar direto como fiz na minha resposta anterior.

— Bryan e Maryane são amantes, Gil. Há meses eles têm um caso pelas suas costas.

Ele franziu a testa e se recostando a cadeira ficou me fitando calado. Certamente, processando o que acabei de contar. E eu permaneci lhe observando e esperando que dissesse algo. Não tardou muito para ele abrir a boca.

— Sara, você tem certeza do que está dizendo?

Eu confesso que não esperava aquele questionamento.

— Está duvidando de mim?

— Não é isso, querida. — ele se apressou em segurar uma das minhas mãos.

— É o quê? — puxei minha mão e cruzei os braços encarando Gil.

Não é possível que nossa reconciliação vai durar assim tão pouco?! Fala sério!

— Sara não faz o menor sentido pra mim esses dois de caso. Bryan detesta a Maryane. Cansou de me dizer isso. E ela é a mesma coisa em relação a ele.

Dois falsos e hipócritas mesmo!

— Pois eles têm fingido e muito bem pra você. Esses dois têm um caso, Gil.

Eu podia não ter provas matérias do que dizia, mas havia Hellen para confirmar aquilo dito.

— Okay, amor! E como soube disso?

Teria que falar da Hellen. Só espero que ele seja compreensivo com ela e não a demita depois por ela ter omitido dele a verdade.

— Sua secretária, Hellen, me contou depois de eu muito insistir, já que percebi o profundo desagrado dela em relação ao tal Bryan e a minha prima.

— Hellen?

— Isso! Ela me disse que viu os dois uma vez se beijando na piscina depois que você os deixou sozinhos.

Com uma expressão fechada, Gil levou uma das mãos pela barba e ficou quieto por quase um minuto. E quando tornou a se pronunciar sua voz soou irritada.

— Hellen devia ter me contado. Por que ela não chegou em mim e contou isso?

Ele ia demitir a pobre da Hellen pelo andar da carruagem. Eu não ia deixar. Parti então para defesa da outra mulher.

— Gil, ela ficou com medo de contar e você não acreditar nela, porque obviamente Bryan e Maryane iam negar isso, caso você os questionasse. Hellen temia pelo emprego dela. Não a demita, por favor. — implorei e busquei sua mão, guardando-o entre as minhas.

— Eu não vou demití-la, Sara. Mas Hellen podia ter sido mais honesta comigo e me contando a verdade. Você não concorda comigo?

— Sim. Só que dá um desconto pra ela. A coitada ficou com medo de perder o emprego.

— Você já disse isso.

Ele estava visivelmente chateado e aborrecido com aquela situação. Eu até o compreendia e no lugar dele estaria igual, porque não deve ser nada agradável ser o último a saber de algo que muitos já têm o conhecimento. Mas eu sei que ele é um homem de bom coração que não vai cometer uma injustiça com alguém como Hellen.

— Ela gosta de trabalhar pra você. E mais ainda, gosta de você. Me confidenciou que não estava mais aguentando ficar escondendo a canalhice daqueles dois de você e te ver sendo feito de bobo pelo seu "amigo" e a Maryane. — busquei argumentar em prol de Hellen.

— E você sabia disso faz tempo também, por que não me contou antes, Sara? — ele puxou de leve sua mão, livrando-a do contato com as minhas e cruzou os braços.

Agora virou a bronca para o meu lado é?!

Pois vamos as explicações então, porque eu as tenho muito bem.

— Eu pretendia te contar pouco antes de você receber aquele telefonema da Alemanha contando sobre o caso do funcionário que vendeu a fórmula da sua empresa. Mas assim que encerrou a ligação desisti de contar, pois não me pareceu apropriado te contar isso naquele momento. Aí, você viajou, nós brigamos, separamos e ficamos todo esse tempo longe. Não tinha como eu te contar sobre os dois canalhas. Mas prometi a mim mesma que se nos acertássemos, eu te contaria isso na primeira oportunidade que tivesse. E é exatamente isso que estou fazendo. Me desculpa, se demorei.

Gil suspirou e baixou a cabeça por uns segundos.

— Gil...

— Tudo bem! — ele se adiantou em falar, interrompendo minha fala e me encarando.

— Vai desculpar a Hellen também.

— Vou!

Sorri aliviada por isso.

— Que bom!

Sabia que ele seria compreensível.

— Maryane e Bryan de caso. — ele disse como se ainda não acreditasse e quisesse convencera si mesmo de que aquilo era verdade. — Realmente, eles fingiam muito bem pra mim.

— Nunca desconfiou deles?

— Sinceramente não. Você precisava ouvir como um falava do outro pra mim, quando estavam sozinhos comigo.

— São dois falsos.

Acho que era por isso que eles tinham algo, por serem farinha do mesmo saco.

— E se querem ficar de caso, pois que continuem agora bem longe de mim. Quero distância dos dois.

Era bom ouvir isso. Mas agora eu precisava contar o restante que ainda faltava. Tomara que ele não surte e continue reagindo bem.

— Gil ainda tem mais coisa.

— Ih! Por que tenho a impressão de que o pior vem agora? — ele me olhava com preocupação.

Porque vem mesmo, meu bem!

— Seu amigo é o verdadeiro pai do bebê que Maryane espera. E antes que me pergunte se tenho certeza disso, já te adianto que sim.

— Como?

— A própria Maryane confirmou essa informação.

— Então o caso deles já tem tempo mesmo.

— Sim.

— E em que momento ela te confirmou que ele era o pai do filho dela?

Reponder tal pergunta levava a revelar outra coisa importante, que vinha omitindo dele. E como eu queria zebrar tudo então contei a verdade sem hesitar.

— Quando ela apareceu aqui me ameaçando pra ficar longe de você ou ela contaria para os meus pais que eu te seduzir por inveja dela.

— É o quê? — ele parecia atordoado com as informações que lhe dei. — Maryane te ameaçou, Sara?

— Sim e ela vem fazendo isso insistentemente, Gil. A minha prima não é a pessoa boazinha que ela faz você pensar. — eu precisava abrir os olhos dele quanto aquela hipócrita e o momento era aquele. — Maryane é dissimulada, mentirosa e mau caráter. E seu amigo é tão pior quanto ela. Ele é um nojento, canalha e asqueroso. — não consegui conter a minha aversão aquele cara e aquilo chamou de imediato a atenção de Gil.

— Por que essa raiva toda dele? Bryan fez alguma coisa pra você, Sara?

Mesmo ciente do quão ciumento Gil tem se mostrado e desconfiando que aquele homem iria enlouquecer e ficar possesso de raiva com o que lhe contaria. Ainda sim, eu resolvi que não podia esconder mais dele os assédios que seu amigo tem cometido para cima de mim. Eu queria recomeçar o relacionamento com Grissom zerada e sem pendências ou omissões. Portanto, resolvi ser franca com Gil.

— Esse Bryan tem constantemente dado em cima de mim, Gil. Começou quando o conheci no seu apartamento antes de você chegar. E tem sido sempre assim em toda ocasião em que ele vem me encontrando. Inclusive, ontem mesmo no coquetel do Lewis esse Bryan deu em cima de mim.

A cara dele depois do que eu disse se transformou numa carranca que me deu até medo.

— Filho da puta! Eu vou partir a cara dele. — Gil bateu com a mão tão forte na mesa, que cheguei a me assustar. — Bryan vai se arrepender da graça.

Por um instante cheguei a me arrepender de ter contado aquilo, pois Gil era capaz de não só partir a cara do Bryan como fazer coisa bem pior. E eu não quero que ele faça nada que venha a prejudicá-lo depois.

— Gil... — me levantei da cadeira e fui me sentar em seu colo. — ... Me ouve, você não vai fazer nada contra esse cara, tá bom?

— Sinto muito, mas não sou homem de não fazer nada, Sara. Por caso está com pena dele é?

— Claro que não! Aliás, não estou nem aí pra esse sujeito. Só não quero que você se prejudique. — segurei seu rosto e fiz Gil olhar nos meus olhos. — Não faz nada, por favor. Já dei um chega pra lá nele.

— Infelizmente não posso atender a esse seu pedido. Você já deu seu "chega pra lá nele", agora eu vou dar o meu é muito bem dado.

Meu Deus! O homem parecia possuído de raiva.

— Começo me arrepender de ter te contado, sabia?

— Quer dizer que ia me esconder uma coisa dessas?

— Não. Mas vendo como você está agora, Grissom, eu começo a achar que não ter contado seria o melhor que eu devia ter feito.

— O melhor foi você ter me contado. O fato dele ter se metido com a Maryane pouco me importou ou importa. Se eles querem continuar tendo um caso, que tenham. Mas ele se meter com você. Isso aí não!... Bryan vai se ver comigo e Maryane também por ficar te ameaçando. Vou me encarregar dela não contar nada para os seus pais.

— Se ela já não tiver feito isso.

Com certeza aquele Bryan deve ter batido pra ela que Gil e eu saímos juntos da festa ontem. Se duvidar o sujeito até deve ter nos espreitado e visto quando nos beijamos, e na mesma hora contado para Maryane.

— Se ela fez vai se arrepender amargamente.

Notas finais
Enfim nosso casal fez as pazes e estão juntinhos de novo. O Sr. Gostoso pareceu não se incomodar tanto ao saber do caso do amigo com Maryane, mas bastou Sara contar que Bryan dá em cima dela, que o homem já viu tudo vermelho. Bryan que se cuide. E Maryane também. Os dois têm contas a acertar com Gil muito em breve. Beijão e até o próximo capítulo.